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03.02.2010 | 18:59:54
Sucessão de Lula

Ciro descarta palanque com Dilma e diz que vai espernear se PSB lançá-lo em SP

Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o deputado Ciro Gomes (CE) afirmou nesta quarta-feira que está do mesmo lado político da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, mas não no mesmo palanque. Ciro disse que se sentiu orgulhoso com o convite apresentado hoje pela petista, mas que não abre mão de disputar a Presidência.

"Ela [Dilma] foi extremamente lisonjeira, todos sabem da minha admiração, mas eu quero ser candidato. Vamos estar do mesmo lado político, mas não no mesmo palanque", afirmou.

Ciro admitiu que o único motivo para recuar de sua candidatura presidencial é a possibilidade do PSB não chancelar o nome dele.

"Eu vou resistir firmemente. Eu quero ser presidente. A única circunstância para eu desistir é se o PSB pedir para retirar meu nome, aí eu aceito docilmente. Agora, se o PSB pedir para eu ser candidato a governador de São Paulo, aí eu vou espernear muito e depois resolver", afirmou.

Ciro afirmou que sua candidatura é importante porque ele representa o candidato do futuro, enquanto a ministra é a candidato do presente e o presidenciável tucano, o governador José Serra (São Paulo) é o candidato do passado. "Eu vou ganhar a eleição, o Serra é passado, a Dilma é presente e eu sou o futuro", disse. (Márcio Falcão na Folha Online) Leia mais.

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03.02.2010 | 18:45:19
Transferência de hospital

"É um atentado à saúde publica", diz Aleluia 

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia fazem nesta quinta-feira (04), em Paulo Afonso (BA), audiência pública para discutir a transferência do Hospital Nair Alves de Souza (que pertence à estatal) para o governo da Bahia.

Para o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), ex-presidente da Chesf, a transferência, se realizada, seria um "atentado à saúde pública" da região. O Hospital, com 110 leitos, atende mensalmente cerca de 10 mil pessoas de 22 municípios, dos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

"Se o governo da Bahia estabeleceu o caos na área de saúde, haja vista os problemas de gestão e o descontrole da dengue e meningite no Estado, como pode fazer funcionar bem o Hospital Nair Alves de Souza, que hoje presta um bom serviço, sob o comando da Chesf?", questiona Aleluia, que participará da reunião desta quinta-feira.

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03.02.2010 | 18:40:25
Aniversário de Macapá

Janete destinou R$ 3,9 milhões para a cidade em 2010

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) parabenizou a população da capital do estado, Macapá, pelo aniversário de 252 anos, comemorado neste 4 de fevereiro. A data rememora a fundação da Vila de São José de Macapá, dia 04 de fevereiro de 1758. Em 2010, a deputada destinou R$ 3 milhões e 940 mil das suas emendas individuais para a cidade.

Segundo a deputada Janete, "a riqueza histórica, cultural e arquitetônica e a beleza do povo macapaense contrastam com a omissão da administração pública que empurrou a cidade para a última posição entre as capitais no Índice FIRJAN de Desenvolvimento dos Municípios". A socialista disse ter certeza que é possível mudar o quadro político no estado do Amapá para que os próximos aniversários tragam notícias melhores. A deputada citou ainda peculiaridades de Macapá, como a como a localização na linha do Equador, na foz do rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas.

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03.02.2010 | 17:06:04
Sucessão de Lula

Gostaria de estar em palanque com Ciro, diz Dilma

Lula e Dilma no túnel da Petrobras; ao lado, funcionário veste camiseta 'Lula e Cabral' (Fábio Motta/AE)

No dia seguinte das declarações do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) de que manterá sua candidatura à Presidência da República, a possível candidata do PT, ministra Dilma Rousseff, fez muitos elogios ao parlamentar e disse que gostaria de estar sempre no mesmo palanque que ele. Lembrou, no entanto, que uma possível desistência de Ciro cabe exclusivamente ao deputado.

"Tenho uma relação muito forte com o deputado Ciro Gomes. Convivi diariamente com ele no primeiro governo. É uma pessoa leal, correta, inteligente, capaz. Gostaria sempre de estar em palanque com ele, mas é uma decisão que não é minha", afirmou a ministra, depois de participar, ao lado do presidente Lula, da inauguração do Gasoduto Cabiunas. (Luciana Nunes Leal na Agência Estado)

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03.02.2010 | 16:51:21
Direto da Varanda: Chico Bruno

Entrevista de Ciro e as ilações

Sobre a entrevista de Ciro Gomes a Eugênia Lopes, em O Estado de S.Paulo, hoje (3), reproduzida mais abaixo, escreveu Lauro Jardim na coluna Radar Online, da Veja.com:

"Um dos objetivos declarados da ideia de Lula em lançar Ciro Gomes para disputar o governo de São Paulo era para que o ex-ministro batesse incessantemente nos tucanos e, em particular, em José Serra. Beleza. Mas na entrevista que deu a O Estado de S. Paulo de hoje, Ciro não toca no nome de Serra e desce a borduna em José Dirceu de modo violentíssimo. Fala o desgovernado Ciro:

- Pode escrever aí: Ciro Gomes não concorda com a articulação do Zé Dirceu (que está fechando alianças para os petistas nos estados). Isso é coisa golpista. Quando Lula foi acusado de tráfico de influência, o Zé Dirceu era presidente do PT e abriu inquérito contra Lula na comissão de ética do partido para apurar as relações dele com o compadre Roberto Teixeira. Ele quis acabar com o Lula lá atrás. Estava decidido a destruir o Lula, era um trabalho para liquidar o Lula.

Como imaginar Ciro aliado do PT em São Paulo depois de uma paulada como essa em Dirceu, que manda à beça no PT paulista?

Dirceu nada respondeu ainda em seu blog."

Pengando o gancho do termo desgovernado, usado por Lauro Jardim, o jornalista pernambucano Jamildo de Melo escreve em seu blog:

"Se estiver apenas desgovernado, Ciro está apenas exalando ódio contra Zé Dirceu. Caso fale pela boca de Eduardo Campos, pode significar que o governador pernambucano já precificou a derrota de Dilma e busca compor-se com os tucanos por meio de Aécio Neves, que mantém sociedade com o PSB no projeto político de Minas Gerais. Mesmo que consiga reeleger-se, o que parece fácil hoje, o governador Eduardo Campos não pode ficar no sereno quatro anos junto ao governo Federal e Aécio é seu amigo pessoal."

O Lauro enxergou a virulência de Ciro na entrevista pela ótica da sucessão paulista, já Jamildo analisou pela ótica da política pernambucana, da qual é profundo conhecedor.

Fico com o Jamildo, ele está mais próximo de Eduardo e Ciro.

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03.02.2010 | 16:23:56
Siri na Lata

Fantasia de Geisy Arruda em primeira mão

O Bloco Anárquico Armorial Siri na Lata convoca os foliões para a prévia "O Brasil é um circo" nesta sexta-feira, 5, a partir das 22:00, no Clube Português do Recife com animação de Almir Rouche, Maestro Spok e convidados. Convidada especial Geisy Arruda.

Mesas e camarotes pelo Disk-Siri (xxx) 81- 3427-1351 e senhas individuais nas Lojas VR, no Shopping Recife e Plaza Shopping.

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03.02.2010 | 15:28:47
Direto da Varanda: Chico Bruno

Carnaval de Salvador: o fim da falácia (II)

Ontem (2), ao finalizar o Direto da Varanda sobre o Carnaval de Salvador ficou a pergunta:

"Resta saber, com a divulgação da íntegra da pesquisa, o que fazem os 81% da população excluída do Carnaval da Bahia."

Eis a resposta:

A grande maioria dos moradores de Salvador, cerca de 1,93 milhão de pessoas, não esteve em nenhum dos seis dias na festa. Permaneceram na cidade 1,57 milhão de pessoas e 360 mil viajaram.

As informações acima fazem parte da pesquisa Comportamento dos Residentes em Salvador no Carnaval, desenvolvida pela Secretaria da Cultura (Secult) em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). O Boletim é um suplemento da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS).

A pesquisa identificou que cerca de 1,93 milhão de pessoas, residentes em Salvador, não participaram do Carnaval de 2009. A maioria preferiu ficar em casa, 1,5 milhão (62,7%) e a outra parte viajou 360 mil (14,3%).

Cerca de 42,3% das pessoas que viajaram foram para o interior da Bahia e apenas 8,7% disseram ter ido para outros estados e países.

Os principais destinos daqueles que viajaram no carnaval foram: a Ilha de Itaparica (28,1%) e o Litoral Norte (20,9%).

Dos residentes em Salvador que não viajaram, nem participaram de alguma forma do carnaval (não saíram de Salvador, não foram e não trabalharam na festa), que representou 62,7% dos entrevistados, a maioria se dedicou a atividades domiciliares diversas 86,7%. O total de pessoas que acompanharam o carnaval pela televisão chegou a 7,3%, enquanto 3,8% trabalharam em atividades não relacionadas ao carnaval e 2,2% buscaram outro tipo de lazer fora de casa. 

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03.02.2010 | 14:47:43
Direto da Varanda: Chico Bruno

PT tenta, mas não consegue armar palanques em RJ, MG e SP

 

Durante a terça-feira (2), a direção nacional do PT pediu aos dirigentes regionais que contenham a euforia da militância em face do empate técnico entre Serra e Dilma na pesquisa espontânea divulgada.

 

Os dirigentes nacionais apelam para o bom senso e a humildade.

 

Segundo Zé Dirceu, “eleição se ganha na campanha e na disputa política, respeitando a oposição e seus eleitores, travando o debate político e enfrentando os ataques dos adversários, sem medo e com firmeza”.

 

Uma fonte segura disse pelo telefone, “em off”, que os cardeais do PT, passada a euforia, solicitaram uma análise das amostras e questionários das pesquisas do Vox Populi e Sensus a um experiente estatístico, principalmente depois que pipocaram na internet questionamentos sobre as duas sondagens, daí terem entrado no circuito para conter a euforia da militância.

 

Os dirigentes nacionais estão preocupados com as alianças e palanques regionais, principalmente os do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, considerados fundamentais para a marcha de Dilma Rousseff em direção ao Planalto.

 

Os dirigentes petistas creditam ao lançamento prematuro da candidatura de Dilma pelo presidente Lula, passando por cima do partido, a causa dos problemas que enfrentam nos três estados.

 

Em São Paulo, por exemplo, o partido foi atropelado pela invenção de Lula: lançar Ciro Gomes ao governo do estado e agora não consegue chegar a um senso comum.

 

A maioria quer Mercadante, que não quer ir para o sacrifício. Suplicy quer ser candidato, mas o partido finge que não ouve sua postulação. Os sindicalistas tentam empurrar goela abaixo da maioria Emídio de Souza. A alternativa é Marta, que está doida para ser candidata, mas que pode ser rifada caso o prêmio de consolação ao PSB seja o apoio do PT a candidatura de Paulo Skaf.  

 

Em Minas Gerais a ferida aberta nas eleições de BH ainda não cicatrizou.

 

O PT continua dividido entre os grupos do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Os dois querem a mesma coisa: a candidatura ao governo mineiro. Eles só abrem mão das vontades para a candidatura de José Alencar.

 

O problema é que Lula prefere apoiar o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), que além de liderar as pesquisas forneceria um palanque único e mais consistente a Dilma.

 

No Rio de Janeiro, Lula conseguiu domar o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria (PT), que desistiu da candidatura a governador, mas não abre mão da vaga ao Senado.

 

Ocorre que pela vez, a vaga é da ex-governadora Benedita da Silva, que não pretende abrir mão da candidatura. O problema é que só existe uma vaga para o PT na chapa a reeleição de Sérgio Cabral. O problema é que a base aliada de Lula no Rio tem mais candidatos do que vagas. 

 

O tempo passa e nada se decide nos três estados para desespero dos cardeais do PT.  

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03.02.2010 | 12:59:14
Análise: José Fernandes

Quem herdará os votos de Ciro?

Com a divulgação das ultimas rodadas de pesquisas eleitorais - Vox Populi e Sensus - volta à cena o debate sobre a permanência ou não de Ciro Gomes na disputa pela Presidência da República. O Planalto tem dado claros sinais de que deseja o deputado fora do caminho de Dilma, porque assim poderá estabelecer, já no primeiro turno, uma disputa plebiscitária com o PSDB. Mas, o candidato do PSB vem insistindo em permanecer na disputa, descartando, pelo menos por enquanto, a hipótese de concorrer ao governo de São Paulo, com o apoio do PT.

Os defensores da candidatura de Ciro argumentam que a manutenção de mais de um candidato da base do governo é estratégica para garantir o segundo turno nas eleições deste ano. E citam como um dos indicativos da pertinência dessa tese o fato de que nos cenários em que a disputa se dá apenas entre Serra, Dilma e Marina, o governador de São Paulo cresce muito, abocanhando a maior parte dos votos que seriam de Ciro.

Ou seja, a saída de Ciro Gomes da disputa não beneficiaria a candidata do presidente Lula, ao contrário, serviria para engordar o bornal do seu maior adversário, o governador José Serra. Vista por esse ângulo, a saída do PSB da disputa seria muito ruim para o PT, na medida em que abriria caminho para uma possível vitória de Serra no primeiro turno.

Contudo, as mesmas pesquisas, olhadas de uma outra forma, apontam outra direção. Na Sensus, por exemplo, no cenário em que Ciro está na disputa, a candidata do PT cresceu de 21,7% (Nov) para 27,8% (Jan). Mas, o candidato do PSB, caiu de 17,5% para 11,9%. Já que Serra apenas oscilou na margem de erro, saindo de 31,8% para 33,2%, os indicativos são de que os votos perdidos por Ciro não estão migrando para o candidato do PSDB e sim para Dilma.

Como explicar, então, o fato de o candidato José Serra crescer 7 pontos e atingir 40% quando Ciro não está na disputa? A hipótese mais plausível é a de que Dilma ainda não é muito conhecida dos eleitores de Ciro. Por isso, na ausência de seu candidato preferido, eles optam, num primeiro momento, pelo nome mais conhecido: José Serra.

As próximas rodadas de pesquisas devem lançar mais luzes sobre os diversos cenários da disputa. É muito provável que Ciro, mesmo em queda, continue insistindo em ser candidato a presidente, pelo menos até março, quando terá uma conversa definitiva com o presidente Lula. Até lá, todo o esforço de Dilma deverá ser no sentido de tornar-se mais conhecida, porque só assim terá chances de não só conquistar mais eleitores de Ciro, mas também os indecisos, que hoje somam 20% Aí poderá evitar uma vitória de Serra, estando Ciro ou não na disputa.

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03.02.2010 | 12:41:57
Coluna de Carlos Brickmann

Pague caro, você é rico

O caro leitor já tomou conhecimento do recorde do Impostômetro, o medidor dos impostos que pagamos a cada dia: apesar de reduções eventuais, para estimular o mercado, a receita deste ano já é maior que a do mesmo período de 2009.
Mas isso não impressiona tanto: são apenas números. Vamos a um exemplo concreto, real. O automóvel Honda City fabricado no Brasil foi lançado no México com preço inicial de R$ 25.800. No Brasil, o preço inicial do City é de R$ 56.210. O mesmo carro? Não: o vendido no México por menos da metade do preço que pagamos tem freios ABS nas quatro rodas. O daqui, não.
Os argentinos também pagam menos pelo mesmo carro: R$ 34.800, com equipamento igual ao do brasileiro. O modelo mais caro, o City EXL AT Flex, custa na Argentina US$ 25.500 - menos de R$ 50 mil. Aqui, custa R$ 71.860. Os dados podem ser conferidos
aqui.
Os carros brasileiros, para chegar ao México, ainda pagam um alto frete. Para que se tenha uma idéia, o carro fabricado em São Paulo é vendido no Norte-Nordeste com preço aumentado em R$ 1.200, por conta do transporte. E o México, se a memória deste colunista não falha, fica bem mais longe que o Nordeste.
A diferença está nos impostos. Não imaginemos que México e Argentina não cobrem impostos: cobram, sim. Mas não é essa loucura que faz com que brasileiros paguem o dobro do que se cobra no Exterior por seus próprios produtos.

Sem Esso

A aliança entre a Shell e a Cosan, distribuidora Esso e maior produtora de álcool do mundo, tem dois pontos importantes que estão passando despercebidos.
1) Além de globalizar a distribuição de álcool da Cosan e dar à Shell a posição de grande participante no novo mercado de combustíveis, as duas empresas querem investir na tecnologia de substituição celulósica. Tudo aquilo da cana que não é caldo pode ser tratado e transformar-se em álcool; da mesma maneira, pode-se produzir álcool etílico, ou etanol, a partir de madeira de reflorestamento.
2) Ao comprar a distribuição da Exxon-Mobil no Brasil, a Cosan ganhou o direito de usar a marca Esso por cinco anos, dos quais já se passaram quase dois. E mais tarde? Com a aliança, talvez possa usar a marca Shell.
3) O mercado reagiu bem à criação da empresa gigante. As ações da Cosan se valorizaram na Bolsa, no total, em R$ 1 bilhão - e isso num único dia. Explica-se: Shell e Cosan, unidas, terão melhores condições de transformar o álcool em commodity, produto negociável em bolsa, como é hoje o petróleo. Isso eliminaria boa parte dos entraves à exportação do álcool brasileiro a países desenvolvidos.

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03.02.2010 | 12:31:02
Direto de S.Paulo: Marli Gonçalves

Mulher séria arreganha os dentes, sim, senhor presidente

Esperei a poeira baixar, eu me acalmar e o presidente estar fora de perigo, para rebater um verdadeiro desaforo que ele andou falando semana passada e, claro, com a Tia Dilma por perto. Talvez você não tenha visto, mas ele disse que "mulher tem de ser séria". "Quem tem de ficar arreganhando os dentes é homem". Siderou de vez. Mostrou-se outra vez.

Vou falar por mim. Tenho certeza de que sou séria, na medida do que o sério deve ser, e arreganho os dentes, sim, senhor presidente! E não só para sorrir, o que também adoro e peço a Deus que eu o faça ainda por muito tempo. Arreganho os dentes de várias formas. Algumas vezes, inclusive, para me proteger e rosnar contra pessoas atrasadas como o senhor ainda se mostra de vez em quando, infelizmente. Que papo é esse? Desde quando seriedade é cara feia? É rudeza? É esse amargor do rosto sempre crispado que agora falsamente vocês querem nos impor como a mulher? Diga que ela é sua candidata. OK. Mas não diga que é porque ela é mulher, séria, que não arreganha os dentes. Nós, mulheres, somos bem mais espertas do que o que vocês acreditam. Leia mais.

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03.02.2010 | 12:10:31
Direto da Varanda: Chico Bruno

Superintendência Centro-Leste da Infraero já existe e a sede é no Rio  

Em A Tarde e na Tribuna da Bahia a informação da assessoria geral de comunicação do governo da Bahia virou manchete. O Correio, mais comedido, publicou a notícia na página 8.

O importante é que nenhum dos três jornais foi a fundo na apuração da informação gerada pela Agecom.   

Em linhas gerais, informaram que os cinco aeroportos da Bahia, Sergipe e Alagoas administrados pela Infraero ficarão vinculados administrativa e operacionalmente à Superintendência Regional Centro-Leste, a ser criada até fim de março, cuja sede será em Salvador, graças a pressão do governador Jaques Wagner junto a estatal.

Dizem, ainda, que a medida faz parte do plano de reestruturação da empresa, iniciado no ano passado. A notícia foi passada ao governador Jaques Wagner pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, por  telefone, no fim da tarde de ontem.

Por falta de apuração, a imprensa baiana está divulgando informações truncadas.

A Infraero possue quatro superintendências regionais: Centro-Leste cuja sede é no Rio de Janeiro, Nordeste sediada em Recife, Norte em Manaus e Sul em Porto Alegre, segundo o site da estatal.

Portanto, a tal superintendência que será criada já existe e é quem cuida dos aeroportos baianos da estatal.

Além disso, não consta, pelo menos para a assessoria de imprensa da estatal, que o governador da Bahia jaques Wagner (PT) tenha conversado no dia 26 de janeiro com o presidente da Infraero Murilo Barboza sobre a criação de uma nova superintendência que seria sediada em Salvador. 

A matéria distribuída pela Infraero, naquele dia, informava que Wagner havia se reunido com Barboza para tratar de obras nos aeroportos de Salvador e Ilhéus.

"O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, recebeu nesta terça-feira (26/01) a visita do governador da Bahia, Jacques Wagner. Durante o encontro, o presidente da Infraero prestou esclarecimentos sobre as obras e melhorias no Aeroporto Internacional de Salvador/Dep. Luís Eduardo Magalhães e no Aeroporto de Ilhéus/Jorge Amado."

Pelo aupurado, a informação não merecia virar manchete, pois parece ser um factóide.

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03.02.2010 | 11:05:03
Painel da Folha de S.Paulo

Terceiro tempo

Dois dias depois da canetada de Lula para liberar quatro obras da Petrobras que, segundo o Tribunal de Contas da União, apresentam "irregularidades graves", a consultoria de Orçamento da Câmara produziu parecer contestando os argumentos do Planalto, que estariam baseados em "raciocínio simplista".
Os técnicos afirmam que a decisão do presidente pode gerar "danos irreversíveis" aos cofres públicos e sugerem que o Congresso tente revertê-la por meio de um decreto legislativo. Integram a lista de obras as refinarias Abreu e Lima (PE) e Presidente Getúlio Vargas (PR), o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e o terminal de Barra do Riacho (ES). (Renata Lo Prete)

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03.02.2010 | 10:32:01
Cartas marcadas

Petrobras se nega a anular licitação

A presidente interina da Petrobras, Graça Foster, disse ontem que a direção da estatal não vê necessidade de cancelar a licitação para escolher as agências de publicidade que vão servir a empresa. Houve vazamento de informação no processo.
Segundo a executiva, essa recomendação partiu da área jurídica da companhia, que sugeriu avançar com as demais etapas do processo de licitação antes de tomar qualquer decisão final sobre o caso.
Indagada pela Folha, Graça não explicou como houve o vazamento do nome das três mais bem classificadas na etapa decisiva da concorrência (que valia 70 pontos de 100 possíveis) por um site especializado. Nessa etapa, levaram vantagem Heads, Dentsu e Quê.
O que causou forte reação das agências envolvidas na licitação foi o fato de, pelas regras da concorrência, a comissão de licitação não saber perviamente de quem era cada proposta. Isso porque os envelopes estavam lacrados e identificados só por um número, correlacionado a uma determinada agência sem o conhecimento dos membros da comissão. (Pedro Soares na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
mais.

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03.02.2010 | 10:27:32
Fernando Rodrigues na Folha de S.Paulo

No PT, nada ao vosso reino

Ciro Gomes reapareceu ontem em Brasília. Reafirmou sua decisão de ser candidato a presidente. Lembrou a todos ter acertado com Lula uma avaliação do quadro no final de março.
O PSB, partido de Ciro, só tem a ganhar com a manutenção da candidatura própria a presidente. Terá mais chance de eleger governadores, senadores e deputados. Pode sair maior das urnas.
Os socialistas herdeiros de Miguel Arraes até poderiam abrir mão desse projeto. O enrosco é a falta de contrapartida. Na oração do PT, só há espaço para o "venha a nós", e nada para o "vosso reino". Tal como está formatada, a coalizão petista é um ativo tóxico para o PSB. Eis os detalhes da proposta lulista:
1) Sacrifício: Ciro Gomes desiste de disputar o Planalto. Apoia Dilma Rousseff. De quebra, o PSB aceita enfrentar calado a oposição do PT em alguns Estados;
2) Missão: o PSB despacha Ciro para São Paulo para perder a eleição para o Palácio dos Bandeirantes. Ex-candidato a presidente duas vezes, dono de mais de 10% nas pesquisas nacionais e o primeiro a aderir incondicionalmente a Lula no segundo turno de 2002, Ciro também teria de servir de boca de aluguel do PT: passaria a campanha vituperando contra o PSDB em solo paulista, pois os petistas de modos atucanados como Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Antonio Palocci fazem de tudo, menos se indispor com José Serra;
3) Prêmio: nenhum. O PSB fica de mãos abanando e se dando por feliz com ministérios de segunda classe e sem expressão política. Assim é o tipo de aliança oferecida pelo PT. É também um prenúncio da voracidade e da hegemonia petista a partir de 2011 se o grupo de Lula vencer a disputa em outubro.

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03.02.2010 | 10:13:16
A conta da marolinha

Um tombo histórico na indústria

O ano de 2009 fechou com uma queda na produção industrial de 7,4%, maior retração desde 1990. Ainda que o resultado remeta a um dos piores desempenhos das duas últimas décadas - quando o país registrou uma desaceleração industrial de 8,9% - o resultado não surpreendeu o mercado. E também não está sendo visto como um sinal de inversão da tendência de recuperação dos indicadores. Tanto assim, que os analistas não estão alterando suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) de 2009 e 2010. Nos dois últimos trimestres, todos os setores da indústria reagiram. Há consenso entre analistas de bancos e economistas de que a queda é resultado de uma acomodação frente à suspensão gradual dos incentivos fiscais dados à indústria e que começaram a ser retirados no fim do ano passado.

É a queda registrada de 4,9% na produção de bens duráveis em dezembro contra novembro que sinaliza, na opinião do economista Elson Teles, da Concórdia Corretora, o impacto que causou a retirada gradual dos incentivos fiscais no resultado geral da indústria em 2009. No ano passado, a produção de bens duráveis caiu 6,4% e a de máquinas e equipamentos despencou 17,4%:

- O investimento está se recuperando, mas ainda não recompensa o pico de produção registrado no período pré-crise, que foi brutal para a indústria.

A desaceleração da produção industrial de 2009 só não foi pior do que o desempenho registrado no ano em que o então presidente Fernando Collor de Mello confiscou a poupança e, com essa decisão, desestabilizou a economia nacional. Apesar de todos os estímulos dados à indústria pelo governo ao adotar uma política anticíclica voltada para o mercado interno, o país ainda não recuperou os patamares de produção industrial do período pré-crise. (Liana Melo) Leia mais em O Globo)

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03.02.2010 | 10:04:24
Bolsa Família

Ameaça nas entrelinhas

Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras. O alerta faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado, e que será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família. O documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido.

Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício "depende do ano em que houve a última atualização cadastral". "Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011", diz o texto.

Texto pode trazer insegurança jurídica

Para o especialista em Direito administrativo, Damásio de Jesus, a norma traz insegurança jurídica e pode ser entendida pelos beneficiários como uma ameaça.

- Estamos diante de uma quase total insegurança jurídica. Isso é terrorismo. A lei é isto aqui, mas ela pode mudar a qualquer momento. Parece-me que o governo está tentando antecipar circunstâncias que ele supõe que venha a acontecer - disse ele. - Não é possível que a lei diga alguma coisa hoje e, ao mesmo tempo, diga que isso pode ser mudado. Parece-me muito estranho que o governo faça isso.

O professor de Direito administrativo da Uerj, Gustavo Binenbojm, afirma que, do ponto de vista da responsabilidade fiscal, a norma está certa. Ele vê, no entanto, margem para interpretações político-eleitorais.

- A medida tem um caráter ambíguo. Ainda que ela seja suscetível a uma explicação eleitoral, juridicamente é correta - diz.

Segundo ele, o governo passa, com a norma, a mensagem de que o benefício está garantido somente enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seus candidatos, estiverem no poder:

- A mensagem política que o governo quer passar é que, se o governo Lula continuar, está tudo garantido. Se não, vocês (beneficiários do programa) vão ter que se acertar com o governo de oposição.

Secretária admite falta de cuidado

A secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social, Lúcia Modesto, nega que a intenção da regra seja espalhar terror entre os beneficiários. Mas ela admite que o texto dá margem para diferentes interpretações:

- Este texto vem suscitando diversas interpretações que vão para além do que, de fato, está escrito nele. Talvez a gente não tenha tido o cuidado (necessário) com a linguagem.

Segundo ela, a instrução operacional tem como finalidade orientar os gestores do programa nos municípios. Lúcia Modesto diz que o documento foi discutido em uma teleconferência com gestores municipais e, na ocasião, não houve, por parte deles, dúvidas sobre o teor meramente funcional da mensagem:

- A instrução não tem valor normativo, é uma instrução operacional. É um texto técnico que ajuda os municípios a se organizarem em um ano que é mais curto que os outros.

A instrução foi editada para ajudar os municípios na atualização do cadastro único de integrantes do Bolsa Família. Desde 2008, quem recebe auxílio pode ficar dois anos sem atualizar suas informações sem correr o risco de perder o auxílio. A partir daí, caso não o faça, terá o repasse bloqueado e, após três meses, será desligado do programa.

Instrução traz novidade para cadastramento

A instrução operacional explica que está em vigor um novo conceito de validade do benefício que assegura à família continuar recebendo o dinheiro do governo federal, mesmo que o rendimento per capita seja superior a R$140, teto permitido no programa. O argumento é que as famílias podem eventualmente conseguir uma renda extra, como um emprego temporário. Com a renda maior corriam o risco de perder o benefício. Mas, há alguns anos, o entendimento do ministério é o de que essa renda eventual não pode prejudicar a família que ainda deve ser mantida no programa.

A instrução operacional estabelece ainda uma novidade para o cadastramento. A partir deste ano, cada beneficiário terá um mês específico para fazer a revisão cadastral. O mês depende dos últimos algarismos do Número de Identificação Social (NIS) do responsável pela unidade familiar.

Mais de 700 mil cancelamentos

Ontem, o ministério divulgou que 709.904 famílias terão o recebimento do Bolsa Família cancelado a partir do dia 11 deste mês. O motivo é que o cadastramento delas não foi atualizado nos últimos dois anos. O estado que mais terá famílias retiradas do programa é São Paulo, com 133.992 cancelamentos. Em segundo lugar vem a Bahia, com 67.986. O Rio terá 47.648 famílias retiradas do Bolsa Família ainda este mês.

As famílias poderão recorrer do cancelamento e voltar a integrar o programa. A decisão é da prefeitura da cidade onde moram, que é a responsável pela gestão do benefício. Ao todo, 4.112.315 de famílias já foram desligadas do programa. A maioria (2.237.587) por terem renda familiar superior à exigida.
(Catarina Alencastro em O Globo)

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03.02.2010 | 09:56:56
Reação

Oposição busca atuação mais agressiva

O PSDB reuniu 51 dos 57 integrantes da bancada do partido na Câmara dos Deputados, no mesmo horário em que era lida a mensagem do Executivo no Congresso, e decidiu adotar uma ação política mais agressiva, que inclui o bloqueio a projetos de interesse do governo como o marco regulatório para a exploração do petróleo nas camadas pré-sal do litoral brasileiro. O encontro dos tucanos traçou a estratégia de atuação do partido para este ano.

Organizado pelo novo líder, João Almeida (BA), o encontro decidiu que, além do discurso mais agressivo, os tucanos deverão barrar o andamento de projetos que sejam de interesse do governo, como o pré-sal, e atacar os temas eleitorais pontualmente, além de apoiar as votações que tiverem nítido interesse público, como o projeto da Ficha Limpa.

"A bancada precisa ter um discurso mais unificado e repetitivo. Vamos tocar nos pontos principais, como o aparelhamento do Estado, defesa das nossas conquistas, da democracia", disse Almeida. (Caio Junqueira no Valor) Leia mais.

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03.02.2010 | 09:30:12
Sucessão de Lula

Apesar de pressão, Ciro mantém candidatura

Apesar da pressão do Palácio do Planalto para que ele abandone a disputa à Presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse ontem que mantém a sua pré-candidatura e que, por sua vontade, não disputa o governo de São Paulo, para onde transferiu o domicílio eleitoral a pedido do presidente Lula.
"Continuo candidato a presidente, meu projeto de candidatura está mantido", afirmou Ciro, que esteve ontem na Câmara para a solenidade de abertura do ano Legislativo.
O deputado diz que as últimas pesquisas confirmam a tese de que a manutenção de sua candidatura é benéfica para o Planalto, embora Lula tente promover uma disputa nacional "plebiscitária" entre a ministra Dilma Rousseff (PT) e o governador José Serra (PSDB).
Ciro se referia particularmente à pesquisa CNT/Sensus divulgada anteontem, segundo a qual sua saída do páreo abre margem para uma vitória de Serra no primeiro turno. Congressistas aliados de Lula argumentam, entretanto, que essa é uma avaliação precipitada, já que uma adesão explícita de Ciro à candidatura de Dilma aumentaria o percentual de migração de votos para a ministra.
De acordo com o levantamento, quando o nome do deputado aparece na disputa, a ministra encosta em Serra. (Folha de S.Paulo) Leia
mais.

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03.02.2010 | 09:24:09
Sucessão de Lula

Ciro contraria Planalto e diz que mantém candidatura à Presidência

Disposto a driblar as pressões do governo, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) rompeu ontem o silêncio e avisou que manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto, contrariando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prega a união da base aliada no palanque da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Um dia após a divulgação da pesquisa do Instituto Sensus pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), Ciro afiou o discurso e bombardeou a aliança entre o PT e o PMDB, embora Lula insista na ideia de uma campanha plebiscitária contra o PSDB do governador de São Paulo, José Serra.

Para o deputado, o presidente comete "grave erro" quando avalia que sua desistência beneficiaria Dilma, pré-candidata do PT. "Mantenho a minha candidatura à Presidência da República", afirmou Ciro ao Estado, no retorno das férias parlamentares. Ex-ministro da Integração Nacional, ele garantiu que, apesar de ter transferido o domicílio eleitoral para São Paulo, a pedido de Lula, não concorrerá ao governo paulista.

Dilma e Ciro quase se encontraram ontem, antes do almoço, na cerimônia que marcou a reabertura dos trabalhos legislativos, na Câmara. O deputado, porém, chegou atrasado e nem viu a chefe da Casa Civil deixar o Salão Verde. Pela pesquisa CNT/Sensus, a presença de Ciro no páreo garante a realização do segundo turno e impede a vitória de Serra, postulante do PSDB, na primeira rodada. Mesmo assim, o governo avalia que esse cenário não se sustenta quando começar a campanha de fato. (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia
mais.

"Santo Lula nesse assunto está errado"

Depois de um périplo de um mês por Berlim e Paris, onde passou férias, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) voltou à ribalta decidido, aparentemente, a manter sua candidatura à Presidência. Sem fumar há três meses e com um tom variando entre o irônico e o irritado, Ciro disse que "o santo Lula está errado" ao defender que ele desista de disputar o Planalto em favor da ministra Dilma Rousseff.

Derrotado duas vezes na corrida presidencial (1998 e 2002), Ciro garantiu que só deixará de ser candidato ao Planalto se seu partido assim quiser. Disse que não será candidato ao governo de São Paulo e considerou "golpistas" as articulações do ex-ministro José Dirceu na promoção de alianças estaduais. Ex-ministro de Lula, Ciro qualificou como "frouxa" a coalizão PMDB-PT em torno da candidatura Dilma.

O senhor desistiu de ser candidato à Presidência da República?

Mantenho minha candidatura. Pretendo ser candidato à Presidência para explorar ao máximo a complexidade e a riqueza do sistema de dois turnos. Minha intenção é ser candidato para valorizar e proteger o cidadão brasileiro do malefício que é a volta ao passado. Só eu posso sinalizar para o futuro. Vou conservar o rumo extraordinário que o Lula iniciou no País. Só eu posso fazer a justa transição com a necessária e indispensável dose de renovação no País. (Eugênia Lopes em O Estado de S.Paulo) Leia
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03.02.2010 | 09:04:14
Sucessão de Lula

Ciro garante que continua candidato e que só PSB pode tirá-lo da disputa

Durante viagem à Europa, durante o recesso parlamentar, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi informado pela assessoria de que estava sendo procurado pelo ex-ministro José Dirceu, que tem negociado alianças estaduais pelo PT. "Mandei dizer que estava muito ocupado, de férias", relata Ciro, que não quer conversa com Dirceu. Diz discordar dos "cálculos políticos" e da articulação feita pelo ex-ministro. "Essa coisa é golpista", criticou.

A declaração do deputado reflete irritação e impaciência com as pressões do PT para que desista de concorrer à Presidência da República e dispute o governo de São Paulo. Ciro pretende manter sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até "onde puder, ou seja, outubro". Diz que apenas o PSB pode tirá-lo da disputa. E, se isso acontecer, prefere ficar fora das eleições de 2010. "Saio da vida pública. Paro um pouco. Para mim, a política não é meio de vida", declara.

A favor de sua candidatura a presidente, Ciro diz que seu partido está eleitoralmente mais forte que o PT no país. Cita, como prova, o fato de o PT estar buscando no PSB um candidato ao governo de São Paulo. Diz ainda que o PSB tem três governadores bem avaliados (Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte), o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, candidatos competitivos e alianças eleitorais na maioria dos Estados. Só enfrenta dificuldade em Sergipe e no Rio Grande do Norte. (Raquel Ulhôa no Valor) Leia mais.

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03.02.2010 | 08:51:47
Sucessão de Lula

Ciro expõe mágoas do PT

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não esconde em conversas reservadas no Ceará a mágoa em relação ao PT. Seus aliados nos mais diversos estados garantem que há inclusive um certo arrependimento de ter cedido ao desejo de aliados e transferido o título para São Paulo, o que agora faz aumentar a pressão para que concorra ao governo estadual paulista, uma campanha que, imposta — e longe de ser o principal desejo do parlamentar —, começa problemática. Além disso, desde a transferência para a política paulista, os aliados detectaram em Ciro uma certa falta de ânimo e descontentamento, com ares de quem caiu em uma arapuca.

Ontem, o próprio Ciro declarou aos sites de notícias que, se depender dele, continua candidato a presidente, uma vez que prefere a “riqueza da eleição em dois turnos”. Também anunciou que discorda do presidente Lula no que se refere ao caráter plebiscitário da eleição defendido pelo governo e pelo PT.

Ciro tem personalidade e seus aliados garantem que ele não quer ser um fantoche que o presidente manipule a seu bel-prazer, de acordo com o que acha melhor para a sua candidata Dilma Rousseff. O socialista sente-se desrespeitado. Até porque, calculam os aliados, se mesmo sem fazer campanha Ciro mantém um patamar que pode ir até os 15% — considerando a margem de erro da pesquisa da CNT —, é sinal de que o candidato do PSB tem um eleitorado cativo que não pode ser desprezado. (Denise Rothenburg no Correio Braziliense e Estado de Minas) Leia mais.

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03.02.2010 | 08:36:24
Sucessão de Lula

Ciro rompe silêncio e reafirma candidatura

O deputado Ciro Gomes (PSB-PE) rompeu ontem o silêncio e avisou que manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto, contrariando os interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer a união da base aliada em torno da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Um dia após a divulgação da pesquisa do Instituto Sensus, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), Ciro afiou o discurso e bombardeou a aliança entre o PT e o PMDB, embora Lula insista na ideia de uma campanha plebiscitária contra o PSDB do governador de São Paulo, José Serra.

“Lula está errado ao querer que eu seja candidato a governador de São Paulo”, disse Ciro, ex-ministro da Integração Nacional. “Vou manter minha candidatura à Presidência.” No seu diagnóstico, a coligação entre o PT e o PMDB é “frouxa” e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu faz articulações políticas “golpistas” na montagem de palanques estaduais.

Dilma e Ciro quase se encontraram ontem, antes do almoço, na cerimônia que marcou a reabertura dos trabalhos legislativos, na Câmara. O deputado, porém, chegou atrasado e nem viu a pré-candidata do PT deixar o Salão Verde. Pelo levantamento da CNT/Sensus, a presença de Ciro no páreo garante a realização do segundo turno. O governo avalia, porém, que esse cenário não apenas não se sustenta como o deputado pode atrapalhar Dilma, se mantiver sua candidatura.

Em contatos ontem com integrantes do partido, Ciro Gomes manifestou esperança de que crescerá nas pesquisas após a veiculação do programa nacional do PSB na TV, no dia 18, que deverá trazê-lo como principal estrela. O crescimento nas pesquisas após a aparição no programa partidário já ocorreu no ano passado. (Jornal do Commercio)

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03.02.2010 | 08:30:39
Sucessão de Lula

Ciro Gomes avisa que segue candidato

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) rompeu o silêncio ontem e, em entrevista ao programa Atualidade, da Rádio Gaúcha, disse que manterá sua candidatura ao Planalto, contrariando os interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer a união da base em torno da ministra Dilma Rousseff.

Um dia após a divulgação da pesquisa do CNT-Sensus, Ciro bombardeou a aliança entre PT e PMDB, embora Lula insista na ideia de uma campanha plebiscitária contra o PSDB.

– Lula está errado ao querer que eu seja candidato a governador de São Paulo – disse Ciro. (Zero Hora)

Ouça a entrevista aqui.

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03.02.2010 | 08:00:42
Bom dia! Manchetes de 4ª feira

Governo faz ameaça eleitoral ao recadastrar Bolsa Família

Um documento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Social contém uma ameaça velada aos beneficiários do Bolsa Família: lembra que em 2011, ao assumir o novo governo, as principais diretrizes do programa poderão ser alteradas. O alerta está numa instrução operacional distribuída a prefeitos com regras para o recadastramento - uma das exigências para que os beneficiários não sejam excluídos do programa. O texto diz que a ajuda de custo está garantida por 3 anos para quem já atualizou os dados. Mas adverte que, em 2011, "a validade do benefício estará sujeita a alterações". Para Damásio de Jesus, especialista em Direito Administrativo, o texto cria insegurança jurídica e pode ser entendido como ameaça.
“Isso é terrorismo. Não é possível que a lei diga uma coisa hoje e, ao mesmo tempo, diga que isso pode ser mudado." O governo nega a intenção de ameaçar, mas admite que o texto dá margem a diferentes interpretações.

Homicídios crescem em São Paulo após dez anos

Puxado pelo interior, o número de homicídios aumentou em São Paulo pela primeira vez em dez anos.
Em 2009, o Estado registrou 4.550 casos de homicídio (4.771 vítimas no total, porque há casos com mais de um morto). Em 2008, foram 4.426 (4.690 vítimas).
Na Grande São Paulo, permaneceu a tendência de queda, apurada desde 2000. No interior e no litoral, esse movimento se reverteu.

Cresce divergência entre Fazenda e BC sobre juros

O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, entraram em divergência pública, num evento com empresários, por causa dos juros. Para Mantega, a recuperação da economia é sustentável e "acalmou o ânimo daqueles que já achavam que deveria subir o juro". Já Meirelles disse que "a recuperação se dá a um ritmo muito forte", sugerindo risco de inflação - o IPC da Fipe foi de 1,34% em janeiro, a maior marca desde fevereiro de 2003. Nos bastidores, Mantega tenta convencer o presidente Lula a evitar a alta da taxa, e a Fazenda responsabiliza o BC pelo baixo crescimento em 2009.   

Tanque cheio, bolso vazio

A redução do percentual de mistura de álcool à gasolina, que era de 25% e passou para 20% desde segunda-feira, foi justificada para conter a alta no preço do etanol. Agora, pela mesma razão, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes informa que 35 mil postos estão sendo avisados pelas distribuidoras de que o preço da gasolina também subirá nas bombas. O aumento pode ser maior tambem porque algumas regiões estão no limite da capacidade de produção e terão de receber gasolina de outras áreas.

Os meninos que ninguém vê

Noticiado com exclusividade pelo Correio, em janeiro, o sumiço de seis rapazes, sem qualquer vínculo entre eles, nos primeiros 22 dias do mês passado ganhou o noticiário nacional e mostrou ao país o drama de mães e pais do Parque Estrela Dalva, em Luziânia. Pressionadas pela repercussão do caso, as autoridades goianas reforçaram a presença policial na região, mas nenhuma resposta foi dada até agora. As famílias se mobilizam em busca de ajuda. Hoje, encontram-se com membros da CPI das Crianças e Adolescentes Desaparecidos, da Câmara dos Deputados. Amanhã, vêm a Brasília pedir a entrada da Polícia Federal nas investigações.   

Indústria fecha janeiro com atividade em alta

Um conjunto de fatores positivos ajudou a indústria a iniciar 2010 com aumento de produção e vendas. A base fraca de comparação, a necessidade de repor estoques, a demanda ainda aquecida, o aumento do salário mínimo e as obras de infraestrutura estão entre as razões que explicam vendas entre 5% e 40% maiores da indústria no mercado interno em janeiro na comparação com igual período do ano passado, auge dos efeitos recessivos da crise econômica. A exportação ainda sem sinais de retomada é a principal razão para que em alguns setores a produção siga deprimida.
Depois de registrar uma queda de 32% em janeiro de 2009, o setor de distribuição de aço festeja o forte começo de 2010. O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, estima que o segmento tenha vendido cerca de 315 mil toneladas em janeiro; 43% acima do mesmo mês de 2009. A West Coast, fabricante de calçados, iniciou o mês planejando vendas 8% maiores, mas encerrou janeiro com um aumento de 15% no número de pares entregues no mercado interno. O percentual foi o mesmo obtido pela Fabrimar na venda de metais sanitários, enquanto a Samsung registrou alta de mais de 40% na venda de televisores de LCD, um movimento que a empresa ainda não credita à Copa do Mundo.

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