Fiscais do Ibama de Eunápolis e policiais do 5º pelotão da COOPA- Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da Bahia, sediado em Ilhéus, devem permanecer até amanhã na região de Camacã, no Sul da Bahia, para fazer todo o levantamento da madeira e equipamentos que foram apreendidos numa operação de combate a comercialização de madeira ilegal.
Foram apreendidos 170 metros cúbicos de madeira que estavam em forma de pranchas, barrotes, tabuas, portas, janelas e aduelas de espécies como o vinhático e jequitibá. Todo o material estava guardado em 3 galpões de uma serraria. A apreensão já é considerada a maior feita este ano na região e foi fruto de uma denúncia anônima.
- A denúncia é um instrumento importante para que possamos combater este tipo de crime. Nós precisamos manter esta parceria com a comunidade”, disse o tenente Eliezer Ribeiro, comandante da 5ª COPPA.
Entidades são favoráveis à lei que abre as contas públicas a partir de maio
No próximo dia 27, faltarão três meses para que a Lei Capiberibe entre definitivamente em vigor, em todo o país. A Lei Complementar 131/2009, sancionada em maio de 2009, obriga a transparência de todas as contas públicas da União, Estados, Distrito Federal e Municípios com mais de 100 mil habitantes a partir de 27 de maio deste ano.
Por conta disso, a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) e o autor da lei João Alberto Capiberibe (PSB) buscam o engajamento da sociedade civil para que a lei seja implantada em todo o país.
- Os senhores podem sair daqui com a convicção que têm um aliado, foi o compromisso objetivo do presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, Ophir Cavalcante, com quem a deputada Janete Capiberibe e ex-senador João Capiberibe reuniram-se. Leia mais.
Audiência discute ferrovia, porto e minade ferro em Ilhéus
Na última segunda-feira (22) houve uma reunião entre técnicos do IMA (Instituto do Meio Ambiente) e conselheiros do CEPRAM (Conselho Estadual do Meio Ambiente) para a discussão dos pontos levantados no pedido de diligência apresentado no final de janeiro, sobre a mina de minério de ferro de Caetité, que seria beneficiada pela Ferrovia Norte-Sul.
Como os prazos estão apertados, há uma forte pressão para que as licenças ambientais da mina, do porto e da ferrovia sejam concedidas rapidamente.
Isto tem gerado insatisfação de ambientalistas e de populações locais, que até o momento não tem informação sobre os impactos dos empreendimentos, principalmente se forem analisados aspectos econômicos, ambientais e sociais das cidades baianas.
Neste sábado (27), às 19:00, no Centro de Convenções de Ilhéus, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, realiza audiência pública para discutir a construção da Ferrovia Oeste-Leste e, consequentemente do porto em Ilhéus e da mina de ferro em Caitité.
"Lá atrás, criou-se a Lightpar, para permitir investimentos em redes de fibras óticas. Montou-se a rede, a empresa não deu certo e faliu."
O trecho é de comentário de Luis Nassif em seu blog, no qual ataca a Folha de São Paulo e defende José Dirceu.
Como analista econômico, Nassif deveria saber que a Light Participações ou Lightpar como é mais conhecida, foi o que sobrou nas mãos do governo federal, quando a Light foi reprivatizada em 1996, haja vista, que em 1970 ela havia sido estatizada.
A empresa criada em 1999 foi a Eletronet com 51% da AES e 49% da Lightpar, com o objetivo de operar uma rede de fibras ópticas, integrada as redes de transmissão de energia elétrica, isso demonstra que a empresa nunca foi uma concessionária pública.
Em 2003, a Lightpar comunicou à CVM a aprovação por uma assembléia geral extraordinária da confissão de falência de sua controlada, a Eletronet.
No mesmo comunicado, informa a aprovação de pedido de liminar na Justiça para garantir a continuidade da operação e da deliberação da suspensão dos direitos do acionista AES Bandeirante Empreendimentos sobre a companhia. Leia mais.
Quando governos se metem a patrocinadores de cruzadas morais, o risco de desmoralização é latente.
A administração Luiz Inácio Lula da Silva vem de criar um bafafá com o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), que pretende ditar regras sobre tudo e para todos, transformando os atuais ocupantes do Executivo em juízes da moralidade.
Mas Lula, sempre tão sortudo, desta vez deu azar.
Poucas semanas depois da polêmica aberta com o PNDH, eis que nosso presidente visita Cuba nos dias da morte, por greve de fome, de um assim chamado “preso de consciência” cubano. O termo designa o sujeito que está detido só pelo que pensa — e por tentar colocar em prática suas ideias sem recorrer à violência.
Claro que Lula não vai se meter nos negócios internos da ilha caribenha, afinal o Brasil respeita a soberania das demais nações e não tem a vocação de ditar regras.
A não ser quando interessa.
Como em Honduras, alvo de diretrizes imperiais emanadas do governo brasileiro sobre como, por que, em que ritmo e rumo a que objetivos os hondurenhos devem tocar seu processo político. Talvez estejamos diante de uma releitura do célebre bordão malufista: direitos humanos sim, mas para os humanos direitos. No caso específico, para os humanos esquerdos. Categoria generosa que, em último caso, pode abrigar todos os amigos e companheiros de viagem. (Correio Braziliense)
O governo sofreu uma derrota ontem no plenário da Câmara. Sem conseguir mobilizar seus aliados, o Palácio do Planalto viu a proposta que cria o Fundo Social, a ser composto por dinheiro da exploração do pré-sal, destinar recursos para a recomposição dos vencimentos de aposentados que ganham mais de um salário mínimo. A proposta, apresentada pelo deputado Márcio França (PSB), reserva para os aposentados 5% do dinheiro do fundo que será destinado ao combate à pobreza. A medida foi aprovada por 356 votos a 1.
Esse foi o primeiro grande teste do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança do governo. E ele não conseguiu ser bem-sucedido, mesmo numa sessão que se arrastou desde às 9 da manhã. Ainda não é possível medir qual o valor que representará esse percentual, mas o texto aprovado pela Câmara ontem prevê que os recursos serão administrados pelo Ministério da Previdência para “recompor a diferença entre o que foi recolhido em salários mínimos e o efetivamente pago pela Previdência Social a seus segurados”. (Tiago Pariz) Leia mais no Correio Braziliense.
O Ministério Público Federal abriu inquérito civil público contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para apurar o suposto uso eleitoral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em eventos de inauguração de obras disseminados pelo país. O inquérito visa apurar se houve crime de improbidade administrativa praticada por Lula ao associar Dilma, pré-candidata do PT à Presidência da República, à principal bandeira de investimentos do governo.
A investigação do MPF em Brasília, publicada no Diário da Justiça em 10 de fevereiro, é o desdobramento de um procedimento iniciado no começo do ano passado. A denúncia, elaborada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), argumenta que houve prática de improbidade administrativa por uso de dinheiro público para a promoção pessoal de Dilma, a fim de viabilizar sua candidatura à Presidência. (Tiago Pariz no Correio Braziliense) Leia mais.
Ao contrário do que afirma o governo, o empresário Nelson dos Santos, sócio de 25% da Eletronet, diz ter direito a receber um valor que pode passar de R$ 200 milhões independentemente de a companhia ser ou não incorporada à Telebrás, estatal de telecomunicações que deverá ser reativada com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). A Eletronet é uma empresa em processo de falência que a União planeja recuperar para usar seu principal ativo -uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas- na oferta de internet a 68% dos domicílios até 2014. Como revelou a Folha na terça-feira, o ex-ministro José Dirceu recebeu ao menos R$ 620 mil para dar consultoria a Santos. Dirceu nega que tenha sido sobre banda larga. O governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), disse que, independentemente de a Eletronet ser usada como "espinha dorsal" do PNBL, os únicos beneficiados serão os credores. Nenhum outro grupo empresarial privado ou sócios seriam favorecidos, diz a AGU.
Não é o que acredita Santos
O empresário diz que a autofalência da Eletronet não é culpa dos sócios privados. "O pedido de autofalência foi feito pela Lightpar [que representa o governo na empresa] e não pela AES [sócia majoritária na época]", disse Santos à Folha antes da publicação da reportagem. Procurado ontem, Santos não quis se pronunciar. "A utilização da rede compartilhada entre o governo e as empresas privadas foi o objetivo inicial quando da privatização [da Eletronet] e só foi interrompida devido ao pedido de autofalência pela Lightpar", disse Santos. "A rede, mesmo após a falência, nunca deixou de funcionar, em regime de continuidade de negócios, tendo sido permanente a manutenção da estrutura física." Por isso, ainda segundo ele, quem deveria negociar com os credores são as empresas estatais que inviabilizaram o funcionamento da Eletronet. O governo depositou em caução R$ 270 milhões em garantia pelas fibras. Por isso, a Justiça concedeu a transferência por meio de uma liminar. Em janeiro, os credores entraram com uma petição para cassar a liminar, alegando não terem recebido o pagamento. Sem resolver essa disputa, o governo não poderia lançar o PNBL.
Governa diz que não precisa da Eletronet
Agora, o governo sinaliza que não precisará mais da Eletronet, já que as fibras foram transferidas. Mas, segundo os advogados envolvidos no processo, no estatuto da Eletronet está definido que ela será a única gestora da rede por mais 11 anos. Caso o governo mude de ideia, os sócios privados terão de ser indenizados, incluindo Nelson dos Santos. O empresário, que contratou Dirceu como consultor entre 2007 e 2009, reforça que o governo tem sócios privados e que, mesmo em posse das fibras, não pode tratar a companhia como estatal. "Se o governo queria transformar a Eletronet numa estatal, teria comprado a parte da AES quando ela decidiu sair da sociedade. A aquisição foi feita pelo valor referencial de R$ 1, registrando que essa participação da AES foi oferecida à própria Lightpar," disse. Outro cenário é o de que a controvérsia pela posse das fibras seja resolvida e o governo mantenha a Eletronet como "espinha dorsal" do PNBL. Nesse caso, a Eletronet, saneada, aumentaria sua receita e faria crescer a participação de Santos. Hoje ela não tem valor, mas, diz Santos, pode passar de R$ 200 milhões caso seja reativada com a Telebrás. (Julio Wiziack e Marcio Aith na Folha de S.Paulo)
Apesar do desconforto no governo com a revelação da Folha de que o ex-ministro José Dirceu prestou consultoria a um empresário com interesses na futura Telebrás, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste na versão de que não há com o que se preocupar porque o cliente do ex-ministro não seria beneficiado diretamente pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), previsto para março. O cliente de Dirceu, o empresário Nelson dos Santos, espera ganho (leia nesta pág.). Ele pagou pelo menos R$ 620 mil a Dirceu e pode ser beneficiado com a reativação da Telebrás para implementar o PNBL. Segundo um auxiliar de Lula, o caso não seria um problema do governo, mas do ex-ministro "José Dirceu e de quem o contratou", porque a tentativa de lobby teria sido frustrada. A ação de Dirceu, contudo, admitem os assessores, gerou desconforto por criar notícia negativa numa área de atuação direta da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência.
OAB reforça coro da oposição
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) reforçou o coro da oposição ontem pedindo explicações do governo no caso. Segundo o presidente da OAB, o governo Lula precisa dar explicações sobre a ligação de Dirceu com a reativação da Telebrás. "O governo Lula não pode ficar com essa pecha, essa acusação de tráfico de influência de um seu ex-ministro, e precisa dar uma explicação à sociedade brasileira neste momento", afirmou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, de acordo com nota distribuída pela entidade. "A OAB vê com preocupação as denúncias feitas contra José Dirceu, que está afastado deste governo, mas que tem uma ligação com o mesmo e com o Partido dos Trabalhadores, do qual continua sendo uma grande liderança, como é fato público e notório, inclusive noticiado durante recente encontro nacional do PT", disse Cavalcante. Ele disse que, a princípio, entende que não seria necessária a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), como quer a oposição.
Ciro também critica Dirceu
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também criticou o ex-ministro. "O Zé Dirceu, que é meu amigo, tem que assumir uma posição de mais recato, de mais discrição, da que tem assumido atualmente." O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) fez um pedido para que o Ministério da Fazenda e a CVM (Comissão de Valores Imobiliários) investiguem a valorização das ações da Telebrás, de 35.000% desde dezembro de 2002. A pasta tem 30 dias para dar as informações. Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e José Agripino (RN), líder do DEM, criticaram o envolvimento de Dirceu. Já o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), rebateu que "o governo já prestou todas as informações, não há irregularidade e a prioridade é levar a banda larga para todas as regiões do Brasil". (Folha de S.Paulo)
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), acusou o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) de tentar superfaturar em cerca R$ 400 milhões um projeto de um ramal ferroviário no Estado. Segundo Requião, que fez as declarações anteontem em reunião com seu secretariado transmitida pela TV, a obra sairia por R$ 150 milhões, mas Bernardo disse a ele que o custo seria de R$ 550 milhões. "O que você está me propondo é o seguinte, Paulo Bernardo: eles [ALL, empresa que detém concessões de ramais no Estado] recebem R$ 550 milhões e o governo federal abre mão das prestações. Então, ministro, anote aí: eu não concordo. Se isso for feito, eu denuncio imediatamente", disse Requião, que ontem reiterou as denúncias contra o ministro. A ALL informou que não comentaria as declarações. Bernardo disse que em 2006 conversou com Requião sobre o projeto, mas negou o valor. "Fui ao governador, a pedido do presidente Lula, para tentar chegar a um acordo sobre a construção do ramal por meio de uma parceria público-privada", disse. O ministro afirmou que fez essa reunião porque o governo do Paraná, por meio da estatal Ferroeste, também tinha interesse na construção e uso do ramal, de 110 km, que até hoje não saiu do papel. A denúncia tem ainda como pano de fundo as eleições de outubro. Requião tenta esvaziar a candidatura da mulher de Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT), a vaga no Senado, posto que também almeja. (José Maschio e Dimitri do Valle na Folha de S.Paulo)
Arruda leu inquérito antes de a PF lançar ação contra ele
Na véspera da Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda já conhecia em detalhes 200 páginas do inquérito que a Polícia Federal havia preparado sobre o mensalão do DEM. A Folha apurou que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) liberou a papelada para advogados do então governador do Distrito Federal no dia 26 de novembro. A PF, que havia se programado para efetuar a busca de provas no dia 1º de dezembro, teve de se antecipar. A ordem de agilizar partiu do próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, que estava em El Salvador quando foi surpreendido pela notícia de que os alvos da operação já sabiam da linha de investigação sobre o esquema de propina e compra de apoio político. Não se sabe que prejuízos a liberação pode ter causado à operação. A PF encontrou cópias dos documentos liberados pelo STJ na casa do então chefe de gabinete de Arruda. Eram planilhas de gastos e notas fiscais do suposto caixa dois da campanha eleitoral de 2006. Estavam em um envelope com o timbre do tribunal. (Hudson Corrêa, Lucas Ferraz e Fernanda Odilla na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Os participantes da reunião convocada na tentativa de convencer Ciro Gomes a sair da disputa nacional e concorrer ao governo de SP não viram mudança significativa na atitude do deputado, que, para ganhar tempo, cuidou de emitir sinais em ambas as direções. Novidade, para os presentes, foi a ênfase com que o chefe local do PSB, Márcio França, defendeu a opção Palácio dos Bandeirantes. Na interpretação geral, trata-se de missão que lhe foi confiada pelo presidente do partido, Eduardo Campos. Candidato à reeleição em Pernambuco, onde Lula é o maior dos cabos eleitorais, Campos procura um meio de limpar o terreno sem arranjar (muita) encrenca com Ciro. Abaixo de zero. Ciro lançou sua versão dos "nervos de aço" de José Serra ao dizer ontem aos aliados que precisa de mais tempo: "Vocês vão ter de colocar gelo nas veias". Na lata. Independentemente do cargo a ser disputado, o PSB já encontrou um slogan para a eventual campanha de sua maior estrela: "Ser Ciro é ser sincero". (Folha de S.Paulo)
O principal argumento dos credores no processo de falência da Eletronet é que a empresa, apesar de ter sido criada com 51% de participação da americana AES e 49% da Eletrobrás, é uma empresa pública. O principal argumento para isso é que a AES foi afastada da gestão após deixar de fazer os aportes previstos em contrato e, quando foi declarada a autofalência da companhia, quem estava no seu comando era a Lightpar, empresa da Eletrobrás.
Caso esse argumento vingue, o processo de falência da Eletronet deixará de existir, porque uma estatal não poderia ter feito o pedido de autofalência. Dessa forma, o governo arcaria com as dívidas.
O Nelson dos Santos, que comprou a participação da AES por R$ 1, ficaria com uma empresa saneada, pronta para ser vendida, ou poderia acabar vendendo a sua participação de volta ao governo.
As dívidas da Eletronet estão em cerca de R$ 800 milhões. A Furukawa e a Alcatel Lucent, que forneceram equipamentos e cabos para a operadora, têm cerca de 80% do total. A caução exigida pela Justiça seria usada para cobrir a dívida. (Renato Cruz em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
O governo quer criar três estatais: uma de fertilizantes, uma de telecomunicação e uma de energia. Nenhuma é necessária. Existe um fundo, da época da privatização, de mais de R$ 8 bilhões, para financiar os serviços de comunicação em áreas pouco econômicas. Na energia, o governo controla 70% da geração. O setor de fertilizantes está mais nacional: a Vale acaba de comprar a Bunge.
O presidente Lula disse ao “Estadão”: “Não existe hipótese na minha cabeça de você ter um Estado gerenciador.” A ministra Dilma disse à “Época” que “Nos anos 50, o Estado empresário tinha lá sua função”.
O que será que eles estão fazendo com estas convicções agora que decidiram aumentar a presença do Estado em três frentes ao mesmo tempo? Isso é um divórcio litigioso entre palavras e atos. (O Globo) Leia mais.
Credores alegam que o governo não depositou caução por Eletronet
Os credores da Eletronet contestam a versão da Advocacia Geral da União (AGU), de que o governo já teria feito o pagamento de uma caução, de R$ 270 milhões, estabelecida pela Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo o governo, em dezembro passado, o Tribunal de Justiça do Rio determinou que as estatais podem ter acesso à rede da Eletronet, desde que permitam que a massa falida tenha acesso a parte das fibras ópticas.
O desembargador Sidney Hartung ainda exigiu que fosse depositada uma caução de R$ 270 milhões pelas empresas, caso o Judiciário entenda no futuro que é devida alguma indenização à massa falida. O governo afirma que as empresas depositaram o valor em Certificados Financeiros do Tesouro, que vencem em 2017. (Ronaldo D’Ercole, Gustavo Paul e Henrique Gomes Batista em O Globo) Leia mais.
As quatro empresas do sistema Eletrobrás (Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul) que detêm os 16 mil quilômetros de rede de fibra óptica administradas pela Eletronet esperam terminar até março o imbróglio em torno do uso da rede. O advogado Márcio André Mendes Costa, representante das estatais, pedirá ao Tribunal de Justiça do Rio o fim do “regime de continuidade” da massa falida da empresa, ou seja, a interrupção das atividades.
Para tanto, Mendes Costa terá de vencer os últimos recursos impetrados pela massa falida e pelos credores. Em seguida, será pedida uma perícia para avaliar a indenização dos sócios privados da empresa pelos investimentos feitos na rede. E a Star Overseas, do empresário Nelson dos Santos, que contratou o exministro José Dirceu, poderá ter algum lucro. (Gustavo Paul, Mônica Tavares e Bruno Rosa em O Globo) Leia mais.
A Star Overseas, empresa que contratou o ex-ministro José Dirceu como consultor, esteve bem próxima de transformar o R$ 1 que pagou em 2005 pela participação na Eletronet em alguns milhões de reais. Entre outubro de 2006 e maio de 2007, o governo estava decidido a fazer com que a Eletrobrás comprasse a dívida da Eletronet com seus credores, permitindo assim que ela voltasse a funcionar normalmente.
Dessa forma, a rede de 16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica — que pertence à estatal elétrica mas era gerida pela Eletronet — poderia ser incorporada à estratégia federal de expansão da banda larga no país.
Além de faturar com a volta à ativa, o provável contrato com o governo para expansão dos serviços de telecomunicações resultaria em uma grande valorização das ações da Eletronet e, em consequência, em lucros para Nelson dos Santos, dono da Star Overseas. (Gustavo Paul em O Globo) Leia mais.
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) declarou que será candidato à Presidência da República este ano e “não tem volta” – ou seja, descarta uma candidatura ao governo de São Paulo, como desejam os partidos da base governista.
Ciro disse ainda que pode até abdicar de qualquer outra candidatura se não disputar o Planalto. As revelações foram feitas ao vivo na noite de terça, no programa Tribuna Independente, da Rede Vida de TV, apresentado pelo jornalista Monteiro Neto.
No programa, Ciro voltou a atacar desafetos, como o governador José Serra (SP), provável candidato do PSDB à Presidência, e também o ex-ministro José Dirceu, suspeito de lobby para uma empresa que pode controlar a Telebrás, que será reativada.
– José Dirceu anda exibido demais, fazendo negócios – criticou o deputado.
Sobre a ministra Dilma Rousseff, que será a candidata do PT, Ciro foi mais brando.
Como aliado, deu sinais de que fará uma oposição branca a ela, mas apontou também um ponto fraco: – O que pode pesar contra ela é que ela não tem experiência em campanhas. Eu tenho. Estou há 30 anos nisso. (Jornal do Brasil) Leia mais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai apoiar o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) em sua campanha de reeleição ao Senado. Lula avisou sua decisão ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), antes do Carnaval e complicou ainda mais a montagem do palanque estadual para a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. Cabral já havia concordado em ceder uma das vagas do Senado em sua chapa ao candidato do PT, mas quer lançar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, como candidato do PMDB. No PT, a disputa entre a secretária estadual de Assistência Social, Benedita da Silva, e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, deve repetir a eleição apertada que definiu o novo presidente do diretório fluminense - Luiz Sérgio, apoiado por Benedita.
Lula conseguiu convencer Lindberg a abrir mão de disputar o governo, o que facilita a reeleição de Cabral. Mas o gesto posterior - declarar o apoio a Crivella - complicou novamente o cenário. "O Crivella foi leal comigo, já apanhou muito por minha causa e eu devo muito a ele", disse Lula a Cabral. Também pesou a proximidade de Crivella com o vice-presidente José Alencar, a quem Lula não pretende contrariar. (Paulo de Tarso Lyra no Valor) Leia mais.
PT discute ingresso de Cesar Borges na chapa de Wagner
O PT baiano faz, neste sábado (27), o seu Encontro Regional Metropolitano, em São Francisco do Conde, cidade governada pela ex-carlista e hoje petista Rilza Valentim (foto), com o objetivo de discutir o momento político e a sucessão de 2010.
O tema principal do debate será a adesão do PR ao governo Jaques Wagner em troca da inclusão do senador César Borges, candidato a reeleição, na chapa reeleitoral do governador.
O encontro servirá para medir a temperatura da militância sobre o desejo de Wagner de ingresso de Borges em sua chapa.
A escolha da cidade de São Francisco do Conde tem tudo a ver com a proposta de Wagner, pois quando Rilza, favorita para vencer a eleição municipal de 2008, saiu do PP a petezada não chiou, pelo contrário estendeu tapete vermelho para ela.
Já perdi a conta sobre o período em que escrevo sobre os escândalos da Ebal. Mas não me sai da cabeça a passividade com que determinadas autoridades baianas ignoram o tema. Há um roubo comprovado pela Secretaria Estadual da Fazenda e pela CPI instalada na Assembleia Legislativa, onde o assunto foi destrinchado minuciosamente. Contraditoriamente, porém, os ladrões, a maioria identificada por ambas as instituições, estão soltos.
Não duvido (não estou afirmando) que parcelas dos irresponsáveis pela quebradeira da empresa esteja hoje prestando consultoria ao atual governo. Nesse espaço, durante semanas, declinei as principais ações contra a estatal.
Denunciei o esquema venal contra a Cesta do Povo. Fui mais longe: deixei claro que toda a sujeira era feita às claras. Nada era empurrado para debaixo do tapete. Havia uma espécie de acordo tácito onde a malandragem, a descaração e a sem-vergonhice eram compartilhadas pela alta cúpula da Ebal, com o compromisso implícito de um não entregar o outro. Leia mais.
O PT baiano vive tremores políticos com a provável adesão de ex-afilhados de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), o inimigo histórico dos petistas no Estado, à chapa eleitoral do governador Jaques Wagner, candidato à reeleição. Wagner defende a aliança com os ex-governadores carlistas Otto Alencar (PP) e César Borges (PR), o que tiraria uma vaga do PT no Senado para acomodar a revoada dos ex-adversários. Um dos principais nomes lembrados pela esquerda baiana e por petistas, para concorrer ao Senado, é o do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Defesa do governo Lula, Waldir Pires (PT).
Até o momento, porém, fortaleceu-se a tese pragmática, propugnada por Jaques Wagner: o acordo com o PP e o PR, refúgios de ex-carlistas, garantiria a governabilidade. Os militantes do PT estrilam e questionam a mistura.Apesar das pressões para que se declare candidato, Waldir Pires tem preservado a discrição e a fidelidade às orientações do partido. Pela primeira vez, em entrevista a Terra Magazine, ele analisa a possibilidade de o PT perder uma vaga no Senado para “forças conservadoras”. (Claudio Leal na Terra Magazine) Leia mais na Tribuna da Bahia.
Ao lançar mão do senador pernambucano Marco Maciel para novo coordenador regional do DEM, no Distrito Federal, os democratas trabalham para colocar o diretório do partido acima de qualquer suspeita. E, ao aceitar a tarefa, Maciel demonstra uma mudança de comportamento, num momento em que procura garantir seu retorno ao Senado, nas eleições de outubro. Maciel, todos conhecem, é um político disciplinadamente partidário - faz tudo pelo seu partido -, mas o que ele gosta mesmo é de trabalhar nos bastidores. Dificilmente, entra em questões polêmicas. E essa nova tarefa pode ter bons dividendos, mas pode também se transformar num abacaxi maior do que já está. O DEM do DF é uma batata quente. Mas, como o próprio Maciel costuma dizer, não vamos colocar o depois na frente do antes. O diretório do DEM do DF caiu nas mãos de Maciel porque a executiva regional optou pela autodissolução, para evitar uma intervenção da executiva nacional - mais um capítulo do tenebroso mensalão comandado pelo governador José Roberto Arruda, que já não mais pertence à legenda, mas que continua preso por falcatruas e falcatruas. Um horror. E é nesse terreno que Maciel vai coordenar a reestruturação do partido no DF, ficando mantida resolução anterior da legenda de que todos os filiados ao DEM que participam do governo do DF saiam do partido ou do cargo que ocupam no governo. Ou seja: o DEM quer apagar este capítulo de sua história (como se isso fosse possível num ano eleitoral) e vai tentar tudo para evitar que qualquer pessoa se lembre um dia que José Roberto Arruda foi uma das estrelas mais fulgurantes do partido e dono dos maiores espaços nos programas partidários. Para não fugir ao seu estilo, Maciel fala com comedimento: 'Estamos num processo de reorganização. É uma tarefa que exige tempo". Na verdade, o senador vai reestruturar o partido visando as eleições de outubro, e o que vai determinar o ritmo do trabalho é o calendário eleitoral. E, como o prazo das convenções partidárias é final de junho, até lá Maciel deve ter concluído sua tarefa. Isso, depois de ouvir todas as correntes do partido no DF em busca de um consenso. E, no papel de exorcista do DEM do DF, Maciel volta às origens. Foi o senador quem criou a primeira sede do PFL (hoje DEM) no Distrito Federal, logo após a criação do Partido da Frente Liberal, fundado em 1985 como uma dissidência do PDS. Maciel foi o primeiro presidente nacional da legenda. (Diário de Pernambuco)
No palácio do Planalto e no PT ele é conhecido como "Chico Singer". Chico Campos foi o ideólogo do "getulismo" no golpe do Estado Novo de 1937. O ex-porta-voz de Lula na Presidência da República, André Singer, com seus inconfundíveis e germânicos olhos verdes, meteu-se a ser o grande teórico do "lulismo", o cordão dos puxa-sacos políticos de Lula.
O rapaz é audacioso como seu velho mestre, o fascista da Constituição de 37. Em longa entrevista à revista "Época", ele sonha: - "O Lulismo pode durar 30 anos, como uma força política hegemônica por décadas".
O nome disso é fascismo. Ele defende freneticamente o Lulismo, como um novo Mussolinismo, Peronismo, Somosismo, Getulismo, Fujimorismo, Chavismo, qualquer ismo.
A queda-de-braço entre as principais lideranças do PT em Pernambuco promete se prolongar até o mês de abril, momento em que a legenda deverá definir, através de prévias, qual será o seu representante na chapa majoritária governista. A análise é do deputado federal Pedro Eugênio, que, em entrevista à Rádio Folha FM 96.7, afirmou que o candidato ao Senado do partido “não será resolvido no tapa, mas sim no voto”. “É assim que é a democracia”, reforçou, destacando que esta decisão será tomada pela PT estadual e não pela direção nacional. “Vai ter conversa com o PT nacional, vai se ouvir. O processo de decisão irá seguir esse rito, mas a definição será no Estado, com a participação do militante”, assegurou.
A declaração de Pedro Eugênio soou como uma resposta às recentes declarações do ex-prefeito João Paulo (PT), postulante à vaga para a disputa ao Senado, e do presidente presidente eleito do PT recifense, Oscar Barreto, que defendem a participação da direção nacional da sigla na decisão de quem será o petista na chapa majoritária. “Não haverá intervenção nacional. Ela só ocorre se o partido, no estado, fechar uma aliança diferente do plano nacional. O que não é o caso”, explicou Eugênio. (Gilberto Prazeres na Folha de Pernambuco) Leia mais.
Após “meditação”, João Paulo decide procurar Humberto
Depois de uma sessão de meditação, na manhã de ontem, o ex-prefeito João Paulo resolveu procurar o secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, no intuito de manter um clima “mais afável” dentro do PT estadual. Pelo menos foi dessa maneira que João Paulo relatou sua decisão de marcar conversas com líderes adversários do partido, iniciativa anunciada inclusive no Twitter. Os dois grupos petistas estão em “pé de guerra” na discussão pela vaga na chapa de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB).
A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) apresentou um candidato próprio ao Senado – ou Humberto ou o deputado federal Maurício Rands –, mas o ex-prefeito também se coloca na disputa, respaldado pelo Campo de Esquerda Unificado (CEU). Tanto a CNB quanto o CEU parecem irredutíveis na decisão de lançar candidatura própria.
João Paulo conta que refletiu muito sobre o atual momento até decidir telefonar para Humberto. “Achei que seria a hora de ter uma conversa, para abrir o diálogo. Até porque eles alegam que eu não estava conversando”. O ex-prefeito tomou a iniciativa ainda em São Paulo, onde dias antes se reuniu com o ex-ministro José Dirceu e com a ex-prefeita Marta Suplicy. Hoje, ele chega no Recife e deverá ser recepcionado com festa pelo CEU, no Aeroporto Internacional dos Guararapes. (Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Ciro reafirma que é candidato a presidente da República e não ao governo de São Paulo
Em e-mail enviado, agora a pouco, ao Jornal da CBN, a assessoria do pré-candidato do PSB a presidência da República Ciro Gomes desmente todo o noticiário sobre a possibilidade de disputar o governo de São Paulo, como quer o presidente Lula, ao invés da disputa presidencial.
Na nota, Ciro reafirma que é candidato a presidência da República e ponto final.
O resto são ilações, fruto do seu encontro com representates de nove partidos na manhã de quarta-feira (24), quando Ciro reafirmou seu ponto de vista.
Militante comunista na juventude, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, realizou ontem, em Havana, o sonho de 10 entre 10 admiradores do regime cubano: tirou uma foto ao lado de Fidel Castro. E o presidente Lula, chefe de Franklin, brincou de fotógrafo na hora de registrar a imagem.
Na foto captada pelo fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert, Franklin e Lula aparecem no mesmo quadro. O ministro abraçou Fidel e tirou fotos com o irmão e sucessor do líder cubano, o presidente Raúl Castro.
Esta deve ser a última viagem de Lula a Cuba antes de deixar a Presidência. (Zero Hora)
Lula conversa com irmãos Castro a beira da piscina da casa de Fidel
O momento da viagem não poderia ter sido pior para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A morte na prisão do dissidente Orlando Zapata, terça-feira, após uma greve de fome de 85 dias, ofuscou ontem a visita de Lula a Cuba – e constrangeu o líder brasileiro, ao obrigá-lo a ouvir muitas perguntas sobre o incidente e a situação dos direitos humanos na ilha comunista.
Dissidentes cubanos homenagearam Zapata em Havana
Um operário de 42 anos, Zapata era considerado um “prisioneiro de consciência” pela entidade de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e deu início à greve de fome em dezembro, para protestar contra as condições do sistema carcerário cubano. Ele foi condenado a três anos de prisão em 2003, em um processo paralelo ao que levou outros 75 dissidentes (53 dos quais ainda estão detidos em Cuba) a receber penas de até 28 anos. Mas, depois, sua sentença foi ampliada para 25 anos e seis meses de reclusão. (Zero Hora) Leia mais.
Na última segunda-feira, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), deu um telefonema à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Avisou que estava a caminho de São Paulo para uma conversa com o governador José Serra, do PSDB, apontado hoje como o nome tucano para concorrer à Presidência da República. Alves comunicou à ministra que seria apenas uma conversa de velhos amigos, pedida pelo governador paulista e que Alves não tinha como recusar. Coincidência ou não, ontem, os peemedebistas se apressaram em dizer que a situação em muitos estados estava praticamente resolvida.
Na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o comando partidário tratou a candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao governo de Minas Gerais como favas contadas. O deputado Virgílio Guimarães foi até citado como vice na chapa de Costa. Uma das vagas para o Senado estaria mais para o ministro Patrus Ananias, uma vez que o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel seria o coordenador político natural da campanha. (Denise Rothenburg no Estado de Minas) Leia mais.
Democratas e progressistas mineiros acertaram ontem uma trégua em torno da disputa de foice no escuro travada pela indicação de vice na chapa de Antonio Augusto Anastasia (PSDB) ao governo do estado. A solução para o conflito, que ameaça a unidade da base de sustentação de Aécio Neves (PSDB) no estado, foi óbvia e já era esperada. As duas legendas resolveram delegar ao governador a composição da chapa majoritária.
O acordo foi selado pelo presidente da Assembleia Legislativa e presidente estadual do PP de Minas, Alberto Pinto Coelho, e o presidente do DEM, deputado federal Carlos Melles. Após um almoço em que não faltou troca de cumprimentos, ambos firmaram juras de uma campanha “leal” pela indicação do vice na chapa. (Bertha Maakaroun no Estado de Minas) Leia mais.
Os deputados federais mineiros Humberto Souto (PPS) e Júlio Delgado (PSB) lançavam as apostas no cafezinho da Câmara dos Deputados. “Serra não vai ser candidato e Aécio vai assumir. Ciro Gomes apoia e ainda vai ser o vice”, anunciou Humberto Souto. Júlio Delgado retrucou: “Mesmo com Aécio, o PSB nunca seria vice do PSDB”. Ciro passava no momento. Chamado para a roda, confirmou: “A chance de o PSB ser vice do PSDB é zero. E minha disposição para ser candidato ao governo de São Paulo é nenhuma”.
Ciro Gomes disse ainda ao colega socialista de Minas Gerais Júlio Delgado que acredita que Aécio Neves vá ser o candidato tucano à Presidência da República. “Nessa hipótese, vou ser dissidência no PSB”, afirmou Júlio Delgado. “Felizmente no PSB não tem nenhum Roberto Freire”, acrescentou o novo socialista, que como Ciro Gomes deixou o PPS depois que a legenda caminhou para a oposição ao governo Lula. (Estado de Minas)
Dezenas de opositores que tentavam ir ao velório do dissidente Orlando Zapata Tamayo, morto após quase três meses de greve de fome, foram detidos ontem ou mantidos em prisão domiciliar pelo governo cubano. O presidente Raúl Castro lamentou a morte do preso político, disse que ele foi tratado "nos melhores hospitais" e culpou os EUA, assegurando que não há tortura em Cuba. Os EUA, a União Europeia e entidades como a Anistia Internacional protestaram contra a situação que levou à morte de Zapata, e pediram a libertação dos presos políticos. Já o presidente Lula; que visita o país e foi alvo de críticas de dissidentes, lamentou a morte, mas condenou o recurso da greve de fome. Ele negou que tenha recebido carta de opositores. Os demais líderes latino-americanos optaram pelo silêncio absoluto.
Cuba reprime protesto da oposição na visita de Lula
A morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, 42, que estava em greve de fome havia 85 dias, fez sombra ao clima festivo da última visita oficial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a Cuba. O brasileiro esteve na região do porto que terá obra financiada pelo BNDES. Segundo grupos de direitos humanos, mais de 30 oposicionistas foram presos ou mantidos em suas casas por agentes de segurança. Essa medida foi apontada como tentativa do governo cubano de impedir que o funeral de Zapata se tornasse um acontecimento político. O presidente de Cuba, Raúl Castro, culpou a política de "confrontação" com os EUA pela morte do dissidente. Porta-voz do Departamento de Estado americano disse que Zapata estava sob custódia do governo cubano e defendeu a libertação de outros presos políticos. Lula lamentou a morte de Zapata, mas criticou dissidentes e negou ter recebido carta de prisioneiros cubanos. Já o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro.
BC tira R$ 70 bi do mercado e reduz oferta de crédito
O Banco Central reverteu praticamente toda a flexibilização do recolhimento de depósitos compulsórios promovida no auge da crise global. Na prática, as medidas anunciadas vão significar o enxugamento de R$ 70 bilhões do sistema financeiro, o que pode ajudar a conter a inflação. Durante a crise, haviam sido liberados quase R$ 100 bilhões. Segundo analistas, isso reduzirá a disponibilidade de dinheiro para crédito, o que pode resultar em um aumento das taxas de juros cobradas do consumidor. De acordo com o presidente do BC, Henrique Meirelles, a mudança se insere na estratégia brasileira de saída das medidas adotadas durante a crise. Ele afirmou que considera o sistema financeiro “substancialmente" líquido.
Refino de coca cresce no país
Relatório mundial da ONU sobre entorpecentes situou o Brasil na vanguarda da produção, tráfico e consumo de cocaína. Segundo o alerta, o aumento de 15% nas apreensões em um ano, superando o México, reflete tanto a ampliação da capacidade de refino quanto da demanda. O Brasil é hoje o terceiro consumidor mundial da droga, além de ser a principal rota de tráfico internacional no Cone Sul, impulsionado pelo envolvimento dos cartéis mexicanos.
Wilson veta contratos suspeitos
Governador interino suspende o pagamento às empresas citadas no inquérito da Operação Caixa de Pandora. Medida será mantida até o Tribunal de Contas do DF concluir a auditoria nos acordos firmados com as prestadoras de serviço. A investigação compreende 68 processos e está em fase final. No primeiro dia como chefe do Executivo, Wilson Lima reuniu-se com secretários no anexo do Buriti e recebeu de entidades civis manifestações de apoio contra a intervenção federal.
Avanço mais moderado do PIB reduz risco de inflação
A economia brasileira encerrou 2009 com um forte crescimento. As previsões apontam para uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) próxima a 2,5% em relação ao terceiro trimestre na comparação com ajuste sazonal. Como esse crescimento foi liderado pelo investimento (alta superior a 7% na mesma comparação) e vários indicadores tiveram seu auge nos meses de outubro e novembro, analistas consideram que o risco de uma recuperação explosiva e não sustentada da economia saiu do cenário na virada de 2009 para 2010. O país ainda cresce, mas o ritmo é menos acentuado que aquele registrado entre setembro e novembro. Em outubro e setembro, a produção industrial acumulou alta de 4,5% sobre agosto para devolver, no bimestre seguinte, 1,2% desse crescimento. No varejo, o expressivo aumento de 2,1% registrado nas vendas de outubro e novembro sobre setembro acendeu a preocupação de um consumo em rota desenfreada e inflacionária. A queda no comércio em dezembro confirmou que o consumidor antecipou compras para aproveitar reduções fiscais que começaram a ser desmontadas no início do quarto trimestre.
É muito calor!
Cenas como as de ontem, com gente esbaforida no Centro do Recife, se repetem, nestes dias de sufoco, com raios ultravioleta atingindo nível extremo de incidência. Para piorar, a sensação térmica variou até 6ºC acima da temperatura real.
Fim da linha para serial killer?
A caçada ao serial killer que aterrorizou a Grande BH pode ter chegado ao fim. Está preso em Belo Horizonte um suspeito de ser o maníaco que matou e estuprou ao menos três mulheres no Bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2009. O homem teria sido localizado por volta das 12h desta quarta-feira, na casa dele, no Bairro Lindéia, na divisa da capital com Contagem. Ela estava com três telefones celulares que seriam das vítimas. De cabelos compridos, o rapaz teria 25 anos. Ele foi levado para o Departamento de Investigação (D.I) no bairro Lagoinha, na capital, onde prestou depoimento junto à cúpula da Polícia Civil.