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24.07.2008 | 19:14:44
Desentendimento ministerial

''Não acredito em Doha'', diz Stephanes. Amorim rebate dizendo:  "Stephanes deve achar que estou me divertindo"

Em entrevista a repórter Denise Chrispim Marin, publicada nesta quinta-feira, 24, no Estadão, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, declarou que não acredita na Rodada Doha. "Na contracorrente dos esforços em Genebra de seu colega Celso Amorim, chanceler da República, Stephanes argumenta que a Rodada "não servirá para nada" e a demanda por alimentos em expansão provocará inevitavelmente a liberalização dos mercados agrícolas e a redução dos subsídios dos países mais ricos ao setor", escreveu Denise.

- As negociações podem até chegar a uma saída honrosa. Mas esse acordo não significará nada", disse o ministro. "A Rodada Doha joga com números, e não com a realidade. Em termos práticos, não há razão objetiva para trazer impacto positivo à agricultura mundial, disse Stephanes ao Estadão.

Em Genebra, ao ser informado, também nesta quinta-feira, da entrevista do colega de ministério, o chanceler Celso Amorim disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deve achar que ele, Amorim, está "se divertindo" nas negociações da Rodada Doha, que entraram em seu quarto dia.

- Se ele realmente pensa isso, então deve achar que estou me divertindo aqui - reagiu Amorim, que na quarta-feira passou mais de 12h reunido com os demais membros do G7 (Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia, China e Austrália).

Só faltava essa.

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24.07.2008 | 18:49:04
Adriana Vandoni

Workshop de propina

Cansei! Cansei de ver a corrupção ser banalizada. Cansei de ver alguns bradando "contra os corruptos" ou "contra os dinheiristas", e ver que estes mesmos não passam de pessoas corruptíveis a espera de uma boa oportunidade. Cansei de ver homens se dizerem honestos e logo em seguida vê-los compactuando com a desonestidade ou ladeando os desonestos. O ser corrupto não tem ideologia ou partido político. Não tem relação com Engels ou Marx, nem mesmo com Adam Smith ou Keynes. A corrupção é suprapartidária. No Brasil a corrupção é endêmica e culturalmente aceita. Leia mais.

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24.07.2008 | 17:45:21
Gozação

"Cuidado para a manchete não virar que três ou quatro carros engavetaram um no outro", diz governador pernambucano 

Li, agora há pouco, no Blog de Jamildo que, bem humorado, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pediu, durante a solenidade de entrega de 350 viaturas à Polícia Civil, nesta quinta-feira, 24, que os policiais não se distraíssem e evitassem acidentes na saída do Centro de Convenções de Recife .

"Cuidado para a manchete não virar que três ou quatro carros engavetaram um no outro", brincou.

O governador Eduardo Campos lembrou que em um "Estado irmão" foi justamente isso o que aconteceu durante uma cerimônia semelhante. Por causa de uma distração, várias viaturas policiais bateram enquanto desfilavam pela cidade.

A notícia do engavetamento das viaturas baianas correu o mundo e virou motivo de chacotas.

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24.07.2008 | 17:14:56
Comentário

Por que não te calas?

Ultimamente é preciso ter um saco de estopa de juta para encarar a leitura do que dizem alguns figurões da República. Agora mesmo, com a Operação Satiagraha essas peças pitorescas, que ocupam altos cargos republicanos, desandaram a dizer um monte de tolices e estultices.

O recordista, com certeza, é o gaúcho Tarso Genro, que está ministro da Justiça por enquanto.

Nas últimas vinte e quatro horas, Tarso Genro produziu uma série de declarações de alta sapiência sobre a conduta de delegados e agentes da Polícia Federal nunca antes ditas neste país.

Uma delas é a defesa vibrante da privacidade dos suspeitos envolvidos na Operação Satiagraha.

Pelo visto, o pai da candidata do PSol à prefeitura de Porto Alegre, a bela deputada federal Luciana, está chocado com a imagem do Celso “Jabuticaba” Pitta, flagrado por uma equipe de reportagem da Rede Globo, de pijamas.

Não é politicamente incorreto ao grifar entre Celso e Pitta o apelido dado ao ex-prefeito paulistano pelos suspeitos de ligações criminosas com ele.

Segundo Tarso, o vazamento de gravações telefônicas e de imagens não prejudicou as investigações da Satiagraha, mas colocou na vitrine de forma ilegal os endinheirados suspeitos, desrespeitando o manual da Polícia Federal.

Não se tem lembrança do senhor ministro fazendo declarações deste naipe, quando são expostos suspeitos presos nas favelas do país levando bordoada de policiais. Cenas comuns nos programas policiais das emissoras de TV.

Vale reproduzir a declaração do ministro Tarso:

- Um dos elementos importantes deste manual são a proibição da exibição pública das pessoas, a sua execração pública e a produção de punição antecipada. E as pessoas foram expostas na operação, e evidentemente a PF vai investigar quem o fez. O manual foi violado diversas vezes. O prefeito Pitta - e não estou fazendo nenhuma defesa dele - foi filmado dentro de casa. Alguém que estava realizando o inquérito avisou uma emissora, que fez esta gravação. Não me cabe fazer alguma consideração, mas aquele policial ou aquele servidor cometeu um delito, disse Tarso.

Mais uma vez, não se tem lembrança de nenhuma autoridade da República reclamando quando foram filmados algemados centenas de ilustres nomes da política e do mundo empresarial.

O que será que eles não têm, que os suspeitos da Operação Satiagraha tem?

Pela preocupação que causou e continua causando nos três poderes da República, a Operação Satiagraha esconde nas sete mil páginas do relatório produzido pelo delegado Protógenes Queiroz muita coisa que não pode vir a público.

Dizem as más línguas, que se houver um cruzamento de informações e dados entre as operações Navalha, Satiagraha e Toque de Midas “não sobra um meu irmão...”  

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24.07.2008 | 16:15:01
Só aqui

Governo gasta meio bilhão para integrar o Brasil ao mundo, menos a Roraima e ao Amapá     

O sítio "Contas Abertas" informa que:

"Em média, o Brasil gasta R$ 500 milhões anualmente a título de “cooperação internacional”. Neste ano, o país já desembolsou R$ 272,9 milhões e ainda conta com a autorização de mais R$ 300,7 milhões do Orçamento Geral da União para o aperfeiçoamento da gestão das políticas internacionais e, principalmente, para garantir a participação em organismos internacionais. De 2001 para cá, R$ 3,5 bilhões já saíram do Brasil rumo a programas de cooperação internacional. Corrigidos pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas, este valor corresponderia, hoje, a R$ 4,8 bilhões."

Enquanto isso, o governo não consegue integrar ao resto do país, via internet banda larga, as capitais dos estados de Roraima e do Amapá.

Nos dois estados da região Norte do país, a internet é conhecida como "Cipó Net", pois a conexão, ainda, é discada.

Tem coisas, neste país, que até Deus duvida. 

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24.07.2008 | 12:55:35
Salvador pede socorro

Morto símbolo da guarda municipal

Uma infeliz coincidência envolve o assassinato do segurança particular Saidemberg Cruz, 32 anos, na noite de anteontem em Cajazeiras VIII. Contratado como modelo da campanha publicitária da recém-lançada Guarda Municipal de Salvador – com fotos estampadas em outdoors pela cidade – Sassai, como era conhecido, foi vítima da violência que grassa, sorrateira, em muitos pontos da capital. Torcedor do Bahia, ele acabava de voltar da casa de um amigo, onde assistiu ao jogo num canal fechado, acompanhado da mulher, quando foi surpreendido por cinco homens em dois carros que já chegaram atirando. Ele foi atingido por sete tiros, perto da casa da mãe, chegou a ser levado ao posto médico do bairro, mas não resistiu.

Apesar de estar vestido com a farda da guarda nas fotos, de acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o segurança não chegou a sequer prestar o concurso. A mãe, porém, acha que o filho ter aparecido nas fotos pode ter chamado a atenção “de quem não devia”.

- Vai ver até acharam que meu filho estava ganhando muito dinheiro e tentaram roubar. Um dia vai colocar a mão na cabeça e pensar: ‘Matei o pai de dez filhos, diz a mãe do rapaz. (Texto: Vitor Carmezim/ATARDE - foto: Tribuna da Bahia)

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24.07.2008 | 12:25:26
Eleições municipais

“Tô fora”, diz Lula  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou ontem que vai evitar ao máximo participar das campanhas eleitorais de outubro, Ao ser questionado sobre as eleições, Lula respondeu: “Eleições, tô Fora”. Ele afirmou ter dificuldade de fazer campanha porque tem “muitos aliados” em todos o país. A idéia do presidente é manter uma intensa agenda de viagem até as vésperas das eleições de outubro. 
“Vou evitar ao máximo possível participar das eleições municipais, vou tentar fazer minhas viagens dentro do Brasil e fora. Vou deixar as eleições para os partidos e para os candidatos”, disse. 
Lula reconheceu que uma das dificuldades para subir em palanques é que tem vários aliados que disputam entre si nos mesmos locais. Para evitar o mal-estar na base de apoio do governo, o presidente vai se empenhar para escapar das campanhas. 
“Afinal de contas, eu tenho muitos aliados disputando as eleições. O resultado é sempre assim: os que ganham acham que o mérito é deles, e os que perdem depositam nas minhas costas a derrota, porque eu não fui ou porque fui apoiar o outro [candidato].”

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24.07.2008 | 11:56:26
Sucessão em Fortaleza

Luizianne troca o candidato a vice-prefeito

Pedro Alves em O POVO

A impugnação da candidatura de Luizianne Lins (PT) foi rejeitada ontem pelo juiz da 116ª Zona Eleitoral, Luiz Evaldo Leite. A decisão abre o caminho para a escolha do candidato a vice-prefeito definitivo na chapa que concorrerá à reeleição. Até a próxima quinta-feira, 31, o nome de Tin Gomes (PHS), presidente da Câmara Municipal, deverá ser confirmado como vice de Luizianne. O POVO apurou que a compensação para o PSB, que também reivindicava a vaga, é a promessa de apoio à indicação de um nome do partido para presidir a Câmara a partir do ano que vem, em caso de reeleição de Luizianne.

Desde o início das negociações, Tin é o nome preferido do governador Cid Gomes (PSB) para compor a chapa ao lado da petista. Mas a escolha esbarrou no PSB, que reivindicava a indicação. O impasse fez com que a convenção do dia 29 de junho, que homologou Luizianne - e que necessariamente precisaria definir o nome do vice -, terminasse sem o anúncio do vice. Só dois dias depois foi divulgado que, desde o dia da convenção, o nome de Raimundo Ângelo, presidente municipal do PT, estaria escolhido. Apenas não teria sido tornado público. Raimundinho, como é conhecido, foi escolhido para ocupar a vaga provisoriamente, até que fosse batido o martelo sobre o vice definitivo. Leia
mais.

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24.07.2008 | 11:51:37
A CRÍTICA

Governador do Amazonas processa jornalistas

Gerson Severo Dantas

O governador Eduardo Braga (PMDB) anunciou ontem, durante o programa Roda Viva especial, da TV Cultura, que vai processar os jornalistas André Alves, de A CRÍTICA, e Valmir Lima, do Diário do Amazonas. A decisão foi motivada por perguntas feitas pelos dois profissionais ao candidato da coligação "União Por Manaus" (PMN, PMDB, PR, PTdoB, PRP, PRB, PSC e PSL), Omar Aziz, entrevistado no dia anterior no mesmo programa.

Braga e sua equipe entenderam que as perguntas eram afirmações caluniosas por sugerirem que o governo dele não investiga denúncias de corrupção. Por isso determinou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressasse na Justiça com representações criminais contra André e Valmir. Além da PGE, Braga também estuda ingressar com outros processos em seu próprio nome, conforme revelou o advogado Delcio Luis Santos, que acompanhava o governador durante o programa.

De acordo com Braga, logo após a entrevista com Omar ele pediu direito de resposta, invocando a legislação eleitoral, e obteve junto à direção da TV Cultura, órgão que pertence ao próprio governo do Estado, e que agiu administrativamente no caso. Para rebater as questões pontuais feitas pelos jornalistas, que entrevistaram Omar sobre diversos outros assuntos, Braga ocupou todo o programa de 1h40.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas, César Wanderley, reconheceu o direito do governador de processar um profissional de imprensa ao se sentir ofendido, mas lamentou a decisão que certamente, na avaliação dele, será interpretada pela sociedade como uma tentativa de intimidação de um profissional que faz perguntas que ele, Braga, não quer ouvir ou responder. "Não posso deixar de interpretar desse jeito. Não era de se esperar que um governador democrata agisse dessa forma", avalia César. "Até porque o candidato é o vice-governador e tinha a obrigação de fazer a defesa do Estado".

Braga aproveitou o programa para criticar o candidato da coligação "Manaus, Um Futuro Melhor" (PTB, PTN, PTC, PHS, PP e PRTB), Amazonino Mendes, pelas privatizações da Cosama, Celetramazon e BEA. "Ele teve tempo, passou 20 anos no governo, e dinheiro para resolver os problemas, como a água, mas não fez nada", disse, reconhecendo os méritos do prefeito Serafim Corrêa (PSB) na repactuação do contrato com a Águas do Amazonas, o que permitiu ao Estado conseguir recursos junto a Caixa para construir a nova tomada de água e as novas adutoras.

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24.07.2008 | 11:27:47
Carlos Chagas
Patrus sim, Mangabeira, não

O presidente Lula surpreendeu todo mundo, semanas atrás, ao nomear o ministro Mangabeira Unger coordenador do projeto Amazônia Sustentável. Primeiro por haver garfado a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que por isso pediu demissão.

Afinal, o ministério dela, transferido a Carlos Minc, encontra-se no âmago da questão amazônica. Minc acomodou-se, depois de tentar dar o golpe de João Sem Braço imaginando subordinar Mangabeira às suas diretrizes.

Mesmo assim, fica exposta a trapalhada, porque o Ministério do Futuro é daquelas criações insossas, informes e inodoras, sem objetivo específico, risco mais do que óbvio para o plano da Amazônia.

Está o presidente Lula oferecendo outro enigma ao seu governo. Resolveu desafogar as atribuições de Dilma Rousseff, tirando-lhe a coordenação da Câmara de Políticas Sociais, e anunciou para os próximos dias a designação do novo ministro-coordenador.

Há, no ministério e no País inteiro, a concepção lógica de que o coordenador tem que ser o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social. Afinal, a ele coube desbastar o cipoal dos primeiros meses do primeiro mandato e concentrar o fome-zero, o bolsa-família e outros projetos numa estrutura sólida e reconhecidamente eficaz.

O problema é que o presidente Lula não pauta suas decisões pela lógica. Costuma dar sustos em sua equipe. Estará pensando em aproveitar outra vez Mangabeira Unger, que um dia desses encontrará o que fazer? Ou vai pinçar alguém sem a menor relação com os programas sociais? Ninguém se espante se vier a ser Miguel Jorge, do Desenvolvimento Industrial, ou Edison Lobão, das Minas e Energia?

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24.07.2008 | 11:25:33
Sebastião Nery

Acabou o poste

Faltam mais de dois meses para as eleições municipais. E falta sobretudo a campanha pela TV e rádio. Mas o caminhar do início da campanha em todo o País, principalmente nas grandes capitais, e as primeiras pesquisas, embora ainda muito precárias, já estão apontando para um sinal muito claro e muito importante: acabou o poste. Leia o texto completo na Tribuna da Imprensa.

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24.07.2008 | 10:36:14
O GLOBO

Dilma era maior alvo de lobistas do Opportunity

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) com autorização judicial na Operação Satiagraha ( clique aqui para relembrar a operação ), às quais O GLOBO teve acesso, mostram que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, era o principal alvo no governo da suposta quadrilha encabeçada pelo banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Segundo reportagem de Ricardo Galhardo e Soraya Aggege, publicada nesta quinta-feira no jornal O Globo, as gravações detalham como lobistas a serviço de Dantas, como o publicitário Guilherme Sodré, o Guiga, e o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, tentavam se aproximar da ministra para pedir ajuda do governo para viabilizar a supertele.

Para isso, usavam o bom trânsito de Greenhalgh, consultavam colaboradores da ministra para sondar seu humor e contavam com ajuda até da oposição para agradar a Dilma. Guiga e Greenhalgh são alvo de inquérito da PF que apura suspeitas de tráfico de influência.Os grampos mostram também que a ministra evitava tratar do assunto com Greenhalgh e fechou as portas de seu gabinete para o grupo de Dantas.

Veja a íntegra da reportagem no Globo Digital (só para assinantes)

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24.07.2008 | 10:30:22
Folha de São Paulo

Empresa que originou mineradora de Eike foi comprada do Opportunity

Hudson Corrêa e Alan Gripp

A Polícia Federal apontou um elo entre o banqueiro Daniel Dantas e o empresário Eike Batista, alvos de duas das maiores investigações federais do ano. No inquérito da Operação Satiagraha, os agentes revelam que a empresa que deu origem à MMX Mineração e Metálicos, de Eike, foi comprada do Opportunity, de Dantas, em 2005.
Naquele ano, Eike pagou ao banco R$ 461 mil pela Tressem Participações. No papel, a empresa funcionava no 28º andar do prédio do Opportunity, no Rio. A PF, na apuração da Satiagraha, diz que a sede abrigava "empresas prateleiras", criadas para movimentar recursos do Opportunity. Ou seja, a Tressem, pelas acusações da PF, seria uma "empresa de papel".
Comprada por Eike em 6 de dezembro de 2006, a Tressem mudou o nome para MMX dias depois. No mesmo período, seu capital social cresceu de R$ 60 mil para R$ 16 milhões.
Na Satiagraha, a PF não diz que a Tressem foi usada por Eike em esquema de crimes financeiros. Porém, sem citar provas, afirma que Eike usa os mesmos métodos de Dantas.
"As pessoas responsáveis pelo Opportunity (...) e outros grandes investidores como Naji Nahas e Eike Batista etc. teriam criado mecanismo complexo de operações, composto de fases de dissimulação e reintegração de bens, valores provenientes possivelmente de crimes contra o sistema financeiro nacional", afirma a PF no inquérito da Satiagraha.
A MMX Mineração foi alvo da Operação Toque de Midas, que apontou indícios de que a empresa tenha sido beneficiada na licitação de uma ferrovia do complexo da serra do Navio (AP). Segundo a PF, a concessão supostamente fraudulenta da estrada, em 2006, seria essencial nos planos de Eike de vender o complexo para a Anglo American, acordo fechado neste ano por US$ 5,5 bilhões.
A MMX nega as irregularidades. Disse que "a área do porto de Santana foi regularmente adquirida" da Amcel, por cerca de R$ 26 milhões, "com autorização expressa da União".

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24.07.2008 | 10:27:03
Folha de São Paulo

Terra de grupo de Dantas é investigada no Pará

João Carlos Magalhães

Documentos a que a Folha teve acesso apontam que a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, do grupo Opportunity, de Daniel Dantas, comprou irregularmente cinco fazendas no sudeste do Pará.
No total, as fazendas somam cerca de 23,5 mil hectares, custaram R$ 53,7 milhões e foram vendidas em setembro de 2005 por Benedito Mutran Filho, então um dos maiores proprietários rurais do Estado.
Desse total, R$ 10 milhões foram pagos imediatamente, e o restante foi dividido em dez parcelas, ainda não quitadas.
O problema é que as fazendas eram aforadas -termo jurídico que, segundo a lei paraense, designa terras cedidas pelo Estado para colonização e produção extrativista.
Como continuavam como propriedade estatal, elas só poderiam ter sido vendidas se a transação fosse previamente comunicada ao governo, que precisaria então chancelar ou negar em definitivo a compra.
Isso não aconteceu, de acordo com José Héder Benatti, presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará). Segundo a empresa, que tem sede em Amparo (SP), e Mutran, porém, as aquisições foram regulares.
O fazendeiro e a empresa -por meio de Carlos Rodemburg, ex-cunhado de Daniel Dantas- formalizaram o negócio com um contrato de "promessa de compra e venda irrevogável e irretratável" das áreas, que se concentram na região de Marabá. Três delas estão em Xinguara e as outras, em Eldorado do Carajás.

Resgate
Em relação a duas delas (Fazenda Carajás e Fazenda Espírito Santo), o documento afirma que já havia sido requerido ao Iterpa o "resgate" de seu aforamento, que é feito com o pagamento ao governo de 10% do valor de mercado da área, "com vistas à consolidação da propriedade plena [...] na pessoa do vendedor".
Em relação às outras três, Mutran é obrigado no contrato a fazer, futuramente, o mesmo.
Em nenhum momento a peça afirma se tais pedidos já tinham então sido aceitos. Só diz que "a celebração da escritura definitiva de domínio útil" das áreas em nome da Santa Bárbara "está condicionada" à "anuência do Iterpa". Segundo a empresa e Mutran, os "resgates" foram feitos a partir de 2006. O instituto nega.
As negociações entre a empresa e Mutran estão sendo investigadas pelo governo de Ana Júlia Carepa (PT). Se ficar provado que houve venda ilegal, as propriedades podem voltar para domínio público.
Outro problema é que as terras foram usadas por Mutran e pela Santa Bárbara para a criação de gado, e não para colonização e produção extrativista, como prevê a lei estadual.
A Santa Bárbara já recebeu investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão desde 2005, e hoje tem cerca de meio milhão de cabeças de gado espalhadas por 510 mil hectares, o que a torna uma das maiores empresas do seu ramo no país.
Conforme a Folha revelou, no inquérito da Operação Satiagraha, a PF suspeita de que as atividades agropecuárias de Dantas tenham sido usadas para lavar dinheiro do grupo -que nega a possibilidade.

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24.07.2008 | 10:17:59
Folha de São Paulo

"Inflação da feijoada" supera 24% em 12 meses, a maior alta desde 2003

Prato típico da culinária brasileira, a feijoada está mais indigesta depois de trazida a conta. Dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostram que ela subiu 24,46% nos últimos 12 meses, a maior alta desde 2003. O resultado é muito superior ao da inflação acumulada de julho de 2007 a junho deste ano, de 5,96%.
Os vilões da alta da feijoada são o arroz e o feijão, segundo André Braz, coordenador de Índices de Preços ao Consumidor da FGV. "A feijoada é composta por produtos populares. Eles subiram muito nos últimos meses", disse. Esses itens pesam mais no orçamento da classe C.
O feijão acumula alta de 147,46% nos últimos 12 meses em razão de problemas de safra e estiagem. Somente em junho ficou 14% mais caro. A expectativa é que o produto continue em alta, mas com um ritmo menor.
Os problemas de oferta no mercado internacional afetaram o preço do arroz, que acumula alta de 44,37% em 12 meses. O Brasil consome basicamente o arroz que produz, mas, com o preço alto, houve um estímulo para o crescimento das exportações.
Dos 13 itens que compõem uma feijoada, de acordo com os cálculos da FGV, 8 subiram mais do que a inflação nos últimos 12 meses. "O que está "salgando" a feijoada são as carnes e o feijão", afirmou Braz. Segundo o economista, a exportação de carnes de segunda aumentou em um cenário de oferta reduzida no mercado doméstico por conta de falta de gado para abate. A carne suína ficou 11,42% mais cara por conta da alta de produtos usados como ração.
A couve ficou 1,4% mais barata em 12 meses. A laranja-pêra subiu 4,58%. A aguardente ficou 7,59% mais cara, mas o limão, usado na caipirinha, teve queda de 37,61% em 12 meses. A cerveja ficou 0,27% mais barata.
Desde 2001, a inflação acumulou alta de 69,41%. A feijoada subiu 136,51%. O feijão acumula alta de 248,42%.

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24.07.2008 | 10:13:31
Cesar Maia

Comissões de ética, expulsões e os partidos políticos

O caso do deputado Natalino cujos fatos o envolvendo vieram à tona depois da prisão do vereador Jerominho -seu irmão- por comandarem uma Policia Mineira na região de Campo Grande, levou o DEM a decidir como aplicar seu estatuto ao caso. Para iniciar qualquer processo na comissão de ética com vistas à expulsão, é necessário que se tenha elementos documentais. Para isso -com algum atraso- a executiva do DEM-RJ requisitou a SSP e a Justiça os elementos do processo que permitissem a tramitação documentada com direito de defesa como é próprio destes processos.

2. A resposta chegou dias atrás, com o conteúdo das ações na justiça, e a executiva ativou a comissão de ética e submeteu nomes para a relatoria, à executiva. Nesse ínterim fatos gravíssimos foram expostos pela ação da Policia Civil do Rio, com apreensão de armas e com flagrante na presença -entre outros- de um assassino prófugo da justiça.

3. Em função disso a Executiva Nacional avocou o processo a si, constituiu relatoria no mesmo dia entregue ao senador Demóstenes, e o fez antes mesmo da convocação da Assembléia Legislativa para deliberar sobre o caráter do flagrante. O documento caracterizando o flagrante entregue pela SSP a Alerj foi remetido ao relator que com isso conta com os mesmos elementos da Alerj para propor a decisão.

4. É provável que tenha havido por parte do DEM-RJ um atraso de umas semanas para solicitar os documentos e com isso atrasou o inicio do trabalho da comissão de ética. Mas ao tempo que a prisão foi efetivada o próprio DEM nacional iniciou o processo de expulsão.

5. O que este Ex-Blog estranha é que o partido do próprio Governador, com um vereador preso e com um deputado respondendo a processo de cassação, não tenha até o dia de hoje iniciado a mínima movimentação para que a comissão de ética do partido se pronunciasse a respeito. Nem o próprio Governador -com todas as informações internas- exigiu de seu partido que iniciasse os procedimentos de acionamento da comissão de ética. Estranho! Muito Estranho!

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24.07.2008 | 09:49:12
Estadão

Para PF, Greenhalgh fez lobby por compra da Brasil Telecom pela Oi

Fausto Macedo, Marcelo Godoy e Renato Cruz

O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh foi contratado pelo banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, para fazer lobby no governo com o objetivo de tornar viável a compra da Brasil Telecom pela Oi, suspeita a Polícia Federal. Segundo a investigação, a criação da supertele, um negócio de R$ 13 bilhões, poderia render aos lobistas de Dantas uma comissão recorde pelo serviço. O principal nó da questão era conseguir que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alterasse o Plano Geral de Outorgas (PGO) do setor, proibindo que uma mesma operadora controlasse mais de uma das áreas de telefonia fixa, definidas na privatização do setor, nos anos 90. Leia mais.

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24.07.2008 | 06:39:44
Eleições municipais

Apoio de governadores e até de Lula não convence eleitor

Karla Correia no jornal Gazeta Mercantil

As pesquisas mostram avaliações positivas do eleitorado sobre seus governos. Eles têm nas mãos a visibilidade do principal cargo do Executivo em seus estados, a máquina do governo e poder de decisão, em grande parte dos casos, na costura dos apoios que irão sustentar seus candidatos na corrida deste ano pelas prefeituras. Ainda assim, especialmente no que diz respeito às capitais, os governadores têm enfrentado dificuldades na missão de transferir votos a seus candidatos na corrida pelas prefeituras.

A situação daqueles que esperam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ser muito diferente. Com o presidente evitando palanques polêmicos, todos os candidatos da base - 14 partidos - acabam por usar o "apoio" do presidente e tentam beliscar pelo menos parte do alto índice de aprovação do governo federal: 58%, segundo a mais recente pesquisa Ibope/CNI. Leia mais.

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24.07.2008 | 06:20:16
Giro Brasil/Quinta-feira

Manchetes

O GLOBO: Líder do MST apóia candidato de curral eleitoral da Rocinha

JB: Ibama atrasa Angra 3   

Folha: BC intensifica freio na economia

Estadão: BC endurece e faz maior alta de juros desde o início de 2003

Correio: Remédio amargo contra inflação: + 0,75 

Gazeta Mercantil: Copom surpreende e eleva Selic em 0,75 ponto, para 13% 

Valor: Preços de bens exportados batem recorde de 30 anos

Clique nos títulos e leia os destaques dos jornais

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23.07.2008 | 16:42:08
Folha Online

Lula defende classe pobre e descarta medidas que envolvam redução de consumo

Renata Giraldi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que parte dos recursos oriundos com a venda de petróleo no país será investida em favor dos mais pobres do país. Sem detalhar como serão executados esses investimentos, Lula defendeu a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos financeiramente.

"Está na hora dos pobres ocuparem um lugar de destaque nos indicadores de bem-estar social e não apenas indicadores de miséria, como no século passado", afirmou o presidente, após receber o primeiro-ministro de Trindad e Tobago, Patrick Manning.

Afastando a hipótese de descontrole da inflação, Lula avisou que não pretende tomar medidas que envolvam a redução de consumo no país. Segundo ele, quaisquer iniciativas nesse sentido afetam os mais pobres que passaram, de acordo com o presidente, a comer e consumir mais.

"Se tem uma coisa que o povo pobre esperou foi o direito de comer três vezes ao dia e de entrar em um shopping e comprar uma roupinha ou uma outra coisa", disse o presidente. "Vamos garantir [esse direito], custe o que custar", afirmou.

Indignado, Lula disse que não se conforma com o fato de alguns setores elevarem os preços dos produtos, sob o argumento de aumento do consumo da população. "Lamentavelmente, alguns setores aproveitam o momento que o povo está consumindo para aumentar os preços", disse. "E nós precisamos cuidar disso com muito carinho. Eu não vou diminuir o consumo no país", reiterou.

O presidente reiterou que será feito um esforço coletivo do governo para evitar o retorno da inflação, como no passado da economia brasileira. "Vamos fazer um esforço muito grande para evitar que a inflação volte porque ela é danosa à sociedade", disse.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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