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14.02.2010 | 21:18:48
Carnaval dos presidenciáveis

Ivete brinca com Serra

A cantora Ivete Sangalo brincou com o governador de São Paulo José Serra (PSDB) durante o desfile do bloco "Os Corujas", no Circuito Osmar, em Salvador.

- Coloca bastante protetor solar, viu, se protege. Gente, cuida bem dele para ele não ficar todo queimado aqui, viu, disse Ivete.

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14.02.2010 | 21:11:52
Carnaval dos presidenciáveis

Dilma se divide entre Geddel e Wagner

Foto Ascom/PMDB

Foto Fred Pontes/BN

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14.02.2010 | 14:55:17
Carnaval dos presidenciáveis

Dilma no Galo

Questionada sobre que nota se daria caso o Carnaval fosse um teste de popularidade, Dilma desconversou e não respondeu ao repórter do Blog de Jamildo. 

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14.02.2010 | 14:32:14
Fim da rixa

Carnaval une pernambucanos e baianos

"É sempre maravilhoso tocar em casa e poder reunir os amigos, uma felicidade" disse Lenine no show apoteótico que fez na noite da madrugada de domingo no Marco Zero. O cantor pernambucano trouxe para o palco Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. No repertório músicas como Magra, Atirador, Carnavália e Uma Brasileira . A galera cantou em peso e aplaudiu muito.

Carlinhos Brown foi um show à parte e até regeu o coral e acabou com a rixa entre pernambucanos e baianos sentenciando:" "Eu sou baiano, mas acima de tudo sou brasileiro e a cultura pernambucana também me pertence. Este é o melhor Carnaval do mundo, o Carnaval do Brasil", afirmou Brown.

(Blog Social 1, de Roberta Jungmann, no JC Online) 

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14.02.2010 | 13:36:37
Carnaval dos presidenciáveis

Dilma no Ilê Ayiê. Serra no camarote de Daniela Mercury

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano, chegaram à capital baiana neste sábado, 13.

Serra acompanhou a festa baiana no camarote de Daniela Mercury no Circuito Dodô (Barra-Ondina). O governador surpreendeu ao dizer que este não é seu primeiro ano na festa de Salvador. "Já vim várias vezes. Adoro Axé, gosto de tudo. Cada ano está melhor. É realmente fascinante", disse, completando que gosta da "alegria, organização, informação, milhares de pessoas (participação popular) e música boa" da folia baiana.

Questionado sobre política, o pré-candidato à eleição desconversou. "Vim para o Carnaval, não vim fazer anúncio político". Ele estava acompanhado de políticos do PSDB e DEM, como o ex-governador Paulo Souto, pré-candidato ao governo da Bahia, e os deputados federais ACM Neto e José Carlos Aleluia.

A pré-candidata petista, Dilma Roussef, também não quis falar de política durante sua participação, neste sábado, da tradicional cerimônia que antecede a saída do bloco afro Ilê Ayiê, na qual mães de santo pedem licença aos orixás para que o desfile seja tranquilo e em paz. 

Ao ser questionada se o tour por Recife, Salvador e Rio de Janeiro fazia parte da campanha presidencial, Dilma disse que está viajando como brasileira e conhecendo os Carnavais. Pela primeira vez na folia de Momo baiana, a ministra-chefe falou que pediu ao governador Jaques Wagner, que foi seu cicerone neste sábado ao lado da primeira-dama Fátima Mendonça, para conhecer um bloco de raiz africana. 

O eleito foi o Ilê Aiyê, o "mais lindo dos lindos" como disse a ministra em singela gafe corrigida pela primeira-dama, lembrando o slogan do bloco: "O mais belo dos belos". 

A ministra Dilma Roussef, que ganhou um lenço do Ilê, recebeu uma aula sobre o bloco afro, mas Wagner disse que metade do aprendizado sobre o Carnaval baiano será finalizado neste domingo no Campo Grande. (Thaís Rocha e Patrícia França com redação de Paula Pitta no A Tarde On Line) 

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14.02.2010 | 13:04:32
Entrevista: Gilberto Carvalho

Por um PT sem arestas

De mero auxiliar na campanha presidencial de 2002, Gilberto Carvalho ganhou assento na chefia do gabinete do presidente da República. Primeiro, teve um trabalho meramente burocrático de organizar agenda, viagens e segurança. Depois, as responsabilidades aumentaram até ser considerado o homem mais próximo de Lula, de quem é amigo há mais de 30 anos. Ganhou status de conselheiro —um ministro sem cargo. Religioso, o ex-seminarista é um homem fiel e sincero ao amigo Lula. Sua maior divergência é no futebol. Gilberto é torcedor do Palmeiras, arquirrival do Corinthians, o time do presidente. Foi por essa proximidade que Gilberto Carvalho foi apontado como o presidente ideal do PT para comandar o partido na primeira eleição presidencial sem Lula como candidato. Foi vetado. O presidente disse que ele seria mais relevante se continuasse no posto em que está desde 1º de janeiro de 2003. O chefe do gabinete da Presidência concedeu essa entrevista ao Correio por telefone na última sexta-feira, entre um compromisso e outro. Enquanto respondia as perguntas, se encaminhava para a Base Aérea de Brasília para receber o presidente Lula. (Tiago Pariz no Correio Braziliense) Leia mais.

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14.02.2010 | 12:34:51
Renata Lo Prete na Folha de S.Paulo

Divisão de tarefas

No roteiro concebido pelo Planalto para o próximo sábado, quando Dilma Rousseff será aclamada ao final do congresso do PT, haverá um descolamento entre os discursos da candidata e do partido. Enquanto este, pela voz da nova direção, falará do futuro, ela se concentrará no que foi realizado por Lula, no esforço para se apresentar como legítima e única opção de continuidade. Dilma não entrará em especificidades sobre o que pretende fazer se for eleita -o comando da campanha considera que isso é assunto para mais adiante-, mas lançará na praça o mote de que, como o atual governo "fez muito" por crianças e idosos, a prioridade agora serão adolescentes e jovens. (Coluna Painel)

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14.02.2010 | 12:18:08
Sucessões estaduais

PT e PSDB disputam aliados nos Estados

Potenciais adversários na corrida presidencial, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), não se dedicam apenas à consolidação de seus palanques. Trabalham para "roubar" o aliado do outro pelo país afora.
Em pelo menos sete Estados, o PSDB ensaia alianças com partidos da base governista. É aí que serristas e petistas travam uma disputa para desmontar a estrutura do adversário, ou, no mínimo, evitar o constrangimento da partilha de um mesmo palanque no Estado.
A Paraíba é um exemplo. Lá, o PSDB promete apoiar o PSB, desde que seu candidato, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), não ofereça palanque a Dilma. Do contrário, o PSDB lançará a candidatura própria ao governo.
No Estado, o PT caminha para uma aliança com o PMDB.
Segundo tucanos, não é necessário que Coutinho manifeste apoio a Serra. Ele poderá até declarar voto em Ciro Gomes (PSB-CE), caso ele concorra mesmo à Presidência. Só não poderá abrigar Dilma. (Catia Seabra na Folha de S.Paulo) Assinante de jornal ou do UOL leia
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14.02.2010 | 11:58:36
Arrudagate

''Podíamos ter expulsado no primeiro minuto''

Inconformado com a vinculação do DEM ao escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal, primeiro com o governador José Roberto Arruda e agora com o vice em exercício, Paulo Octávio, o senador Demóstenes Torres (GO) abriu guerra contra a direção nacional do partido, comandada pelo deputado Rodrigo Maia (RJ). "Enquanto o DEM se desgasta, ele faz ouvidos de mercador e só cuida do futuro, da aliança com o PSDB de José Serra para presidente", reclama Demóstenes.

Em entrevista ao Estado, ele adiantou que, como membro da Executiva Nacional da legenda, apresentará pedido de expulsão de Paulo Octávio na quinta-feira, caso o vice não tome a iniciativa de se desligar do partido até lá. "Espero sinceramente que o partido aja. Não há mais o que esperar."

A cautela do DEM em aguardar medidas judiciais para tomar decisões é equivocada?
Totalmente equivocada. Podíamos ter expulsado o Arruda no primeiro minuto, demos uma semana e foi só piorando. A exigência de todos os filiados saírem dos cargos também deveria ter sido feita há muito tempo. O partido está sempre atrasado, correndo atrás do prejuízo. Isso é inconcebível.

Mas o DEM não agiu assim para preservar o governo nas mãos do partido, com o vice Paulo Octávio?
É outro equivoco extraordinário. Não há nenhuma possibilidade de qualquer personagem envolvido nesse caso se sair bem e qualquer proximidade do partido com eles vai reforçar essa história de "mensalão do DEM". Precisamos virar essa página.

Como é possível virar a página se o governador em exercício é vice-presidente nacional do DEM e preside o diretório do DF?
A única pessoa que pode tomar qualquer providência ad referendum da Executiva é o presidente do partido, nenhuma outra. Aliás, foi essa sugestão que fiz a ele na terça-feira. Ele disse que ia analisar com outros membros da Executiva e acabou viajando sem dar resposta. E o partido vai cada vez mais chafurdando nessa lama.

Para virar a página, deve haver intervenção federal no Distrito Federal?
É o que venho defendendo, e as pessoas pedindo calma, alegando que partido vai tomar providências. Já esgotei a capacidade de aguentar calado e a paciência se esvaiu. Já combinei com o (Ronaldo) Caiado e vamos pedir todas as providências à Executiva até a semana que vem.

O prazo é quinta-feira?
Vou à reunião e vou apresentar pedido de intervenção no diretório do DF e o desligamento dos membros do DEM que estão no governo. Ou saem do governo, ou do partido. (Christiane Samarco em O Estado de S.Paulo)

''Situação pode acontecer em qualquer partido''

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), reconhece que o partido continuará sofrendo desgaste por causa do escândalo envolvendo José Roberto Arruda. Amigo pessoal do governador, ele nega que a legenda tenha hesitado sobre a decisão de expulsá-lo ou não - Arruda acabou se desfiliando. "É injusto e um equívoco completo achar que é um prazo longo levar apenas oito dias para expulsar o único governador do partido", afirma.

Qual é o impacto político da prisão do governador José Roberto Arruda sobre o DEM?
Sem dúvida, existe um processo desgastante, porque ele era o único governador do partido. E, mesmo depois de ele deixar o Democratas, continua na mídia a caracterização da participação do partido no caso, que continua sendo chamado de "mensalão do DEM".

Como o partido planeja amenizar esse impacto na campanha?
Cabe aos integrantes do partido mostrar em seus Estados que o DEM tomou as providências necessárias para investigar e punir os responsáveis, assim que ficou sabendo. Situações como essa podem acontecer em qualquer partido. Mas nenhum partido teve esse mesmo procedimento. O PT teve vários de seus dirigentes investigados por conta do pagamento de mensalão e não puniu ninguém. Pior, já tem gente voltando a ser dirigente. É essa diferença que precisamos mostrar.

O sr. acha que o DEM demorou a agir até se decidir pela expulsão de Arruda? O sr. e outros dirigentes do DEM são amigos do governador. Isso pesou?
Minha relação pessoal com Arruda não tem nada que ver com esse caso. O DEM tomou uma decisão rápida e corajosa ao caminhar para expulsar seu único governador, que acabou se antecipando e se desfiliou porque sabia que seria afastado. É injusto e um equívoco completo achar que é um prazo longo levar apenas oito dias para expulsar o único governador do partido.

O vice-governador Paulo Octávio, também citado no escândalo, permanece na legenda sem problemas. Ele será poupado?
Ninguém do partido apresentou qualquer pedido de investigação contra ele.

Mas a direção do partido precisa dessa provocação?
Estamos analisando o caso do vice-governador, mas me parece ser completamente diferente da situação de Arruda. O DEM agiu de forma correta e está punindo todos os filiados que consideramos envolvidos no caso. Deve acontecer o mesmo com o suplente de deputado distrital Geraldo Naves. O pedido de expulsão será analisado na próxima reunião e a tendência é que seja aceito. (Marcelo de Moraes em O Estado de S.Paulo)

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14.02.2010 | 11:49:43
Arrudagate

Após DEM, gravações assustam também PT

Vão muito além da prisão do governador afastado de Brasília, José Roberto Arruda, as implicações do caso do "mensalão do DEM" do Distrito Federal. Com o DEM do DF dizimado, Arruda atrás das grades e seu principal adversário, Joaquim Roriz (PSC), ameaçado pela proximidade do autor das denúncias e ex-colaborador Durval Barbosa, a lógica política apontava o PT como beneficiário imediato da crise. Seria simples assim, não fosse um passo em falso do candidato petista e ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz.

Os aliados do PT entraram em polvorosa desde que tomaram conhecimento de uma visita de Agnelo a Barbosa. O algoz de Arruda convidou o petista para um encontro reservado em que exibiu, em primeira mão, as fitas que foram entregues à Polícia Federal e a emissoras de TV, fazendo eclodir o escândalo. A partir daí, começaram os rumores de que Agnelo também teria sido gravado e instalou-se um clima de insegurança sobre sua candidatura. (Christiane Samarco em O Estado de S.Paulo) Leia
mais.

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14.02.2010 | 11:43:32
Arrudagate

Até DEM apoia intervenção no DF e vice de Arruda já admite renunciar

A intervenção no Distrito Federal pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem apoio até de dirigentes do DEM, partido ao qual recentemente era filiado o governador José Roberto Arruda (sem partido), preso na quinta-feira acusado de tentar subornar testemunha no inquérito Caixa de Pandora. A medida, defendida pelo grupo do senador Demóstenes Torres (GO) e do deputado Ronaldo Caiado (GO), pode livrar o DEM do constrangimento de ver outro integrante, agora o governador em exercício, Paulo Octávio, ser removido do poder. O próprio Paulo Octávio admitiu ontem que, diante dos problemas de governabilidade, pode renunciar ao cargo.

"Não está descartada (a hipótese de renúncia). Nada está descartado", afirmou o governador em exercício, depois de visita às obras da Linha Verde - reforma de um complexo viário de 13 quilômetros que liga Brasília a Taguatinga e outras cidades satélites. Nos próximos dias ele faz uma reunião com 12 partidos, inclusive os da oposição, para definir politicamente os próximos passos do governo do DF. "Estou colocando toda a minha carreira política em jogo", afirmou. (Christiane Samarco e Rafael Moraes Moura e O Estado de S.Paulo) Leia mais.

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14.02.2010 | 11:23:36
Leandro Mazzini no Jornal do Brasil

A campanha começou pelo Sul

A saída adiantada de Tarso Genro do Ministério da Justiça para cuidar da candidatura ao governo do Rio Grande do Sul tem motivos fortes: depois que Yeda Crusius superou os escândalos em seu governo, tomou fôlego para costurar alianças. Ainda em teste pelo PSDB, Yeda dá sinais de que pode oficializar em breve o apoio do PPS e do PP. E, no interior, conquista aliados suprapartidários via programas. Em Canoas, fechou parceria com o prefeito petista para a construção da primeira penitenciária com regime de PPP. Já o prefeito da capital, José Fogaça (PMDB), embora bem nas pesquisas, sofre pressão de caciques como Pedro Simon e Eliseu Padilha, que defendem apoio a Dilma Rousseff – ou seja, coligação com o PT de Tarso – se o PMDB não lançar candidato a presidente. (Coluna Informe JB)

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14.02.2010 | 10:56:52
Campanha antecipada

'Há ainda um estranhamento no PT com Dilma'

O que está sendo preparado para ser uma festa apoteótica de lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República tem sido também motivo de desavenças em torno dos tradicionais contenciosos do partido entre a própria candidata, o governo e a cúpula do PT. A polêmica deve se acirrar durante os debates preliminares do 4º Congresso Nacional do PT, entre os próximos dias 18 e 20, que vai analisar e aprovar o documento “A grande transformação”, com propostas para um eventual governo de Dilma.

Além disso, há no PT grande expectativa em relação à recepção que a militância dará a Dilma. Para José Eduardo Dutra, que tomará posse como presidente nacional do partido, será um bom teste, mesmo considerando o risco de o presidente Lula, que também discursará, ofuscar a candidata.

— Há ainda um estranhamento no partido com Dilma. Essa é a grande preocupação da cúpula do PT: conseguir que a candidata, de fato, envolva os militantes. Por isso, em seu discurso, Dilma deve fazer um apelo para a militância, estabelecer uma espécie de compromisso mútuo — disse Dutra.

Petistas preocupados com texto muito à esquerda

Dilma vai interferir diretamente na versão final do texto “A grande transformação”. A preocupação é que uma visão muito esquerdista do papel do Estado, como prevaleceu no texto original preparado pelo assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, assuste o mercado e os eleitores das classes média e alta.

Além da ideia de uma presença mais forte do Estado na economia, com fortalecimento de estatais e de bancos públicos, previstos no texto de Garcia, também são motivo de divergências entre as várias tendências internas do PT propostas de aprofundamento da reforma agrária com ênfase na agricultura familiar, a participação da sociedade no controle de conteúdo dos meios de comunicação e até a criação de uma comissão de política externa para atuar paralelamente ao Itamaraty.

Diante da repercussão negativa ao texto esquerdista de Marco Aurélio, o novo presidente do PT, da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), diz que essas diretrizes devem ser modificadas, e depois ainda serão discutidas com os partidos da coligação. Os dirigentes do PT, envolvidos na candidatura Dilma, vão para o congresso com essa tarefa.

— A ministra Dilma é quem vai decidir o que incluir ou não em seu programa de governo. Essas teses, que já serão alteradas no Congresso do PT, são diretrizes do partido que serão apresentadas a ela, que aceita ou não — explicou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).

Dutra nega que o PT vá propor, no documento, algo que venha a romper com princípios gerais da “Carta aos brasileiros”, um compromisso do presidente Lula em sua primeira eleição, em 2002, para acalmar o mercado.

— Não há componente de esquerdismo. Propomos o fortalecimento das estatais, o que já estamos fazendo desde o início. O que me espanta é a reação da oposição. Dizem que há componentes da China lá, ou que estamos fazendo um programa para a Venezuela. Será que a oposição é contra o fortalecimento da Petrobras? — diz Dutra.

Mas a desconfiança vem também de dentro do partido. A corrente Mensagem, a segunda força interna do PT, deve bater de frente contra algumas das teses em discussão. Um de seus representantes, o deputado Antonio Carlos Biscaia (RJ), disse que a ideia da criação da comissão de política externa, por exemplo, é inconstitucional, e que José Eduardo Cardozo (SP) pode contestá-la.

— Há consenso sobre o lançamento da Dilma como candidata.
Algumas resoluções podem ser aprovadas sem discussão, e aí fica como uma imposição do grupo majoritário. O Congresso só vai homologar, com votação simbólica — prevê Biscaia.
— Qual a natureza jurídica dessas coisas muito impróprias do Marco Aurélio Garcia, como a comissão de política externa?

Reforma agrária é um dos pontos da carta petista

O novo líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), confirma que a intenção do Congresso é lançar uma carta retomando os princípios e as bandeiras de esquerda do PT, com pontos em que considera que o atual governo não avançou. Ele cita a reforma agrária, com mais recursos para a agricultura familiar e não para o agronegócio.

Mas a grande expectativa entre os petistas é com o momento principal do Congresso: o lançamento da pré-candidatura de Dilma e seu primeiro grande discurso para a militância. Para uma plateia de cerca de 1.600 pessoas — 1.300 filiados e 300 convidados — o desafio da ministra é empolgar a militância, se apresentando como a sucessora de Lula, e dar seu primeiro recado ao Brasil já assumindo sua candidatura.

O discurso de Dilma terá forte componente emocional e de marketing. Foi redigido pelo marqueteiro João Santana, responsável pela campanha, está sendo analisado por Marco Aurélio Garcia e passará pelo crivo da ministra e de Lula.

A previsão é que Lula discurse antes de Dilma, no sábado, passando o bastão simbolicamente para ela. O lançamento oficial da candidatura, porém, será de 10 a 30 de junho, período estabelecido pela legislação eleitoral para a realização das convenções partidárias. (Maria Lima e Gerson Camarotti em O Globo)

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14.02.2010 | 10:46:34
Sucessão no Ceará

Divergência entre PT e PMDB

Um ponto de discórdia ronda a base aliada do governador Cid Gomes (PSB), que já enfrenta problemas para manter a aliança em sua campanha pela reeleição por causa da candidatura do irmão Ciro Gomes à Presidência. PT e PMDB no Ceará se estranharam esta semana. O pano de fundo é a disputa para o Senado. Enquanto o PMDB gostaria de ter o deputado federal Eunício Oliveira como único candidato da base, o PT decidiu lançar o ministro da Previdência, José Pimentel.

Eunício avisou que o PT terá que escolher entre manter o vice na chapa de Cid ou ficar com a vaga ao Senado. Ao fazer uma relação entre a ambição petista e o tamanho e o peso político dos dois partidos no Ceará, Eunício comparou o PT a uma pessoa de “um metro e meio”. Além de governar Fortaleza, o PT administra 15 prefeituras cearenses, tem quatro deputados federais e quatro estaduais. O PMDB se considera maior: tem 37 prefeitos, cinco federais e 11 estaduais. (Isabela Martin em O Globo) Leia mais.

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14.02.2010 | 10:21:39
Gargalo para habitação

Sem saneamento, sem casa própria

A explosão habitacional alardeada pelo governo vai esbarrar na carência de redes de esgoto e distribuição de água pelo Brasil. Em terrenos sem saneamento, e portanto sem urbanização, não podem ser usados recursos públicos para construir moradias para a baixa renda. O impacto desta restrição ficou claro em 2009. Apesar de os três principais fundos públicos de recursos para a área terem colocado R$ 21 bilhões à disposição para obras, apenas 15,5%, ou R$ 3,260 bilhões, foram contratados.

Estima-se que o país tenha hoje cem milhões de pessoas sem acesso a esgoto tratado e 45 milhões sem água nas torneiras de casa. Boa parte da escassez de investimentos em saneamento se explica pelo fato de a maior parte das empresas estaduais estar mal das pernas. Responsáveis por 75% dos serviços prestados à população, elas não têm capacidade financeira para tomar empréstimos, muito menos de se lançar em novos empreendimentos. (Vivian Oswald e Martha Beck em O Globo) Leia mais

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14.02.2010 | 10:06:04
50% da verba oficial

O barão do carnaval

A cabeça descarnada de alce que orna a parede, no fundo da loja, contrasta com o colorido de tecidos, plumas e outras mercadorias de carnaval. Jorge Francisco, o proprietário, tem uma explicação para o adorno singular.

— Cliente caloteiro vai parar ali — diz, apontando para a carcaça de chifres enormes.

No mundo do samba, Jorge Francisco é Chiquinho do Babado, dono da cadeia de lojas Babado da Folia. Sua desenvoltura é tão grande nas quadras e nos barracões que os carnavalescos, principais clientes, nem se importam com a brincadeira com o alce e a inevitável alusão às preferências sexuais de alguns. Eles sabem que Chiquinho é um cara do babado. (Chico Otavio e Aloy Jupiara em O Globo) Leia mais.

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14.02.2010 | 07:38:23
Metamorfose

E assim, Dilma se fez candidata

Tudo ficará pronto em cronometrados três minutos. Enquanto agricultoras ornamentam a mesa com flores do cerrado, surge ao fundo um painel gigante ilustrado com uma fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto à ministra Dilma Rousseff.

Quando os dois chegam ao palco, 1.350 delegados erguem seus crachás vermelhos, aclamando Dilma como pré-candidata do PT à Presidência da República. Essa atmosfera apoteótica com que o partido planeja encerrar seu 4º congresso nacional, no próximo sábado, é o ápice de uma estratégia meticulosamente conduzida por Lula.

Em 2007, quando decidiu transformar sua ex-ministra de Minas e Energia – de perfil técnico – em uma candidata carismática, capaz de enfrentar uma campanha à Presidência, Lula foi claro:

– Dilma, você precisa perder a cara de escritório.

Nos últimos dois anos, ela se esforçou para incorporar o conselho do presidente. Fez cirurgia plástica para suavizar as feições do rosto, reforçou a participação em eventos do governo, viajou pelo Brasil levada a tiracolo por Lula e se firmou como a “mãe do PAC”. (Fábio Schaffner no Zero Hora) Leia
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Evento servirá para eliminar desconfiança

Até pouco tempo vista com desconfiança no próprio PT, Dilma Rousseff passa por treinamento intensivo para empolgar a militância que se reúne a partir de quinta-feira no 4º congresso nacional do partido, em Brasília.

Nas últimas semanas, Dilma tem dedicado parte de sua agenda à redação do discurso de apresentação aos filiados. Um esboço foi elaborado pelo marqueteiro João Santana, mas o texto recebe retoques da própria Dilma e de assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o ministro Franklin Martins e o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.

No pronunciamento, Dilma irá lembrar seu engajamento contra o regime militar como forma de alinhar seu passado a bandeiras históricas do PT. A maior parte do tempo, contudo, reserva enfoque na continuidade do governo Lula.

Concebido para ser o maior evento da história do PT, o congresso está orçado em R$ 6,5 milhões e irá deflagrar a campanha. Para vencer as dificuldades da eleição, a direção da sigla considera indispensável uma ampla aliança. Foram convidados expoentes de PDT e PC do B, legendas já comprometidas com a petista. A pedido de Lula, o deputado federal Michel Temer (SP), presidente do PMDB e cotado para vice na chapa da ministra, receberá tratamento vip da direção petista. (Zero Hora)

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14.02.2010 | 07:09:38
Galo da Madrugada e da Política

Jarbas é saudado como candidato

A presença do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) fez a diferença na rápida visita do governador de São Paulo e presidenciável do PSDB, José Serra, ao Recife, ontem, para acompanhar o Galo da Madrugada. No camarote da agremiação, Serra era facilmente reconhecido. Era parado para fotos e até ouvia confissões de foliões, que revelavam o apoio ao projeto de chegar à Presidência da República. Mas quando decidiu fazer o teste de popularidade no meio da multidão, a estrela passou a ser Jarbas. Era ele quem atraía a atenção e chamava as pessoas para cumprimentar Serra.

Quando o ex-governador de Pernambuco passava, algumas pessoas até gritavam “volta Jarbas”, referindo-se ao fato de o próprio senador ainda não ter anunciado se aceitará ou não a convocação dos partidos de oposição para disputar o governo. Os correligionários querem vê-lo na disputa porque acreditam que é o nome mais forte para enfrentar o atual governador Eduardo Campos (PSB), que tentará a reeleição. O presidenciável ficou impressionado com a popularidade de Jarbas. “É realmente um grande líder, uma pessoa que admiro muito”, afirmou Serra.

Ao comentar sobre a reação dos populares, que pediam para ele concorrer ao governo, o senador confessou: “Vou colocar isso na balança”. Nenhum dos aliados, contudo, aproveitou a oportunidade para pressioná-lo. Diplomático, o senador Marco Maciel (DEM) repetiu um antigo bordão: “Quem tem prazo não tem pressa”. Já o senador Sérgio Guerra (PSDB), argumentou apenas que concorda com a posição do ex-governador, que atrelou a sua decisão à de José Serra, uma vez que entende que a sua candidatura faz parte de um projeto nacional. Serra só deve se posicionar no final de março. Com a presença desses políticos no Galo, a chapa majoritária sonhada pela oposição estava completa: Serra, Jarbas e os dois senadores que irão tentar à reeleição: Guerra e Maciel. Resta saber se e quando a decisão será anunciada.

Eduardo é festejado durante desfile

O governador [Pernambuco] Eduardo Campos [PSB] estava extasiado. “Cada vez que venho para o Galo fico mais comovido. Está muito melhor do que eu mereço. O reconhecimento do povo, o carinho, tudo. Só tenho a agradecer a Deus.” Assim ele sintetizou sua passagem pelo Galo da Madrugada, ontem. O governador dançou bastante ao lado dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB). Mas o momento de destaque ocorreu quando a cantora Fafá de Belém, em cima de um trio elétrico, parou em frente ao camarote do governo e cantou um hino da campanha de Miguel Arraes, em 1986.

“O povo quer aquele que fez mais. Arraes! Arraes! Arraes! No coração, só dá Arraes!”, bradou Fafá. Ela também mencionou a viúva do ex-governador Miguel Arraes (falecido em agosto de 2005), Magdalena Arraes. A viúva não estava presente no Galo, mas Eduardo, ao lado da primeira-dama, Renata Campos, acenou para a cantora.

O governador, no camarote, foi bastante reconhecido pela população. “É essa troca de carinho deles (dos populares) que me encanta, me move para fazer mais”, disse. (Jornal do Commercio)

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14.02.2010 | 07:00:12
Bom dia! Manchetes de domingo

Uma só empresa leva 50% da verba oficial das escolas

Análise do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre grandes movimentações bancárias revela um personagem do carnaval que sempre viveu entre plumas e paetês, mas é pouco conhecido do grande público que vai hoje à Sapucaí. Jorge Francisco, o Chiquinho do Babado, é dono da Cadeia de lojas Babado da Folia, que fatura hoje quase 50% da verba de R$ 4,2 milhões, dada pela prefeitura às escolas de samba do Grupo Especial, segundo revela a análise da prestação de contas das agremiações feita por Chico Otavio e Aloy Jupiara. Em troca, Chiquinho fornece nota fiscais que ajudam oito das 12 escolas a fechar as contas do diheiro público: "Não sei se sou o maior. Temos uma fatia do mercado. os colegas que tenho nas escolas facilitam o trabalho.

Brasil enfrenta 'apagão'; de mão de obra qualificada

A falta de mão de obra qualificada levou o país a bater recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho formal em 2009: 1,661 milhão de postos oferecidos pelas empresas não foram preenchidos pela rede pública de agências de emprego. Houve alta de 14% ante 2008. Baixa escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência explicam o não preenchimento das vagas. Entre as ocupações com maior sobra estão as de engenheiros, nutricionistas e farmacêuticos. A tendência é que a situação se agrave neste ano, quando é esperado aumento da atividade econômica. A escassez de qualificação já é considerada um gargalo comparável à falta de infraestrutura/logística e à alta carga tributária.

DEM apoia intervenção no DF e vice admite saída

O vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), admitiu ontem que, diante dos problemas de governabilidade, pode renunciar ao cargo. "Não está descartada (a hipótese de renúncia). Nada está descartado", afirmou Paulo Octávio, depois de visita às obras de um complexo viário que liga Brasília a cidades satélites. Até a cúpula do DEM torce por uma intervenção federal no governo do DF. Os dirigentes temem que Paulo Octávio, que assumiu o lugar do governador José Roberto Arruda, seja igualmente impedido de continuar no cargo. Arruda foi preso sob acusação de tentar coagir testemunha do mensalão do DEM, e Octávio é suspeito de participar do esquema. No PT, o escândalo ameaça respingar em Agnelo Queiroz, candidato do partido ao governo do DF. O ex-ministro teve encontro com o algoz de Arruda, Durval Barbosa, e há rumores de que ele também teria sido gravado.   

STF quer acelerar prisão de corruptos

A prisão preventiva do governador José Roberto Arruda, aprovada pelo STJ e confirmada pela decisão do ministro Marco Aurélio, do STF, e o pedido de intervenção federal no Distrito Federal devem levar o Supremo a revisar uma jurisprudência - a de que os governadores só podem ser processados por crimes comuns, pelo STJ, depois de autorização das assembleias legislativas - para facilitar a prisão de políticos corruptos. Tal revisão é admitida por integrantes do Supremo, preocupados com as dimensões que tomou o escândalo do mensalão do GDF.

PF vasculha sede do GDF e casas de aliados de Arruda

Com 13 mandados expedidos pelo STJ, 15 equipes fazem varredura no Buritinga, no Palácio do Buriti e no posto de atendimento do Na Hora. Também realizam apreensões nas residências de colaboradores do governador preso e recolhem documentos, computadores, US$ 2.600 e R$ 1.000. As operações foram autorizadas pelo ministro Fernando Gonçalves, o mesmo que decretou a prisão de Arruda na quinta-feira.   

Galo alegria

Sobre a Ponte Duarte Coelho, ele estava diferente: 37 metros de altura, quatro a mais que no ano passado, desenho mais moderno, vazado e mais esbelto. O Galo mudou de figura, mas manteve a majestade. Ontem, mais uma vez, o fenômeno se repetiu: cerca de 1,6 milhão de súditos reverenciava do asfalto o bicho mais amado do Recife nesses quatro dias de Momo.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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