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08.02.2010 | 19:22:23
Sucessão pernambucana

Terezinha: "Pesquisa real seria Eduardo 58% e Jarbas 31%"

A deputada Terezinha Nunes (PSDB) disse, há pouco, ao  blog, que há fortes evidências de que a pesquisa Vox Populi divulgada neste final de semana, sobre as intenções de voto para governador de Pernambuco, foi manipulada. O Vox Populi protocolou duas pesquisas no TRE, nos dias 18 e 29 de janeiro, mas só divulgou a segunda.

'E informou que a contratante era a Rádio e TV Bandeirantes, quando no TRE consta que a segunda pesquisa teria como contratante o próprio instituto', salienta. Terezinha disse que vai pedir informações ao TRE sobre as duas pesquisas, mas já antecipou o resultado não divulgado:

'Segundo soubemos, a primeira pesquisa apontava 58% das intenções de voto para Eduardo Campos e 31% para Jarbas, o que seria um avanço para o senador em relação ao resultado anterior, cujos índices eram de 28% para Jarbas e 60% para o atual governador'.

Já a pesquisa divulgada indicava uma mudança diferente, de 62% para Eduardo Campos e 28% para Jarbas. 'Vamos analisar as pesquisas e decidir se procuramos a Justiça Eleitoral para contestar essa tentativa de manipular a opinião pública', concluiu. (Blog do Magno Martins)

Em tempo: No Paraná, o Vox Populi, registrou em nome da Vox Opinião Pesquisa e Projetos Ltda, tendo como contratante a TV Bandeirantes, uma pesquisa em 18 de janeiro sob o protocolo 871/2010 para presidente/governador e divulgou apenas a de presidente e registrou outra em 29 de janeiro, tendo como contratante a Gazeta do Paraná, protocolada com o número 1947/2010 para governador, que foi divulgada no fim de semana.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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08.02.2010 | 18:08:29
Sucessão de Lula

"Dilma não é líder, é reflexo de um líder", diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso questionou nesta segunda-feira a capacidade de liderança da ministra da Casa Civil e presidenciável petista, Dilma Rousseff.

"Pode até vir a ser, mas por enquanto ela não é líder. Por enquanto, é reflexo de um líder", disse FHC na inauguração da Biblioteca de São Paulo. "O Serra já tem liderança e mostrou que faz. Na prefeitura, no Ministério da Saúde, no governo do Estado. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Simplesmente estou dizendo que, para mim, Serra é competente, é um líder que inspira confiança. A outra, para mim, ainda não", reiterou.

Indagado se considerava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um líder, o ex-presidente riu e respondeu: "Claro que sim, eu não sou bobo".

FHC afirmou ainda que Serra não tem que se declarar candidato ao Planalto neste momento. "O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. [Mas] O governador tem de esperar um pouco mais."

O ex-presidente destacou que tem um acordo com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), de não falar sobre o que ele deve fazer. "Aécio está se dedicando a Minas Gerais. Seria deselegante dizer o que ele tem de fazer."

FHC disse ainda que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração.

"Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom", ironizou. E continuou: "Eleição é futuro. Se [o PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer." (Fernando Barros de Mello no Folha Online) Leia mais.

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08.02.2010 | 17:37:47
Lei Pelé

Emenda de Aleluia impede mudanças na fiscalização

No início das atividades legislativas do ano, está previsto para que seja votado no Plenário, entre outras matérias, o Projeto de Lei (PL) 5186/05 que altera a Lei Pelé responsável por instituir normas gerais sobre o desporto brasileiro. Entre as emendas apresentadas à proposta está a do vice-líder do Democratas José Carlos Aleluia (BA).

No texto da emenda, o parlamentar defende, ao contrário do que está na proposta, que o Ministério Público continue sendo o responsável por fiscalizar qualquer irregularidade fiscal e trabalhista de entidades beneficiadas com isenções. "Entendemos que o repasse de recursos públicos e a concessão de isenções fiscais devem ser cercados do maior rigor possível, pelo que reputamos inadequado subtrair ao Ministério Público dessas atribuições", explicou Aleluia.

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08.02.2010 | 17:20:36
Bem aplicada

Emenda da deputada Janete garante ônibus ao MP Comunitário

O Ministério Público do Amapá lança oficialmente, nesta terça, 9, o MP Comunitário, quando as principais diretrizes do projeto serão apresentadas à comunidade, lideranças comunitárias e parceiros do MP. Na sexta, 5, o MP Comunitário foi apresentado ao Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Na ocasião, foram apresentados os dois ônibus que dão mobilidade ao Ministério Público Comunitário, tornando possível a execução do projeto. As informações são do site do Ministério Público do Amapá (www.mp.ap.gov.br). Os ônibus foram comprados e equipados com R$ 500 mil de emenda individual da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP).

Em outubro passado, a deputada Janete Capiberibe encontrou-se com o procurador-geral de Justiça Iaci Pelaes dos Reis, quando conheceu do projeto MP Comunitário e os projetos técnicos dos dois ônibus. Ela mostrou satisfação com a iniciativa e o bom uso dos R$ 500 mil da sua emenda individual na compra e aparelhamento dos ônibus. "Estou muito feliz em contribuir com esse projeto inovador do Ministério Público que procura essa interatividade e aproximação com a comunidade", elogiou a deputada.

Com agenda na Câmara dos Deputados, em Brasília, a deputada Janete será representada no evento desta terça-feira pelo deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB).

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08.02.2010 | 13:40:30
Direto da Varanda: Chico Bruno

Retalhos carnavalescos e políticos do Siri na Lata

Corria o ano de 1976. O general Ernesto Geisel era o quarto ditador de plantão. A ditadura entristecia o país. Nem o Carnaval escapava.

No Recife, um grupo de jornalistas, artistas, publicitários, intelectuais e boêmios decidiu romper as amarras que imobilizavam a maior festa popular de Pernambuco.

Assim surgiu o Bloco Anárquico Armorial Siri na Lata.

Desorganizado, sem comando e sem rabo preso.

Tanto que o 1º frevo do Siri, “Xixi das Anas”, composto por Zé Rocha e Amin Stepple em determinado trecho diz:

“... De tão dura ninguém atura/Ditadura ninguém atura/Lugar de cavalo é no quartel/Vou transformar o forte num motel ...”

Confirmando a tradição, a política comandou o 31º Baile do Siri na Lata, sexta-feira (5), no Clube Português, sob o comando de Ricardo Carvalho e Paulo Braz com o tema “O Brasil é um circo”.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) comandou um dos camarotes mais concorridos, repleto de políticos de oposição.

Jarbas não dispensou um dedo de prosa sobre o momento político.

Ele está desencantado com a quadra política. Para ele, nos quase oito anos de Lula, as instituições públicas perderam a ética e moral pela permissividade das atitudes do presidente, que jogou no lixo a bandeira da ética e se aliou ao que pior existe na política brasileira.

Jarbas também se queixa da falta de unidade da oposição, com cada um atirando para um lado. Citou a entrevista do companheiro senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) a Veja como um exemplo do salve-se quem puder em que se encontra a oposição a Lula.

Lembrou que a única vez em que houve a unidade da oposição o governo foi derrotado. Ele se referia à votação da CPMF.

Sobre a possibilidade de vir a ser candidato ao governo de Pernambuco, Jarbas não demonstra a mínima vontade de sê-lo, apesar da pilha de seus liderados e dos aliados do PSDB.

Durante a prosa com Jarbas, encarnando o clima carnavalesco, foi sugerido que ele lançasse a candidatura da deputada estadual Terezinha Nunes ao governo.

Jarbas sorriu e disse “é uma boa, assim ela para de cobrar minha candidatura ao governo”.

Pela prosa, fica a impressão que o senador Jarbas não deseja ser o adversário de Eduardo Campos, principalmente, por que durante o papo, ele afirmou que na trincheira do Senado ele poderá ser mais útil a Serra do que disputando o governo de Pernambuco.   

Pelo visto, o nome de Terezinha pode decolar do Siri na Lata e pousar no palanque da oposição. Seria uma candidatura que causaria uma grande surpresa no campo governista pernambucano.

Estrada para ser candidata ela tem, pois acompanha Jarbas desde o primeiro mandato de prefeito nos anos 90. 

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08.02.2010 | 13:39:22
Coluna Carlos Brickmann

É samba, é ginga, é dinheiro que voa

É Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro. Fale de nós quem quiser falar, mas com os Rafale o ministro Jobim e o presidente Lula estão pertinho do céu.
Comprando os caças supersônicos franceses, os mais caros que participaram de nossa concorrência internacional, o Brasil mostrou uma série de virtudes:
1 - É soberano. Escolheu sozinho. Os Rafale são caros mas são nossos. E só nossos: nenhum outro país quis comprá-lo da França.
2 - Está com a economia em ordem. Países menos afortunados, como a Índia, anunciam ter recebido ofertas do Rafale por bem menos do que o Brasil pagou, e até agora o recusaram, por achá-lo caro. Aqui não se faz economia de tostões.
3 - O Brasil faz sua parte na luta contra a crise internacional. A fabricante do Rafale, que andou tendo problemas, agora respira tranquila. Além disso, o Brasil salvou alguns milhares de empregos na França, nossa aliada.
4 - O Brasil, caso raro entre os países latino-americanos, demonstra o predomínio dos civis sobre os militares. Não deu a menor bola para o relatório da Aeronáutica sobre a concorrência, que colocou o Rafale em terceiro lugar e o sueco Grippen em primeiro; militar, aqui, obedece às ordens do ministro civil, mesmo que o ministro adore vestir uma farda camuflada tamanho GG - XL, certamente fabricada sob medida, para acomodar tanta musculatura.
E, se o Brasil comprou da França um porta-aviões que, em dez anos de operação, passou quatro no estaleiro, por que iria reclamar dos supersônicos? 

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08.02.2010 | 12:25:29
Direto do Siri na Lata

Ricardo, eu e Paulo

Ricardo Carvalho e Paulo Braz. Esses dois são competentes. Reúnem 12.000 foliões no Siri na Lata na maior harmonia. Nem uma briga. As seis da matina os foliões sairam num arrastão pelas ruas do bairro dos Aflitos ao som da orquestra de frevo do maestro Spok. 

Está no ar a galeria de fotos com os melhores cliques do baile Siri na Lata, que rolou na noite de sexta-feira (5) , no Clube Português. Os registros de Bernardo Soares mostram a passagem de Geisy Arruda e Eriberto Leão pela festa (eles foram as estrelas da noite, assim como os encontros políticos e fantasias divertidas. Vale a pena conferir:

Galeria de fotos Siri na Lata no Blog Social 1, de Roberta Jungmann

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08.02.2010 | 10:28:46
Carnaval no Recife

Política reina no Siri na Lata

Eriberto Leão ladeado pelos organizadores do baile: Ricardo Carvalho e Paulo 

Com um gigantesco boneco de Lula no estilo 'joão-bobo' cercado de palhaços sobre um palco em que um ator anão encarnava Dilma Rousseff, o baile do bloco Siri na Lata, realizado no último sábado, virou, claro, o quartel general da oposição. Sob o tema "O mundo é um circo", o baile teve como mote uma bem-humorada sátira aos escândalos do governo federal e antecipação da campanha por parte dos governistas. Nos camarotes do Clube Português podiam ser vistos o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), os deputados Terezinha Nunes (PSDB), Augusto Coutinho (DEM), José Mendonça (DEM) e Raul Henry (PMDB) e ainda o presidente estadual do DEM, Mendonça Filho.

As conversas ouvidas nos bastidores giravam em torno da denúncia que a oposição encaminhará hoje ao Tribunal Regional Eleitoral contra o governador Eduardo Campos (PSB), acusado de ter aproveitado a visita ao Sertão, na semana passada, para fazer campanha eleitoral fora do prazo permitido por lei (a partir de 3 de julho). Jarbas, que na última quinta-feira, assumiu a presidência da comissão que tratará da reforma administrativa do Senado, avaliou que terá muito trabalho pela frente. Adiantou que hoje encerra o prazo para a apresentação de emendas ao texto e disse não acreditar que sofrerá qualquer tipo de retaliação por integrar a oposição.

              O ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT) e o senador Jarbas   

Há que destacar que embora tivesse predominância oposicionista, o baile recebeu governistas, como os deputados Carlos Eduardo Cadoca (PSC) e André Campos (PT). O ex-prefeito João Paulo (PT), que será citado na ação do DEM (ele, mesmo sem ocupar cargo algum no governo, estava na caravana no governador ao Sertão), apareceu já quase no final da festa. Demonstrando estar à vontade entre os adversários, conversou com Jarbas e posou para os fotógrafos ao lado do senador.

O senador Jarbas Vasconcelos com Geyse Arruda

A musa do baile deste ano foi a estudante Geyse Arruda, que ganhou notoriedade ao ser expulsa da Universidade Bandeirante (Uniban), de São Paulo, por trajar um vestido considerado curto para os padrões da instituição de ensino. Acompanhada da mãe, a moça posou para fotos ao lado de políticos (Jarbas, inclusive) e ficou boa parte do tempo no camarote oficial do Siri, dividindo as atenções com o ator Eriberto Leão, da TV Globo. (Texto do Diário de Pernambuco com fotos da coluna Dia a Dia do Jornal do Commercio)

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08.02.2010 | 09:20:46
Sucessão presidencial

FHC afirma que PSDB não deve ter medo e chama Dilma de "boneco"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a um boneco manipulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num seminário destinado a prefeitos e vereadores do PSDB, no sábado, ele recomendou que os tucanos não tenham medo da popularidade de Lula, a quem chamou de ventríloquo de Dilma.
Segundo participantes, FHC duvidou do potencial de transferência de votos de Lula para Dilma porque o eleitor "desconfia de bonecos". "Vamos mostrar que Dilma não tem as mesmas inteligência e capacidade de Lula", disse ele, segundo relato de participantes.
No seminário, FHC disse que seria um "tiro no pé" se o PSDB não lançasse a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo. Por duas vezes, ele afirmou que sonhava com o nome do governador de Minas, Aécio Neves, como vice de José Serra, para a Presidência.
FHC afirmou, porém, que confia na cooperação de Aécio ainda que ele não componha a chapa. Segundo ele, Aécio terá que trabalhar muito em Minas para fazer seu sucessor. Citando Tancredo Neves, avô de Aécio, FHC disse que ele precisa manter o poder no Estado. Por isso, trabalhará pelo partido.
Organizador do seminário, o secretário estadual Xico Graziano pediu que não se falasse sobre o dia a dia político no evento, destinado à modernização do discurso do partido. FHC foi obrigado a falar quando um dos participantes criticou o fato de o PSDB não ter candidato ao Planalto, enquanto Dilma está em campanha. (Catia Seabra na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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08.02.2010 | 09:17:32
Campanha presidencial

Temer defende "fusão" de plano de governo com PT

Reeleito presidente do PMDB, Michel Temer diz que a aliança com o PT não depende só da indicação do vice, mas da elaboração de um programa de governo. 

FOLHA - Como traduzir em percentual a unidade do PMDB?
MICHEL TEMER
- Creio que está em torno de 93%.

FOLHA - Não é contrassenso que esse PMDB tão forte não tenha seu candidato à Presidência?
TEMER
- Ele pode ser parceiro num projeto presidencial, mas jamais subalterno.

FOLHA - Em que termos se dará a aliança em torno de Dilma?
TEMER
- Um programa de governo do qual o PMDB terá de ser parte atuante.

FOLHA - Mas o PT já tem esboço de programa pronto. Vai aprová-lo em 20 de fevereiro.
TEMER
- O PT faz seu programa, o PMDB fará o dele. Depois promoveremos uma junção de programas.

FOLHA - O plano do PT prevê presença maior do Estado na economia. Não parece ser o viés predominante do PMDB.
TEMER
- Ambas as partes terão de abrir mão de um ou outro conceito para que, da fusão, resulte um conceito único. (Josias de Souza na Folha de S.Paulo)

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08.02.2010 | 09:07:47
Campanha presidencial

Dilma rebate Ciro e afirma que PMDB é "confiável"

Em meio às negociações para ter o PMDB em sua chapa na corrida presidencial, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem que o partido é "absolutamente confiável".
Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma disse não ver riscos no discurso peemedebista de reivindicar a paternidade de programas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva nem de pedir espaço em um futuro governo petista.
"Não há nada de inconfiável nisso. A gente incentiva que todos os integrantes do governo tomem para si as políticas sociais do governo", afirmou.
O afago aos peemedebistas ocorreu um dia depois de o partido reeleger o deputado Michel Temer (SP) para mais um mandato como presidente.
A aliança PT-PMDB tem sido fortemente criticada pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que apoia o governo Lula e também é pré-candidato à Presidência. Para Ciro, "a moral dessa aliança é frouxa, um roçado de escândalos já semeados".
Nessa semana, Ciro disse não estar disposto a ceder à pressão do PT para que deixe a corrida presidencial. Ao defender sua candidatura, adotou o discurso do PSDB de que "falta experiência" a Dilma. "Quantas eleições a Dilma já disputou? (Gabriela Guerreiro na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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08.02.2010 | 08:59:14
Painel da Folha de S.Paulo

E agora essa

Com a recondução de Michel Temer à presidência do PMDB transformada em passeio, a preocupação imediata da cúpula do partido é o coelho tirado da cartola pelo Planalto e por setores do PT em Minas, segundo colégio maior eleitoral do país: lançar o vice José Alencar (PRB) ao governo com um companheiro de chapa petista, empurrando para a concorrida disputa do Senado o peemedebista Hélio Costa, líder nas pesquisas para sucessão estadual. Saudado por Temer como "futuro governador de Minas", Costa foi uma das figuras mais paparicadas na convenção. O comando do partido sabe, porém, que a operação Alencar não será fácil de ser desmontada, dada a aura de unanimidade que o enfrentamento do câncer conferiu ao vice. (Renata Lo Prete)

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08.02.2010 | 08:43:35
Economia

Consumo dá sinal de desaceleração

A antecipação do consumo de carros, máquinas de lavar, fogões e geladeiras, patrocinada pela política anticíclica do governo federal, reduziu a capacidade de compra desses itens pela nova classe média brasileira. Para manter as vendas aquecidas após o fim do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que terminou em janeiro para a linha branca e expira no fim de março para os carros, o comércio de bens duráveis começa a mirar as famílias de menor renda, da classe D, como potenciais consumidores.

Com renda de até quatro salário mínimos mensais (R$ 2.040), essas famílias tiveram até agora pouco acesso a financiamentos. Por isso, estão menos endividadas em relação às famílias das classes B e C. Revendas de veículos, por exemplo, já estudam a possibilidade de alongar prazos de pagamento até 120 meses para fazer com que a prestação se "encaixe" na renda. Com isso, o varejo abre o leque de consumidores.

Apesar de não admitirem publicamente, lojas de eletrodomésticos querem chegar ao Dia das Mães com prazo de financiamento superior a 18 meses para reduzir ainda mais o valor das prestações. (Márcia De Chiara em O Estado de S.Paulo) Leia
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08.02.2010 | 08:35:24
Ação no STF

Um papel falso que pôs Cabral em saia-justa

Alguém tentou se passar pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e, como se fosse ele, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquivasse uma ação que pode levar a uma revolução nos direitos civis no Brasil.

Em 5 de março de 2008, chegou ao STF um documento atribuído ao governador e à procuradora-geral do Estado, Lúcia Léa Guimarães Tavares, pedindo a extinção do processo no qual Cabral sustenta que os casais homossexuais devem ter os mesmos direitos que os heterossexuais em relação a dispositivos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Rio, como concessão de licença, previdência e assistência.

No dia seguinte à chegada do documento falso, Cabral reagiu imediatamente. Em nome do governador, o procurador do Estado Alde Santos Junior protocolou uma petição no Supremo avisando ao relator da ação, ministro Carlos Ayres Britto, que o governador não era o autor do pedido de arquivamento da ação. Santos requereu que, "diante da gravidade do fato", fosse determinada a apuração da autoria do documento falso. (Mariângela Gallucci em O Estado de S.Paulo) Leia
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08.02.2010 | 08:20:57
Campanha presidencial

Sucessão passa por Minas

A oito meses das eleições, pré-candidatos de vários partidos e cargos voltam seus olhos hoje e amanhã para Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral no país. Hoje, o vice-presidente José Alencar (PRB), nome cotado para concorrer ao governo do estado, será homenageado na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em seguida, recebe o título de filiado de honra do PT, durante evento na sede mineira do partido. O vice estará acompanhado da ministra da Casa Civil e pré-candidata petista ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff.

A visita de Alencar a BH ao lado da ministra Dilma pode sinalizar um avanço da alternativa que tem cada dia mais tomado corpo no arco de alianças do governo Lula: a candidatura do vice ao governo do estado. A entrada do nome de Alencar na corrida ao Palácio da Liberdade tem o objetivo de aplacar a briga entre PT e PMDB, que batem o pé no lançamento de candidaturas próprias, o que impediria a coligação entre os partidos e resultaria em um palanque dividido e, logo, enfraquecido para Dilma em Minas.

Alencar, que antes considerava apenas a hipótese de voltar ao Legislativo (mais especificamente ao Senado), admitiu recentemente essa possibilidade. Segundo declarações recentes dos líderes dos partidos aliados ao PT, a possível candidatura já é bem aceita. (Com informações de Daniela Almeida no Estado de Minas e Correio Braziliense)

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08.02.2010 | 08:07:12
Campanha presidencial

Ameaças a Ciro geram queixas na base aliada

Recém-empossado na liderança do PT na Câmara Federal, o deputado Fernando Ferro (PE) revelou, no último sábado, que já surgem focos de insatisfação na base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta da virtual “rifada” da candidatura a presidente do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) pelo Palácio do Planalto. Segundo Ferro, o desagrado surgiu em razão da influência que Ciro tem sobre parte da bancada, o que leva alguns parlamentares a lhe serem solidários. O petista garantiu que a insatisfação é pequena, incapaz de criar embaraços políticos ao governo no parlamento. Mesmo assim demonstrou preocupação com o fato, para não criar rachas na base de apoio à candidatura da ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a presidente.

“Acho que nossos maiores adversários serão nossos erros. Então saberemos (os aliados) administrar esses momentos, essas tensões, essas vontades, essas vaidades, e montar uma chapa para ter sucesso no processo eleitoral”, afirmou Ferro. As insatisfações estariam surgindo em parlamentares de Estados onde PT e PSB ainda não se definiram sobre alianças locais ou onde os dois partidos podem até formar palanques adversários. No Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe, PT e PSB já têm acordos locais adiantados, mas ainda não fechados. E no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo, petistas e socialistas devem formar palanques adversários.

Fernando Ferro evitou falar em nomes. Mas voltou a afirmar que é necessário “paciência” dos aliados para não dividir a base por conta do estilo de Ciro, dado as declarações fortes que criam arestas entre os aliados. Na semana passada, por exemplo, Ciro declarou que o PT trata os aliados como “bucha de canhão” e a aliança PT-PMDB de “roçado de escândalos”. (Jornal do Commercio)

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08.02.2010 | 08:01:56
Campanha presidencial

PCdoB oficializa apoio à candidatura petista

Em seu encontro nacional, neste fim de semana, em São Paulo, o PCdoB oficializou a intenção do partido em apoiar o PT na próxima eleição presidencial. O documento aprovado, que prega candidatura única no campo governista e sob o patrocínio do presidente Lula, não faz, no entanto, referência à pré-candidata petista Dilma Rousseff.

Pelo cronograma do partido, a aliança com o PT só será formalmente anunciada em abril, num segundo encontro partidário. O PCdoB informou que, antes de declarar apoio à ministra, irá aguardar a definição oficial da candidatura pela direção do PT.

De acordo com o documento produzido e aprovado neste final de semana, o objetivo do PCdoB para 2010 será “garantir a vitória do empreendedorismo político das forças progressistas da nação, dando continuidade ao projeto político, iniciado em 2002, com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. A iniciativa do PCdoB em apoiar o PT enfraquece a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

Ainda no final de semana, o comitê central do PCdoB votou a proposta para completar a composição da direção do partido. Foram definidos os novos membros das secretarias e das coordenações partidárias. (Jornal do Commercio)

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08.02.2010 | 07:57:41
Direto de Brasília: Klécio Santos

O vice de Dilma

A recondução de Michel Temer à presidência do PMDB é o mais significativo passo em prol da aliança com o PT. Embora o casamento ainda não tenha sido consumado, o PMDB reforça o compromisso com a candidatura de Dilma Rousseff e impõe Temer como vice.

A antecipação da convenção serviu a dois propósitos: desidratar resistências a Temer dentro do governo e ainda patrolar a ala dissidente do PMDB. Para não correr riscos, Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, mandou um recado claro às vésperas da convenção: não há vetos a Temer. A indicação do nome deve ocorrer entre março e abril, mas o próprio PT já se dispõe a receber Temer com o status de vice no congresso do partido, depois do Carnaval.

Se os que defendem uma aliança mesmo que informal com o tucano José Serra são minoria no PMDB, a tese de uma candidatura própria tem ainda menos entusiastas. O que o partido deseja mesmo é vencer as eleições nos Estados e assegurar um bom pedaço dos cargos na Esplanada. O êxito dessa empreitada depende de acordos estaduais com o PT. O PMDB sabe que tem um precioso bem de troca: a garantia de um latifúndio de tempo na TV para Dilma.

Se tudo der certo, Lula provará que valeu a pena ter apoiado José Sarney e Renan Calheiros durante os escândalos envolvendo os caciques, mesmo que isso tenha provocado arranhões éticos. Sem o apoio da dupla e de Temer, a convenção do final de semana não teria um final feliz para o PT, o verdadeiro vencedor de uma acirrada disputa interna no maior partido do país. (Zero Hora)

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08.02.2010 | 07:45:57
Sucessão gaúcha

Vitória de Temer reforça assédio petista a Fogaça

Alvo de uma guerra judicial entre alas do PMDB, a convenção nacional da sigla reforçou a indicação do deputado federal Michel Temer (SP) para vice na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência – resultado que tem reflexos na disputa pelo governo gaúcho.

Ao praticamente enterrar a tese da candidatura própria, a convenção de sábado abre novas portas para o assédio petista sobre o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. A cúpula do PT deseja que o pré-candidato ao Piratini suba no palanque de Dilma. O peemedebista resiste às investidas invocando a pré-candidatura do governador do Paraná, Roberto Requião, à Presidência. O problema é que o nome de Requião não teve peso na convenção.

Peemedebistas ligados ao presidente do Senado, José Sarney (AP), reforçavam a importância de alianças regionais com o PT ou a garantia de palanques para Dilma onde a dobradinha oficial não é possível. A ideia é descartada pelo presidente do PMDB de Porto Alegre, Fernando Záchia (veja entrevista abaixo), mas seduz líderes petistas.

– Queremos que o PMDB do Brasil inteiro apoie a Dilma. Se for assim, no Rio Grande do Sul, ela terá dois palanques: de Tarso Genro e de Fogaça – diz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). (Iara Lemos no Zero Hora)

“A candidatura de Serra é muito mais simpática”

Presidente do PMDB de Porto Alegre, o deputado estadual Fernando Záchia rejeita a possibilidade de ver José Fogaça no palanque de Dilma.

Zero Hora – Sem candidatura própria, o PMDB gaúcho vai seguir a tendência de apoiar Dilma?
Fernando Záchia – O PMDB nacional está muito confortável em apoiar Dilma. Problema teremos aqui porque Fogaça vai ter um palanque divergente de Tarso Genro. Teríamos dificuldade em defender o projeto nacional do PT e, ao mesmo tempo, tomar porrada do PT aqui.

ZH – Não haverá apoio a Dilma?
Záchia – Ficaria completamente contraditório. No máximo, vão querer deixar aqui o PMDB solto, mas como participar de um processo eleitoral sem discutir a Presidência? O PMDB gaúcho e dos Estados dissidentes devem ter a possibilidade de defender outra candidatura.

ZH – A candidatura de Serra?
Záchia – Eu queria defender a do PMDB. Mas, dentro desse quadro, que não é finalizado, ainda acho que a do Serra é muito mais simpática que a da Dilma.

ZH – Há possibilidade de adotar uma posição neutra?
Záchia – A neutralidade não cabe. Acho que temos de ter posição contrária à manifestação do PMDB nacional. Se o cenário for esse, com Ciro, Dilma e Serra, que nos deem alternativa. A maioria do PMDB gaúcho vai defender a alternativa do Serra. (João Guedes no Zero Hora) 

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08.02.2010 | 07:38:00
Sucessão mineira

Sou o melhor nome para o PT

À frente de um dos principais programas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, reforça que é candidato ao governo de Minas Gerais, considerase o nome mais viável para formar os palanques da base e diz que lutará até o seu limite para fazer o PT levar seu nome à cédula. Sua saída do ministério dentro do prazo do calendário eleitoral, no entanto, depende das articulações do presidente Lula e de o PT de Minas fazer prévias para lançar ou não um nome ao Executivo.

Nesta entrevista ao JB, como bom mineiro, evita falar de rusgas internas com outro petista, Fernando Pimentel. E acredita que, em algum momento, os partidos da base governista – inclusive o PMDB – vão se unir. A prioridade, agora, é conversar, e muito. (Leandro Mazzini e Luciana Abade no Jornal do Brasil) Leia mais.

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08.02.2010 | 07:27:49
Sucessão fluminense

PR: 'candidatura de Garotinho é irrevogável'

O PR reagiu ontem à possibilidade de retirada da candidatura do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, ao Palácio Guanabara. Na semana passada, o presidente Lula autorizou petistas a negociarem com o PR a saída de Garotinho da sucessão fluminense.

Seria uma forma de encontrar um palanque único para a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), aliado preferencial do Palácio do Planalto. O governador pediu encontro com Lula no fim de semana para tratar do tema, o que deve ocorrer apenas no Carnaval.

Em nota oficial, o partido chegou a afirmar que “é irrevogável o apoio da direção nacional do PR à candidatura de Garotinho ao governo do Rio em 2010”. O texto é assinado pelo presidente nacional do PR, Sérgio Tamer.

Por meio de sua assessoria, Tamer criticou duramente o governador Sérgio Cabral. Para ele, o peemedebista é o responsável por prejudicar o palanque de Dilma no Rio. “Não há problema no Rio de Janeiro da nossa parte. Quem está criando problema é o governador Sérgio Cabral, que está jogando para dividir. É melhor dois palanques do que apenas um”, disse.

Ele também negou qualquer possibilidade de negociar com o PT a retirada da candidatura: — Não existe negociação em que se admita um recuo da candidatura Garotinho.

Ontem, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), e Garotinho se reuniram no Rio, para costurar aliança. O PDT negocia candidatura ao Senado na chapa do ex-governador. (O Globo)

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08.02.2010 | 07:24:02
Cabo eleitoral

Chávez: torcida por Dilma

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem, em seu programa semanal de rádio e TV “Alô, presidente”, que o governo dos Estados Unidos “jogará tudo” nas eleições deste ano no Brasil — o que levaria o país, segundo ele, a uma guinada à direita. Ele disse esperar que a ministrachefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vença o pleito.

— Estamos seguros de que o império norte-americano vai jogar tudo para que ganhe a direita no Brasil — disse Chávez, para em seguida completar: — O império está tentando ter, para janeiro do outro ano (2011), um governo subordinado a seu mandato, o que seria verdadeiramente nefasto para a união dos governos da América do Sul e de nossos povos.

Chávez afirmou ainda acreditar que Lula fará seu sucessor: — Temos a esperança de que o governo de Lula, que não se subordinou aos mandatos dos Estados Unidos, siga seu curso, a seu próprio ritmo, mas sendo um governo aliado dos povos da América do Sul.

Chávez advertiu que os setores “direitistas” do continente, com o amparo e a ajuda dos Estados Unidos, suscitaram uma ofensiva política para recuperar o poder. (O Globo)

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08.02.2010 | 07:21:54
Conselho de política externa

PT quer órgão paralelo ao Itamaraty  

A cúpula do PT quer ampliar a influência do partido sobre a política externa brasileira com a criação de um conselho federal dedicado ao tema. O órgão teria caráter oficial e funcionaria paralelamente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), que sempre foi o único responsável por formular e executar a política externa do país.

Pela proposta, o conselho seria integrado por representantes de ONGs, sindicatos e movimentos sociais — redutos tradicionais da militância do partido. Sua criação é um dos itens do documento “A política internacional do PT”, que será votado no IV Congresso Nacional da legenda, entre os dias 18 e 21.

Elaborado pela Secretaria de Relações Internacionais do PT, o texto sugere o nome do órgão: Conselho Nacional de Política Externa. Ele é apresentado como um “organismo consultivo com participação social”, a exemplo dos que já existem em áreas como saúde e educação.

Itamaraty já abre espaço para ONGs e centrais sindicais

O documento afirma que o Itamaraty já estaria abrindo espaço, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a atuação de ONGs e centrais sindicais. A aproximação incluiria convites a representantes das entidades para acompanhar diplomatas de carreira em eventos no exterior.

“Atualmente, o MRE tem sido também mais aberto à participação dos movimentos sociais, centrais sindicais e ONGs nos eventos internacionais, inclusive muitas vezes como membros da delegação oficial, e os diplomatas do MRE têm se disponibilizado para dialogar e participar de eventos organizados pela sociedade civil quando convidados. Entretanto, ainda faz falta a criação de um Conselho Nacional de Política Externa”, cobra o texto.

Conferência nacional de relações exteriores

O PT também quer que o governo federal convoque uma conferência nacional de relações exteriores, nos moldes de encontros recentes que geraram polêmicas nas áreas de comunicação e direitos humanos.

Segundo o documento, o seminário oficial “permitiria debater as diretrizes de política externa entre os movimentos, organizações e partidos que se interessam e atuam na área”.

A proposta de resolução do PT foi discutida em debate sobre política externa realizado anteontem na sede nacional do partido, em Brasília. Participaram o ministro de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula e coordenador do programa de governo da candidatura a presidente da ministra Dilma Rousseff.

Responsável pela redação do texto, o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, disse que não poderia revelar detalhes sobre composição e funcionamento do conselho: — Isto é uma proposta feita no debate. É recente e não há nenhum tipo de detalhamento desta proposta, portanto não tenho como te responder.

Segundo Pomar, a conferência nacional de política externa não seria realizada em 2010, último ano do governo Lula. O encontro, portanto, só aconteceria após a eleição presidencial.

— Fazer algo do gênero exige uma preparação de mais de um ano — justificou Pomar.

Documento elogia governos de Cuba e Venezuela

Se seguir os moldes de órgãos já existentes em outras áreas de governo, o Conselho Nacional de Política Externa terá presença maciça de ONGs e sindicatos.

Um exemplo é o Conselho Nacional de Meio Ambiente, cujas resoluções têm força de lei e são publicadas no Diário Oficial. O órgão tem 22 representantes da sociedade civil, incluindo entidades pouco conhecidas como Sócios da Natureza e Instituto O Direito por um Planeta Verde.

Além de propor a criação do conselho e atacar a atuação do Itamaraty no governo Fernando Henrique Cardoso, como O GLOBO noticiou ontem, o documento afirma que o PT deve acompanhar a política externa de Lula, “defendendo-a dos ataques da oposição de direita”.

O texto elogia os governos de Cuba e da Venezuela e prega a intervenção do partido na política de países vizinhos: “Do ponto de vista regional, o PT contribuirá para que a esquerda latinoamericana não perca nenhum governo para a direita; e também para acelerar o processo de integração regional. (Bernardo Mello Franco em O Globo)

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08.02.2010 | 06:43:48
Campanha presidencial

Dilma apresenta-se como opção contra enchentes e mudanças na economia

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, valeu-se ontem, de uma só vez, dois temas delicados para seu provável principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, o governador paulista, José Serra (PSDB): as enchentes, que desde dezembro já mataram mais de 70 pessoas no Estado de São Paulo; e as mudanças no rumo da economia.

As enchentes surgiram pela primeira vez como argumento eleitoral para atacar o PSDB, no contexto da comparação entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que os petistas querem impor à campanha deste ano. (Caio Junqueira no Valor) Leia mais.

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08.02.2010 | 06:38:45
Sucessão mineira

Petistas de Minas disputam Alencar

Agraciado hoje com o título de "militante honorário" do PT mineiro e homenageado na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, o vice-presidente José Alencar (PRB) estreia no cenário eleitoral deste ano como possível candidato da frente lulista a governador , com provável apoio pelo menos do PT, PMDB e PC do B. A hipótese da candidatura de Alencar, que terá 79 anos na eleição e trata de um câncer abdominal, já transfere a briga interna petista da vaga de governador- em que existem dois pré-candidatos, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias - para a vaga de vice na chapa.

Os aliados de Patrus, que estará presente à homenagem a Alencar, já oferecem o nome do ministro como possível candidato a vice. A sugestão explícita neste sentido foi feita pelo ex-deputado Nilmário Miranda, que foi o candidato petista ao governo em 2002 e 2006. Em sua página na Internet, Nilmário argumentou sobre a solidez de uma chapa formada por Alencar, Patrus e Hélio Costa, o ministro das Comunicações que é pré-candidato pelo PMDB. (César Felício com Folhapress no Valor) Leia mais.

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08.02.2010 | 06:32:25
Recursos públicos

TCU aponta irregularidades na Conab

O sistema público de armazenagem de grãos do país corre sérios riscos de colapso. Uma inédita auditoria operacional feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra uma estrutura sucateada, falta de gestão e controle sobre os ativos armazenados e diferenças "graves" nos volumes contabilizados pela matriz da estatal e suas superintendências regionais nos Estados.

As visitas dos auditores do TCU às unidades da estatal também revelaram a contratação irregular de empresas de armazenamento inscritas no cadastro de inadimplentes da União, além de "prejuízos aos cofres públicos" causados pela perda do prazo de recursos em processos de desvios de estoques públicos. O TCU estimou um "risco de desperdício" do dinheiro de R$ 1,12 bilhão apenas em ações não cobradas na Justiça por prescrição de prazo. (Mauro Zanatta no Valor) Leia mais.

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08.02.2010 | 06:26:35
Voltei! Manchetes de 2ª feira

TRE abre guerra a milícia, tráfico e bicho na eleição

No comando das próximas eleições, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE), Nametala Machado Jorge, já se reuniu com a Secretaria de Segurança Pública e com a Polícia Federal para mapear as áreas conflagradas no estado. O alvo é a atuação política de milicianos, traficantes e bicheiros e a formação de currais eleitorais - uma das prioridades de sua gestão, iniciada em novembro. Aos eleitores, um apelo: que digam "basta, não me venham com com milícia, bicheiros, abuso de poder econômico". Disposto a tentar evitar a influência de criminosos nas eleições, o presidente anuncia que, por força da lei, não dará prosseguimento à campanha contra os candidatos com fichas sujas: "Não vou me insurgir contra a decisão do Supremo."

Tarifa de celular é a 2ª maior do mundo

A tarifa de celular no Brasil é a segunda mais cara do mundo, segundo levantamento da consultoria Bernstein Research. Com R$ 0,45 por minuto, o país só perde para a África do Sul (R$ 0,50) e paga uma tarifa que é mais de quatro vezes a cobrada nos Estados Unidos (R$ 0,10 em média).
Uma das razões do preço elevado no Brasil é que o governo não abre mão de impostos, que correspondem a 42% do valor total pago.

Governo sai em bloco para responder a FHC

"Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que o nosso caminho é melhor". Foi assim que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência, reagiu ao artigo publicado ontem no Estado em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusa o presidente Luiz Inácio Lula de mentir quando compara os dois governos. O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, também partiram para o ataque a FHC. "Quem escondeu os processos do governo dele foi o Alckmin. Ele ficou envergonhado de defender o governo FHC", provocou Dutra. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), classificou a forma como Lula compara sua gestão à de FHC – não reconhecendo méritos no governo tucano – de "desonesta".   

Pais se unem por mais segurança

O aumento da violência contra crianças e adolescentes, causado por um grupo de menores infratores que age no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, despertou mais que a indignação dos pais das vítimas. Unidos, eles promoveram na manhã de ontem uma manifestação, no trecho próximo ao Corte do Cantagalo, exigindo mais eficiência da Guarda Municipal e das delegacias da região. Pelo menos cinco jovens foram agredidos e roubados ali nos últimos 30 dias.

Brasília só recicla 8% do lixo coletado

Dados do SLU mostram que das 180 toneladas de resíduo produzidas todos os meses no DF, nem um décimo é separado e tratado. Parceria com cooperativas deve ajudar a mudar o quadro, mas ainda não emplacou.   

TCU aponta má gestão e irregularidades na Conab

Uma auditoria inédita realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra uma estrutura sucateada. A gestão e o controle dos ativos armazenados são precários e há diferenças “graves” nos volumes contabilizados pela matriz da estatal e suas superintendências regionais nos Estados.
Os auditores do TCU apuraram contratações irregulares de empresas de armazenamento inscritas no cadastro de inadimplentes da União e "prejuízos aos cofres públicos" causados pela perda do prazo de recursos em processos de desvios de estoques. O TCU estimou um
"risco de desperdício" de R$ 1,12 bilhão apenas em ações não cobradas na Justiça por prescrição de prazo.

Foliões sem descanso

Desfile de Virgens do Bairro Novo foi o ponto alto das prévias, que garantiram animação em tempo integral nas ruas e clubes do Estado, desde a sexta-feira. No Rio, 39 pessoas foram presas por urinar em público.

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