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18.02.2010 | 20:13:29
Arrudagate

Paulo Octávio é pego na mentira

Depois de renunciar ao GDF e voltar atrás aos 45 minutos do segundo tempo, ele é pego na mentira.

PO confessou que mentiu. Lula não recomendou que ele permanecesse no cargo.

Segundo assessores do presidente, Lula está “p” da vida com PO.

“O governador mentiu”, disse um dos assessores de Lula.

Como pode um cara instável e mentiroso querer continuar a frente do governo do DF.  

Paulo Octávio está desequilibrado, tanto que divulgou a seguinte nota sobre o disse me disse de Lula.

"O Governo do Distrito Federal vem esclarecer que, durante seu discurso, nesta quinta-feira (18), no momento em que falava de improviso, o governador interino do DF, Paulo Octávio, disse, inadvertidamente, que Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ‘recomendado’ que ele permanecesse no governo.

Na realidade, em nenhum momento Sua Excelência o presidente fez qualquer sugestão, recomendação ou proferiu qualquer manifestação sobre sua permanência ou não no cargo. Durante o encontro, o presidente Lula apenas manifestou sua preocupação com a questão institucional de Brasília."

Assim é demais!

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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18.02.2010 | 17:55:20
Arrudagate

Intervenção é a saída

O bom senso indica que para completar os dez meses de mandato do governo do DF, o STF deveria aprovar o pedido de intervenção no governo do DF, solicitado pelo Procurador Geral da República.

A crise instalada no governo do DF é pior que a dos tempos de Collor a frente do governo federal.

Se a solução para aquela crise foi o impedimento do presidente, nessa é a intervenção. 

O solução está nas mãos dos onze ministros do STF.

Os ministros deveriam tomar como exemplo o corajoso impedimento de Collor, que por ter sido uma ruptura, conseguiu sanear o governo nacional e abriu a porteira para a retomada dos bons costumes.

Só a intervenção resolve o caos instalado no governo do DF, haja vista, que o governador e o vice já estão impedidos moralmente.

Se Lula for impelido a nomear um interventor, aqui vai uma sugestão: Jorge Hage. 

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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18.02.2010 | 17:41:35
Arrudagate

Brasília de ponta cabeça

O vai e vem do vice-governador Paulo Octávio (DEM), no exercício do cargo de governador é uma palhaçada.

Uma hora ele fica outra renuncia.

Desde cedo recebi telefonemas do DF dando conta da renúncia de PO, descartei noticiá-la, pois vejo em PO um homem frouxo de caráter.

A atitude de PO aumenta a crise de governabilidade.

O DF está a deriva com um governante, que afirma que a carta renúncia já foi entregue ao líder do DEM na Câmara, mas que aguardará mais alguns dias por recomendação de Lula.

- Talvez hoje tenha sido um dos dias mais difíceis da minha vida no que tange a tomada de decisões, disse PO.

Qual a "tomada de decisões", se ele está que nem uma biruta de aeródromo de cidade do interior.

Sai daí PO, para o bem de Brasília. 

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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18.02.2010 | 12:20:45
Arrudagate

Aprovados pedidos de impeachment

Os cinco integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal votaram pela admissibilidade dos pedidos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). Dessa forma começam a tramitar os três processos que pedem o impedimento de Arruda.

Batista das Cooperativas (PRP), o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou serem legais os processos a favor do impedimento do governador em seu relatório. “ A crise por que passa o DF é grave, mas pode tornar-se pedagógica. Acatar aos pedidos não significa reconhecer culpa, dar veredito, condenar, mas é uma oportunidade do contraditório, permite á sociedade que acompanhe com transparência o processo”, leu o distrital.

A votação dos integrantes da CCJ a favor dos processos ocorreu em seguida. Confirmando as expectativas, todos acataram o impedimento de Arruda.

O papel da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é julgar a admissibilidade dos processos de impeachment contra o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido). Todos os cinco integrantes da comissão - Chico Leite (PT), Paulo Roriz (DEM), Cristiano Araújo (PTB), Batista das Cooperativas (PRP), Bispo Renato (PR) – participaram da reunião desta manhã no plenário da Câmara Legislativa.

Agora devem ser escolhidos os membros da Comissão Especial, que deve julgar o mérito das propostas. (Débora Álvares e Lilian Tahan no Correioweb)

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18.02.2010 | 11:43:01
Direto da Varanda: Chico Bruno

Alianças regionais o xis da campanha presidencial

Os jornais do pós-carnaval nos dizem que a Petrobrás está importando gasolina depois de três décadas sem fazê-lo, que continua a queda de braço entre a CSN e a cimenteira portuguesa CIMPOR, que a Odebrecht depois de comprar a Quattor, compra agora a Brenco, que saiu mais uma pesquisa presidencial, que PO deve renunciar ao cargo de vice-governador do DF, que o PT vai gastar R$ 6,5 milhões no 4º Congresso e que Serra resiste em anunciar sua candidatura presidencial.

Ufa! Li tudo com muita atenção.

Mas, sinto falta de uma análise mais profunda dos desencontros eleitorais na base aliada de Lula do Norte e Nordeste.

Vou me ater a isso, pois os partidos que participam da coalizão em torno de Lula estão em pé de guerra.

No Acre, o PT e a Frente Popular não se misturam com o PMDB nem que a vaca tussa.

No Amapá, o governador Waldez Góes (PDT) desfez a aliança que tinha, desde 2003, com o senador Gilvam Borges (PMDB) e o deixou isolado, enquanto o PT está dividido em apoiar o PDT ou PSB.

Em Rondônia e em Roraima a base aliada de Lula também briga pelo poder.

No Amazonas, a briga se dá entre o PMDB e o PR com o PT sem saber em que canoa embarcará, por enquanto está os pés nos dois barcos.

No Pará, PT e PMDB encarnam uma briga de Tom e Jerry, com o partido de Jader namorando com o PSDB.

No Maranhão, o PT é disputado pelo clã Sarney (PMDB) e pelos seus opositores (PCdoB, PDT e PSB).      

Enfim um estado, no qual PT e PMDB estão de mãos dadas: Piauí.

No Ceará, o desentendimento envolve o PSB, que governa o estado, o PT que administra a capital e o PMDB que quer uma vaga para disputar o Senado. Por lá, o baião de dois está desandando.

No Rio Grande do Norte, o PMDB, da família Alves, está dividido entre o DEM e o PSB/PT.     

Na Paraíba, o prefeito de João Pessoa (PSB), candidato ao governo estadual, conta com o apoio irrestrito do PSDB em oposição ao PMDB e PT.

Em Pernambuco, correntes do PT disputam uma das vagas ao Senado na chapa liderada pelo PSB.

Em Alagoas, com a intermediação de Lula, existe a tentativa de unificação da base aliada nacional para facilitar a reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB), que depende do PP e do PTB abrir mão de suas candidaturas ao governo em favor de Ronaldo Lessa (PDT).

Em Sergipe está em curso uma tentativa de pacificação entre o PT, PMDB e PSB para a formação de um palanque único.

Na Bahia, PMDB vai para um lado e o PT para outro. Além disso, ainda, existe a disputa das vagas ao Senado na chapa petista que é disputada pelo PSB, PP e PR.

Poderia enveredar por análises sobre as divergências nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas a sucessão nestas unidades da Federação tem tido uma maior visibilidade nos jornalões.

Ao deter-me apenas no Norte e Nordeste, procurei mostrar que a vida de Dilma não vai ser fácil, nessas duas regiões, principalmente depois de 3 de abril, quando deixará de ser a mochila das viagens de Lula pelo país.

Entre abril e junho, enquanto pré-candidatos, e entre julho e meados de agosto, já candidatos, os presidenciáveis farão campanha com armas semelhantes, o que não ocorre no momento com Dilma levando enorme vantagem.

Coloco isso, para destacar que as pesquisas eleitorais entre maio e meados de agosto serão muito mais relevantes do que as atuais sondagens, que mostram Dilma crescendo.

Por isso, é preciso muita atenção no espectro político regional, pois ele é o xis da questão.

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18.02.2010 | 10:07:24
Dá ou desce

O governo ou o partido...

Cada vez mais constrangidos com o escândalo que jogou por terra todo o orgulho que os democratas tinham em relação ao governo de José Roberto Arruda, integrantes da cúpula do partido começaram ontem um movimento pela renúncia de Paulo Octávio ao Governo do Distrito Federal. A avaliação geral é a de que o ex-senador terá que optar: ou o governo do DF ou o DEM. As duas coisas, segundo os próprio aliados de Paulo Octávio no DEM são incompatíveis. “Ele deveria renunciar ao governo. Veja, esse assunto está contaminado no partido. Sou favorável inclusive à intervenção no Diretório”, diz o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), que esteve ontem com o governador em exercício para expor a sua visão da crise. Paulo Octávio ficou de avaliar e não descarta tomar uma decisão nesse sentido nas próximas horas, caso não obtenha apoio pela governabilidade do DF.

As declarações do senador, que é amigo de Paulo Octávio e deseja preservá-lo no partido, são a senha para que o governador em exercício, se quiser, consiga levar adiante a possibilidade de manter sua filiação partidária. Com a renúncia ao governo, avaliam os integrantes do DEM, Paulo Octávio sairia do foco. Assim, reduziria a pressão para que fosse expulso do Democratas e até poderia, mais à frente, ser candidato a outro mandato eletivo, como o de deputado federal.

Os democratas acreditam que se o vice não tomar logo essa decisão — o partido ou o governo —, ele pode terminar sem partido, uma vez que há o risco de o clima de expulsão, hoje ainda localizado, ganhar apoios expressivos como réstia de pólvora. Ontem, por exemplo, o deputado Onyx Lorenzoni (RS), um dos vice-presidentes do DEM, reforçou o discurso do senador Demostenes Torres e do deputado Ronaldo Caiado contra a pemanência no DEM do governador em exercício. A proposta de expulsão será apresentada oficialmente na reunião da Comissão Executiva Nacional, marcada para a próxima semana. Agripino, no entanto, defendeu apenas a intervenção no diretório-regional. (Denise Rothenburg) Leia mais no Correio Braziliense.

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18.02.2010 | 09:47:27
Comparação

Petistas mistificam dados e ignoram passado

"E pasmem, para uma coisa que é importante: eu, torneiro mecânico, já sou o presidente da República que mais fez universidades neste país", anunciou o presidente Lula, na semana passada, em Teófilo Otoni (MG), como já havia feito, só neste ano, em Bacabeira (MA), São Leopoldo (RS), Araçuaí (MG), no Fórum Social de Porto Alegre e em Brasília.
Se não se trata de uma mentira em busca de ser verdade à custa de tanta repetição, é um exemplo sintomático do tipo de comparação de feitos que o PT parece querer imprimir à campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff: que dá ênfase a quantidades, em detrimento da pertinência, recorre a números de consistência ou relevância duvidosa e, principalmente, ignora as contribuições do processo histórico.
Das 13 universidades contabilizadas pelo Planalto como obra sua, 9 são mero resultado de fusão, desmembramento ou ampliação de instituições federais de ensino superior inauguradas por outros presidentes -que, em sua época, também se valeram de estruturas preexistentes mantidas por Estados, municípios e empresas privadas. (Gustavo Patu na Folha de S.Paulo) Leia
mais.

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18.02.2010 | 09:23:21
Sucessão no Rio de Janeiro

Garotinho embaralha palanques 

A perspectiva de ampla aliança e eleição tranquila no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do País, está cada dia mais distante para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não aceita a presença da ministra no palanque de seu principal adversário, o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Na noite de segunda-feira, Cabral foi taxativo na cobrança de fidelidade de Dilma. Disse que a ministra perderá até o voto da mulher dele se insistir em subir no "palanque da oposição". Ele ainda elogiou o principal adversário da petista, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dizendo que o adorava e eram amigos pessoais. As declarações criaram constrangimento entre dirigentes do PT.

Na avaliação de Cabral e de outras lideranças do PMDB fluminense, a presença de Dilma em palanques adversários vai confundir o eleitorado do Rio e fará com que ela perca votos no Estado. A animosidade entre o governador e Garotinho, que foram aliados até o início da gestão de Cabral em 2007, é tão radical que a campanha deverá se transformar numa guerra. O peemedebista disse que explicou a situação à ministra no domingo, quando a recebeu para assistir ao primeiro dia de desfile das escolas de samba do Rio, na Marques de Sapucaí. (Alfredo Junqueira e Luciana Nunes Leal em O Estado de S.Paulo) Leia
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18.02.2010 | 09:19:05
Campanha presidencial

PSDB vai carimbar de ''herança maldita'' contas externas do governo

Oito anos após a eleição de 2002, quando foram acusados por petistas de deixar uma "herança maldita" na área econômica, os tucanos apostam agora na expressão para atacar pontos da política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. No mais recente boletim de conjuntura, elaborado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), espécie de think tank ligado aos tucanos, técnicos do partido alertam para a situação das contas externas, dando o tom do que será explorado politicamente pela oposição no debate econômico em ano eleitoral.

Intitulada Com PT, País torna-se mais dependente do exterior, a publicação quinzenal do instituto, chamada Brasil Real, ataca o atual déficit em conta corrente, "em franca deterioração", prevendo um rombo de US$ 60 bilhões até dezembro - o mercado fala em US$ 50 bilhões. "O saldo da balança comercial só faz minguar. Tudo somado, parece certo que a gestão petista legará ao próximo presidente uma situação de déficit externo recorde, verdadeira "herança maldita" para o futuro do País", diz a carta, enviada semana passada para a bancada do partido no Congresso como subsídio ao discurso político do PSDB. (Julia Duailibi em O Estado de S.Paulo) Leia
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18.02.2010 | 09:01:47
Grandes negócios

Odebrecht compra usina e cria gigante do etanol

A ETH Bioenergia, empresa do grupo Odebrecht, anuncia hoje a compra da Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco).
Com a operação, nascerá uma das maiores produtoras de etanol do mundo, com capacidade inicial de três bilhões de litros/ano e geração de 2.500 gigawatts-hora (GWh) de energia a partir da queima do bagaço de cana. Criada em 2007, a Brenco passava por problemas de gestão e de caixa, e a negociação com a ETH foi a melhor solução encontrada pelos atuais sócios para tentar preservar o capital já investido.

Entre os sócios da empresa, estão o indiano Vinod Khosla (fundador da Sun MIcrosystems), o ex-presidente do Banco Mundial (Bird) James Wolfensohn, o BNDESpar (braço de investimentos do BNDES) e o ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul. Já a ETH é administrada pela Odebrecht em associação com a japonesa Sojitz, dona de 33% das ações.

A operação também vai representar mais um movimento na direção da consolidação do setor no país. No início do ano, a Shell fechou acordo com a Cosan para “produção de etanol, açúcar e energia elétrica, além da oferta, distribuição e transporte de combustíveis”. Com mais de US$ 3,8 bilhões em caixa depois de vender as operações de fertilizantes para a Vale, a Bunge foi outra a anunciar que pretende dobrar suas apostas na produção de etanol. (Aguinaldo Novo) Leia mais em O Globo.

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18.02.2010 | 08:54:45
Visita inesperada

Lula cobra agilidade em obras do Planalto

Em sua primeira visita às obras de reforma do Palácio do Planalto, ontem, o presidente Lula considerou, “como leigo”, que o trabalho não será concluído antes de 21 de abril, dia do aniversário de 50 anos de Brasília e data prevista para a reinauguração.

Responsáveis pela obra afirmaram, porém, que tudo está no cronograma. Mas a área política do governo já tenta separar a reinauguração do Planalto da festa de aniversário preparada pelo governo local.

O escândalo de corrupção no Distrito Federal, que pôs na cadeia o governador afastado José Roberto Arruda, levou o governo federal a mudar os planos. Em vez de uma cerimônia inserida no programa de comemoração do cinquentenário, o gabinete do presidente está preparando uma festa independente para entregar o Palácio restaurado à população do Distrito Federal. (Luiza Damé e Isabel Braga em O Globo) Leia mais.

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18.02.2010 | 08:47:42
Olhar internacional

El País diz que Dilma é mais estatizante

O jornal espanhol “El País” publicou ontem uma reportagem na qual afirma que a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, tem um projeto político que “consagra uma maior e mais decisiva presença do Estado na economia brasileira”, e será apresentado no encontro nacional do PT.

O texto, que também ganhou uma versão na página do jornal na internet, diz ainda que a ministra está “mais à esquerda” e é “mais estatizante” do que Lula: “Para Rousseff, ex-guerrilheira, mais à esquerda de Lula, o Brasil necessita de um Estado mais forte na economia, não apenas para atrair investimentos, mas para realizar obras”, escreveu o correspondente do “El País” no Rio de Janeiro, Juan Arias.

Segundo ele, “para Rousseff, o grande desafio, se ganhar as eleições, será superar o peso de 25 anos de estancamento da economia e das políticas econômicas”.

O correspondente também cita uma frase de Dilma: “Com Lula aprendemos o caminho”.

Além disso, ele diz que a maior intervenção estatal que seria realizada por Dilma, caso ela vença as eleições deste ano, serviria para universalizar o acesso a serviços básicos, melhorar a segurança pública e também para aumentar a oferta de moradias. (O Globo)

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18.02.2010 | 08:45:38
Disputas e polêmicas

Início conturbado no PT

Além das polêmicas teses do documento batizado “A Grande Transformação” — que divide o partido, contraria o governo em alguns pontos e assusta aliados —, os dirigentes petistas levam para 4º Congresso Nacional do PT, que começa hoje, uma briga de foice pelos postos de poder na legenda. Às vésperas do lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff para a sucessão do presidente Lula, as forças ligadas ao novo presidente, José Eduardo Dutra, que têm cerca de 60% do Diretório Nacional do PT, não chegaram a um consenso para montar a Executiva Nacional, que dirigirá o partido na campanha eleitoral.

Caso um acordo não seja fechado até sábado, último dia do congresso, a montagem da cúpula ficará para a próxima reunião do diretório, em março.

O esforço é evitar que divergências internas marquem o lançamento da candidatura de Dilma. A divisão dos cargos com as outras forças internas está praticamente fechada, mas não há acordo no próprio Campo Majoritário, formado por Construindo um Novo Brasil, Novos Rumos e PTLM. (Maria Lima, Cristiane Jungblut, Gerson Camarotti e Soraya Aggege em O Globo) Leia mais.

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18.02.2010 | 08:27:50
Conselheiro de Lula

Brasil pode crescer sem problemas a 7% ao ano, diz Delfim

A política cambial brasileira é um desastre, mas sua consequência mais imediata - o aumento do déficit em transações correntes - não assusta. O país pode crescer 7% ao ano com endividamento externo nos próximos cinco anos e, antes que se torne um problema, o déficit poderá ser resolvido com a entrada dos dólares oriundos das exportações do petróleo do pré-sal, que começarão a fluir a partir de 2015. O que assusta nesse cenário otimista de crescimento elevado são os efeitos do câmbio valorizado sobre a indústria nacional. Essa é a avaliação do economista Antônio Delfim Netto, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento.

O petróleo da camada do pré-sal, para Delfim, é a grande saída para evitar os dois entraves que "sempre limitaram nosso crescimento": o déficit em conta corrente e a falta de energia. O pré-sal, no entanto, pode chegar atrasado. Graças ao câmbio valorizado, que, segundo ele, "está destruindo o que tínhamos de mais precioso, que era uma indústria extremamente sofisticada e diversificada", a atividade industrial pode alcançar 2015 fragilizada. (João Villaverde no Valor) Leia mais.

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18.02.2010 | 08:16:32
Medindo a temperatura

Ibope mede adesão de 64% a governo com mudanças

A maioria da população (64%) deseja algum tipo de mudança no governo federal, mas apenas 10% defendem que o comando do país seja totalmente diferente, segundo pesquisa Ibope/Diário do Comércio, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo. Um terço dos entrevistados defende a continuidade total do governo, mas o restante aprova que o próximo presidente altere programas.

Segundo a pesquisa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera as intenções de voto, com 36%. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece com 25%, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB), com 11%, e pela senadora Marina Silva (PV), com 8%. Dos entrevistados, 11% disseram que anulariam o voto ou votariam em branco e 9% ainda não sabe em quem votar. Nesse cenário, a pesquisa indica que Serra concentra mais votos no interior e na periferia do que Dilma. A maior fatia da petista está na capital. A sondagem foi feita entre 06 e 09 de fevereiro e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Metade eleitores que ganham até um salário mínimo desejam um governo de total continuidade. (Cristiane Agostine no Valor) Leia mais.

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18.02.2010 | 08:04:14
Campanha presidencial

Dilma fala como a herdeira

Marcar a diferença entre as gestões do PT e do PSDB. De um lado, a herança considerada maldita do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), fruto de políticas neoliberais e privatizações, que geraram aumento da desigualdade social e empobreceram o brasileiro. De outro, o bendito legado a ser deixado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, capaz de possibilitar um governo sólido, além de uma mera continuidade. É nisso que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aposta para marcar posição no lançamento de sua candidatura ao Palácio do Planalto durante o 4º Congresso do PT, que tem início hoje e vai até sábado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A ministra Dilma centralizou a tarefa de escrever o discurso marcado para o sábado, que fechará o encontro. Só algumas pessoas terão direito a dar opinião sobre as palavras: além do presidente, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e o marqueteiro João Santana. Alguns petistas dizem até que ela só vai debruçar-se de fato sobre as palavras na véspera do Congresso. (Tiago Pariz no Estado de Minas) Leia
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18.02.2010 | 07:54:44
Arrudagate

Sem apoio de Lula, Paulo Octávio admite renúncia

O presidente Lula evitou ontem dar sinais de que trabalha pela sustentação política do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM). Desde a semana passada, Paulo Octávio tenta agendar um encontro com Lula.

Assessores do governador chegaram a informar que o presidente o encontraria ontem, o que não ocorreu. Ainda mais isolado com o movimento do presidente, Paulo Octávio admitiu a interlocutores que a renúncia é fato consumado.

O Planalto não pretende se associar ao escândalo do mensalão do DEM. Para evitar desgastes, o governo vai se manter neutro, à espera da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao pedido de intervenção feito pela Procuradoria-Geral da República. (Zero Hora) Leia
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18.02.2010 | 07:34:40
Briga pernambucana

Membro do CEU pede intervenção no PT

Enquanto o Congresso Nacional do PT pregará a unidade em torno do nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a disputa da Presidência da República, os conflitos internos entre os dois principais grupos do PT (CEU e CNB), em Pernambuco, dão mostras de que nem a candidatura da petista será capaz de “apaziguar” os ânimos dos militantes das duas correntes. No último dia 27 de janeiro, Demetrius Fiorante, membro da comissão executiva estadual do PT, deu entrada na comissão executiva nacional do PT com um pedido de intervenção no diretório estadual, presidido por Jorge Perez.
Segundo Demetrius, não há transparência da gestão com relação às finanças do partido, pois a presidência “nunca apresentou relatório durante toda a sua gestão e principalmente no período do PED (Processo de Eleições Diretas do PT)”. No pedido de intervenção, o filiado questiona a falta de informações “sobre mandatários e assessores em débito com as contribuições partidárias, o volume das dívidas e as providências que estão sendo adotadas para o recebimento dos valores”, conforme dita o Artigo 178 do Estatuto Partidário. “Tem que ter responsabilidade com o que entra de receita e o que sai de despesa”, cobrou o petista.
Questionado sobre o fato, Jorge Perez ironizou a atitude do correligionário. “É um delírio. Há um mês esse pedido está na executiva nacional que sequer deu atenção. Se fosse verdade, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) já teria cortado nosso fundo partidário”, respondeu.
O dirigente disse ainda que a atitude de Demetrius é de “gente querendo aparecer”. “Só uma pessoa fora de qualquer senso para fazer uma coisa dessa”, disse o petista. Demetrius integra o Campo de Esquerda Unificado (CEU), grupo liderado pelo ex-prefeito João Paulo. Jorge Perez, por sua vez, é integrante da tendência Construindo um Novo Brasil. (Marileide Alves na Folha de Pernambuco)

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18.02.2010 | 07:24:00
Na televisão

Programa do PSB, hoje, vai insistir na opção Ciro

O PSB vai se apresentar hoje à noite, durante o programa da legenda no rádio e na TV, como um contraponto ao debate polarizado entre PT (Dilma Rousseff) e PSDB (José Serra) sobre a sucessão presidencial. A ideia é alavancar a pré-candidatura à Presidência do deputado federal Ciro Gomes (CE), que será a estrela da peça. “Ciro vai defender que o debate sobre o futuro do País tem de ter mais pluralidade”, disse Carlos Siqueira, primeiro-secretário nacional do PSB.

Ciro conduzirá o programa por duas linhas: reconhecerá os avanços do governo Lula, do qual é aliado, mas dirá que há problemas que precisam ser enfrentados. “Ciro será o condutor do programa e se posicionará quanto ao que é necessário ao futuro do País”, diz Siqueira.

O deputado dividirá o programa com os três governadores do partido, Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Wilma de Faria (RN), que mostrarão suas realizações e o “modo PSB” de governar. Os dois primeiros são candidatos à reeleição e, Wilma, ao Senado. Ciro insiste em concorrer à Presidência e tem dito que só um pedido do PSB poderá tirá-lo da disputa. Lula tenta convencê-lo a disputar o governo de São Paulo. (Jornal do Commercio)

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18.02.2010 | 07:19:46
Bom dia! Manchetes de 5ª feira

Tijuca acaba jejum de 74 anos

Com seu estilo pop e uma nova concepção de carnaval, o carnavalesco Paulo Barros quebrou o jejum de 74 anos da Unidos da Tijuca. A escola conquistou seu segundo título do carnaval carioca, sonho acalentado por três gerações de sambistas. A outra vitória da Tijuca havia sido em 1936, quando pela primeira vez foram usadas alegorias para apresentar um enredo. Barros já havia levado o Estandarte de Ouro do GLOBO de melhor escola, com o enredo “É segredo”, além do prêmio de melhor comissão de frente. A Viradouro desceu para o Grupo de Acesso.

Boatos valorizam ações da Telebrás em 35.000%

Declarações sem confirmação oficial e rumores sobre a participação da Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga inflaram o valor das ações da empresa em 35.000% desde 2003, no início do governo Lula.
A valorização, relatam Marcio Aith e Julio Wiziack, baseou-se na suposição de que a estatal será crucial no projeto do governo federal para levar a internet rápida a 68% dos domicílios até 2014.

Paulo Octávio já prepara renúncia

O presidente Lula evita dar sinais de que trabalha pela sustentação política do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, que desde a semana passada tenta agendar um encontro. Assessores de Octávio chegaram a informar que o presidente o receberia ontem, o que não aconteceu - o Planalto não pretende se associar ao escândalo do “mensalão do DEM”. Isolado, o governador admitiu a interlocutores que a sua renúncia é fato consumado.   

Segredos que valem ouro

O jejum custou a ser quebrado, mas aconteceu: a Unidos da Tijuca levou o título de campeã dos desfiles do Grupo Especial depois de 74 anos sem vencer. A escola tradicional da Zona Norte ganhou a simpatia dos jurados e das arquibancadas da Marquês de Sapucaí com o criativo enredo sobre o segredo contado pelo carnavalesco Paulo Barros. A surpresa ficou por conta da lanterna: a antes poderosa Viradouro vai desfilar em 2011 no Grupo de Acesso.

Impeachment na pauta da Câmara

Quando o relator Batista das Cooperativas (PPR) apresentar hoje o voto na Comissão de Constituição e Justiça pela abertura de processo contra José Roberto Arruda, o destino do governador começa a ser selado na Câmara Legislativa. Chico Leite (PT) é categórico: “Se a CCJ não iniciar esse processo hoje, desta vez vão nos atropelar com a intervenção”. Os cinco integrantes da comissão estão fortemente inclinados a recomendar o início do julgamento que pode cassar o mandato de Arruda. “O meu palpite é que serão 5 votos a favor”, aposta Bispo Renato (PR). Completam o colegiado da CCJ o novato Cristiano Araújo (PTB) e o ex-colega de partido de Arruda Paulo Roriz.   

BNDES poderá antecipar R$ 20 bilhões à Petrobras

A Petrobras pode usar a linha de crédito de R$ 20 bilhões reservada no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caso o Congresso não vote até abril o projeto de lei que prevê a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo e gás à companhia e sua subsequente capitalização. O banco emprestou R$ 25 bilhões à estatal em 2009 e colocou à disposição outros R$ 20 bilhões. Até agora, acreditava-se que esse segundo empréstimo stand-by poderia não ser necessário, uma vez que a Petrobras ficará com um caixa robusto depois da capitalização prevista no projeto de lei. Segundo projeção do banco Credit Suisse, o valor pode chegar a US$ 50 bilhões.
A estatal tem sido cuidadosa ao afirmar que a capitalização é importante no longo prazo porque melhora a estrutura de capital, mas não é urgente e nem atrasaria investimentos. Contudo, a divulgação do plano estratégico para o período 2010/14 ainda não tem data, uma vez que a companhia não sabe com que recursos poderá contar. O projeto de lei deve ser colocado em votação na Câmara dias 2 e 3 de março.

Turista alemã é morta no Recife

Jovem de 23 anos levou quatro tiros. Ela havia sido refém por dois bandidos durante assalto na saída do TIP, onde foi comprar passagem com o companheiro brasileiro, o filho e os sogros.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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