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19.02.2010 | 18:15:33
Tudo por Dilma

Diretórios estaduais do PT viram fantoches da Executiva Nacional

Com a aprovação da resolução que permite a intervenção da Executiva Nacional do PT nos diretórios estaduais, o 4º Congresso Nacional do partido transformou as instâncias regionais em fantoches.

A resolução impede o lançamento de candidaturas ou alianças que possam prejudicar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência.

Dessa forma, a Executiva Nacional é que vai negociar as alianças estaduais com outros partidos e dar a palavra final. Aos diretórios estaduais restará cumprir a decisão.

Quem sai ganhando com a decisão, por exemplo, é o PMDB do Maranhão, cuja governadora Roseana Sarney terá em sua campanha à reeleição o apoio do PT.

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19.02.2010 | 16:46:47
Realinhamento eleitoral

PT terá que se reposicionar diante do lulismo, diz André Singer

No momento em que completa 30 anos de sua fundação, o Partido dos Trabalhadores se vê diante de um novo fenômeno eleitoral, o lulismo, que pode obrigá-lo a ter que se reposicionar no cenário político brasileiro.

Esta é a opinião do jornalista e cientista político André Singer, pesquisador do sistema eleitoral brasileiro e ex-porta-voz do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, Singer publicou no final do ano passado um artigo em que aponta o surgimento deste novo fenômeno eleitoral.

Para ele, os programas de distribuição de renda do governo Lula, aliados à manutenção da estabilidade política e econômica, fizeram com que um eleitorado que tradicionalmente era avesso ao PT aderisse em massa à candidatura de Lula em 2006 - ao mesmo tempo em que eleitores tradicionais do partido, parte da classe média e do operariado, se afastaram devido às denúncias de corrupção.

Este novo eleitorado que forma o lulismo seria, na opinião de Singer, formado por pessoas de baixíssima renda e teria como principais aspirações a manutenção da ordem e uma ação efetiva do Estado no sentido de distribuir renda.

Para Singer, o lulismo tem características que misturam a esquerda e a direita e representa um desafio também para a oposição. (Caio Quero na BBC Brasil) Leia a entrevista.

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19.02.2010 | 16:30:19
Campanha presidencial

Lula descarta palanque duplo em campanha de Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não haverá "palanque duplo" na campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil e provável candidata do PT, Dilma Rousseff, nos Estados onde PT e PMDB não chegarem a um acordo para lançar um candidato único ao governo. A declaração foi dada ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que é candidato à reeleição e pode enfrentar José Orcírio dos Santos, conhecido como Zeca do PT.

"Se em algum Estado não houver possibilidade de construir uma aliança política, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele Estado", disse Lula. "Não acredito muito na história de dois palanques, não é possível que uma pessoa possa vir a um Estado e fazer um palanque aqui e outro ali."

O presidente citou os casos de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Pernambuco como exemplos de locais onde as negociações entre os partidos estão "difíceis". "Primeiro vamos resolver a questão nacional, depois as regionais", afirmou. (Daniel Bramatti na Agência Estado)

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19.02.2010 | 16:26:58
Arrudagate

Lula aguarda decisão do STF sobre intervenção

Em Três Lagoas (MS), onde visitou fábricas das empresas Fibria e International Paper, de celulose e papel, respectivamente, o presidente Lula falou sobre a crise em Brasília.

Ele negou que tenha aconselhado o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), a permanecer no cargo.

- A única coisa que eu disse para ele é que o governo federal não pode tomar nenhuma decisão enquanto a Suprema Corte não decidir o que vai acontecer (em relação a uma possível intervenção federal). O presidente da República não pode dar palpite.

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19.02.2010 | 16:00:40
Arrudagate

Cenário político é propenso à intervenção federal no DF, afirma especialista

O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), Hermes Zanette, disse hoje (19) que o atual cenário político do Distrito Federal é propenso à intervenção federal e que tal medida é democrática e está prevista na Constituição. A afirmação foi feita em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“Parece que Brasília virou uma terra sem dono e isso é muito ruim. Na Constituição está aprovada a possibilidade de intervenção em um determinado quadro, que obviamente está desenhado em Brasília. Democracia é respeito às regras do jogo. E todas as regras do jogo foram quebradas pelos órgãos responsáveis pela gestão do interesse público em Brasília”, disse Zanette.

Para ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa se sentir constrangido caso o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue necessária a intervenção no governo do DF.

“Eu aproveito esse espaço para dizer ao presidente que ele não precisa ter nenhum constrangimento se o Supremo decidir pela intervenção de imediato. Ele deve procedê-la, porque isso vai restituir a dignidade à população do Distrito Federal”. (Agência Brasil)

Em tempo: O professor Zanette confirma o que defendemos na terça-feira (16), quando escrevemos que o melhor remédio para Brasília é a intervenção.

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19.02.2010 | 14:04:02
Campanha no Maranhão

Roseana oferece ao PT, uma vaga ao Senado, a de vice, 3 secretarias e a direção de Universidade

O dia 31 de março será a data da desincompatibilização de 14 Secretários do Governo Roseana, todos candidatos a Deputado Federal ou Estadual nas eleições de outubro. Com a saída desses auxiliares, o PMDB do grupo Sarney vê a oportunidade de mostrar concretamente ao PT que a aliança entre as duas siglas é prioridade no Maranhão.

Neste pacote de oferecimentos o PMDB comprometer-se-ia a apoiar um candidato do PT ao Senado, sem descartar a hipótese de apontar o vice na chapa de Roseana. Fora isso, caberia ao partido de Lula no Maranhão indicar nomes para ocupar três secretárias e ainda, de sobra, a direção da UEMA. (Com informações do blog de Anselmo Raposo via Blog do John Cutrim)

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19.02.2010 | 13:46:49
Plágio

Justiça do RJ obriga editora a retirar das lojas livro sobre Lula

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada de circulação da obra biográfica "Lula do Brasil -A História Real, do Nordeste ao Planalto", de autoria do professor da Universidade de Londres, Richard Bourne. A liminar acata pedido de Luiz Carlos Barreto, produtor do filme "Lula, o Filho do Brasil". Segundo o cineasta, a capa do livro (foto) é semelhante ao cartaz do longa-metragem, lançado no Brasil em janeiro deste ano.

Na ação, o cineasta pede indenização, alegando que houve má-fé na criação da capa, e que o longa-metragem foi prejudicado pela semelhança. Lançado pela Geração Editorial em dezembro de 2009, o livro relata a trajetória do atual presidente da República. (Thiago Rosa no Portal IMPRENSA) Leia mais.

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19.02.2010 | 12:57:08
Lauro Jardim na Veja Online

O mensalão ainda atormenta Lula

A resposta mais misteriosa da longa entrevista exclusiva de Lula a O Estado de S. Paulo de hoje versa sobre o mensalão – aquele escândalo dos escândalos que continua a assombrar os petistas, por mais que teimem escondê-lo debaixo do tapete. Eis a pergunta do jornal e a resposta do presidente:

- O senhor tem dito, em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o senhor quer dizer?

- Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.

Impõe-se algumas perguntas a Lula:

1)Por que investigar depois de deixar a presidência um escândalo que manchou o seu governo?

2)Que “coisas muito estranhas ao longo do processo” foram essas?

3)O que teme Lula se algo for revelado ou descoberto agora?

A determinação de Lula em fechar os olhos sobre o tema leva-o a fechar a boca também. Hoje, a Folha de S. Paulo estampa na primeira página uma informação relevante, sobretudo para quem a lê casada com a entrevista do Estadão:  ”desde o dia 12 de novembro, o STF aguarda respostas de Lula sobre o envolvimento dele com os réus e fatos apontados no mensalão”.

Segue uma das 33 perguntas do Ministério Público a que Lula não responde:

- V. Exª conhece Marcos Valério? Ele já esteve na residência oficial da Granja do Torto?

Na entrevista ao Estado, Lula diz textualmente: “eu quero investigar”. Não parece. O medo da verdade permanece atormentando o PT e Lula.

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19.02.2010 | 12:12:32
Direto da Varanda: Chico Bruno

Carnaval de Salvador perde terreno

 

O carnaval terminou, mas vale comentá-lo, afinal ele sofre uma grande ingerência do poder público.

 

O país possui três pólos carnavalescos grandiosos: Rio, Recife/Olinda/Jaboatão dos Guararapes e Salvador.

 

Enganam-se os que acham que o carnaval de rua era fraco no Rio de Janeiro.

Este sempre foi o verdadeiro carnaval carioca formado pelos blocos de sujos.

 

Ocorre que com o surgimento do Sambódromo, uma ideia de Darci Ribeiro, comprada pelo governador Leonel Brizola e executada com o traço de Oscar Niemayer em tempo recorde nos anos 80, o carnaval de rua carioca foi desprezado pela mídia em favor do desfile das escolas de samba.

 

Portanto, nas últimas três décadas não houve a decadência do carnaval de rua carioca, ele apenas foi trocado pela mídia por questões comerciais pelo desfile das escolas de samba.

 

A título de informação, vale lembrar que as escolas de samba desfilavam inicialmente na Avenida Rio Branco, depois ganhou mais espaço com o desfile ocorrendo na Avenida Presidente Vargas, entre a Candelária e a Praça Onze até chegar aos dias de hoje ao Sambódromo.

 

Assim como, o Movimento das Diretas Já desceu goela abaixo do jornalismo da Rede Globo pelo seu tamanho e importância, o carnaval de rua carioca reconquistou espaço na mídia também na marra pela sua grandiosidade.

 

A marca do carnaval carioca é a espontaneidade dos quase 500 blocos de sujos que foram às ruas com 3 milhões de foliões em 2010.

 

Assim como a marca do carnaval do Recife/Olinda/Jaboatão dos Guararapes são as prévias carnavalescas nos clubes, os blocos de rua, que desfilam pelas ruas durante todo o mês de fevereiro, e o carnaval de palco fixo no Marco Zero, em Recife, onde se apresentam grandes atrações regionais e nacionais.

 

Como atestam os pernambucanos, é um carnaval multicultural, com a presença forte do frevo e do maracatu, mas sem desprezar outros ritmos como o samba, o axé baiano e até a salsa cubana.    

 

Já a marca do carnaval de Salvador são os blocos de trio com suas cordas em detrimento ao belo espetáculo proporcionado pelos afoxés e blocos afro, escondidos do grande público pela mídia por razões comerciais, assim como foi durante três décadas o carnaval de rua carioca.

 

Portanto, temos três questões distintas.

 

Quem acompanhou o carnaval e esteve nas cidades em tela no período pode avaliar com mais pertinência o que está ocorrendo com o carnaval de Salvador, segregado aos blocos de trio com cordas e aos camarotes, com espasmos de folia espontânea na passagem dos trios independentes, subvencionados pelo poder público, e ao carnaval do Pelourinho, uma tímida tentativa de se fazer em Salvador, o que já acontece há anos em Olinda, Sabará e Ouro Preto.

 

Enquanto os governos estaduais e municipais do Rio de Janeiro e Pernambuco fazem valer a autoridade, apesar de só intervirem na infraestrutura da festa, em Salvador quem manda é o empresariado carnavalesco, que não está nem um pouco se lixando com a espontaneidade do soteropolitano.

 

Em Salvador, urge que o carnaval 2011 comece a ser discutido imediatamente. Louvem-se os esforços do governo da Bahia em tentar melhorar a qualidade da festa, que deveria ser uma obrigação do poder municipal.

 

Se o carnaval de Salvador não for repensado, como foi nos anos 70 com o surgimento do pólo do Campo Grande e nos anos 80 com sua extensão até o circuito Barra – Ondina, ele poderá perder sua importância para os carnavais do Rio de Janeiro e de Recife/Olinda/Jaboatão dos Guararapes, nos quais os poderes públicos agem discretamente, mas com muita competência.  

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19.02.2010 | 12:01:57
Em tempo: Alex Ferraz

Arruda, mensalões e Justiça parcial

Antes de mais nada, devo dizer que aplaudo de pé a prisão do governador de Brasília, José Roberto Arruda, flagrado em mil falcatruas, além de tentar subornar testemunhas. Justíssima sua detenção e será justíssimo seu impeachment.
No entanto, porém, todavia, contudo: por que o mesmo rigor, os mesmos protestos, o mesmo empenho da OAB e de outras entidades não foi usado contra os autores do mensalão do PT? Por que Sarney, após uma enxurrada de denúncias, a maioria comprovada por gravações telefônicas, saiu incólume da crise e ainda avalizado por Lula, que pediu para que respeitassem seu (de Sarney) passado (um passado, aliás, nada glorioso)? Por que a UNE e a CUT não fizeram qualquer protesto contra Sarney, contra Renan, contra os mensaleiros do PT? Por que engolem Collor como novo aliado do PT?
São perguntas que jamais serão respondidas pelos que são objeto a questão, até porque não têm mesmo que dizer. Então, fica claro, patente, que o atual governo, apoiado escancaradamente pelos tribunais superiores e contando com serviços prestados (e bem remunerados) da UNE, MST e CUT, tem dois pesos (ou seriam dois presos?) e duas medidas, seguindo a máxima infame da política dos coroneis, que Lula e sua turma diziam contestar: para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei.
Em resumo, caros leitores, Arruda não merece estar sozinho na cadeia. Pelo contrário, se a Jusitça agisse com a imparcialidade que tanto proclama (e da qual duvido totalmente), o governador afastado de Brasília teria ilustres companheiros de cela. Mas, porém, todavia, contudo, não obstante... (Tribuna da Bahia)

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19.02.2010 | 11:56:05
Sucessão no Rio de Janeiro

Para Garotinho, seu palanque garante o interior para Dilma

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) acredita que a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não vai atender aos apelos do governador Sérgio Cabral e subir apenas no palanque do PMDB no Estado. Garotinho afirma que o interior do Rio é conservador e hoje dá mais votos para a candidatura presidencial do governador José Serra (PSDB) do que à futura candidata do PT. Garotinho faz questão de frisar o hoje, dando a entender que, com seu apoio, a ministra conseguiria reverter a situação.

No domingo de Carnaval, a ministra Dilma esteve no camarote do governador no sambódromo do Rio. Cabral teria reclamado com a ministra sobre o encontro dela com Garotinho no fim de janeiro e pedido que ela não subisse no palanque do ex-governador durante a campanha presidencial. (Paola Moura no Valor) Leia mais.

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19.02.2010 | 11:45:27
Informe JB: Leandro Mazzini

Congresso vai votar projeto dos bingos

Com a ininterrupta cobrança de donos de casas de bingos fechadas, o Congresso se rende aos poucos ao lobby. Há uma articulação para levar a plenário o projeto de lei que reabre os bingos no país – substitutivo relatado pelo deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP). De passagem pelo Guarujá, litoral paulista, há poucas semanas, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), garantiu que a proposta será analisada em março. Pessoalmente, Temer é a favor da reabertura das casas – mas contra jogos eletrônicos. Endossam o deputado pela urgência na pauta os líderes Henrique Eduardo Alves (RN), do PMDB, e Sandro Mabel (GO), do PR. A proposta prevê arrecadação de R$ 6 bilhões anuais para a Receita. (Jornal do Brasil)

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19.02.2010 | 11:40:09
Sucessão pernambucana

Guerra tenta apressar Jarbas

Os senadores Sérgio Guerra (PSDB), Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Marco Maciel (DEM) devem se reunir na próxima semana, em Brasília, para avançar as articulações que ocorrem, informalmente, desde o fim do ano passado, sobre o palanque das oposições na sucessão estadual. Mesmo sem querer confirmar o encontro, Sérgio Guerra, que é presidente nacional dos tucanos, admitiu ontem que, a partir de agora, “as coisas vão ficar mais nervosas”, uma vez que o adiamento do desfecho das negociações não pode “mais ir adiante”.

Guerra, inclusive, chegou a escrever ontem no seu twitter que esperava conversar, ainda essa semana, com Jarbas. “Está faltando uma conversa entre nós”, postou. O tucano insistiu que a oposição não trabalha com outro nome que não seja o de Jarbas para disputar a eleição contra o governador Eduardo Campos (PSB).

O ex-governador, por sua vez, não quis comentar o “recado” de Guerra. Está gripado e descansando em sua casa. Mas até mesmo nas ruas o peemedebista tem sido pressionado a tomar uma decisão. Jarbas ciceroneou o presidenciável e governador de São Paulo José Serra (PSDB) na sua rápida passagem pelo Carnaval do Recife, no sábado do desfile do Galo da Madrugada, e foi reconhecido por foliões que o “convocaram” a “voltar ao Palácio”. (Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.

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19.02.2010 | 11:31:46
Sucessão de Lula

PV quer ampliar agenda de Marina

Em busca de tornar sua pré-candidata à Presidência mais conhecida, o PV vai formatar uma estratégia de exposição da senadora Marina Silva (AC) em todo o país.

O assunto será tema de reunião do comitê de campanha na segunda-feira, em São Paulo.

– Há um número grande de pedidos para que a senadora participe de eventos, queremos fazer uma agenda mais organizada – afirma Luciano Zica, responsável pela definição dos compromissos da senadora.

De acordo com pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira, Marina é a pré-candidata menos conhecida entre os eleitores: 31% deles disseram nunca ter ouvido falar da senadora. (Zero Hora) Leia
mais.

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19.02.2010 | 11:20:38
Polêmica

Quem inventou bolsa-esmola?

Em um discurso para delegações estrangeiras convidadas para o 4º Congresso do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, subiu o tom e deu uma prévia do que planeja para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, amanhã. A portas fechadas, afirmou que estão montados “alicerces fortes” para construir o futuro do Brasil. De quebra, não perdeu a chance de alfinetar o PSDB.

Dilma reclamou, por exemplo, do apelido “Bolsa Esmola”, dado ao programa Bolsa Família pelo PSDB. “Nossos adversários não tinham ideia da dimensão econômica que o projeto teria. Agora, têm de admitir que isso ajudou o nosso governo a tirar 20 milhões de pessoas da miséria”, disse Dilma, segundo relato de petistas que assistiram ao discurso.

Por acaso, Eduardo Graeff, assessor do então presidente Fernando Henrique Cardoso, enviou para Alon Feuerwerker, do Correio Braziliense, a propósito de texto escrito pelo jornalista, nota negando que o PSDB seja autor da expressão “bolsa-esmola”.

Graeff afirma, que foi o PT quem tachou de esmola o bolsa-escola de FHC.

Para comprovar o que diz, mandou para Alon um link.  

Clique aqui e confira.

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19.02.2010 | 10:55:46
Noivo de Dilma

PMDB vende caro o “dote”

Para pressionar o PT a ampliar as concessões de espaço a peemedebistas na montagem dos palanques estaduais, o PMDB lançou mão do peso de seu apoio à candidatura da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à Presidência da República. Desde o início da semana, integrantes da sigla ventilam a possibilidade de que a cúpula do partido, leia-se o presidente da Câmara e da legenda, Michel Temer (PMDB-SP), boicote o lançamento oficial da pré-candidatura da ministra, que acontecerá amanhã, durante o quarto congresso nacional petista. O posicionamento do maior partido aliado dessas eleições não agradou aos petistas e, desde ontem, os maiores fiadores da aliança entraram em campo para amenizar o mal-estar.

A participação do PMDB no lançamento da pré-campanha de Dilma foi anunciada há duas semanas como um sinônimo de força da parceria entre as siglas. Às vésperas do evento que marcará a oficialização da pré-candidatura de Dilma, no entanto, a ausência peemedebista dá contornos de crise ao acontecimento. Em tom de cobrança, uma fala do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), ilustrou o desgaste que o recuo do PMDB provocou entre os partidos. “Seria bom que Temer fosse (ao congresso do PT) e levasse com ele quem quisesse”, avisou o deputado federal. (Daniela Lima e Tiago Pariz no Correio Braziliense) Leia mais.

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19.02.2010 | 10:37:40
Ele não sabe de nada

Lula silencia há 3 meses sobre mensalão

Há mais de três meses o STF (Supremo Tribunal Federal) aguarda respostas do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a perguntas sobre o conhecimento dele dos fatos apontados na ação penal do mensalão e sua relação com os réus no processo. As questões foram elaboradas pelo Ministério Público Federal, que é o autor do processo em andamento no STF sobre a suposta compra de apoio de partidos e políticos pelo PT entre 2002 e 2005.
Lula, que não é um dos réus na ação penal, foi indicado como testemunha de defesa por dois dos acusados no processo, os ex-deputados federais Roberto Jefferson e José Janene. Suas respostas serão o primeiro depoimento formal do presidente sobre o caso.
Em novembro de 2009, Lula negou a existência do mensalão. "Foi uma tentativa de golpe no governo. Foi a maior armação já feita contra o governo", disse, em entrevista ao programa "É Notícia", da Rede TV!
Ante a demora de Lula em responder ao questionamento da Procuradoria-Geral da República, o ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do processo, reenviou as questões ao presidente no último dia 5. (Flávio Ferreira na Folha de S.Paulo)  Leia mais.

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19.02.2010 | 10:20:07
Painel: Renata Lo Prete

São os negócios

Na opinião de quem conhece bem Paulo Octávio, um dos elementos para entender seus movimentos erráticos desde a prisão de José Roberto Arruda é o receio de que a renúncia ao governo, seguida de eventual intervenção, coloque em risco ao menos parte de seus muitos negócios no Distrito Federal.
Mais especificamente, o governador interino teme que o mandatário da faxina venha a revogar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal, mina de ouro para as empreiteiras de "PO". Em depoimento à PF, o gravador-geral Durval Barbosa afirmou que cada um dos 19 votos para aprovar o Pdot na Câmara Distrital custou até R$ 420 mil. O Ministério Público do DF tenta anular a votação.
Fluxo de caixa. Além do possível prejuízo aos negócios, preocupa Paulo Octávio a perspectiva de, uma vez fora do cargo, ver seus bens bloqueados pela Justiça. (Folha de S.Paulo)

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19.02.2010 | 09:25:04
4º Congresso do PT

Dilma e os camaradas

Uma representante do partido comunista português questionou ontem Dilma Rousseff sobre os imigrantes brasileiros naquele país. A ministra disse apostar que grande parte voltará com a retomada do crescimento da economia.

E um delegado do Peru quis saber a situação dos povos indígenas na Amazônia.

A ministra ressaltou a homologação contínua, pelo governo brasileiro, da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, e o programa Territórios da Cidadania.

Um delegado do Paraguai questionou a ministra Dilma Rousseff, no Congresso do PT, sobre a revisão do Tratado de Itaipu. A presidenciável respondeu que a proposta brasileira é boa para os dois lados e que não é “imperialista”. Ela foi aplaudida ao dizer que a relação do Brasil com a América Latina é de integração, e não de imposição. O Brasil aceitou triplicar o valor pago ao Paraguai pela energia de Itaipu, além de permitir a venda do excedente no mercado livre brasileiro. O acordo ainda tem que ser ratificado pelo Congresso.

A ministra Dilma Rousseff disse ontem, em seminário internacional do PT, que ainda é cedo para avaliar o governo de Barack Obama.
Destacou, porém, como positiva a participação dele na Conferência da ONU sobre o Clima, em Copenhague.
Ela disse ainda, segundo presentes, que o Brasil manterá uma relação “soberana e respeitosa” com os EUA, e não de “submissão”.
A pergunta foi feita por um representante do Partido da Revolução Institucional (PRI) mexicano

Cada vez que era perguntado ontem sobre o motivo de o seminário do PT com Dilma Rousseff ser fechado, o secretário de Relações Internacionais do partido, Valter Pomar, dava um ataque. “Porque eu decidi. Vocês (repórteres) não têm passe livre aqui”, dizia ele, aos berros. (Extraído da coluna Panorama Político de Fernanda Krakovics em O Globo)

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19.02.2010 | 09:16:48
Panorama Político: Fernanda Krakovics

Palanque duplo

O governo federal não deve trabalhar para implodir a candidatura de Anthony Garotinho (PR), como quer o governador Sérgio Cabral (PMDB).

“Candidato a presidente não recusa apoio. O ideal sempre é ter um candidato único da base aliada, mas, em alguns estados, isso não é possível, devido à realidade local”, diz o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) sobre o Rio.

O Palácio do Planalto ficou irritado com as cobranças públicas feitas por Cabral. Integrantes do governo afirmam que o governador não está em condição de fazer exigências.

Dizem que, sem a ajuda do governo federal, ele não teria conseguido levar as Olimpíadas para o Rio e que ainda está sendo beneficiado com investimentos, sobretudo em obras do PAC. Só na urbanização do Complexo do Alemão são R$ 800 milhões. E o apoio do PT já é um indicativo de que esse é o palanque preferencial. Cabral disse a Dilma, no domingo, em conversa reservada, que era muito ruim ter dois palanques. A ministra não respondeu. (O Globo)

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19.02.2010 | 09:07:43
Briga no ninho

PT se divide sobre distribuição de cargos

A luta interna voltou a assombrar o PT e ameaça a sonhada coesão partidária para as eleições de 2010. Recomposto nas últimas eleições internas, o Campo Majoritário, com 60% do poder, está dividido por causa da distribuição de cargos na Executiva Nacional — o grupo que, de fato, decide no partido — e ameaça até retirar os postos das correntes minoritárias, que já tinham sido definidos.

Parte da CNB (Construindo um Novo Brasil), principal corrente do Campo, ligada ao presidente Lula, quer barrar a entrada de dirigentes paulistas na Executiva indicados pelos grupos Novos Rumos e PTLM.

O novo Diretório Nacional, que toma posse neste sábado, com 81 membros, está formado por 37% de paulistas. A CNB quer “nacionalizar” a direção. As discussões sobre a divisão do poder interno seguiam até a noite de ontem. Caso não haja acordo, a composição da executiva poderá ser prorrogada para março. (Soraya Aggege em O Globo) Leia mais.

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19.02.2010 | 08:52:02
Campanha presidencial

Dirceu: Terei papel oficial na campanha da Dilma

Alijado oficialmente da vida pública desde dezembro de 2005, quando seu mandato de deputado foi cassado pela acusação de ser mentor do maior escândalo de corrupção do governo Lula, o ex-ministro José Dirceu desfilou ontem no 4° Congresso Nacional do PT reabilitado. Ele está prestes a assumir uma função de articulação na campanha da presidenciável petista, Dilma Rousseff. Disse que estará nos palanques do PT este ano porque não está na clandestinidade.

— Antes não era do Diretório Nacional. Agora serei. Vou ter um papel oficial na campanha da Dilma, mas ainda não sei o que é — afirmou.

Bronzeado e mais magro, Dirceu foi o mais requisitado ontem de manhã, enquanto Dilma e outros petistas participavam de seminário sobre questões internacionais. Ele posou para fotos com militantes, conversou com dirigentes petistas. (Maria Lima, Gerson Camarotti e Cristiane Jungblut em O Globo) Leia mais.

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19.02.2010 | 08:17:38
Sucessão de Lula

Serra vê "dado fajuto" em estudo de banco

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), reagiu ontem a um estudo divulgado na semana passada que classificou a política fiscal da sua gestão como semelhante à praticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra considerou os dados como "fajutos" e negou que haja semelhança entre os gastos paulistas e federais.

"Claro que não", respondeu, defendendo haver diferenças entre o perfil de gastos feitos em São Paulo e no País. "Os dados que publicaram na semana passada são fajutos", acusou.

Serra referiu-se a um trabalho elaborado pelo economista-chefe do Santander e ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman. Escrito em inglês, ele foi distribuído no Brasil e no exterior e conclui que o governador, provável candidato do PSDB à Presidência da República, não fez em São Paulo nada muito diferente, em termos de contas públicas, do que o governo Lula está fazendo em nível federal. Diz ainda que não haveria por que esperar dele um governo mais duro em termos fiscais, quando comparado à pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff. (Silvia Amorim em O Estado de S.Paulo) Leia
mais.

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19.02.2010 | 07:58:13
Entrevista ao Estado

Lula diz que não pretende voltar em 2014

Em entrevista exclusiva concedida ao Estado nesta quinta-feira, 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial para apenas um mandato, com o objetivo de voltar ao poder em 2014. “Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio”, afirmou Lula. “Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara.” A entrevista, que poderá ser lida na íntegra na edição desta sexta-feira, 19, do Estadão, foi concedida aos jornalistas Vera Rosa, Tânia Monteiro, João Bosco Rabello, Rui Nogueira e Ricardo Gandour.

som Ouça a íntegra da entrevista

Para o presidente, a eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que seu governo, mas afirmou que a ministra terá “o ritmo dela, o estilo dela”. O presidente avaliou que as diretrizes do programa petista podem ser mais “progressistas”: “O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender”.

Ao longo da entrevista, o presidente mostrou bom humor, quando questionado sobre a presença do Estado na economia: "O único Estado forte que eu quero é o Estadão". E acrescentou: "O governo tem dois papeis, e a crise reforçou a descoberta deste papel. O governo tem, de um lado, de ser o regulador e o fiscalizador; do outro lado, tem de ser o indutor, o provocador do investimento, aquele que discute com o empresário e pergunta por que ele não investe em tal setor".

Segundo o presidente, o Estado deve se fazer presente na economia para ter "poder de barganha": "Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer 'se vocês não forem, eu vou', a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado. Então, nós queremos uma Eletrobrás forte, para construir parceria com outras empresas. Não queremos ser donos de nada".

O presidente respondeu com números às críticas da oposição sobre inchaço da máquina pública. "A cada 100 mil habitantes, o governo federal tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 cargos por 100 mil habitantes", cutucou, em referência à administração do governador e presidenciável tucano, José Serra. (O Estado de São Paulo)

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19.02.2010 | 07:44:05
Campanha presidencial

Na TV, Ciro confirma disputa à Presidência

No programa gratuito do Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentado ontem à noite em rede nacional de TV, o deputado federal Ciro Gomes (CE), fez questão de explicitar duas mensagens políticas. A primeira foi a confirmação de que está presente, com os dois pés, na corrida sucessória para a Presidência da República. A segunda foi um recado para a pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Disse que ninguém é melhor que ele para dar continuidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nada foi explícito, porque a legislação eleitoral ainda não permite fazer campanha. Mas os sinais estavam lá, bem claros. Escolhido para fazer a apresentação do programa, no lugar do presidente do partido, Eduardo Campos (PE), Ciro entrou em cena, com seu estilo decidido, elogiando o governo. (Roldão Arruda em O Estado de S.Paulo) Leia
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19.02.2010 | 07:38:56
Direto da Fonte: Sonia Racy

Mal-me-quer

Incomodados, hóspedes de um spa de luxo de Gramado, o Kurotel, pediram, no feriadão, que um casal ali hospedado não fosse incluído nas atividades conjuntas. Renan Calheiros e a mulher, Verônica.
O hotel não quis comentar.
(O Estado de S.Paulo)

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19.02.2010 | 07:34:25
Bom dia! Manchetes de 6ª feira

Paulo Octávio não renuncia e amplia crise de poder no DF

Após redigir três cartas de renúncia, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), recuou e disse que permanecerá no cargo, que ocupou depois da prisão do titular, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), investigado sob suspeita de comandar o mensalão no DF. Paulo Octávio alegou que mudou de ideia graças ao apoio de correligionários e a uma suposta recomendação do presidente Lula, com quem se reunira de manhã. Mas se desmentiu após o Planalto negar qualquer apelo de Lula. Paulo Octávio vem sendo abandonado pelo DEM diante da suspeita de que estaria envolvido com o mensalão, embora não apareça nos vídeos que flagraram o pagamento de propina. Arruda fica preso pelo menos mais uma semana, até que o STF decida sobre o pedido de habeas corpus. A CCJ da Câmara Legislativa do DF aprovou a admissibilidilde dos pedidos de impeachment de Paulo Octávio e Arruda.

Arruda e governador interino têm ação de impeachment no DF

Após dizer que renunciaria, Paulo Octávio anuncia que ficará no cargo à espera de decisão da Justiça
A Câmara Legislativa do Distrito Federal abriu processos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), preso há oito dias sob a acusação de tentar subornar uma testemunha, e contra Paulo Octávio (DEM), governador interino desde a prisão de Arruda.
Também investigado pela Polícia Federal, Paulo Octávio anunciou que permanecerá no cargo para esperar as decisões da Justiça na próxima semana, depois de ter dito a seus aliados que renunciaria. O governador interino deve se desfiliar do DEM. Ele e Arruda negam as acusações de corrupção.

Dilma é para 2 mandatos, diz Lula

O presidente Lula negou que tenha escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial com o objetivo de tentar voltar ao poder em 2014. “Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio”, afirmou Lula em entrevista exclusiva ao Estado. “Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara.” Para o presidente, uma eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que o seu governo, mas afirmou que as diretrizes do programa petista podem ser mais
“progressistas”: “O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender”. No entanto, disse considerar importantes os investimentos estratégicos do Estado, que incluem criar “uma megaempresa de energia no País”. O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde PT e PMDB não selaram aliança. “Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível.” Na entrevista, Lula defendeu o senador José Sarney, criticou o ex-presidente FHC e falou das enchentes em São Paulo, mas poupou o governador José Serra, provável adversário de Dilma - que o presidente definiu como uma mulher “sem ranço, sem mágoa e sem preconceito” na política.   

Paulo Octávio, o vice, diz que sai mas fica

Sob pressão por todos os lados, o governador interino do DF, Paulo Octávio (DEM), convocou a imprensa para apresentar em grande estilo sua renúncia, mas no meio do caminho mudou de ideia. Embora o partido pressione por sua saída, haja pedidos de impeachment tramitando na Câmara Legislativa e as investigações da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora o incluam, Paulo Octávio acabou desistindo, mesmo depois de avisar a aliados que renunciaria. Após aparecer ao lado de 30 assessores no Palácio do Buriti, afirmou que aguardaria decisão do STF sobre uma intervenção federal no governo de Brasília.

Ele jurou sair... Desistiu e ficou. Até quando?

Em apenas algumas horas, Paulo Octávio irritou o presidente Lula, contrariou a cúpula do DEM, desorientou aliados governistas e surpreendeu a todos os que esperavam a renúncia. Após dar sinais claros, pela manhã, de que se afastaria do GDF, anunciou à tarde que continua à frente do Buriti enquanto a Justiça não se pronunciar sobre a prisão de Arruda. Paulo Octávio tenta sensibilizar os meios políticos a fim de obter apoio. Mas, investigado no escândalo da propina, tem dificuldade em montar um governo, está minado na Câmara Legislativa e é rejeitado pelo partido. Para evitar a expulsão do Democratas, vai entregar o pedido de desfiliação.   

Países em crise na Europa devem a bancos US$ 3,4 tri

Os bancos internacionais têm uma exposição gigantesca de US$ 3,4 trilhões ao grupo de países europeus com maior vulnerabilidade fiscal e que ameaçam a zona do euro - Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, os chamados Piigs, na sigla em inglês. A cifra inclui bônus dos governos, dívidas de empresas e até empréstimos pessoais. Os dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) indicam que, embora as atenções dos investidores estejam focadas na Grécia e em Portugal, a exposição da banca é muito maior na Itália, Irlanda e Espanha.
O risco de calote provoca especulações de qual seria a perda potencial dos bancos envolvidos nesses países. Dados consolidados obtidos pelo Valor mostram que a banca internacional tem exposição de US$ 298 bilhões na Grécia, a maior parte de instituições alemãs. Na Itália, ela chega a US$ 1,196 trilhão; na Espanha, a US$ 944 bilhões e na Irlanda, a US$ 710 bilhões. Por sua vez, a exposição dos bancos em Portugal é de US$ 252 bilhões, a menor do grupo.

Vendaval e apagão na Grande Recife

Ventos de até 51 km/h deixaram sem energia, ontem à tarde, áreas da capital, Olinda, Jaboatão, Camaragibe e São Lourenço. Até o fim da noite, ainda havia trechos sem fornecimento. Rede elétrica foi danificada pela queda de árvores e placas.

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