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24.02.2010 | 12:09:03
Direto da Varanda: Chico Bruno

O vale-tudo de Wagner

Em 2006 o então candidato ao governo da Bahia Jaques Wagner (PT) fez uma aliança com aliados tradicionais do PT, inclusive o PMDB.

Por debaixo dos panos, Wagner recebeu apoio do PSDB que não apresentou candidato ao governo e do PDT, que participou de uma coligação majoritária comandada pelo PSC, mas liberou seu candidato ao Senado, o ex-governador João Durval, pai do prefeito de Salvador, para subir no palanque de Wagner.

Toda essa composição tinha o objetivo de derrotar o carlismo.

A reunião dos anticarlistas em torno de Wagner derrotou Paulo Souto (ex-PFL, hoje DEM) surpreendentemente no primeiro turno.

Wagner, muito jeitoso, acomodou todos no governo com exceção do PSDB.

A eleição municipal de Salvador em 2008 descompôs a aliança. O prefeito de Salvador saiu do PDT e foi candidato à reeleição pelo PMDB sem o apoio do PT, que lançou um candidato que perdeu no 2º turno para o prefeito.

Um salseiro para ninguém botar defeito.    

Ao perceber que o PMDB, depois dessa eleição traumática, poderia abandonar o barco, Wagner foi atrás do PP, um partido carlista, odiado por muitos petistas.

Wagner deu de ombros para o fato e seguindo o mestre Lula abriu as portas para o PP, deixando de lado a estratégia de 2006.

Retirou um petista da Agricultura e nomeou o deputado estadual Roberto Muniz (PP) que acabará de ser derrotado pela petista Moema Gramacho, depois de uma acirrada eleição municipal que em determinado momento foi parar numa delegacia de polícia.

Com a saída do PMDB do governo, Wagner preencheu os cargos vagos com outros quadros do PP, dando, inclusive, a super secretaria de Infraestrutura ao deputado federal João Leão.

Aliás, vale ressaltar, que o acerto com o PP inclui a filiação do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, também carlista, ao partido para disputar uma das vagas do Senado na chapa de Wagner.

Wagner segue ao pé da letra a estratégia de Lula, daí estar assediando o senador César Borges (PR) a disputar a reeleição em sua chapa majoritária.

Para dar um verniz de esquerda a chapa e resolver um problema, Wagner tenta convencer a ex-prefeita de Salvador e deputada federal Lídice da Mata (PSB) a trocar a postulação ao Senado pela vaga de vice-governadora.

Posto isso, o governador reuniu a tropa e comunicou, a exemplo do que Lula fez com Dilma, que este é o seu desejo.

A tropa não piou, pelo contrário concordou com um uníssono: “tudo o que o mestre mandar faremos todos”. 

Portanto, resta aguardar se o assédio ao senador César Borges terá um resultado feliz.

Se não tiver e Borges roer a corda, haja vista, que ele está colocando na balança os prós e contras do gesto ousado, Wagner já tem um plano B.

Lídice disputa o Senado e o deputado estadual e presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT) ocupa a vaga de vice.

Esse é o quadro governista com vistas à reeleição de Wagner, o resto é conversa para boi dormir.

Assim como Lula manda e desmanda no PT em todo o país, impondo as suas vontades, na Bahia o governador Jaques Wagner faz o mesmo com a mesma eficiência do compadre Lula, que o chama carinhosamente de “Galego”.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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24.02.2010 | 11:58:32
Janio Lopo na Tribuna da Bahia

Não há bobo na Cesta do Povo

Sinto-me honrado com os termos do texto publicado pelo jornalista Chico Bruno no seu blog a respeito da série de artigos que tenho feito sobre os desmandos da Ebal. Publico-o, em parte, a seguir. No entanto, é imprescindível que a opinião pública conheça (o detalharei amanhã) a verdadeira esculhambação (perdoe a expressão) reinante na empresa no que se refere aos fretes de transporte de mercadorias.

Há situações hilárias. A começar pela ausência generalizada de nota fiscal e de casos bizarros como o de um caminhão com capacidade para transportar 17 toneladas por viagem, mas que conseguiu a proeza hercúlea de transportar 74 toneladas em apenas duas viagens. Nem Deus sabe o prejuízo da estatal somente nesse setor.

Estou me controlando para não politizar o assunto. Estou tentando, no entanto, a quebrar minha promessa, agora que o escândalo da Ebal está se transformando em assunto de interesse nacional, graças à inércia das nossas autoridades, sobretudo do Ministério Público em pronunciar-se. Vamos ao texto de Chico Bruno:

“Venho acompanhando a série de artigos do colega Janio Lopo, na Tribuna da Bahia, sobre a Cesta do Povo.  Janio insiste em trazer a tona o apurado por auditoria da Secretaria da Fazenda da Bahia e pela CPI da Ebal, da Assembleia Legislativa.  Ele advoga o dito popular “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. 

Sua tenacidade é meritória.  Com destreza tem conseguido não politizar a série de artigos sobre a Cesta do Povo, muito pelo contrário externa o sentimento do cidadão surrupiado pelos desvios dos poderes públicos.

 Afinal, o relatório da auditoria da Sefaz aponta para o desvio de recursos públicos da ordem de R$ 1 bilhão.  Por conta de um quinto deste montante, o Ministério Público do Amapá denunciou a Justiça um secretário de Educação na sexta-feira (19). 

Aos leitores de fora da Bahia vale informar que a Cesta do Povo é uma rede de supermercados estatais administrado pela Empresa Baiana de Alimentos ( Ebal) uma criação do falecido ACM, que data do ano de 1979. A justificativa para a criação da Cesta foi o combate ao monopólio exercido pela rede Paes Mendonça, uma desculpa esfarrapada, pois o objetivo era incomodar o dono da rede que não comia nas mãos do carlismo. 

A série de artigos começou há mais de um mês e até agora a Sefaz, o TCE, a Assembleia e o MP mantém um cerimonioso silêncio.  Ninguém se atreve a pelo menos contestar Janio. 

É interessante lembrar que os desvios dos recursos públicos da Cesta remontam do governo de João Durval e foram expostos nos primeiros dias do governo de Waldir Pires em 1987. 

Assim como agora, o governo Waldir recuou e ficou o dito pelo não dito.  Com o retorno de ACM ao poder em 1991, os ex-dirigentes apontados na auditoria do governo Waldir como responsáveis pelos desvios de recursos públicos retornaram a Ebal”... 

Em tempo: Continuo acompanhando o trabalho de Janio e aguardando as devidas explicações de quem de direito. 

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24.02.2010 | 11:41:42
Sucessão baiana

Zezéu prevê reação negativa de petistas 

Nem mesmo a afirmação por parte do governador Jaques Wagner (PT) na última reunião do Conselho Político de que cuidaria individualmente da polêmica coligação proporcional com o PR fez calar os aliados insatisfeitos com a possibilidade. A última tirada partiu do petista Zézeu Ribeiro, que em entrevista ao Blog Nova Fronteira, de Barreiras, não hesitou em reiterar que o senador César Borges não fará parte da chapa do governador Wagner.
 
“César é um político do outro lado. Não tem identidade com a nossa história, com o nosso projeto. Se ficar mantido, haverá reação da base do PT, que não votará em César. Não dá para tirar da cartola um candidato que é nosso adversário”, atacou Zezéu, indo de encontro ao planos do chefe de partido. (Fernanda Chagas na Tribuna da Bahia) Leia
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24.02.2010 | 10:05:02
Eleições no Ceará e Pará

Luizianne reitera apoio a Eunício ao Senado

A prefeita Luizianne Lins (PT) reafirmou apoio à pré-candidatura do presidente regional do PMDB ao Senado, deputado federal Eunício Oliveira. Foi durante jantar realizado na noite de segunda-feira, em lugar não divulgado, ocasião em que participaram do encontro alguns petistas, como o coordenador da bancada federal cearense em Brasília, o deputado federal José Nobre Guimarães (PT).

Segundo Eunício Oliveira, que deixou Fortaleza ontem de madrugada seguindo para Brasília, durante o jantar ele reiterou que apoiará para a outra vaga de senador quem Cid Gomes (PSB) indicar.

Eunício deu poucos detalhes do jantar, mas se disse “muito satisfeito” pelo resultado e chegou a informar que, durante a conversa, a prefeita se propôs a coordenar sua campanha em Fortaleza. (Eliomar de Lima em O POVO)

PT tenta manter aliança com o PMDB no Pará

Um encontro ontem em Brasília entre a direção nacional do PT e a presidência do PMDB do Pará deu início a uma nova ofensiva dos petistas para tentar reeditar a aliança com o PMDB paraense para a disputa ao governo do Estado.

A meta é garantir um palanque único para a candidata petista à presidência, ministra Dilma Rousseff e, dessa forma, permitir a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos palanques do Pará já no primeiro turno. “A aliança é fundamental para a participação efetiva do presidente na campanha desde o início”, disse por telefone o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, logo após ter deixado, em Brasília, a casa do presidente do PMDB do Pará, deputado federal Jader Barbalho.

Lula já sinalizou que não irá aos Estados em que houver dois palanques aliados, o que na avaliação dos petistas seria uma perda para a campanha presidencial e, no caso do Pará, poderia criar empecilhos à reeleição de Ana Júlia Carepa. (Diário do Pará) Leia
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24.02.2010 | 10:01:05
Coluna de Carlos Brickmann

A culpa do culpado de sempre

Há 50 anos, em abril de 1960, a gigantesca barragem de Orós, no Ceará, não resistiu ao excesso de chuvas: rompeu-se, com saldo de 300 mil desabrigados. A obra era do presidente Juscelino Kubitschek, mas a culpa das chuvas, claro, foi do prefeito paulistano Gilberto Kassab, DEM - embora ele nem tivesse nascido.
Há cinco anos, um furacão provocou a inundação de Nova Orleans, nos EUA. Com todos os recursos financeiros e tecnológicos americanos, a cidade passou 80 dias debaixo d’água. Culpa de Kassab, claro. Como foi culpa de Kassab a tragédia de Santa Catarina, como é culpa de Kassab a tragédia da ilha da Madeira.
Gilberto Kassab virou, à semelhança do famoso final do filme Casablanca, o culpado de sempre. Para atingi-lo, foi aplicada uma lei que não existe: determinou-se que parte das doações recebidas era ilegal e, como essa parte atingia 20% do total, seu mandato deveria ser cassado. Outros candidatos, acusados das mesmas coisas, não foram atingidos, porque as "ilegalidades" não alcançavam 20%. Por que 20%? Por que não 21%, ou 19%? Para atingir um e liberar outros.
Em resumo, uma só pessoa, com um único voto, quis revogar a vitória legítima obtida nas urnas - o mesmo que foi feito no Maranhão, mas lá para reentronizar no poder o clã Sarney. Em futebol, isso se chamaria "tapetão" - coisa feia, reprovável. Em política, vale tudo. A cassação foi revogada, claro; mas já tinha provocado efeitos políticos, na busca de manchar a reputação do atingido.
Pior: mancha-se também a imagem da Justiça, obrigada a reparar o equívoco.

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24.02.2010 | 09:51:34
Direto de S.Paulo: Marli Gonçalves

Terra arrasada

Vou fazer a pergunta que me fizeram e que eu é que acabei ficando arrasada, depois de dois dias pensando, sem ter resposta: quem você acha que seria, poderia ser, um dia, quem sabe, um bom candidato (a) à Presidência da República? Vale responder alguém que você admire, com capacidade, que poderia ser ou virar interessante, que pudesse aprender. E em quem você confie completamente. Aquele alguém que seria indiscutível, pelo menos em capacidade.

Foi quando cheguei à conclusão de que a gente tá fu e mal pago mesmo. O que fizeram de nosso país? Onde estão os bons quadros políticos de outrora? Pelo menos os que se preparam para tal, os promissores, com jeito para a coisa? Ultimamente a gente vota sempre só no "menos pior", ou no que ou naquilo que se opõe ao que rejeitamos! Pois eu desejo alguém candidato que nos fizesse ir às ruas, tocar apito, pintar a cara, defender, abanar bandeirinhas, usar fitinhas, subir no "poste", fazer do voto a festa política que deveria ser. Ou voltar a ser. Lembra quando foi a sua última vez? Leia mais.

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24.02.2010 | 09:23:35
Caso Dirceu

Oi negocia compra de dívida da Eletronet por R$ 140 mi

A Oi negocia a compra da dívida da Eletronet com seus credores por cerca de R$ 140 milhões, quase 20% do valor total, estimado em R$ 800 milhões.
O objetivo é retirá-la da falência e, como contrapartida, explorar comercialmente a rede da companhia.
Caso seja concretizado, será outro negócio controverso da Oi envolvendo o governo. Em 2005, a operadora investiu R$ 5 milhões na Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente. Três anos depois, o governo aprovou a mudança na legislação do setor de telecomunicações para que a Oi comprasse a Brasil Telecom. Desse negócio surgiu a atual Oi, dona de uma rede comparável à da Embratel e à da Eletronet em cobertura nacional.
A Eletronet é uma empresa em processo falimentar desde 2003 que o governo estuda usar como "espinha dorsal" na oferta de internet pelo PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
A União é sócia com 49% de participação, e o restante (51%) está nas mãos da canadense Contem Canada e do empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, empresa que contratou o ex-deputado José Dirceu, como revelou a Folha na edição de ontem. (Marcio Aith e Julio Wiziack na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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24.02.2010 | 09:15:06
Financiamento brasileiro

Reforma do porto de Mariel, a 50 km de Havana, será feita pela Odebrecht

Em discurso no porto de Mariel, a 50 km de Havana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudará Raúl Castro por completar, hoje, dois anos como dirigente máximo de Cuba. O investimento da brasileira Odebrecht no local, porém, é uma das poucas notícias que o irmão mais novo de Fidel tem para comemorar em meio ao aperto do caixa governamental e a perspectiva cada vez mais distante de reformas na economia.
Ao lado de Raúl, Lula, em sua visita de despedida à ilha como presidente, inaugurará o início da obra em Mariel, com custo de US$ 300 milhões -financiados pelo governo brasileiro.
Cuba quer fazer do porto, famoso como ponto de partida do êxodo em massa de cubanos nos anos 80, um centro logístico da nascente indústria petroleira "offshore", da qual a Petrobras faz parte e tem até maio para reportar os primeiros resultados da prospecção.
Segundo anunciou o presidente brasileiro, a Petrobras vai acertar ainda a instalação de uma fábrica de óleo combustível. A empresa EMS, segunda maior produtora de remédios genéricos, deve fechar a segunda joint venture de uma empresa privada com capital brasileiro e o Estado cubano -a primeira é a Brascuba, produtora de cigarros e charutos. Está na pauta ainda um terceiro negócio: uma fábrica de vidro.
Apesar do entusiasmo do governo brasileiro e suas agências de promoção, que mencionam sempre o potencial de longo prazo da ilha a 190 km da Flórida, a crise econômica e a ausência de reformas são sombra. (Flávia Marreiro na Folha de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 09:06:04
Sucessão de Lula

Gianetti participará da campanha de Marina

O PV confirmou ontem a participação do economista e escritor Eduardo Gianetti da Fonseca na estruturação do plano de governo de sua pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva (AC), 52.
Gianetti é professor da faculdade Ibmec/SP e Ph.D em economia pela Universidade de Cambridge. Uma de suas principais críticas ao governo Lula é a alta carga tributária no país.
A campanha de Marina tem como desafio provar que ela pode ir além do discurso ambiental e ter propostas para outras áreas, como a econômica.
O grupo que trabalha no plano de governo de Marina deve propor como um dos focos a transparência do setor público e o combate à corrupção.
A senadora passou ontem por exames no InCor, em São Paulo, e recebeu o aval médico para a campanha presidencial.
Na noite de segunda, ao ministrar uma aula magna para os calouros do curso de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, Marina voltou a defender a transparência nas ações de governo. "A transparência evita corrupção, evita desvio de conduta", disse.
Ela deu como exemplo o sistema criado em sua gestão no Ministério do Meio Ambiente para acompanhar focos de desmatamento no país. (Ana Flor na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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PV acerta com consultoria de olho em Obama

O jornalista Caio Túlio Costa irá colaborar com a pré-campanha da senadora Marina Silva à Presidência. Consultor de novas mídias, ele deverá assumir, na campanha do PV, a função de replicar e adaptar à realidade brasileira as técnicas utilizadas, com sucesso, por Barack Obama na corrida presidencial americana, em 2008.
O coordenador-geral de comunicação da pré-campanha de Marina, Nilson de Oliveira, não comenta os planos da equipe, mas diz que a última eleição americana se tornou um paradigma.
Em 2008, a campanha do então senador por Illinois Barack Obama bateu recorde de arrecadação, com mais da metade arrecadada oriunda de pequenas doações feitas on-line por pessoas físicas.
Texto preliminar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, deixa em aberto a possibilidade de contribuição eleitoral on-line. Partidos manifestaram dúvidas em relação à operacionalidade da arrecadação via internet, ponto que também sofre oposição dos bancos. (Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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24.02.2010 | 08:53:18
Painel: Renata Lo Prete

Carne queimada

Ocupante do governo do DF após a renúncia de Paulo Octávio, o deputado Wilson Lima (PR) carrega no currículo uma canetada que alterou em 2006 o Plano Diretor do Gama, liberando terrenos residenciais para construir postos de gasolina. Relator do projeto, foi acusado de mudar o texto para beneficiar amigos sem nem mesmo informar a Câmara. Responde ainda pela prática de nepotismo e pelo desvio de servidores para um instituto que leva seu nome.
Por essas e outras, ninguém considera viável a articulação dos deputados para manter Lima na cadeira de governador, dando ao PT o comando do Legislativo. Insistir nesse rumo, argumentam os mais ajuizados, é caminho seguro para a intervenção. (Folha de S.Paulo)

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24.02.2010 | 08:38:31
Sinistro

Na favela, seguro contra bala perdida

O repositor de mercado Josemilton da Costa Barros mal consegue falar do novo "investimento". A cada frase e meia inclui um "Deus me livre que isso aconteça", mas está certo de que fez um bom negócio. Ele contratou há duas semanas um seguro por morte acidental que cobre até ocorrências com bala perdida.

Josemilton mora na favela da Rocinha, no Rio, uma das duas localidades escolhidas pela Bradesco Seguro e Previdência para lançar um produto inédito voltado para as classes C, D e E. Em São Paulo, o seguro está sendo oferecido aos moradores da favela de Heliópolis, na zona sul da capital.

Com um salário de R$ 800, Josemilton paga R$ 3,50 por mês pelo seguro de vida. A indenização é de R$ 20 mil. "Isso me agradou porque moro num bairro em que acontece muita coisa ruim; tiroteio é só uma delas", diz o repositor, de 26 anos, que vive com a mulher na Rocinha desde que chegou da Paraíba, em 2004. (Naiana Oscar em O Estado de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 08:34:28
Multinacional brasileira

Braskem terá 65% de polo petroquímico no México

A Braskem terá 65% da joint venture com a mexicana Idesa, que será responsável pela construção de um polo petroquímico no México. A participação da Idesa será de 35%, porcentual que poderá cair para aproximadamente 30% caso a estatal mexicana de petróleo Pemex opte por ingressar no grupo que viabilizará o investimento. A parceria seria formalizada ontem, no encerramento do Fórum Estratégico Empresarial México-Brasil, que contaria com a presença dos presidentes Felipe Calderón Hinojosa e Luiz Inácio Lula da Silva.

O investimento total no projeto chega a US$ 2,5 bilhões. Este será o maior investimento direto brasileiro em território mexicano, além de ser o principal investimento no setor petroquímico no México dos últimos 20 anos. O valor de US$ 2,5 bilhões será dividido na proporção de 65%/35% por Braskem e Idesa. (André Magnabosco em O Estado de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 08:25:49
Caso Dirceu

Santos é um facilitador de negócios

Nelson dos Santos, que comprou 51% da Eletronet por R$ 1, é conhecido por intermediar negócios, especialmente no setor elétrico. E gosta de se gabar dos negócios que intermediou. Um dos mais conhecidos foi a renegociação da dívida da AES com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A AES era a controladora da Eletronet.

Ontem, com a repercussão da notícia de seus negócios com o ex-ministro José Dirceu, ele passou mal e foi fazer exames médicos, segundo sua assessoria. Santos tem um escritório discreto, sem placa na porta, na Alameda Lorena, nos Jardins, na capital paulista, e mora numa mansão em Tamboré, na Grande São Paulo, descrita por um conhecido como "extravagante". Santos é conhecido também por gostar de relógios sofisticados. Tem dezenas de modelos caros e de grifes famosas. (O Estado de S.Paulo) Leia mais.

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24.02.2010 | 08:19:54
Caso Dirceu

Santos ganharia R$ 50 milhões na venda para a OI

A Oi chegou perto de comprar a Eletronet, mas a negociação foi barrada pelo governo. Pelos termos que estavam sendo negociados, a Oi pagaria cerca de R$ 200 milhões pela Eletronet. Nelson dos Santos, sócio da Eletronet, embolsaria entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões. O resto do dinheiro seria usado para pagar credores da operadora falida, que tem a Eletrobrás como acionista.

A negociação levou vários meses e estava em estágio avançado. A Oi, Nelson dos Santos e os principais credores da Eletronet já haviam fechado os principais termos do acordo, segundo fontes ligadas à negociação. A Eletronet devia para instituições financeiras como Banco do Brasil e Safra, e fornecedores de equipamentos como a Furukawa e a Alcatel Lucent. A dívida chegava a R$ 800 milhões, mas os credores aceitariam um desconto para receber pelo menos uma parte do dinheiro a que tinham direito.

O acordo esbarrou, porém, no interesse do governo, que diz querer uma rede estatal de internet banda larga. Dona de 49% do capital da Eletronet, a estatal de energia Eletrobrás tinha o direito de vetar o acordo com a Oi. E foi o que fez, quando o governo decidiu retomar a rede de fibras ópticas e recriar a estatal de telefonia Telebrás. (Renato Cruz em O Estado de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 08:06:56
Pai do Arrudagate

'Mensalão do DEM' é uma vergonha, diz Roriz na TV 

Adversário político de José Roberto Arruda, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) falou ontem, em cadeia de rádio e TV, pela primeira vez sobre o chamado "mensalão do DEM". "É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha. Meu Deus do céu, como pode chegar nisso aí?", diz, em uma das 30 inserções que o PSC começou a exibir ontem e que irá ao ar, apenas no DF, também amanhã e sábado. "Por outro lado, eu vejo firmeza na Justiça. A Justiça vai punir, a Justiça vai fazer como ela está fazendo. Então, eu fico... Por um lado, eu fico com profunda decepção, por outro, cheio de esperança que a Justiça cumpra seu dever", afirma.

O esquema no qual Arruda é acusado de estar envolvido teria começado ainda no governo de Roriz. Segundo investigação da PF, e que deu origem à Operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro passado, Arruda teria recebido, em 2006, dinheiro de Durval Barbosa, pivô do escândalo, quando o secretário atuava no governo Roriz. (Ana Paula Scinocca em O Estado de S.Paulo) Leia mais.

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24.02.2010 | 07:59:41
Arrudagate

No último dia, PO beneficia empresa ligada a Arruda

Em seu último dia como governador interino, Paulo Octávio oficializou a prorrogação por um ano, sem licitação, de um contrato com uma empresa envolvida no esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal.

O Diário Oficial do DF publicou ontem a renovação por 12 meses do contrato entre a Notabilis Comunicação e Marketing e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb). O valor global saltou de R$ 286 mil para R$ 573,6 mil.

Com a medida, Paulo Octávio favoreceu uma empresa cujos donos e ex-sócios fazem parte da relação familiar e pessoal do governador afastado, José Roberto Arruda, preso desde o dia 11 na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. (Leandro Colon em O Estado de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 07:55:29
Trio amaldiçoado

Paulo Octávio tem fortuna de R$ 700 milhões

Paulo Octávio Alves Pereira é o empresário mais bem-sucedido entre todos os que fizeram da capital do País seu lugar de negócios. Comanda, hoje, uma holding de 14 empresas nas áreas de construção, venda e administração de imóveis, concessionárias de automóveis, hotelaria, shopping centers, comunicações e propaganda e marketing. Aos 60 anos, completados no dia 13, dois dias depois da prisão de José Roberto Arruda, tem fortuna avaliada pelo mercado em cerca de R$ 700 milhões - ao TSE, declarou patrimônio de R$ 323,5 milhões.

O empresário que hoje exibe sua marca na maioria dos prédios de Brasília não nasceu rico. Desde adolescente, quando se mudou para a capital recém-inaugurada, aproximou-se de pessoas poderosas. A primeira foi Fernando Collor, então um playboy que residia em Brasília com o pai, o senador Arnon de Mello. Um outro garoto, que também se tornaria um próspero empresário, e se enredaria numa série de escândalos no futuro, também andava na mesma roda: Luiz Estevão. (João Domingos em O Estado de S.Paulo) Leia
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24.02.2010 | 07:31:28
Voltei, aqui é meu lugar

'Aloprado' volta ao PT com aval de Marinho

Chamado de “aloprado” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-dirigente do PT e ex-assessor do senador Aloizio Mercadante Hamilton Lacerda voltou a se filiar ao partido. Envolvido no caso do dossiê contra os tucanos em 2006, Lacerda havia se desfiliado. Seu retorno, acolhido pelo diretório petista de São Caetano, no ABC Paulista, com a bênção do prefeito de São Bernardo, o ex-ministro Luiz Marinho, caiu como uma bomba no colo dos dirigentes nacionais do PT ontem. A direção nacional petista diz que quer barrar a refiliação de Lacerda. Em 2006, durante o escândalo do chamado “dossiê dos aloprados”, Lacerda entregou ao diretório nacional sua carta de desfiliação.

Agora, está de volta. O que irritou os petistas em São Paulo foi saber da filiação de Lacerda pela imprensa do ABC (o assunto foi notícia no jornal “Diário do Grande ABC”, de Santo André). Dirigentes ouvidos pelo GLOBO sequer sabiam que estava em curso, desde janeiro, a aproximação do ex-assessor de Mercadante com o partido. (Tatiana Farah em O Globo) Leia mais.

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24.02.2010 | 07:23:33
Caso Dirceu

Operação abafa no governo

Quatro dias depois do lançamento da pré-candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República pelo PT, o Palácio do Planalto se movimentou ontem para esvaziar a denúncia de que o exministro José Dirceu fez lobby para beneficiar interesses privados no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Sob monitoramento direto da Casa Civil, o governo evitou politizar o tema e acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para rebater juridicamente a suspeita de que a decisão de utilizar no programa a rede de fibra óptica administrada pela Eletronet foi influenciada por Dirceu. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem ao México, declarou: — Se você entrar no site da AGU, você vai ver a resposta da AGU. Não procedem as informações. (Gustavo Paul e Mônica Tavares em O Globo) Leia mais.

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24.02.2010 | 06:46:58
Sucessão mineira

Para Alencar, Dilma pode ter dois palanques em Minas

O vice-presidente da República, José Alencar, não descarta a possibilidade de a pré-candidata governista à sucessão presidencial, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ter dois palanques de campanha em Minas Gerais, ideia que desagrada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Pode, pode acontecer sim", disse Alencar ontem, quando questionado por jornalistas.

"Se não for possível fazer uma unidade, por que não? Vamos enfrentar os dois palanques, não tem problema", acrescentou ele, após cerimônia de lançamento da pedra fundamental das futuras instalações do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica em Belo Horizonte. (Reuters no Valor) Leia mais.

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24.02.2010 | 06:38:24
Sucessão de Lula

Ciro insiste na disputa presidencial

Pressionado pelo Planalto a abandonar a corrida presidencial, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que comunicará hoje oficialmente a dirigentes de nove partidos em São Paulo que será mesmo candidato à Presidência. A reunião, que será realizada na sede do PSB em Brasília, foi marcada a pedido dos dirigentes partidários paulistas, que cobram uma definição. Mas Ciro insiste que já tomou a decisão e não volta atrás. No cenário sem ele na disputa em São Paulo, os partidos podem ter candidatos próprios.
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24.02.2010 | 06:25:45
Informe JB: Leandro Mazzini

Oposição mira o consultor Dirceu

A oposição acha que a consultoria de R$ 620 mil prestada pelo ex-ministro José Dirceu ao grupo do empresário Nelson dos Santos, da Star Overseas, interessadíssimo na reativação da Telebrás, tem outro nome: tráfico de influência. E ontem mesmo já considerava bem provável que consiga as assinaturas necessárias para instalar a CPI Mista da Telebrás. “É o batom”, comemorou o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), que enxerga nas atividades de Zé Dirceu o combustível mais inflamável para atingir o presidente Lula e a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. “A notícia traz Dirceu para o centro do debate político. Ele continua sendo tratado como quem tem muita autoridade na Esplanada e no PT”, diz ACM Neto (DEM-BA). “Todos sabiam que ele tinha virado lobista, mas ninguém tinha visto ainda o resultado”, emenda Bornhausen.

O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), garante que nem os parlamentares da oposição darão as assinaturas necessárias para instalar a CPI. “A oposição continua insistindo num processo de denuncismo absolutamente superficial e não tem programa para debater o país. A iniciativa é irresponsável”, atacou Fontana.

E nem foi tanto o que o ex-ministro ganhou da Satar Overseas, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Os R$ 620 mil representam o total da consultoria prestada de 2007 a 2009, o que, na ponta do lápis daria R$ 14.880 por mês.

Pelo sim ou pelo não, apesar dos desmentidos divulgados ontem por Zé Dirceu em seu blog – ele assume ter feito a consultoria, mas nega que tenha favorecido seu contratante por causa de suas relações no governo – a tropa de choque governista está de prontidão e já faz corpo a corpo para evitar a CPI. A história vem à tona no momento em que Dirceu volta ao comando do PT. (Jornal do Brasil)

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24.02.2010 | 06:17:34
Bom dia! Manchetes de 4ª feira

Governo corre para esvaziar denúncia de lobby de Dirceu

O governo agiu rápido diante das denúncias de que o ex-ministro José Dirceu teria feito lobby em favor de uma empresa privada que poderia ser beneficiada no Plano Nacional de Banda Larga, uma das prioridades da atual gestão. O empresário Nelson dos Santos, da Star Overseas, sócio da Eletronet, dona de uma rede de fibras ópticas, afirmou que pagou a Dirceu R$ 620 mil entre 2007 e 2009. Essa rede, hoje pertencente a subsidiárias da Eletrobrás, poderia ser usada pela Telebrás, que, reativada, expandiria a banda larga no país. Com declarações da cúpula do governo sobre a reativação da Telebrás, as ações já subiram 248% este ano. A oposição quer abrir CPI para investigar a denúncia.

DF perde 2º governador em 12 dias

Apenas 12 dias depois de assumir o lugar de José Roberto Arruda, preso desde o dia 11, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, alegou falta de apoio político, renunciou ao cargo e se desfiliou do DEM.
Arruda e Paulo Octávio são suspeitos de comandar o mensalão do DEM -esquema de formação de caixa dois para a campanha que os elegeu em 2006, além de coleta e distribuição de propina. Eles negam as acusações.
O novo governador é o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), aliado de Arruda e da gestão anterior, de Joaquim Roriz (PSC). A avaliação é que ele terá dificuldades políticas para se sustentar no cargo.
Esse cenário aumenta a chance de intervenção no DF, que será analisada pelo Supremo Tribunal Federal. O próximo na linha sucessória, Níveo Gonçalves, do Tribunal de Justiça, disse não querer o governo.

Paulo Octávio sai, mas crise continua

Depois de redigir duas cartas-renúncia em uma semana, o interino Paulo Octávio afastou-se ontem do governo do Distrito Federal. Envolvido no escândalo do mensalão do DEM e isolado pelo próprio partido, Octávio disse ao Estado que não era possível “governar sangrando em praça pública". A decisão de se afastar estava tomada desde quinta passada. Na mensagem de renúncia lida pelo deputado distrital Cabo Patrício (PT), Octávio afirma que sua decisão foi tomada, em parte, por pressão do DEM, que não lhe garantiu sustentação política. Poucos minutos antes de deixar o governo, ele solicitou desfiliação da legenda. O DEM pediu aos seus filiados que abandonassem os cargos que ocupavam no governo do DF logo após o governador eleito, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ter sido preso, no último dia 11, por obstrução às investigações sobre o esquema de corrupção local do qual ele seria chefe e Octávio, beneficiário. Agora, cresce a possibilidade de intervenção federal na capital. Para evitar isso, o presidente da Câmara do DF, Wilson Lima (PR), assumiu o governo.   

Metrô tem 15 dias para entrar na linha

Depois de dois meses de calvário para os usuários do metrô, com atrasos e superlotação dos trens na nova linha 1A (Pavuna-Botafogo), a Agetransp, agência que regula os serviços de transporte, decidiu agir. Emitiu um ultimato à concessionária para que sane os problemas em 15 dias. Vistoria recente da Promotoria de Justiça e Defesa do Consumidor comprovou que até 6,5 pessoas por metro quadrado viajam por vagão, quando o limite é quatro. Se a situação persistir, a linha será suspensa e retornará a baldeação da Estação Estácio.

Paulo Octávio renuncia. E agora, Wilson?

O Distrito Federal chega ao terceiro governador em 12 dias. Em carta enviada à Câmara Legislativa, Paulo Octávio comunicou a renúncia ao mandato e disse que voltava às “fileiras da cidadania”. Foi o ato derradeiro do político que fracassou na tentativa de obter o apoio dos antigos aliados de Arruda e estava na iminência de ser expulso do Democratas. A chefia do Executivo local passa às mãos de Wilson Lima (PR), distrital ligado ao grupo arrudista que tenta imprimir um discurso independente na chegada ao Buriti. “Não vou aceitar ingerências políticas”, avisou o novo governador, em nota. Para estabelecer as mínimas condições de governabilidade e evitar uma intervenção federal, as forças partidárias tentam um equilíbrio político, com Wilson Lima no governo e Cabo Patrício (PT) na presidência da Câmara Legislativa.   

Vendas internas puxam retomada do setor têxtil

O mercado interno se transformou no melhor antídoto do setor têxtil contra a concorrência chinesa e a valorização cambial. Contratações fortes em janeiro e um volume recorde de intenções de investimento indicam um 2010 promissor. O setor têxtil abriu 8 mil vagas no mês passado, fazendo deste janeiro o de maior número de contratações líquidas da história. Embaladas pela melhora do mercado interno, que se acelerou a partir do segundo semestre do ano passado, as fábricas de tecidos e confecções apostam na manutenção do crescimento econômico registrado nos últimos meses.
No ano passado, as empresas do setor têxtil e de confecções apresentaram ao BNDES um valor recorde de projetos de investimentos. As consultas levadas ao banco somaram R$ 1,61 bilhão, 35% mais do que em 2008. Parte expressiva desses projetos foram aceitos e as aprovações alcançaram R$ 1,9 bilhão, valor também recorde. O aumento expressivo no número de projetos deve ser acompanhado pelo aumento dos desembolsos neste ano, depois da queda 50% registrada em 2009.

Viúvo e sogro de alemã estão presos

Prisão temporária de 30 dias de Pablo Richardson e Ferdinando Tonelli foi decretada pela Justiça, a pedido da polícia, para que a dupla, que sai da condição de testemunha para a de suspeita, não atrapalhe o andamento das investigações.

Uma cidade abandonada à própria sorte

O sindicato dos rodoviários da Região Metropolitana de Belo Horizonte decidiu, na noite desta terça-feira, pela continuidade por tempo indeterminado da greve na Grande BH. A decisão foi tomada durante assembleia realizada no Centro da capital.

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