"No Amapá, a corrupção e a omissão do governo matam"
A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) denunciou, na Câmara dos Deputados, a omissão do Governo do Estado do Amapá em garantir o atendimento à saúde fora do domicílio que provocou a morte do jovem Danilo, nesta quinta-feira. Diagnosticado câncer nos ossos há 3 anos, o jovem morreu agonizando, em casa, enquanto aguardava que a Secretaria de Estado da Saúde cumprisse a promessa de removê-lo a Belém, feita há mais de 30 dias.
"Aos 14 anos, Danilo virou estatística para provar que incompetência, corrupção e omissão do poder público matam. No Amapá, o grupo político do Governador Waldez Góes, do qual faz parte o Senador Sarney, provoca atraso e mortes. Há tempos, eles são caso de polícia", protestou a deputada Janete Capiberibe. "Faço uma pergunta ao Ministro Temporão: Vossa Excelência não tem conhecimento do que acontece no meu estado?", desafiou a socialista.
Janete parabenizou a coragem da jornalista Alcinéa Cavalcante que, mesmo perseguida pelo senador José Sarney, levanta denúncias que desagradam o grupo político instalado na prefeitura da capital e no governo do estado.
O vice-governador Paulo Otávio (DEM), também envolvido na Operação Caixa de Pandora, que teria afirmado que não assumiria o lugar de Arruda voltou atrás e decidiu assumir o cargo no lugar de Arruda.
A prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, definida na tarde desta quinta-feira (11) pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi comunicada ao presidente Lula pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Segundo o chefe de gabinete pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, Lula ficou chocado com a notícia e disse que não é bom para a consciência política do Brasil que um governador vá para a cadeia.
Lula também conversou com o diretor da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, e, segundo Carvalho, pediu que a prisão fosse feita com "muito cuidado".
O Procurador Geral da República pediu a intervenção federal no Distrito Federal.
O pedido foi feito, agora há pouco, ao Supremo Tribunal Federal.
O vice-governador Paulo Otávio (DEM), também envolvido, afirmou que não assumirá o lugar de Arruda.
Se o STF acatar o pedido de intervenção federal no DF, caberá ao presidente Lula indicar o interventor, caso contrário assumirá o presidente da Câmara Distrital.
Atualizada às 18h20
A defesa do governador José Roberto Arruda já entrou com um pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal solicitando o relaxamento da prisão.
Caso o STF conceda o HC ele será solto, mas não voltará a ocupar o cargo, pois o ministro Fernando Gonçalves decidiu pela prisão dele e afastamento do cargo.
Meirelles diz a Lula e Iris que não será candidato ao governo
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comunicou ao presidente Lula e ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que não será candidato ao governo de Goiás. Meirelles disse a ambos que pode contribuir melhor ao país "no plano federal".
Com a decisão, Meirelles deixa em aberto não só a alternativa de manter-se no cargo até o final do governo Lula como, também, a opção de candidatar-se à vice-presidência na chapa da ministra Dilma Roussef.
Meirelles planejara tomar qualquer decisão apenas no final de março. Nos últimos dias, no entanto, ele foi pressionado por Rezende a anunciar logo se pretende ou não concorrer ao governo estadual.
Segundo Rezende, a indefinição de Meirelles dá espaço político aos adversários no Estado e cria um vácuo desnecessário. Em resposta a Rezende, Meirelles libera o PMDB estadual a tomar a decisão que lhe for mais adequada. (Márcio Aith no Folha Online)
Internautas decidem que o melhor carnaval é de Recife/Olinda
Para os internautas do iG, o melhor carnaval de rua do Brasil é o de Recife/Olinda. Em três dias de votação, foram contabilizados quase 10 mil votos, sendo 45% deles destinados às cidades de Pernambuco. Salvador, que tem tradição com os trios elétricos, ficou em segundo lugar, com 43% dos votos.
Já o Rio de Janeiro, que retomou com força seu carnaval de rua nos últimos anos, muito além da festa das escolas de samba na Sapucaí, ficou em terceiro lugar na opinião das pessoas, com 13%. (Jamildo de Melo em seu blog)
O pleno do Superior Tribunal de Justiça referendou o voto do ministro Fernando Gonçalvez, que decreta de prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e de mais quatro auxiliares e aliados: o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes, o diretor de Operações da CEB Haroldo Brasil de Carvalho, do assessor pessoal e sobrinho Rodrigo Arantes e do ex-deputado Geraldo Naves. Um quinto envolvido já está detido: Antônio Bento, conselheiro do Metrô-DF. Os mandados de prisão estão sendo expedidos para que a Polícia Federal os cumpra.
Atualizada às 17h45
O governador José Roberto Arruda (sem partido) já está na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
Quando soube da decisão do pleno do STJ se encaminhou à PF e se entregou.
Atualizada às 17h30
Doze dos 15 ministros da Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram nesta quinta-feira (11) decretar a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), envolvido no escândalo do mensalão do DEM. Dois votaram contra a prisão. O vice-governador, Paulo Octávio, deve assumir o cargo.
O ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Operação Caixa de Pandora no STJ, acatou o pedido feito pela subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, do Ministério Público Federal. Mas decidiu submeter sua decisão aos demais ministros, que tiveram que apresentar voto. A sessão terminou às 17h20.
A decisão foi tomada por maioria, vencido o ministro Nilson Naves. “Não vejo necessidade de se impor prisão a um governador. A regra é a liberdade. A exceção é a prisão", afirmou. Outro ministro votou para decretar a prisão de outros envolvidos, mas não de Arruda. O presidente da Corte não apresenta voto.
"A presença do governador está ligada aos recentes eventos e tem gerado instabilidade na ordem pública”, escreveu Gonçalves no relatório em que cita formação de quadrilha, corrupção de testemunha e falsificação ideológica. Para o ministro, um grupo criminoso exerce o poder no governo do DF e, em razão do que classificou de "conduta audaciosa", "não resta outra alternativa senão a prisão".
O pedido de prisão é relativo à tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do escândalo do panetone, que teria sido para obstruir as investigações do esquema de arrecadação e pagamento de propina.
A preventiva se estende ao deputado Geraldo Naves (DEM), a Wellington Morais, ex-secretário de Comunicação do DF, Haroldo Brasil de Carvalho, ex-diretor da Companhia Energética de Brasília, e Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda.
Na semana passada, o conselheiro do Metrô, Antonio Bento da Silva, foi preso pela Polícia Federal ao entregar R$ 200 mil a Sombra.
O jornalista afirmou que o dinheiro seria a primeira parcela de um suborno de R$ 1 milhão em troca de um pacote de serviços, que incluía uma declaração afirmando que os vídeos que mostram políticos de Brasília recebendo dinheiro de suposta propina foram manipulados por Durval Barbosa, delator do esquema. (Maurício Savarese no UOL Notícias)
Eletronorte investiga causas do apagão no Norte e Nordeste
A Eletronorte está investigando as causas do problema em uma de das linhas de transmissão que deixou a Região Nordeste sem luz na tarde de ontem (10) por cerca de 30 minutos. A queda da linha provocou um efeito cascata que deixou também mais uma pequena parte da Região Norte apagada.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pelo Sistema Interligado Nacional, o desligamento de toda a região é uma defesa do sistema para evitar problemas em equipamentos que poderiam causar prejuízos maiores. Ainda de acordo com o ONS, as linhas foram religadas imediatamente após a queda e, em 30 minutos, 90% da carga já tinha sido reposta.
A Eletronorte não sabe informar quanto tempo levará para divulgar as causas do blecaute. Quando o relatório sobre o problema ficar pronto ele será encaminhado às autoridades competentes como o próprio ONS e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O Ministério de Minas e Energia não quis se pronunciar sobre o caso.
Li agora no site Bahia Notícias que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, desembarca na Base Aérea de Salvador no sábado (13), em horário ainda não confirmado, e deixa a cidade na noite do domingo (14).
A questão é a seguinte.
Se ela vai desembarcar na Base Aérea de Salvador é por que virá a Salvador em uma aeronave da FAB, como se fosse cumprir uma agenda de trabalho.
Mas, ao que consta a ministra vem para participar da saída de um bloco afro no sábado.
Portanto, sua agenda será carnalavesca e eleitoral, assim como será no Recife, onde participa do Galo da Madrugada e no Rio de Janeiro, onde assistirá ao desfile das escolas de samba.
Se a agenda é de lazer, ela deveria utilizar um vôo comercial. Nunca um jatinho da FAB?
Ao que consta só quem tem essa regalia é o presidente e o vice-presidente da República.
Vale lembrar, que no governo FHC, o PT caiu de pau nos ministros que usaram jatinhos da FAB para passear em Fernando de Noronha.
Mas, a oposição nunca está alerta como os escoteiros, daí estar valendo todo tipo de permissividade no país.
Pelo que tem noticiado a mídia os petistas desconhecem o poder das forças da natureza.
Para eles só existem enchentes no Estado de São Paulo.
Eles desconhecem as enchentes que ocorrem no mundo inteiro, inclusive em cidades consideradas de primeiro mundo.
Na verdade eles pretendem usar eleitoreiramente a drama de milhares de paulistanos para atingir o adversário de Dilma Rousseff.
Pelo que li nos jornalões “o governo Lula usará os transtornos provocados pelas chuvas como trunfo na campanha eleitoral. Por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será incluída no chamado PAC Dois, a ser lançado em março, uma previsão de novos investimentos na prevenção de enchentes. A ideia é usar o palanque oficial a fim de minar a pré-candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Fustigá-lo ao sugerir a seguinte comparação: enquanto os tucanos não conseguem solucionar o problema, apesar de estar a 15 anos à frente da administração paulista, Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), têm projetos e recursos para acabar com o calvário enfrentado pela população do maior colégio eleitoral do país”. O trecho acima, da pena dos repórteres Daniel Pereira e Daniela Lima, foi transcrito do Correio Braziliense.
A exploração das enchentes paulistas demonstra a obsessão de Lula em eleger a qualquer custo Dilma Rousseff. Além disso, expõe a falta de escrúpulos e o jogo pesado de Lula e seus discípulos petistas.
É a teoria do custe o que custar, não importando os meios para atingir os objetivos.
Não sei o que é pior.
Se a exploração das enchentes paulistas ou se o lançamento da candidatura de José Alencar, sem se importar com as consequências, ao governo de Minas Gerais, numa tentativa em resolver o impasse no PT e excluir a postulação do ministro Hélio Costa, do PMDB.
No dizer de um ministro petista, muito próximo a Dilma, “será uma ofensiva subliminar”.
A tarefa de atingir o candidato tucano ficará a cargo dos petistas paulistas, que já vem incitando os prejudicados pelas enchentes a protestar, como ocorreu essa semana em episódio comandado por deputados e vereadores do PT.
A estratégia pode se virar contra Dilma.
Vale lembrar, que em 2009 ela e Lula lançaram o PAC da Drenagem, com recursos do Orçamento Geral da União e financiamentos da Caixa Econômica Federal, mas até agora nenhuma obra saiu do papel.
Além disso, é importante que Lula e seus discípulos olhem para o rabo, pois São Pedro quando abre as torneiras não se preocupa em saber se a região é governada por a ou b. Ele é suprapartidário.
Por isso, várias estradas administradas por Lula estão, no momento, interditadas ou com o tráfego em meia pista por causa das chuvas que vem atingindo o Sul e o Sudeste brasileiro.
O deputado federal Flávio Dino (PCdoB) disse na noite desta quarta-feira (10), durante evento de comemoração dos 30 anos de fundação do PT, no Quality Grand São Luis Hotel, que sua pré-candidatura ao governo do Estado está consolidada e que deseja contar no Maranhão com o apoio do partido do presidente Lula para disputar as eleições de outubro . “Eu não tenho nenhuma dúvida que nós estaremos juntos mais uma vez na cena eleitoral de 2010”, afirmou.
Na oportunidade, o parlamentar conclamou a todos os petistas a participarem de um novo projeto de renovação política para o Estado e a se juntarem em torno de um sentimento de unidade e mudança. “Quero dividir fraternalmente com todos os companheiros e companheiras do PT que no nosso partido tem o entendimento de que eu deva ser candidato a governador”, ratificou.
Flávio Dino afirmou que tem plena convicção de que mais uma vez o PT e o PCdoB marcharão juntos em uma eleição majoritária no Maranhão. ”A vontade da minha candidatura é irrevogável, mas tem algumas condições a serem construídas, e vim dizer aqui que uma pré-condição fundamental para concorrer a eleição e vencê-la, é o apoio do PT”, convocou. (Blog do John Cutrim) Leia mais.
Em matéria do jornal Correio Braziliense, publicada dia 07 de fevereiro, o diretor de Desenvolvimento e Cooperação Técnica da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Manoel Renato apresenta o estado do Amapá como exemplo de onde os investimentos do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal não deslancham. “O estado do Amapá, por exemplo, não tem uma obra do PAC sequer para ser entregue até o fim deste ano”, escreveu a jornalista Daniela Lima. O estado também serve como exemplo para mostrar que “ironicamente, as unidades da Federação que têm índices de coleta de esgoto abaixo de 20% concentram os menores números de empreendimentos previstos no programa”.
A deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) levou a matéria ao plenário da Câmara dos Deputados afirmando que “revela a omissão e a incompetência do governador Waldez Góes nas obras essenciais à população do estado, como são as obras de saneamento”, e completou dizendo que a situação se repete em todos os setores da administração pública estadual. Por exemplo, ano passado, a deputada socialista promoveu uma audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu a falência da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA e a caducidade da concessão proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
O diretor do Ministério das Cidades, por sua vez, afirmou ao Correio que “a companhia de saneamento do estado passa por grandes dificuldades gerenciais, e não acessa financiamentos porque está no vermelho”, além de acreditar que “o estado não tem condições de elaborar bons projetos ou desenhar licitações de qualidade”.
As gafes da ministra Dilma foram alvo de críticas de deputados estaduais do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Depois de discursar no plenário, o ex-secretário de Saúde do governo de Minas, o deputado estadual Marcus Pestana (PSDB), entregou um localizador por satélite (GPS) ao líder do PT, o deputado Padre João (PT), para que a ministra se oriente e não chame mais Governador Valadares de Juiz de Fora. “Há um grande esforço dos companheiros do PT para tornar a Dilma mineira. Mas confundir minha Juiz de Fora e Valadares é uma gafe imperdoável para uma candidata que quer ser presidente. Por isso, peço ao Padre João que entregue esse GPS à ministra, para que ela se localize em Minas Gerais”, disse Pestana.
O deputado Lafayette Andrada (PSDB) pegou carona e levou a Padre João um mapa de Minas. “Confundir Guarará e Maripá, cidades pequenas na Zona da Mata, é uma coisa. Mas Valadares e Juiz de Fora, francamente, não é aceitável. São mais de 450 quilômetros de distância, dá para atravessar Portugal quatro vezes! Ela deveria, no mínimo, pedir desculpas”, atacou. O líder do PT, o deputado Padre João, levou a provocação com bom humor. “Na verdade, vou entregar isso para o PSDB, que está desnorteado com o crescimento da Dilma nas pesquisas. Que rumo o Aécio e o Serra vão tomar? Ninguém sabe. Eles é que precisam de GPS e bússola”, provocou o petista. (Flávia Foreque e Thiago Herdy no Correio Braziliense)
Reunidos ontem para discutir o programa de governo a ser apresentado no congresso do PT, na próxima semana, os incumbidos da tarefa divergiram sobre três pontos. O primeiro é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, que consta da minuta elaborada sob a coordenação do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. Há na sigla quem tema descontentar o setor empresarial em plena pré-campanha. Sem prejuízo da defesa da presença do Estado na economia, uma ala petista pondera ser necessário frisar no programa também o papel da iniciativa privada. Por fim, foi detectada a necessidade de editar o trecho sobre a política de direitos humanos. (Renata Lo Prete)
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB-GO), aumentou ontem a pressão para que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anuncie logo a decisão de se candidatar ou não ao governo do Estado ou a uma vaga no Senado pelo PMDB nas próximas eleições.
Após reunião no Ministério da Fazenda, Iris afirmou que o PMDB de Goiás espera "para ontem" a decisão. Segundo ele, o partido não pode esperar até fim de março - prazo dado por Meirelles para anunciar se continua no comando do BC ou deixa o posto para disputar um cargo político.
"Não podemos esperar. O que queremos dele é o seguinte: simplesmente uma decisão. Não há pressão", afirmou o prefeito de Goiânia e ex-governador de Goiás por duas vezes. "Se ele quiser ser candidato a senador, será. Se ele quiser ser candidato a governador, será. Mas ele tem que ser rápido porque a demora pode nos levar a perda de terreno e espaço."
Com três anos de mandato à frente da Prefeitura de Goiânia, Iris aguarda definição do presidente do BC para se candidatar novamente ao governo de Goiás.
De acordo com o prefeito, as pesquisas hoje o apontam como candidato favorito do partido e do povo. Questionado se também tinha favoritismo na cidade de Anápolis, onde Meirelles nasceu , o prefeito não titubeou e disse que sim.
Para Iris, o que falta para a definição do presidente do BC são "pequenos ajustes". "Estamos abrindo um leque para você, o que não fazemos com ninguém, porque você é maduro, equilibrado e não é sensacionalista", disse o prefeito a Meirelles quando a filiação ao partido foi acertada.
Na opinião dele, a candidatura do presidente do PMDB, Michel Temer, à vice na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a Presidência da República, é o natural. (Adriana Fernandes em O Estado de S.Paulo)
Planalto manda PT tirar viés estatizante do programa de Dilma
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, não gostaram do tom do documento intitulado A Grande Transformação, que contém as diretrizes do programa de governo petista. Lula e Dilma avaliaram que o texto passa a imagem errônea de que um governo chefiado pela ministra representará uma guinada à esquerda e terá caráter estatizante. Não foi só: querem agora que o PT deixe claro no programa que Dilma manterá os fundamentos da política econômica, como câmbio flutuante, metas de inflação e ajuste fiscal.
O incômodo do presidente e da pré-candidata do PT em relação ao conteúdo do documento - que será apresentado no 4.º Congresso Nacional do partido, de 18 a 20 deste mês, em Brasília - foi transmitido ontem pelo Planalto aos integrantes da Executiva Nacional petista. Dilma reclamou que nem mesmo viu o texto, obtido pelo Estado e publicado na edição do último dia 5, e ficou surpresa com a repercussão negativa da proposta. (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Membros da base de apoio ao governador Eduardo Braga (PMDB) na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) descartaram, ontem, a união em torno de um palanque único encabeçado pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), e anunciaram o vice-governador Omar Aziz (PMN) como o “melhor nome” para dar continuidade à atual gestão durante os próximos quatro anos.
O ministro Alfredo Nascimento diz que é o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Governo do Estado e afirma ser recomendação de Lula um “palanque único” em torno de seu nome para a eleição de outubro. “Em eleição, as negociações de apoios não se impõem e quem vai dizer se no Amazonas haverá ou não um ou mais candidatos para apoiar a candidata Dilma Roussef é o presidente Lula”, disse, anteontem, Alfredo Nascimento. “A minha candidatura é da vontade do presidente”, completou.
A base de sustentação de Braga na ALE, estritamente ligada ao chefe do Executivo Estadual, ignorou a fala do ministro. O deputado Marco Antônio Chico Preto (ex-PMDB e há quatro meses no PP), fiel amigo de Eduardo Braga, afirmou que o nome de Alfredo Nascimento causa “cisões” na base de sustentação local do Governo Lula. “É legítimo o Alfredo ser candidato ao governo. É mais do que legítimo que o grupo que fez palanque para o presidente Lula e que agora vai fazer palanque para a Dilma entenda que o Omar é o melhor nome para dar continuidade ao governo”, disse. (André Alves em A Crítica) Leia mais.
A partir de hoje, o PT do Ceará está sob nova direção. Após um amplo acordo que garantiu a eleição quase consensual da prefeita Luizianne Lins (PT) à presidência do partido, a petista assume às 19 horas o papel estratégico de comandá-lo pelos próximos dois anos. A primeira missão partidária que terá pela frente será a de negociar diretamente com o governador Cid Gomes & presidente estadual do PSB - a formação do arco de alianças para as eleições de outubro, quando Cid deverá postular a reeleição.
No entanto, a chegada de Luizianne ao posto mais importante do PT local acontece em um momento delicado na relação com dois de seus maiores aliados: o próprio Cid e o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB). A prefeita e o governador, por exemplo, têm posições contrárias quanto à construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho. Cid & que preferiu iniciar as negociações com o presidente da Câmara, Salmito Filho (PT) -afirma que lá é o único local possível para a instalação do equipamento. Já Luizianne garante que tem outro projeto para o Titanzinho e que o estaleiro não será construído lá.
Outro problema que a prefeita terá de contornar é a resistência do PMDB à decisão tomada pelo PT de continuar com a vice de Cid nas próximas eleições e, ao mesmo tempo, lançar candidato ao Senado. Eunício & que também é presidente estadual do PMDB - resiste à ideia de o PT querer as duas posições, argumentando que o espaço a ser ocupado pela sigla tem que ser proporcional ao seu tamanho. Na última segunda-feira, o peemedebista chegou a comparar o PT a uma pessoa de ``um metro e meio``, criando um mal-estar entre os aliados. (Ítalo Coriolano em O Povo) Leia mais.
Lídice declina de convite de Geddel por apoio de Wagner
A briga por adesões tem movimentado o meio político baiano. O último capítulo girou em torno do namoro entre o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e a socialista Lídice da Mata (PSB), que, embora nas eleições passadas tenha aberto mão da disputa municipal em prol do apoio ao PT, até hoje não teve seu nome confirmado na chapa do petista Jaques Wagner.
Diante do fato, o ministro peemedebista não perdeu tempo e, em entrevista recente, disse que estenderá um tapete vermelho para Lídice, caso ela se interesse em conversar com ele sobre uma eventual candidatura ao Senado avulsa ou em sua chapa. Apoiei ela (Lídice) à Prefeitura de Salvador. Estenderia um tapete vermelho caso ela queira conversar conosco para disputar o Senado em minha chapa ou mesmo de forma avulsa”, reiterou o ministro. Lídice, por sua vez, sem perder a esperança de compor com o governador, de imediato declinou do convite do ministro.
“Agradeço ao ministro o tapete vermelho, rosa, vermelho e amarelo, que são as cores do PSB. Foi uma gentileza dele comigo, mas ele sabe que nós fizemos uma política de aliança leal com o governador Jaques Wagner”, disse.
A socialista destacou ainda que não acredita que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) leve até o final a candidatura à Presidência, o que, na teoria, comprometeria o apoio ao PT baiano. “Mesmo que ele emplaque, a verticalização caiu, o que não obriga o PSB baiano caminhar em direção oposto a do governador Wagner. Minha candidatura está sendo discutida e vamos até o fim com Wagner”, enfatizou.
Vale ressaltar que até o momento o único nome confirmado pelo próprio Wagner para a disputa da senatoria é o do ex-governador Otto Alencar, que, por problemas de saúde, estaria inclinado a desistir de retornar ao mundo político. Com base na possibilidade, o PT já estaria até mesmo viabilizando outro nome de peso para substituí-lo, que seria ninguém menos que o secretário de Infraestrutura João Leão (PP) e não o de Lídice. (Fernanda Chagas na Tribuna da Bahia)
A estratégia do silêncio foi a resposta do governador Eduardo Campos (PSB) diante de mais uma desavença interna do PT em função de espaço na chapa majoritária da reeleição. Bem-humorado, Eduardo disse apenas um “ôxe, não vou comentar esse assunto”, ontem à noite, após prestigiar a posse da nova mesa diretora do TJPE (veja na página 8). Como de costume, o governador fez o trajeto Palácio-Tribunal de Justiça a pé, escoltado por seguranças e bem apressado. Disse que estava “animado” para receber os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB) no Galo da Madrugada e que o assunto agora é Carnaval. “As coisas do PT são com o PT. E eu vou lá comentar!”, despistou, sorrindo.
Nos bastidores, essa suposta tranquilidade do governador deve-se ao fato de que ele está acompanhando com lupa a movimentação dos partidos aliados (sobretudo do peculiar PT) e atua para que nada lhe escape. Eduardo já estaria sabendo há alguns dias, inclusive, que o grupo de Humberto Costa, a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), iria fazer nova investida eleitoral para demarcar espaço no PT, o que de fato ocorreu. Integrantes da CNB teriam conversado com o presidente estadual do PSB, o vice-prefeito do Recife Milton Coelho, sobre o assunto. Esse modus operandi petista de lavar roupa suja publicamente desagrada Eduardo, mas este entende que não lhe cabe mudar um aspecto forte do partido alheio. Ontem, a ordem do comandante foi para os socialistas não comentarem as desavenças petistas. (Cecília Ramos no Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Enquanto o comando do PT gaúcho discursa favoravelmente à presença de José Fogaça (PMDB) no palanque da candidata ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff, integrantes da base do partido não escondem o incômodo em ceder espaço ao rival histórico no Estado.
Apesar de o próprio pré-candidato ao Palácio Piratini, Tarso Genro (PT), sustentar que a composição nacional é prioridade, militantes não compreendem as tentativas de Dilma em se aproximar de Fogaça. Outros dizem aceitar, mas continuam alfinetando o prefeito.
– O PMDB esteve sempre encobrindo os problemas da gestão Yeda. Para ter o PDT, Fogaça se sujeita a dizer que apoia a Dilma. Para a militância do PT, com certeza é um enorme incômodo – afirma o vereador da Capital Aldacir Oliboni (PT). (Zero Hora) Leia mais.
Ainda não foi dada a largada oficial para a corrida presidencial em 2010. Mas a disputa virtual entre os pré-candidatos, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e o governador de São Paulo, José Serra, já está obrigando o mercado financeiro a “precificar” (colocar no preço, no jargão dos operadores) o risco das candidaturas tanto do PT quanto do PSDB.
O economista-chefe do WestLB, Roberto Padovani, está trabalhando com um cenário de “tensão eleitoral”. Até agora, disse, Dilma vem sendo identificada como a candidata da continuidade. No entanto, o fato de, recentemente, líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, terem defendido visões opostas para a condução da política econômica, cria incertezas. (Felipe Frisch e Liana Melo em O Globo) Leia mais.
Além de fazer campanha para a candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva, o précandidato ao governo do estado Fernando Gabeira (PV) também poderá participar de eventos de rua, como caminhadas, ao lado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato do PSDB ao Planalto. O formato da campanha, no entanto, ainda não foi decidido pelas legendas.
Certo, até agora, somente o modelo básico do programa de televisão de Gabeira. O candidato aparecerá sempre vinculado a Marina, mas Serra também participará da propaganda de TV para falar sobre seu apoio ao verde no Rio.
PV, PSDB, DEM e PPS confirmaram o nome de Gabeira para o governo numa reunião, segundafeira, no apartamento do exgovernador Marcello Alencar.
— Os candidatos à Presidência não vêm muitas vezes num estado só, viajam pelo Brasil inteiro. Acho que as possibilidades de rua (ao lado de Serra) são muito grandes. Rua é rua, até adversário eu encontro, mas ainda não há uma definição em relação a isso — disse Gabeira.
O PV planeja lançar a vereadora Aspásia Camargo ao Senado como uma candidata independente. Assim, Marina teria o apoio no Rio de uma campanha de senador. Ainda há questionamentos jurídicos sobre essa possibilidade. O TSE tem até o dia 5 de março para divulgar as instruções relativas às eleições.
O candidato a vice da coligação de Gabeira será do PSDB, provavelmente o ex-deputado Márcio Fortes, e as vagas para o Senado ficarão com o DEM (Cesar Maia) e o PPS, que pode indicar o exdeputado Marcelo Cerqueira. (Flávio Tabak em O Globo)
Ciro aumenta suspense e adia reunião sobre candidatura em SP
O PT paulista decidiu ontem que continuará priorizando o deputado Ciro Gomes (PSB), pré-candidato à Presidência, como possível candidato ao governo paulista pela base aliada. Ciro, que tinha desmarcado uma reunião com a base para hoje, decidiu agendar um novo encontro com os dirigentes dos nove partidos que formam a aliança do PT no estado para o próximo dia 24, em Brasília. “Esperando Godot” (peça de Samuel Beckett) é o nome da “novela Ciro para São Paulo”, afirmavam alguns dirigentes petistas ontem à noite. As duas opções apontadas pelo presidente Lula são o senador Aloizio Mercadante e o ministro da Educação, Fernando Haddad, mas só serão usadas depois da decisão de Ciro.
Partido se divide em relação a nome para governo A estratégia do PT e sua base, de esticar o prazo de modo que Ciro se candidate no estado, visa também a garantir que, mesmo se recusar a tarefa, ele não tenha argumentos para causar uma ruptura, prejudicando a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff. Isso, no entanto, criou uma fissura na executiva estadual do PT, em sua primeira reunião ordinária, ontem. Parte dos membros da executiva não concordou com a decisão de postergar ainda mais a definição de uma candidatura. Eles decidiram tentar aprovar uma reunião extraordinária.
Depois de se reunirem com Marta, as lideranças decidiram insistir na possibilidade de garantir que até abril o PT tenha uma definição eleitoral para o estado. Pelos prazos regimentais, o calendário aprovado ontem segue na linha de esperar por Ciro. A resolução publicada pela direção estabelece a data de 26 de fevereiro para a aprovação de um calendário, a ser submetido à apreciação do Diretório Estadual marcado para 6 de março. Ou seja: a decisão ficaria sem data definida. (Soraya Aggege em O Globo)
Justiça de São Paulo autoriza quebra de sigilo de instituto ligado ao PT
O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a quebra dos sigilos bancário, financeiro e fiscal do Instituto Florestan Fernandes, ligado ao PT. A entidade é investigada pelo Ministério Público Estadual por suspeita de ter sido beneficiada em subcontratações realizadas pela prefeitura da capital paulista durante a gestão Marta Suplicy (2001-2004).
— Queremos saber onde foi parar o dinheiro que saiu da prefeitura para as contas do instituto — disse o promotor Saad Mazloum.
De acordo com o Ministério Público, a prefeitura firmou pelo menos 12 contratos sem licitação com fundações, que subcontrataram o Instituto Florestan Fernandes ou pessoas ligadas à entidade. O promotor Mazloum estimou, na ação em que pediu a quebra de sigilo, que os contratos causaram um prejuízo de mais de R$ 12 milhões aos cofres da cidade. Antes de assumir o cargo de prefeita, Marta chegou a ser presidente do Instituto Florestan Fernandes. (O Globo) Leia mais.
Dos quatro programas de transferência de renda que originaram o Bolsa Família, três foram criados em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Auxílio-Gás. Em média, os três programas somados pagavam R$ 25 mensais a cada família em 2002, o equivalente hoje a R$ 38,04. Hoje o repasse médio do Bolsa Família, que unificou todos os programas, é de R$ 95 por mês — aumento de 149%.
Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, o gasto federal com os três programas atingiu R$ 2,3 bilhões, segundo o ministério. Corrigido pela inflação, esse valor sobe para R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 28% da despesa do governo Lula com o Bolsa Família, em 2009: R$ 12,4 bilhões. E atende hoje 12,4 milhões de famílias. (Demétrio Weber em O Globo) Leia mais.
A comparação entre os governos de Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva, pedida por petistas e aceita por tucanos, resultará em briga forte também no campo. Área sensível em qualquer governo, a reforma agrária teve uma mudança de enfoque da era FH para a era Lula. O governo passado criou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e parâmetros legais para a questão fundiária. Já a gestão Lula diz que a prioridade hoje é aumentar o crédito oferecido ao assentado e ao agricultor familiar, e não apenas ampliar o número de famílias nos assentamentos.
Mas o fato é que a gestão passada assentou quase o mesmo número de famílias que o governo atual, sobre o qual existia expectativa maior nessa área diante da ligação histórica do PT com o MST. (Cristiane Jungblut em O Globo) Leia mais.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi convocada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para prestar esclarecimentos sobre a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). A convocação foi aprovada por 9 votos a 7. A oposição aproveitou um cochilo da base aliada do governo federal para aprovar o requerimento convocando a ministra, pré-candidata do PT à Presidência. Senadores da oposição compareceram em peso à CCJ para garantir a aprovação do requerimento.
O presidente da comissão, Demóstenes Torres (DEM-GO), acelerou a votação para que os governistas não tivessem tempo de chegar à comissão para votar contrariamente ao requerimento.
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), chegou a trocar ofensas com Demóstenes diante da manobra do oposicionista. Mercadante tentou colocar o assunto em discussão, o que retardaria a votação e possibilitaria a chegada de mais parlamentares governistas, mas o democrata negou a palavra com o argumento de que a base aliada já havia discutido a matéria por intermédio do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) em sessão anterior. (Jornal do Brasil) Leia mais.
Receita simplifica o IR para 10 milhões e aposenta papel
A Receita Federal anunciou ontem regras mais flexíveis para quem vai acertar as contas com o Leão a partir de 1º de março. Sócios de empresas, pessoas sem renda mas com patrimônio inferior a R$ 300 mil não estão mais obrigadas a declarar o Imposto de Renda Pessoa Física 2010 (ano-base 2009). Até agora, quem tinha patrimônio acima de R$ 80 mil já era obrigado a declarar. De acordo com as novas regras anunciadas pela Receita Federal, pelo menos 10 milhões de contribuintes não terão que prestar contas ao Fisco este ano. Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 17.215,08 no ano passado está obrigado a fazer a declaração anual. Este também será o último ano em que a Receita vai receber formulários de papel. Reduzindo o número de declarantes, a Receita espera fazer mais rapidamente as análises da malha fina, evitando que restituições fiquem retidas por muito tempo.
Receita livra 5 milhões de declarar IR neste ano
Com o foco nos grandes contribuintes, a Receita afrouxou critérios para as declarações do Imposto de Renda neste ano. Cerca de 5 milhões de pessoas não serão obrigadas a declarar o IR, estima o governo. As mudanças incluem novo valor mínimo para o patrimônio - agora de R$ 300 mil. Sócio de empresa precisa entregar declaração só se estiver na faixa que mede a renda no ano anterior.
Irã sofre sanções unilaterais dos EUA
O governo americano apertou ainda mais o cerco ao Irã, ao anunciar ontem novas sanções unilaterais contra a Guarda Revolucionária - braço armado do regime que, segundo analistas, controla os programas nuclear e balístico de Teerã. O Departamento do Tesouro congelou ativos de um dos comandantes da guarda e de subsidiárias de uma empresa que ele administra. A medida não tem relação direta com o pacote de sanções que os EUA estão negociando no Conselho de Segurança da ONU. Em dezembro, o Congresso americano já havia tomado atitude semelhante ao multar empresas que tinham negócios no Irã e atuavam nos EUA - um dos multados foi o banco Credit Suisse, que teve de pagar US$ 530 milhões. Em Brasília, o Itamaraty avalia o risco de turbulência interna no Irã nos próximos meses para confirmar ou cancelar a visita do presidente Lula, prevista para maio. Há perspectiva de novas manifestações contra o governo.
Governo enquadra general
Num ato surpreendente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, exonerou o general Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento Pessoal do Comando do Exército. O militar ‘linha-dura’ chamou os integrantes da futura Comissão da Verdade de “caluniadores” e “fanáticos” em um artigo. Antes de afastar Santa Rosa, que já havia entrado em choque com o ministro, Jobim consultou o comandante do Exército, general Enzo Peri, que não se opôs, retribuindo o apoio recebido na crise em torno do Plano Nacional de Direitos Humanos.
Juros em alta no cheque especial e no crediário
A inflação e o temor pelo reajuste da Selic, além da crise econômica em países europeus, provocam a elevação das taxas, que estavam no menor nível desde 1995. O cartão de crédito se manteve estável.
BNDES amplia apoio às múltis verde-amarelas
A política do governo de incentivar a formação de grandes empresas competitivas no mercado internacional está longe de terminar. Ainda há um vasto campo de empreendimentos que merecerão apoio do BNDES para fusões e aquisições, sobretudo nas commodities. O banco prepara alternativas de financiamento para atender às novas grandes empresas brasileiras no exterior. No momento, duas opções estão em construção: emitir títulos do BNDES no mercado interno para captar recursos ou, mais provável, usar a subsidiária de Londres para captar e emprestar fora do país. Dois exemplos do que está em curso são a compra da Brenco pela ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, e as negociações da Braskem/Petrobras para adquirir nos EUA uma petroquímica de porte, aproveitando a desvalorização de grandes companhias em decorrência da crise financeira. A Braskem conversa com a Ineos, empresa de fundos ingleses. As portas da Dow Chemical e da Lyondell-Bassell também não estão fechadas.
Evite o Centro
Montagem do galo gigante, na madrugada de hoje, fechou a Ponte Duarte Coelho, o que deve deixar o trânsito caótico. Para quem tem opção, melhor é fugir. Conheça, ainda, a estrutura para o público no bloco, transporte e muito mais.