PSDB admite que demora de definição de candidato da oposição ajudou Dilma
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), admitiu nesta segunda-feira que a demora do partido em definir o seu pré-candidato para a Presidência da República ajudou no crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial.
Guerra disse que, além da demora na definição do candidato, as chuvas que atingiram São Paulo nos últimos dias prejudicaram a imagem do governador do Estado, José Serra (PSDB), que deve formalizar seu nome na disputa até o início de abril.
"Em São Paulo enfrentamos dificuldades, imprevistos, como as chuvas. Por outro lado, fica claro que existe uma campanha em andamento [do PT] e não existe um candidato lançado do nosso lado. Nem campanha, nem aparição nacional", disse Guerra à Folha Online. (Gabriela Guerreiro no Folha Online)
Líder do governo atribui queda de Serra nas pesquisas a FHC
O líder do governo na Câmara, deputado Candido Vacarezza (PT-SP), disse nesta segunda-feira que a queda do governador José Serra (PSDB-SP) nas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial é consequência de ter sua imagem atrelada à do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Como o PT tem a disposição de polarizar as eleições com o PSDB, comparando o governo Lula com o de FHC, Vacarezza disse que Serra terá dificuldades para fazer o seu nome crescer nas pesquisas.
"A rejeição ao Serra cresce porque, mesmo que ele faça um salamaleque para dizer que não é antiLula, a oposição não o permite fazer esse tipo de movimento porque são muito duros com o governo. A oposição não deixa o Serra se movimentar", disse. (Gabriela Guerreiro no Folha Online)
Está acontecendo agora o 4º Painel do Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium.
16h - 4º Painel - Liberdade de Expressão e Estado Democrático de Direito Exposições: Marcelo Madureira, Reinaldo Azevedo, Roberto Romano Mediador: William Waack
Negociações de aliança em MG "vão muito bem", afirma Costa
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse nesta segunda-feira, 1º, que está mais tranquilo em relação às negociações com o PT para o lançamento de uma candidatura da base governista ao governo de Minas Gerais. "Já estou dormindo mais tranquilo. As negociações vão muito bem." Costa tem disputado com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a indicação da aliança PT-PMDB para concorrer ao Palácio da Liberdade.
O ministro das Comunicações tem liderado as pesquisas de intenção de voto no Estado e disse na semana passada que seria inviável um palanque duplo da base governista em Minas. Costa evitou comentar a denúncia da revista IstoÉ que envolve Pimentel no caso do "mensalão" do PT. O ministro disse que não conhece os termos da denúncia. "É prematuro fazer qualquer prejulgamento desses processos que estão tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF)." (Ana Conceição na Agência Estado) Leia mais.
A Petrobras inicia hoje as obras de duplicação da usina de biodiesel de Candeias, na Bahia. A capacidade de produção será ampliada de 108,6 milhões de litros por ano para 217,2 milhões de litros por ano, com investimentos de R$ 66 milhões. O início das obras será marcado por uma cerimônia nesta segunda-feira com a presença do governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto. A conclusão das obras está prevista para o quarto trimestre deste ano.
A usina de Candeias, inaugurada em julho de 2008 com capacidade de produzir 57 milhões de litros por ano, foi ampliada em 90% em novembro de 2009, passando para os atuais 108,6 milhões de litros por ano. Durante a fase de elaboração do plano de negócios 2009-2013, a Petrobras Biocombustível analisou a oportunidade de uma nova ampliação da capacidade de produção da usina em função da sua privilegiada posição logística, o que facilita o recebimento de insumos e a distribuição do produto para os grandes mercados. (Agência Estado) Leia mais.
"Brasília não tem tradição de ter um bom nível político", diz Hage
As investigações das irregularidades em contratos firmados pelo Governo do Distrito Federal que culminaram com a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, tiveram contribuição da Controladoria Geral da União (CGU).
No ano passado, o órgão detectou "problemas nas obras de três rodovias e no Metrô da capital federal", em auditoria feita por sorteio, segundo comentou hoje (1º) o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. Ele acrescentou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu recentemente que o órgão amplie a fiscalização em todas as áreas do GDF, que têm contratos em vigor.
"Brasília não tem tradição de ter um bom nível político. Ainda se adotam na periferia do DF práticas comuns aos grotões do país, daí a necessidade de fiscalização sistemática". (Lourenço Canuto na Agência Brasil ) Leia mais.
O assunto que deve dominar a cena política da semana é a pesquisa Datafolha realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, que ouviu 2.623 pessoas de 16 anos ou mais com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e que revela que Dilma Rousseff (PT) encosta no líder José Serra (PSDB).
A pesquisa Datafolha anterior foi feita em meados de dezembro.
Nela, Serra tinha 37% e caiu agora para 32%. Dilma tinha 23% subiu para 28%. A variação de ambos foi de 5 pontos percentuais para mais e para menos.
Ciro Gomes (PSB) tinha 13% recuou para 12%. Marina Silva (PV) manteve agora os 8% que possuía em dezembro. Os votos brancos, nulos e os indecisos nas duas pesquisas têm a mesma pontuação: 19%.
Está claro, os cinco pontos percentuais que Dilma ganhou, ela tirou de Serra.
Por isso, vale uma análise do que aconteceu neste período de 70 dias entre as duas pesquisas que proporcionou o crescimento de Dilma e o recuo de Serra.
Nesse período, Dilma viajou em céu de brigadeiro, enquanto Serra enfrentou nuvens pesadas.
Não é necessário detalhar as enchentes enfrentadas por Serra em São Paulo e os escândalos envolvendo o principal aliado, o DEM, os caros leitores sabem delas.
Ao contrário, Dilma não enfrentou nenhum percalço, foi festejada diariamente em suas andanças com Lula, que culminaram com a festa de lançamento de sua candidatura nos dias 20 e 21 de fevereiro.
Vale lembrar, que a pesquisa Datafolha foi a campo em pontos de fluxo nos dias 24 e 25, ou seja, 48 horas depois da festança petista.
Esse é um dado fundamental, que trouxe vantagens a Dilma, assim como as andanças com Lula.
Vejam que quando o Datafolha faz a pergunta espontânea, aquela em que não são mostrados nomes, se tem uma revelação sobre o momento da eleição de 2010.
Em agosto, Lula foi citado espontaneamente por 27% dos eleitores, enquanto Dilma na pergunta estimulada, aquela em que é mostrado um disco com os nomes dos candidatos, teve 16% dos votos.
Em dezembro, Lula foi citado por 20% dos eleitores, enquanto Dilma subiu para 23%.
Em fevereiro, Lula é citado por 10%, enquanto Dilma na estimulada subiu para 28%.
Lula, de agosto de 2009 para fevereiro de 2010, perdeu 17 pontos percentuais, mas Dilma cresceu na estimulada apenas 12 pontos percentuais.
Isso nos induz a procurar para onde foram cinco pontos percentuais de Lula.
Eles foram para os indecisos que eram 47% em dezembro e agora são 58%.
Isso mostra que eleitores de Lula estão migrando para Dilma, mas que existe também uma parcela significativa que está ficando indecisa.
Isso demonstra que à altura, como dizem os portugueses, é preciso se ler com muita frieza as pesquisas.
Há uns meses encontrei um amigo, político de alguns mandatos como deputado federal por Mato Grosso. Conversa vai, conversa vem, dizendo-se eleitor de Serra, tirou do bolso uma carteira com o número de Serra que ainda guarda desde a campanha de 2002, tinha convicto que Serra desistiria da sua candidatura à presidência. Achei aquela idéia tão absurda que aceitei uma aposta: caso fosse Aécio o candidato, eu lhe daria uma garrafa de vinho, do contrário, ele teria que me dar.
Passou-se um tempo e veio a declaração de Aécio desistindo da candidatura. Liguei ao amigo e cobrei a dívida.
Mas nas últimas semanas alguns sinais me deixaram em dúvida se venci mesmo a aposta. Começo a pensar que ou Serra não está nem aí para a paçoca, ou o autofagismo do PSDB chegou ao topo.
Uma fonte muito próxima a Aécio me disse que Serra está oferecendo mundos e fundos para que ele aceite ser seu vice. Entra no bolo o Banco Central, dois ou três ministérios de relevância e o compromisso de não tentar a reeleição. Leia mais.
Fundação lança livro sobre política externa brasileira
A Fundação Liberdade e Cidadania, do Partido Democratas, lança nesta segunda-feira (01), às 10h30, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAD) , em São Paulo, o livro "A política Externa do Brasil - Presente e Futuro". O evento será prestigiado pelo prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, e outras lideranças políticas nacionais.
O presidente da Fundação, deputado José Carlos Aleluia, confirmou a presença dos embaixadores Rubens Ricúpero, Luiz Felipe Lampreia, Sebastião do Rego Barros, Marcos Azambuja, Sérgio Amaral, Roberto Abdnur e Antonio Carlos Pereira, autores do livro.
Segundo Aleluia, o livro será enviado a universidades, colégios de ensino médio, bibliotecas e institutos de estudos políticos. Para receber, as instuições devem fazer a solicitação através do e-mail flc@flc.org.br ou imprensa@josecarlosaleluia.com.br .
- O livro é o resultado de seminário realizado em São Paulo, em 2009, com a participação desses diplomatas. Estudiosos políticos, educadores, e, sobretudo, estudantes encontrarão na obra ensinamento e experiências de profissionais do mais alto nível da diplomacia brasileira, que muito os ajudarão a entender e comprender melhor como funciona a política de relações exteriores do país, disse Aleluia.
Sábado ensolarado na Região Metropolitana de Salvador. Calor de 40 graus, um convite para a praia.
Foi o que fiz sem pestanejar quando o Bóia me ligou.
Arriamos o corpo na varanda do Boteco do Caranguejo com vista privilegiada para a foz do Rio Joanes.
A caipirosca de cupuaçu estava saborosa.
Papo vai papo vem, enveredamos pelas últimas peripécias de Lula em mais um périplo pelo Caribe.
A passagem de Lula por Cuba não poderia ter sido mais desastrosa.
Caiu justo no dia em que um dissidente do regime cubano faleceu ao completar 82 dias em greve de fome.
Mas, isso está em todos os jornais, não era o caso para o papo.
Nosso interesse era pela presença dos mesmos empreiteiros de sempre com as arcas fornidas pelo BNDES na comitiva de Lula.
A desculpa é a de sempre.
O governo precisa inserir nossas empresas de engenharia no mundo.
Concordo com a tese, só não concordo que para que isso seja feio, usem o meu, o seu, o nosso dinheiro, como diz Ancelmo Góis.
Desde 2003, Lula não tem feito outra coisa a não ser intermediar com os governos de outros países obras e mais obras para as grandes empreiteiras brasileiras.
O mais estranho nisso tudo, é que essa presença constante nas comitivas presidenciais mundo a fora não desperte a curiosidade dos repórteres que cobrem as ditas viagens de Lula.
Aqui e acolá uma pequena linha sobre o assunto. Nada, além disso.
Nessa altura do papo, já havia se incorporado a ele o Bussunda, não o falecido, mas o sósia baiano.
Com muita perspicácia, o dito Bussunda disse que não via nada demais, afinal o Lula precisava cuidar do futuro, pois a partir de 31 de dezembro ele se tornará em ser comum.
Portanto, para Bussunda, a presença dos empreiteiros é a garantia do futuro de Lula, assim como foi à garantia dos antecessores.
O único problema para Bussunda é que a boa vontade de Lula não gera empregos no país, mas no exterior.
Ao fim do papo chegamos à conclusão que as viagens de Lula em quase oito anos devem ter gerado milhões de empregos pelo mundo.
O PT fez uma festa nos bastidores por conta da pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana que mostra o indiscutível crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de 23% para 28%, enquanto José Serra (PSDB) caiu de 37% para 32% no cenário em que Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) estão no páreo. Um grupo de tucanos partiu para o desespero, achando que, ou põe seu bloco na rua agora, ou adeus. A história mostra que os dois estão errados.
Primeiro, vale a pena relembrar o que nos diz a última eleição em que um presidente da República não era candidato. Como Lula também não é. Em fevereiro de 2002, quando Fernando Henrique se despediu da Presidência, as diferenças entre o resultado e a largada foram grandes.
Em fevereiro daquele ano, a onda era da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, então do PFL. Ela apareceu com 23% na pesquisa Datafolha, pouco atrás de Lula, que liderava com 26%. José Serra, então ministro da Saúde, surgia em quarto, com 10%, atrás de Anthony Garotinho (13%). Ciro Gomes somava 8% da preferência do eleitorado. (Correio Braziliense) Leia mais.
Mais do que o crescimento de Dilma Rousseff, o resultado da pesquisa Datafolha mostrou, na avaliação de petistas, que está errado o discurso de Ciro Gomes (PSB) de que é preciso ter dois nomes para enfrentar o tucano José Serra na disputa pela sucessão presidencial. O resultado, na leitura de lideranças do partido, indica que Dilma se consolidou como a candidata do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), já fala em vitória no primeiro turno. "Quando vinculamos a Dilma ao Lula e ao PT ela cresce muito. Temos pesquisas que mostram a possibilidade de avançarmos a ponto de não precisar de segundo turno", disse. Reservadamente, os petistas avaliam que os números darão mais argumentos para os socialistas contrários à postulação de Ciro se posicionarem dessa forma dentro do partido. E também para o presidente Lula, que deseja uma única candidatura no seu campo de apoio e pretende convencer Ciro a disputar o governo de São Paulo e não o Planalto. "Antes mesmo da pesquisa, nós já queríamos que ele [Ciro] se somasse a nós. Vamos ter no país uma disputa de dois projetos: o da Dilma e o do PSDB", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP). Assinante da Folha de S.Paulo ou do UOL leia mais.
Tasso surge como plano B tucano para vice de Serra
A redução da vantagem de 14 para 4 pontos sobre a ministra Dilma Rousseff (PT), registrada pelo último Datafolha, reforça a pressão do PSDB sobre o governador José Serra para que manifeste o quanto antes sua candidatura à Presidência. Os números amplificam o assédio ao governador de Minas, Aécio Neves, para que aceite ocupar a vice de Serra, mas estimulam um plano B saído do Nordeste -o senador Tasso Jereissati (CE)- para a chapa. Para os tucanos, Tasso é alternativa adequada a Aécio. Vendo em Serra sua única chance de vitória, o comando do PSDB espera que o governador avise logo que é candidato. No sábado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a escolha de Tasso atrairia votos no Nordeste -onde Dilma, que tinha 3 pontos de vantagem em dezembro, agora tem 14- e neutralizaria os ataques de Ciro Gomes. Em 2002, Tasso abriu uma ferida no PSDB ao apoiar Ciro Gomes (então no PPS) em vez de Serra para presidente. Na época, justificou que sua prioridade era o Ceará, onde PPS e PSDB se aliaram para eleger Lucio Alcântara ao governo. (Catia Seabra na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Apontados como prioridade da campanha à Presidência de Dilma Rousseff, os jovens eleitores (16 a 24 anos) são uma das faixas etárias em que a petista registrou maior crescimento no novo Datafolha: subiu sete pontos percentuais em relação a dezembro, índice também atingido entre quem tem mais de 60 anos. Nas demais faixas, ela conseguiu melhorar seu desempenho em três ou quatro pontos. Os números mostram, entretanto, que Dilma ainda tem dificuldade com o eleitorado feminino: apesar de ter subido quatro pontos na resposta estimulada (na qual o pesquisador apresenta lista de candidatos), ela segue estagnada na sondagem espontânea (com 6%). RG. Ainda na análise por idade, José Serra teve sua maior queda na fatia entre 45 e 59 anos. Perdeu nove pontos em relação à pesquisa de dezembro. Esse é o único recorte em que o tucano é superado por Dilma: 29% contra 26%. (Folha de S.Paulo)
O bibliófilo e empresário José Mindlin, de 95 anos, morreu na manhã de ontem, em São Paulo, vítima de falência múltipla dos órgãos, ocorrida após complicações cardíacas e pulmonares. Ele estava internado havia um mês para tratar uma pneumonia.
Responsável por organizar a maior e mais relevante biblioteca privada do País, doada em 2006 à Universidade de São Paulo (USP), o também fundador da Metal Leve e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) recebeu homenagens durante a tarde no velório realizado no Hospital Albert Einstein, na zona sul da capital paulista.
Durante a cerimônia, em que compareceram dezenas de pessoas, a contribuição à USP e outras importantes atuações, como decisões tomadas durante a ditadura, foram lembradas por amigos do mundo político. A família preferiu uma cerimônia reservada a parentes e amigos e não quis dar declarações durante a homenagem. (Fabiene Leite em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
A possibilidade de ressuscitar uma estatal para operar os serviços de banda larga e a comparação que o governo vem fazendo do projeto com o programa Luz Para Todos, de universalização da energia elétrica, têm provocado críticas de empresas de telefonia, de especialistas do setor e de parlamentares da oposição. Os críticos entendem que, para expandir os serviços de internet rápida no Brasil, não é preciso a volta do Estado.
O Luz Para Todos, segundo eles, desmente os argumentos do governo e mostra que é possível trabalhar em parceria com a iniciativa privada, como foi feito no setor elétrico, no qual seja usado o dinheiro de fundos setoriais de telecomunicações.
Os cenários técnicos, que serão apresentados ao presidente Lula, preveem investimentos de até R$ 14 bilhões, nos próximos quatro anos, para criar a estatal da banda larga, a partir da revitalização da Telebrás. A fonte dos recursos ainda não foi detalhada, mas os estudos apontam para financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ainda que o governo disponha dos fundos setoriais retidos no Tesouro Nacional. (Gerusa Marques em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Remunerações que chegam a R$52 mil e descumprimento da lei que obriga que metade dos cargos de confiança seja ocupado por servidores concursados foram descobertos depois que o o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) foi obrigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a divulgar sua folha de pagamento.
Diretores, chefes, supervisores e assessores que exercem cargos de confiança no TJ-BA recebem irregularmente o benefício conhecido como "adicional de função". A resolução 88 do CNJ indica que pelo menos 50% dos cargos de confiança sejam ocupados por servidores da casa. Mas, dos 617 postos de confiança, apenas 129 são ocupados por servidores efetivos (20,9%). Outros 488 (79,9%) são ocupados por profissionais sem vínculo efetivo com o TJ-BA. O "adicional de função" é um benefício concedido "sem critério objetivo", de acordo com ofício enviado da Secretaria de Controle Interno do CNJ ao TJ-BA em 9 de fevereiro. (Valmar Hupsel e Vítor Rocha em O Globo) Leia mais.
O crescimento da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, na última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial fez a oposição entrar em estado de alerta. Isso porque a redução da vantagem do governador paulista José Serra (PSDB) em relação a Dilma, de 14 para quatro pontos percentuais, foi maior do que se esperava. Os tucanos temem que isso reforce as especulações de que Serra poderia trocar a acirrada disputa nacional por uma reeleição mais tranquila em São Paulo. Outra preocupação para a oposição é a redução da diferença entre ele e Dilma no Sudeste, de 22 para 14 pontos. Com isso, aumentam também as pressões para que o governador de Minas, Aécio Neves, aceite ser vice na chapa de Serra.
Nos bastidores, alguns tucanos admitiram ontem que o maior temor agora é que a campanha oficial comece com Dilma Rousseff liderando as pesquisas, tirando o maior trunfo do PSDB até então. (Adriana Vasconcelos em O Globo) Leia mais.
Momento decisivo para tucano
O resultado da pesquisa Datafolha indica um único caminho para Serra: explicitar sua candidatura à sucessão presidencial. É essa a avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO. Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, Serra teria que tomar decisões de impacto, como anunciar logo a candidatura a presidente e formar uma chapa de peso, possivelmente com o governador mineiro, Aécio Neves, como vice. Paulino lembra que Dilma tirou votos do tucano, que perdeu eleitores inclusive no Sudeste, onde sempre foi muito forte.
- O PSDB e o governador Serra precisam dar uma resposta imediata para reverter essa tendência de queda. Pode ser o anúncio da candidatura, o lançamento de uma chapa forte com o Aécio, ou seja, algo impactante para recuperar os pontos perdidos. Este é um momento decisivo para Serra reverter esse quadro, que hoje é mais positivo para Dilma - disse Paulino, analisando os dados da pesquisa Datafolha, publicada na edição de ontem do jornal "Folha de S.Paulo". (Germano Oliveira e Carolina Benevides em O Globo) Leia mais.
PT deve apoiar a reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão e esvaziar a oposição à família Sarney no Estado. A decisão enfraquecerá a principal candidatura adversária ao governo estadual, do deputado Flávio Dino (PCdoB), podendo levá-lo a desistir da disputa. Com o respaldo petista, Roseana tentará vencer no primeiro turno.
O comando nacional do PT articula o apoio a Roseana em busca de mais tempo de televisão para a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Estado. A aproximação, no entanto, contraria parte do diretório petista no Maranhão que historicamente faz oposição à família Sarney e defende um acordo com o PCdoB, aliado do PT no Estado desde 1989.
Recém-empossado como presidente do diretório do PT do Maranhão, Raimundo Monteiro deverá seguir a determinação da Executiva nacional, apesar da resistência local. "Queremos a aliança que mais beneficia a campanha nacional do PT. Não estamos preocupados com os Sarney. A eleição de Dilma está acima de qualquer conversa", disse Monteiro. O partido já integra o governo de Roseana, com o secretário de Trabalho, José Antônio Barros Heluy. (Cristiane Agostine no Valor)Leia mais.
Em terceiro lugar nas pesquisas para o governo da Bahia, as movimentações políticas do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), atraem a atenção de todos os partidos envolvidos na disputa baiana como se o candidato estivesse em primeiro lugar. Petistas baianos ligados ao governador Jaques Wagner (PT) acusam Geddel de tentar esvaziar o pré-lançamento da candidatura presidencial de Dilma Rousseff e de flertar com a candidatura presidencial do tucano José Serra.
A cúpula nacional do PMDB admite este risco caso não seja resolvido o impasse sobre o palanque duplo para Dilma no Estado. Já a oposição baiana, que lançou a candidatura do ex-governador Paulo Souto (DEM), conta com os votos herdados da base política de Geddel para vencer em um eventual segundo turno contra o PT.
Geddel, que comanda a Pasta responsável por uma das maiores obras do PAC - a transposição do rio São Francisco - não compareceu ao congresso do PT que oficializou a pré-candidatura presidencial de Dilma Rousseff no sábado, 20. Ponderou com os companheiros de legenda que achava prematura a presença oficial do partido no evento sem que a aliança com o PT esteja formalizada e os problemas estaduais equacionados. Para ele, isso poderia contrariar a militância do PMDB. (Paulo de Tarso Lyra no Valor) Leia mais.
"Sou amigo do Serra e Dilma de coração"
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, refuta as acusações de deslealdade que o PT baiano lhe está imputando e nega qualquer possibilidade de apoio ao tucano José Serra nas eleições presidenciais de outubro. Ele diz ser "Dilma de coração" e que, mesmo se não considerasse a chefe da Casa Civil uma pessoa com capacidade para governar o Brasil, ainda assim a apoiaria por uma questão de "gratidão ao presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]".
Sobre a proximidade com Serra, Geddel diz que não há nenhum problema nisso. "Somos amigos, conversamos e não tem nada demais. O líder do meu partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), encontrou-se com o governador de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes e nem por isso desistiu de buscar uma aliança com o PT para apoiar Dilma", pondera.
Geddel acha um absurdo as insinuações de que estaria condicionando a indicação do secretário-executivo, João Santana, para sucedê-lo no ministério a um eventual apoio a Dilma: "Eu nunca conversei com o presidente Lula sobre esse assunto, essa é uma decisão dele. Mas ele mesmo tem dito preferir que secretários-executivos assumam as Pastas até o fim do mandato." (Paulo de Tarso Lyra no Valor) Leia mais.
Governo e oposição atribuem crescimento de Dilma à exposição
Governo e oposição apresentam a mesma justificativa para o crescimento da pré-candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff: a superxposição da ministra nos últimos meses. Pesquisa Datafolha publicada ontem mostra que Dilma subiu de 23% em dezembro para 28% das intenções de voto enquanto o governo de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu de 37% para 32% no mesmo período.
Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), quanto mais Dilma for conhecida do eleitorado, mais a população perceberá que ela tem condições de dar continuidade aos avanços obtidos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O deputado José Aníbal (PSDB-SP), ex-líder do partido na Câmara, reclama que Dilma e Lula passaram três meses fazendo propaganda eleitoral antecipada, sem governar. Ele lamenta que todos as representações e reclamações feitas pela oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tenham surtido nenhum efeito. (Paulo de Tarso Lyra com agências noticiosas no Valor) Leia mais.
PDT e PT [do Paraná] podem fechar em definitivo a aliança para a disputa estadual ainda nesta semana. Durante o Congresso Nacional do PT em Brasília, há dez dias, a expectativa era de que a “carta de princípios” entre os dois partidos fosse finalizada até a semana passada, o que não ocorreu. O acordo final, que se arrasta há um ano, ganhou força com o lançamento da pré-candidatura do prefeito Beto Richa (PSDB). (Gazeta do Povo)
Aquem acredita que o apoio do governador Luiz Henrique ao governador José Serra, pré-candidato pra lá de discreto à Presidência pelo PSDB, está a perigo, a resposta virá esta semana. Na quinta-feira, quando os mais graduados tucanos do país, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aterrissarem em Belo Horizonte, durante o ato de inauguração do novo centro administrativo do governo mineiro, comandado por Aécio Neves, Luiz Henrique acompanhará o vice Leonel Pavan à solenidade.
O gesto vai reforçar o compromisso de seguir com Serra e, ao mesmo tempo, deixar claro que Luiz Henrique não abriu mão da manutenção da tríplice aliança em Santa Catarina.
A manifestação do governador catarinense também servirá de cala boca aos rumores, cada vez mais frequentes, de que, para viabilizar a sua candidatura ao Senado, o velho peemedebista se jogaria nos braços do PT de Dilma Rousseff.
Depois da derrapada com Dário Berger, com quem deve conversar na quarta-feira, tão logo o prefeito da Capital retorne da viagem oficial à Coreia do Sul, Luiz Henrique terá que intensificar aproximações com os integrantes da tríplice aliança para dissipar a nuvem de incerteza gerada pela prévia no PMDB.
Neste momento do jogo, não basta sinalizar o desejo de continuidade da coligação. O reiterado apoio deverá vir acompanhado de atos políticos públicos e bem documentados. (Diário Catarinense)
Na tentativa de demonstrar a aliados e adversários que as crises que abalaram o Piratini nos últimos dois anos ficaram para trás, os dirigentes estaduais do PSDB prepararam uma grande festa para a governadora Yeda Crusius no sábado, em Imbé.
O encontro, que deveria ter sido o lançamento oficial da candidatura de Yeda à reeleição, foi desidratado na última hora por conta da ausência dos caciques nacionais. Até o pré-lançamento acabou suspenso com a alegação de que não havia clima para festa com a morte do secretário Eliseu Santos.
Para produzir uma chegada apoteótica de Yeda, militantes do PSDB se fardaram com camisetas de campanha, ergueram bandeiras e faixas, reproduziram jingles de 2006 e soltaram fogos de artifício.
De frente para os correligionários, que se acotovelavam no pequeno salão de eventos com capacidade para 350 pessoas, Yeda acusou a oposição de ter tentado dominar as instituições gaúchas. Nos 21 minutos de discurso, agradeceu aos apoiadores que estiveram ao seu lado nos momentos de tensão política. Foi interrompida 17 vezes por aplausos e três vezes por gritos de “Yeda, Yeda, Yeda”. (Zero Hora)
Tsunami após tremor eleva mortes no Chile para 708
Ainda sob o choque do devastador terremoto de sábado, o Chile descobriu ontem que a fúria das tsunamis provocadas pelo tremor arrasou a região litorânea perto do epicentro, 320 quilômetros ao sul de Santiago, conta o enviado especial Flávio Freire. As ondas gigantes, de até 10 metros, avançaram terra adentro, deixando um rastro de destruição e mortes. Ontem, o número oficial de mortes aumentou para 708, a maioria na região costeira. Somente na cidade portuária de Constitución, 350 pessoas morreram. O governo decretou toque de recolher nas áreas mais afetadas para conter saques a supermercados, mas a presidente Michelle Bachelet anunciou acordo com donos dos estabelecimentos para que gêneros de primeira necessidade sejam fornecidos de graça à população.
Chile põe Exército na rua contra saques
No dia seguinte ao abalo de 8,8 graus que atingiu o Chile na madrugada de sábado, o cenário era de destruição, saques a supermercados e farmácias em várias cidades e ameaça de desabastecimento de combustíveis na capital, Santiago. Foram confirmadas 711 mortes até ontem. Para tentar evitar os saques, o governo fez acordo com redes de supermercados para a distribuição gratuita de produtos.
Mortos passam de 700 no Chile
O governo do Chile elevou para pelo menos 708 o número de mortos em decorrência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado. Ontem de manhã, um tremor de 6,1 graus voltou a assustar o país. Dois milhões de chilenos estão desabrigados. Em Concepción, cidade mais atingida, houve saques a lojas e supermercados. “Eu vim com a intenção de comprar, mas as caixas não estavam. Tive de agir como ladra", disse uma aposentada. O caos generalizado levou a presidente Michelle Bachelet a decretar estado de exceção de catástrofe e toque de recolher na região.
Tremor no Chile: Recomeço com sustos
O Chile passou o domingo a contar vítimas do terremoto da véspera – chegaram a 711 até o início da noite de ontem – e a pensar na reconstrução do país. Mas um novo tremor e o tsunâmi que destruiu parte da região de Bio-Bio e Maule assustaram de novo os chilenos. Em Concepción, o Exército foi acionado para conter saques a mercados.
Luta dramática para salvar vidas no Chile
Autoridades e moradores correm contra o tempo para tirar as pessoas que ficaram presas sob os escombros depois do terremoto e do maremoto que devastaram o país no sábado. Até o fechamento desta edição, o número de mortos chegava a 708 e o de desabrigados ultrapassava 2 milhões. A área mais afetada foi a de Maule, a 300km de Santiago. A presidente Michelle Bachelet decretou estado de exceção de catástrofe em duas regiões do país, onde as Forças Armadas tentam manter a ordem.
Pacote deve criar crédito automático a exportador
Os exportadores poderão ganhar um mecanismo de crédito automático para compensar os impostos federais pagos pelos fornecedores, segundo proposta em discussão pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento com representantes de grandes exportadores. A discussão faz parte de um pacote de apoio ao setor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer anunciar ainda em março, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a auxiliares. A discussão também envolve medidas para reduzir a burocracia que atrapalha as exportações. Uma das ideias em análise é a isenção de imposto sobre remessas de moeda estrangeira feitas pelas empresas exportadoras ao exterior. Seriam isentas as remessas até um certo limite, algo em torno de 3% a 5% do valor FOB (excluídas as despesas de frete) das exportações da empresa. O grupo que prepara o pacote tem debatido, ainda, medidas de financiamento, a principal delas a criação do Eximbank brasileiro. Alguns temas enfrentam resistências da Secretaria da Receita Federal, o que exigirá negociações nos próximos dias.
Tragédia no Chile: Tremor, ondas e saques
Após terremoto de 8,8 graus, para conter violência a presidente chilena, Michele Bachelet, decretou toque de recolher nas áreas atingidas e determinou distribuição gratuita de itens básicos. Zonas costeiras foram destruídas por ondas gigantes.
Vida limpa para quem lava dinheiro
Brasil tem 60,7 mil processos sobre desvios financeiros tramitando na Justiça. São Paulo e Rio concentram quase a metade dessas ações, ficando Minas com outros 10%. A falta de um desfecho reforça a sensação de impunidade e entidade ligada ao G7 pretende reprovar o país no combate à lavagem e ao financiamento do terrorismo.
Chile faz busca desesperada por sobreviventes
A busca desesperada por sobreviventes domina as cidades do Chile abaladas na madrugada de sábado pelo tremor de 8,8 graus na escala Richter. O governo estima em pelo menos 708 os mortos e, para evitar saques, decretou toque de recolher em duas regiões e mobilizou o exército.