A campanha eleitoral de verdade é a que se inicia agora: o horário gratuito de TV, que mostra aos eleitores o rosto dos candidatos, suas propostas (ou falta de propostas), que permite comparar uns aos outros. Há quem não goste; há quem prefira, como este colunista, ver o jogo do Corinthians; há quem prefira as emoções da novela. Mas novela e futebol nos agradam ou irritam a curto prazo. O resultado das eleições nos afeta a longo prazo: teremos melhor transporte, ou não, teremos melhor trânsito, ou não, teremos melhor uso do dinheiro público, ou não, dependendo do prefeito que ajudarmos a eleger.
Que é que move tantos veículos de comunicação, que é que move tantos jornalistas a criticar com tanta força o horário gratuito? Tudo bem, o horário gratuito não é perfeito – mas o que é perfeito? Há demagogia, sim; demagogia que continuaria existindo sem horário gratuito, e sem que o eleitor tivesse o direito de olhar o rosto do candidato, de acompanhar visualmente seus eventuais acessos de insinceridade. Há promessas absurdas, sim; há má-fé, sim. Só que nada disso acabaria com o fim do horário gratuito.
Talvez alguns colunistas, alguns nomes de grife se sintam ofendidos com o contato quase direto do eleitor com o candidato, tornando menos importante aquilo que consideram seu direito sagrado, de achar que comandam, por trás das telas de seu computador, o pensamento dos votantes. Bobagem? É: candidatos apoiados por um líder carismático, como o presidente Lula, já perderam eleições. Mas é uma bobagem piedosa: deve ser difícil comprovar que a orientação tão boa que oferecem é rejeitada pelo eleitor desobediente, que quer votar nos candidatos que escolher e não nos que escolherem para ele.
Empresas gigantescas, com produtos conhecidos e líderes de mercado, não economizam verbas para anúncios da TV. Será que propaganda na TV é boa para sabão em pó, refrigerantes, jornais, livros, e inútil apenas para candidatos?
Operação prende policiais, empresários e políticos em Jaboatão
Com informações da TV Jornal e da Rádio Jornal/CBN
Quatrocentos e vinte e três policiais participam, desde as 5h desta quarta-feira (20), da Operação Guararapes, que visa cumprir 52 mandados de prisão e 53 de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O alvo da operação são policiais, empresários e dois candidatos a vereador de Jaboatão dos Guararapes.
De acordo com as investigações da polícia, os presos são responsáveis por três grupos de extermínio que agiam na Região Metropolitana do Recife há pelo menos oito anos. A maioria dos mandados de prisão está sendo cumprido na Estrada da Batalha, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes.
Informações não-oficiais indicam que cerca de 40 pessoas já foram presas, mas os números só serão confirmados pelo secretário de Defesa Social, Servilho Paiva, que ainda não falou com a imprensa. Foram apreendidos também malotes e três motocicletas.
Nathália Lobo e Emerson Rodrigues no Diário do Nordeste
“A Polícia descarta totalmente a possibilidade de acidente. Cem por cento”. A declaração foi feita, na tarde de ontem, em entrevista ao Diário do Nordeste, pelo delegado Raimundo Andrade Júnior, que preside o inquérito sobre a morte do colega, Cid Júnior Peixoto do Amaral, 60.
Cid Júnior foi morto, na última quarta-feira (13), com um tiro na cabeça, na casa do acusado da morte, o procurador de Justiça aposentado, Ernandes Lopes Pereira, 59, que está preso, em flagrante, no quartel do Corpo de Bombeiros Militar.
Também na tarde de ontem, a principal testemunha da morte do delegado, Carlos Alberto Bezerra Herculano, 43, motorista do procurador, foi ouvida novamente. Carlos fez uma revelação importante à Polícia durante seu testemunho. O motorista afirmou que foi chamado na residência de um irmão do procurador para ser convencido a mudar vários pontos do seu primeiro depoimento. Leiamais.
A Polícia Federal cumpriu ontem nove mandados de busca na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e na casa de funcionários da instituição, em Fortaleza. Outros dois mandados de busca foram cumpridos na sede da empresa Frutas do Nordeste do Brasil S/A (Frutan), em Teresina.
Foram levados documentos e computadores no intuito de apurar informações para inquérito de suposta fraude em dívidas da empresa com o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, segundo informações da PF. Não houve prisões.
De acordo com reportagem da revista Época de outubro do ano passado, o então diretor-administrativo do banco, Victor Samuel Cavalcante da Ponte - hoje afastado do cargo -, teria assinado acordo que reduziria a dívida da Frutan de R$ 65 milhões para R$ 6,6 milhões, em junho de 2006. Normas da Advocacia-Geral da União (AGU) e do próprio banco, de acordo com a revista, proíbem a operação. Victor Samuel é, de acordo com a publicação, apadrinhado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB). Ele foi subsecretário de Indústria e Comércio do Ceará no governo Ciro, além de participar das campanhas do atual parlamentar. O ex-diretor-administrativo do BNB também participou das eleições a favor de Ciro.
A assessoria do BNB enviou nota ao O POVO. A diretoria do banco, de acordo com a nota, teria sido "surpreendida" com a operação da PF na manhã de ontem. O BNB garante que processos administrativos decorrentes de uma sindicância que apurou o caso Frutan encontram-se atualmente em fase conclusiva. O POVO deixou recado com a secretária da diretoria da Frutan, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
A Operação Mão-de-Obra precipitou a sucessão do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB- RN), e desestabilizou o sistema de poder que hoje dá as cartas na Casa, no qual o senador Efraim Morais (DEM-PB) é uma peça-chave. Candidato natural à sucessão de Garibaldi, o senador petista Tião Viana (AC), que havia substituído interinamente o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a ser responsabilizado pelas denúncias contra Efraim. O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), já avisou à bancada e aos aliados que não existe nenhum acordo para a eleição de Viana, em troca do apoio do PT à indicação de um peemedebista para a Presidência da Câmara dos Deputados. Raupp pretende reunir os senadores do PMDB logo após as eleições municipais para escolher o nome a ser indicado para presidir a Casa.
Ontem, no plenário do Senado, Viana interpelava Garibaldi, que presidia a sessão, sobre o acordo de líderes para que os senadores se ausentassem das sessões durante o período eleitoral. Queria que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) formalizasse o procedimento a ser seguido em caso de faltas, numa atitude clara de desconfiança em relação aos procedimentos a serem adotados pela Mesa, na qual está isolado. “Preciso fazer a campanha no estado, esse assunto não está claro”, justificou.
Sorridente, Viana citava um poema famoso de Mário Quintana, o consagrado poeta gaúcho, para ironizar o veto dos adversários. “Todos esses que aí estão/Atravancando meu caminho, /Eles passarão... /Eu passarinho!” O recado tem um endereço certo, Renan Calheiros, que também compareceu à sessão, a quem se atribui o veto à candidatura do petista. “É muito cedo ainda para saber o que vai acontecer, não me parece que o PMDB possa ter as presidências da Câmara e do Senado ao mesmo tempo sem o apoio do governo”, explica Viana, o nome mais forte da bancada do PT para disputar a presidência do Senado.
Sem o apoio da bancada do PMDB, porém, a empreitada é uma missão impossível. O acordo dependeria de um aval do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), cujo nome é sempre lembrado como o de maior cacife para assumir o comando da Casa. O candidato de Sarney, entretanto, é o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), que teria amplo apoio da bancada do PMDB e do DEM. Os petistas avaliam que o ministro não trocaria a Esplanada pelo comando da Casa sem o aval do presidente Lula.
Fazenda sugere a Lula vetar licença-maternidade maior
O ministro Guido Mantega (Fazenda) recomendou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto aprovado pelo Congresso de ampliação da licença-maternidade para seis meses. A Folha apurou que os motivos alegados por Mantega para a derrubada da medida foram a pressão do setor produtivo -que vem se manifestando contra a prorrogação- e o impacto fiscal, que deve ultrapassar R$ 800 milhões por ano.
Em reunião do Conselho Político ocorrida ontem, o presidente queixou-se do pedido feito pela Fazenda e sinalizou que não deverá atender à recomendação da equipe econômica. Vetar a ampliação do benefício seria um ônus político com efeitos negativos na popularidade do presidente, já que a medida foi comemorada por líderes sindicais.
Em reunião com líderes partidários que integram o Conselho Político do governo, Lula não escondeu a insatisfação com o fato de o Congresso não ter barrado a aprovação do projeto. O presidente mencionou outras recentes ocasiões em que foi obrigado a vetar matérias aprovadas por deputados e senadores diante da recomendação de técnicos do governo -como aconteceu com o projeto que tornava invioláveis os escritórios de advocacia do país durante investigações. Segundo participantes do encontro, o presidente disse que "não poderia arcar com o ônus de vetar um projeto tão popular, um projeto dessa magnitude", como propõe a Fazenda. "Se eu vetar, vai parecer que sou contra as mulheres. Vocês [congressistas] me botaram uma camisa-de-força e agora tenho que decidir", disse o presidente, segundo relatos.
Procurador dispensa Mary Corner de contar o que sabe
Felipe Recondo na Agência Estado
A promotora de eventos Jeany Mary Corner, que organizava festas com garotas de programa para políticos da base aliada, foi dispensada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de contar à Justiça o que sabe sobre o esquema do mensalão.
O procurador desistiu de arrolá-la como testemunha de acusação e pediu ao relator da ação penal contra os 40 envolvidos no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que a excluísse da lista.
Além de Mary Corner, foram dispensados pelo procurador outras quatro testemunhas de acusação. Com essas desistências, serão 36 as testemunhas de acusação que serão ouvidas pela Justiça.
Comentário:É uma pena, pois ela tinha muito a contar. Mas, por que será que o procurador desistiu de ouvi-la.
A candidata do PT Marta Suplicy, da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo", foi a segunda a aparecer na propaganda eleitoral gratuita no rádio, após Ciro Moura, candidato do PTC. Ao final dos 6 minutos, 40 segundos e 75 centésimos de sua propaganda, a produção do programa da petista simulou que alguém importante estava ligando para a candidata. "Pelo telefone", Lula, sem pedir votos deliberadamente, disse que "a volta de Marta é o de melhor que pode acontecer", e se despediu mandando abraços da primeira-dama Marisa Letícia.
Aliados usam imagem de Lula no Rio e outras capitais no 1º dia de TV
Luciana Nunes Leal e Alexandre Rodrigues
Um dia antes da estréia do programa eleitoral gratuito dos candidatos a prefeito, mensagens ou a fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já despontaram na TV em quatro capitais - Rio, Curitiba, Recife e Belo Horizonte. Além da propaganda para vereadores, começaram ontem em todo País as inserções de 15 e 30 segundos para as prefeituras, tempo explorado por petistas e aliados para vender a imagem de candidatos de Lula, de olho nos seus 72% de aprovação pessoal e 58% de índice ótimo/bom de seu governo, de acordo com a última pesquisa CNI/Ibope, do fim de junho.
No Rio, o candidato do PT, Alessandro Molon, aproveitou as inserções para divulgar uma mensagem gravada pelo presidente. "Quero dizer aos meus companheiros de partido, em alto e bom som: não tenham medo de ser petistas, de andar com uma estrela no peito", disse Lula. Em seguida, foi exibida uma imagem do presidente colocando um broche do PT na lapela do candidato a prefeito.
Com apenas 1% nas pesquisas, mas com a vantagem de ter o terceiro maior tempo na TV, Molon também usará imagens de Lula nos programas para prefeituráveis, que começam hoje. Em São Paulo, Marta Suplicy (PT) usará a mesma tática. Leia mais.
Uma operação para blindar o senador Efraim Morais (DEM-PB) entrou em curso no Senado. O primeiro passo é trabalhar para que o corregedor da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), não comprometa o colega no relatório que ele pretende apresentar nos próximos dias sobre o esquema nas fraudes em licitações. A pressão é para que Tuma sugira apenas uma investigação interna em cima dos servidores suspeitos de participar das irregularidades.
Nos corredores do Senado, uma chantagem entrou em jogo para que isso ocorra. Aliados de Efraim ameaçam incluir Tuma na crise se ele complicar a vida do colega. O argumento é simples: o atual corregedor era o primeiro-secretário em maio de 2004, quando o Senado fechou contratos emergenciais com as empresas Ipanema, Conservo e Brasília Informática, que, a partir daquele ano, começaram a planejar a estratégia para garantir os contratos definitivos. Dois anos depois, já na gestão de Efraim na Primeira-Secretaria, o esquema deu certo.
Tuma estava em São Paulo ontem e evitou comentar o assunto. Ele se encontra hoje com o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para discutir caso. Na semana passada, o corregedor se reuniu com os procuradores responsáveis pelas investigações, quando recebeu informações sobre as denúncias.
Uma informação divulgada ontem pelo Senado reforça ainda mais o vínculo entre o primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB), e Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado pelo Ministério Público Federal de negociar com donos de empresas de terceirização o resultado de licitações milionárias na Casa. Ferreira foi nomeado em 30 julho de 2003 para um cargo de confiança na Liderança da Minoria do Senado. O líder dessa bancada na época era o próprio Efraim Morais.
Ontem, o Correio revelou que o serviço de inteligência da Polícia Federal flagrou Ferreira abrindo o gabinete de Efraim em 29 de junho de 2006, com uma chave retirada do bolso um ano depois de ser exonerado da Liderança da Minoria. Ou seja, naquela época, ele não ocupava nenhuma função no Senado, muito menos no gabinete do parlamentar.
A PF vai além: chegou a suspeitar que Ferreira tivesse uma sala própria por causa das rotineiras visitas feitas ao Senado naquele ano. Segundo monitoramento da polícia, Paulo Duarte, gerente da empresa Ipanema, telefonema de dentro do Senado a Ferreira e perguntado se ele está na “sala”. A resposta foi positiva.
A decisão já está tomada no Palácio do Planalto: o governo deixará a Petrobras fora da gestão dos mega-campos de petróleo e criará uma estatal para administrar as reservas do pré-sal. Deve ser enxuta, mas dotada de superpoderes. O presidente Lula quer manter no Brasil os recursos originados da exploração. Para tentar evitar a mudança do modelo, as multinacionais prometem não exportar o petróleo. (Jornal do Brasil)
Governo quer modelo da Noruega para o petróleo
O Planalto está cada vez mais inclinado a adotar o modelo da Noruega na exploração das grandes reservas recém-descobertas. Lá, uma estatal com apenas 60 funcionários não extrai o petróleo, mas administra o dinheiro obtido com ele. (O Estado de São Paulo)
Lula vai criar empresa para explorar o pré-sal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com presidentes e líderes de partidos aliados que criará uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada pré-sal, ainda, não leiloadas, informa Kennedy Alencar. Segundo participantes do encontro, Lula afirmou já ter concluído que é necessária uma empresa só para cuidar do assunto. Planeja utilizar as verbas da extração futura do petróleo do pré-sal para combater a miséria e aplicar na educação. Lula tentou desarmar resistências a um novo marco regulatório e obter apoio à criação da estatal. Ele quer usar o pré-sal para fortalecer e tentar eleger o sucessor em 2010, embora a exploração em larga escala deva demorar alguns anos. De manhã, em reunião de ministros o principal ponto debatido fora como aplicar as verbas da exploração do pré-sal sem gerar inflação. O governo debate um modelo que preveja a manutenção no exterior de boa parte da verba. (Folha de São Paulo)
Petrobras faz exigências para nova estatal
A Petrobras vai reivindicar ao governo o direito de manter a exploração dos nove mega-campos de petróleo (incluindo Tupi) já descobertos, mesmo que seja criada uma outra estatal para administrar as reservas do Pré-Sal. Para isso, a companhia pretende fazer um aumento de capital de US$ 100 bi. (O GLOBO)
Petroleiras propõem veto à exportação de óleo do pré-sal
Em meio ao debate sobre o rumo que será dado ao petróleo extraído da camada pré-sal, as empresas petroleiras propõem ao governo federal que o produto retirado dessa nova fronteira tecnológica não seja exportado. A proposta, segundo Murilo Marroquim, presidente do Comitê Diretivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), é a de manter o modelo atual de exploração das reservas, ou seja, por contratos de concessão. Mas, ao mesmo tempo, sugere que é possível flexibilizar tais regras, com a inclusão de cláusulas de veto aos embarques do óleo bruto para concessões nessas áreas. “O governo pode ter o controle da produção neste mesmo modelo. Se o País quiser o refino aqui, podemos fazer isso”, diz Marroquim. “Preferimos a concessão, porque é um modelo mais ágil”, acrescentou. Ontem, a Petrobras e o governo do Ceará assinaram protocolo de entendimentos para a construção de uma refinaria no estado para exportação de derivados, em especial diesel, que receberá investimento de US$ 11,1 bilhões. (Gazeta Mercantil)
A Folha de São Paulo vai sabatinar no dia 26 deste mês (terça-feira) o senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). As inscrições para participar do evento estão abertas para os leitores do jornal.
A sabatina será realizada das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo). O senador responderá a perguntas de quatro entrevistadores e da platéia.
Este site sugere que seja feita a seguinte pergunta a José Sarney:
Porque o senhor age de forma truculenta no Amapá e no Maranhão processando jornalistas que discordam de suas práticas e no resto do país age como um democrata? O senhor não seria um lobo travestido em pele de cordeiro?
O chanceler Celso Amorim que nos perdoe, mas o que estão fazendo com brasileiros no Exterior mostra que ninguém mais leva em conta possíveis reações do Brasil. Nosso Governo promoveu badaladíssimas reuniões com as autoridades espanholas, disse que estava tudo bem, mas o mau tratamento aos visitantes brasileiros continua. Um caso exemplar é o da professora universitária Lúcia Amaral Hidalgo, que cometeu a imprudência de viajar à Espanha para visitar seu filho, que lá vive legalmente há seis anos. Nem chegou a vê-lo: foi internada numa sala de detenção por 26 horas, em péssimas condições, e mandada de volta.
A Inglaterra exigiu que o Governo brasileiro a autorize a mandar seus agentes aos aeroportos brasileiros, para inspecionar os viajantes antes que peguem o avião. Antigamente isso tinha nome: chamava-se “colonialismo”.
O Hizbolá, grupo terrorista ligado ao Irã que opera no Líbano, sequestrou dois repórteres da Rede Globo, Marcos Losekan e Paulo Pimentel. Os dois foram interrogados e mantidos sob a mira de armas durante cinco horas, e então liberados, com ordem de embarcar imediatamente para o Exterior. Estão em Londres.
E o Brasil? Contra a Espanha, o caso mais antigo, nada: nem represálias contra os fortes interesses econômicos espanhóis no país. Contra a Inglaterra, nada: só declarações de que não permitiremos que nossa soberania seja arranhada, ou coisa parecida. Contra o Hizbolá, nada: só um protesto dirigido ao Governo libanês, que não tem culpa nem controla o grupo. Traduzindo: perderam o respeito.
Na campanha eleitoral de 2006, o artista plástico amapaense Ronaldo Roni criou a charge "XÔ SARNEY" que percorreu o país pela internet.
A charge irritou Sarney, que processou sites e blogs que a reproduziram no Amapá e no Maranhão, porque ela criou um sentimento contra a sua reeleição.
Pela primeira vez, Sarney se viu obrigado a fazer uma campanha ao vivo no Amapá. Ele quase foi derrotado por Cristina Almeida, que disputava a sua primeira eleição. A diferença de votos entre os dois foi pequena.
A charge foi utilizada na campanha maranhense e foi decisiva na derrota da senadora Roseana Sarney ao governo do Maranhão.
Como em política nada se cria, tudo se copia, nessa eleição a charge de Roni foi adulterada pelo blog Fontes Limpas, de apoio a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), candidata à reeleição, com a troca da caricatura de José Sarney por uma do candidato Roberto Muniz (PP).
A atitude do blog em tela poderá causar algumas dores de cabeça a campanha de Moema, pois é passível de ação judicial.
Um estudo feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado, revela que só 7% dos habitantes da Região Metropolitana do Rio confiam totalmente na Polícia Militar e 70,3% consideram ruim ou péssima a distribuição do policiamento ostensivo nos bairros. No caso da Polícia Civil, o índice dos que confiam totalmente cresce para 9,2%. O presidente do ISP, tenente-coronel Mário Sérgio Duarte, avaliou que as polícias terão de se esforçar para obter a confiança da população. O estudo, intitulado Desenvolvimento de Metodologia e Aplicação de Pesquisa de Vitimização na Região Metropolitana do Estado do Rio, constatou também que a bala perdida é o maior temor dos moradores do Grande Rio (57%), seguida de tiroteios (43,5%) e assaltos a residência (37,69%).
Governo decide criar nova estatal
A decisão já está tomada no Palácio do Planalto: o governo deixará a Petrobras fora da gestão dos megacampos de petróleo e criará uma estatal para administrar as reservas do pré-sal. Deve ser enxuta, mas dotada de superpoderes. O presidente Lula quer manter no Brasil os recursos originados da exploração. Para tentar evitar a mudança do modelo, as multinacionais prometem não exportar o petróleo.
Taleban mata 10 soldados franceses
Insurgentes do Taleban promoveram ontem dois ataques contra tropas estrangeiras no Afeganistão. Perto da capital Cabul, cerca de 100 rebeldes mataram 10 soldados franceses e feriram outros 21. Na fronteira com o Paquistão, um grupo de homens-bomba se lançou contra uma base americana, matando 12 civis e deixando 9 militares feridos. Atentados promovidos pelos insurgentes estão se tornando cada vez mais freqüentes no Afeganistão, onde 183 militares estrangeiros foram mortos neste ano. Afastado do poder em 2001, quando os EUA invadiram o país, o Taleban volta a dar demonstrações de força, com ataques mais complexos e organizados. Além de bombas em estradas e ataques suicidas, os rebeldes vêm usando artilharia variada e realizando ofensivas coordenadas em várias frentes. Antes restrito a áreas tribais, o Taleban tem se aproximado de Cabul – como demonstra o ataque aos franceses que faziam reconhecimento nas montanhas de Surobi, a 50 quilômetros de Cabul. O Afeganistão está se tornando, ainda um dos destinos preferidos de terroristas árabes.
Lula vai criar empresa para explorar o pré-sal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com presidentes e líderes de partidos aliados que criará uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada pré-sal ainda não leiloadas, informa Kennedy Alencar. Segundo participantes do encontro, Lula afirmou já ter concluído que é necessária uma empresa só para cuidar do assunto. Planeja utilizar as verbas da extração futura do petróleo do pré-sal para combater a miséria e aplicar na educação. Lula tentou desarmar resistências a um novo marco regulatório e obter apoio à criação da estatal. Ele quer usar o pré-sal para fortalecer e tentar eleger o sucessor em 2010,, embora a exploração em larga escala deva demorar alguns anos. De manhã, em reunião de ministros o principal ponto debatido fora como aplicar as verbas da exploração do pré-sal sem gerar inflação. O governo debate um modelo que preveja a manutenção no exterior de boa parte da verba.
Lula e Chinaglia travam aumento de servidores
Uma disputa política de bastidores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pôs na geladeira o reajuste salarial prometido a 300 mil funcionários públicos federais. O Palácio do Planalto quer conceder o aumento por intermédio de uma medida provisória. Mas Chinaglia já alertou que os deputados andam inflamados pelo excesso de MPs emanadas do Poder Executivo.
Agora, os ministros palacianos tentam fechar um acordo, pelo qual o comandante da Câmara pediria publicamente a MP dos servidores em troca da retirada de outra medida, a que transforma em ministério a Secretaria Especial da Pesca e cria 295 cargos de confiança no governo. O petista ainda não decidiu se aceita tais termos.
Açúcar e álcool têm nova onda de investimentos
A alta nos preços do açúcar trouxe de volta a rentabilidade ao setor sucroalcooleiro e, como conseqüência, começa uma nova fase de investimentos. Os projetos anunciados entre julho e agosto somam R$ 5 bilhões. Também melhorou a oferta de crédito bancário. Os preços da commodity subiram 70% desde seu nível mais baixo, em 13 de junho de 2007, quando caíram para 8,81 centavos de dólar por libra-peso. Ontem, encerraram a 14,99 centavos de dólar em Nova York. Para a safra atual, 100% das exportações de açúcar estão com preços fixados, segundo Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting. E para a safra 2009/10, que começa a ser colhida em abril de 2009, cerca de 25% dos volumes de exportação também já estão estabelecidos. Os exportadores aproveitaram a puxada dos preços, tanto no mercado à vista quanto no futuro, e fixaram o valor das exportações, garantindo receita mesmo que os preços caiam. Mas as perspectivas são de alta.
Diante desse cenário, os bancos voltaram a olhar o setor com otimismo e retomaram a concessão de crédito. Mesmo bancos estrangeiros, com aperto de liquidez pela crise financeira internacional, têm dado prioridade às usinas do Brasil, diante das perspectivas positivas de rentabilidade. Mesmo que empresas menores venham a passar por problemas de liquidez, poderão ser adquiridas por grupos maiores, mais capitalizados. A outra conseqüência da rentabilidade em alta é uma nova onda de investimentos na construção de usinas, principalmente no Centro-Oeste do país, liderada por multinacionais e grupos nacionais capitalizados. A americana Cargill tornou-se sócia do grupo Moema na usina Bom Jardim, que deverá ser construída na cidade de Itapagipe, no Triângulo Mineiro. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, recursos que contemplam apenas a parte industrial. Se considerado o aporte agrícola, a cifra supera os R$ 500 milhões. O Valor apurou que a Cargill também tem interesse em adquirir participações em outras unidades do Moema, que tem cinco usinas em operação.
Entre os grupos que anunciaram aportes na atividade recentemente estão ADM, Bunge e Toyota Tshusho, além do Cluster de Bioenergia. Com isso, os investimentos já somam mais de R$ 5 bilhões.
INSS deixa de contabilizar R$ 1 bi ao ano em benefícios
A Previdência Social deixa de repassar mais de R$ 1 bilhão por ano no cálculo de aposentadoria ou outros benefícios de trabalhadores que ganham demandas judiciais ou fazem acordo na Justiça. Atualmente, para ter o valor ganho no Judiciário incorporado ao cálculo, o trabalhador tem que recorrer à Justiça Federal. “O valor recolhido pelas empresas em demandas judiciais ao empregado não repercutem no cálculo da aposentadoria”, diz o advogado Sólon Cunha, do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. Um projeto de lei encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de maio pode mudar essa situação. De acordo com o projeto, o segurado que ganhar ação na Justiça do trabalho poderá comprovar mais facilmente seu tempo de serviço junto à Previdência Social. Atualmente, segundo informações da assessoria de imprensa da Previdência, o INSS só contabiliza o tempo de contribuição que tenha base em prova documental. Ou seja, cartões de ponto, carteira de trabalho ou algo semelhante. Como, em muitos casos, os direitos na Justiça do Trabalho são reconhecidos com base em prova testemunhal, o trabalhador só terá esse valor incorporado ao cálculo previdenciário se recorrer à Justiça Federal.
Uma operação da Polícia Federal, que acontece nesta terça-feira (19), em Fortaleza e Teresina, investiga crimes contra o sistema financeiro.
A operação busca cumprir 9 mandados de busca e apreensão, em Fortaleza; e mais dois, em Teresina. A polícia suspeita do envolvimento de funcionários do Banco do Nordeste em fraudes relacionadas à negociação de dívidas do Fundo Constitucional do BNB. De acordo com a polícia, empresas teriam feito empréstimos fraudulentos com o banco.
A assessoria de imprensa do Banco do Nordeste informa que só vai se manifestar em nota, no período da tarde, e que, no momento, estão fazendo levantamento para entender o caso.
Começou o desfile dos candidatos à prefeito nas telinhas das cidades com emissoras de TV.
Naquelas onde a base aliada de Lula tem mais de um candidato à prefeito, as inserções de TV exploram a imagem de Lula e de seus ministros.
Amanhã, nos programas eleitorais de 13:00 e 20:30 na TV, os marqueteiros estarão apresentando a surrada biografia dos candidatos à prefeito. Uma chatice. Nada de novo.
Na tela, os mesmos comerciais políticos de sempre. Criatividade zero.
O Brasil é o país da piada pronta, como diz o jornalista José Simão.
Veja se não é uma piada. O cidadão que "treina" a seleção nacional de futebol nunca treinou na vida, nem ao menos um time de pelada.
O pior é que todo mundo aceita isso como natural, inclusive, a imprensa especializada, que não tem a coragem de contestar a escolha de Dunga para "treinar" a seleção nacional de futebol.
E por essa e outras, que nos últimos embates a seleção canarinha vai de mal a pior.
Não se sabe se é por decisão pessoal ou se existem assessores buzinando nos ouvidos do presidente Lula.
A imprensa tem especulado que, além de participar das campanhas de Marta Suplicy (PT), em São Paulo e de Luiz Marinho (PT), em São Bernardo do Campo, o presidente Lula iria a mais três capitais - Recife, Vitória e Natal.
A decisão do presidente pode lhe trazer problemas em Natal e Recife, onde a base aliada tem mais de um candidato. Por isso, não foi bem recebida por todo o governo.
O ministro José Múcio (Relações Institucionais) tem reiterado que o presidente deveria se manter longe dos palanques eleitorais, principalmente o de sua terra natal – Pernambuco – onde João da Costa (PT) e Carlos Cadoca (PSC) disputam a ida ao segundo turno contra o democrata Mendonça Filho.
Em Natal, a participação na campanha da petista Fátima Bezerra, candidata a prefeita de Natal, segundo fontes do Palácio do Planalto, foi acertada por Lula com a governadora Wilma Maia (PSB), o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Ocorre que a candidata à prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), da base aliada do governo, lidera as pesquisas de intenções de voto com larga vantagem, podendo vencer, inclusive, a eleição no primeiro turno.
Além disso, Múcio teme que a participação de Lula na campanha traga prejuízo à unidade da base governista, atrapalhando as votações no Congresso.
- Se depender de mim, ele não iria a lugar nenhum - afirmou Múcio.
Das três cidades especuladas, apenas em Vitória não existe problemas para o governo, porque o petista João Coser, candidato à reeleição, lidera uma coligação governista.
Aliás, a capital capixaba é uma das poucas capitais onde a base aliada de Lula está unida em torno de uma só candidatura.
Até São Paulo, se levada ao pé da letra à questão, a base aliada de Lula tem dois candidatos: Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).
O melhor que Lula faria era ficar na moita, porque a briga entre os candidatos a prefeito da base aliada é autofágica. Os exemplos de Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza deveriam servir de balizamento para Lula.