A senadora Marina Silva tem um sonho. Quer transformar a questão ambiental num tema central da discussão política, mas sem virar uma candidata de uma nota só. Mais que transversalidade, palavra que Marina ensinou a Lula, mas que o governo adotou só na retórica, a intenção é dar centralidade no programa de governo à questão socioambiental, saindo do que considera uma discussão do passado para preparar o país do futuro.
Sua equipe está convencida de que elaborar um programa de governo que reflita os tempos atuais com uma visão de futuro é mais difícil do que fazer um programa tradicional, como os partidos políticos costumam fazer, em que a questão ambiental geralmente é um dos últimos itens.
A candidata do Partido Verde está preparando um programa que não será dividido em tópicos separados, mas composto de temas integrados por uma visão que tente antecipar os desafios do futuro.
Ela pretende se diferenciar dos dois candidatos favoritos à sucessão presidencial justamente pela ação voltada para um desenvolvimento que não objetive apenas o lado econômico, o crescimento do PIB como medida do sucesso de um governo, embora não subestime a importância desses indicadores. Leia mais.
A operação será assim: o Tesouro emite títulos e capitaliza a Petrobras, que tem 68% do seu capital na mão de particulares. Depois, vende 5 bilhões de barris para a empresa, e ela devolve os títulos. Faz em duas etapas porque se fosse transferir o patrimônio precisaria de aprovação dos minoritários. O problema é que, ao “vender” sem licitação, fere a lei em vigor e rouba dos estados produtores.
E é feito também em duas etapas porque se a Petrobras fosse pagar ao Tesouro teria que desembolsar um capital a curto prazo que enfraqueceria a empresa, explica o economista Paschoal Paione, analista de commodities da Quest Investimentos: — A Petrobras teria que pagar ao Tesouro pelos ativos e isso diminuiria sua capacidade de investir. Se a capitalização fosse feita só com incorporação de ativos, teria que ser aprovada pelos minoritários, por isso, o governo fez essa engenharia financeira — explica.
Se o petróleo fosse licitado, os estados produtores teriam direito à participação especial. (O Globo) Leia mais.
Em 303 obras investigadas, PF vê desvio de R$ 700 mi
Levantamento do Serviço de Perícias de Engenharia e Meio Ambiente da Polícia Federal apontou um superfaturamento de cerca de R$ 700 milhões em 303 obras públicas investigadas no ano passado. O relatório obtido pela Folha informa que, de cada R$ 100 pagos pelo poder público para execução das construções periciadas em 2009, R$ 29 foram superfaturados, em média. O trabalho inclui inspeções em edificações, vias pavimentadas, sistemas de esgoto, rodovias, portos e aeroportos. As construções foram tocadas pelo governo federal, Estados ou municípios e foram avaliadas pela PF por terem recebido recursos da União. As perícias foram todas feitas em 2009, mas isso não significa que as obras -e as irregularidades- sejam desse ano. Entre as obras analisadas, há desde contratos assinados em 1994 até alguns do ano passado. O maior total de sobrepreços foi apurado em construções situadas no Rio de Janeiro, considerando valores absolutos. Em 14 obras avaliadas no Estado, os desvios somaram R$ 148 milhões. Em Goiás, as irregularidades totalizaram R$ 136 milhões, com base em nove laudos. (Flávio Ferreira na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Qualquer intenção de privatizar os aeroportos brasileiros ficará, agora, como desafio para o novo governo. Ontem, no Rio, onde participou de uma aula magna para oficiais na Escola de Guerra Naval (EGN), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o governo não promoverá concessões de aeroportos à iniciativa privada em 2010, deixando a decisão para a próxima administração.
"Durante este ano eleitoral, não haverá concessões. Isso aí deixa para o governo seguinte decidir a respeito do assunto", afirmou Jobim. A exceção será o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal (RN), que, de acordo com o ministro da Defesa, "precisa" do processo e deverá ser concedido.
O tema da concessão dos aeroportos é bastante polêmico. O debate tem se intensificado diante da proximidade da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e com alguns estudos que apontaram a urgência de investimentos. A discussão provocava uma verdadeira quebra de braço no governo. De um lado o próprio Jobim, e de outro a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff. (Wilson Tosta e Débora Thomé em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
A pedido do governo, o PT retirou ontem do documento aprovado pelo Diretório Nacional as críticas à imprensa que constavam de versão preliminar da resolução sobre o cenário político-eleitoral. Ao deixar a reunião do comando petista, porém, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, manteve as alfinetadas à mídia e definiu o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão - realizado na segunda-feira, em São Paulo - como um "colóquio de direita".
"Dizem que se Dilma ganhar vai ter censura à imprensa e se o Serra ganhar, não. O que é isso? Podem nos combater de forma violenta e nós não podemos nem reclamar?" perguntou Dutra, numa referência à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, e ao governador de São Paulo, José Serra, provável concorrente do PSDB. "Entendemos que há setores da mídia fazendo campanha contra nós." (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Cinco envolvidos no "mensalão do DEM" foram demitidos ontem dos cargos de chefia que ocupavam no governo do Distrito Federal. As exonerações, assinadas pelo governador interino, Wilson Lima (PR), foram publicadas no Diário Oficial do DF.
Os cinco estavam afastados do governo desde dezembro, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora. São eles: o ex-secretário da Casa Civil José Geraldo Maciel, o ex-secretário de Educação José Luiz Valente, o ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão, o ex-assessor de imprensa Omézio Pontes, e o ex-diretor da unidade de administração da Secretaria de Educação Gibrail Gebrim.
Wilson Lima disse, por meio da assessoria de imprensa, que não havia justificativa para que os cinco continuassem na situação de funcionários afastados do governo e, por isso, achou mais coerente demiti-los.
Na quarta-feira, ele encaminhou projeto à Câmara Legislativa que reajusta o salários dos cirurgiões-dentistas contratados pelo governo. No mesmo projeto, existe uma emenda que concede foro privilegiado ao chefe de gabinete e aos secretários das Casas Civil e Militar. Uma vez aprovado esse projeto, Fábio Simão e José Geraldo Maciel seriam beneficiados. A assessoria do governador afirmou que todos os outros secretários de governo têm a prerrogativa do foro privilegiado. (O Estado de S.Paulo)
Sepultamento do jornalista Jânio Lopo acontece neste sábado
O sepultamento do jornalista Jânio Lopo, 51 anos, acontece neste sábado, 6, às 11h, no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. Ele faleceu após sofrer um infarto na tarde da última sexta-feira, 5, no Day Hospital da Fundação Bahiana de Cardiologia, na Pituba, onde estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Admirado profissional do jornalismo baiano, Jânio era editor de política da Tribuna da Bahia e diretor do site Política Hoje. Atuou por 30 anos na cobertura política e sempre foi reconhecido por ser uma pessoa afável e simpática.
Lopo deixa mulher e três filhos. Ele faria 52 anos daqui a duas semanas, no dia 15 de março. Nas semanas anteriores ao internamento, investigava denúncias de irregularidades em diretorias da Empresa Baiana de Alimentos S/A (Ebal). (A Tarde On Line)
Marina Silva, candidata do PV à Presidência, tem viajado para cima e para baixo em avião de carreira. Recusou-se a usar um jatinho cedido pelo empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, e provável vice em sua chapa.
Segue...
A senadora pode, quem sabe?, até usar um avião alugado na campanha, desde que esteja dentro das normas do TSE.
Outra...
Marina foi por conta própria a Copenhague, em dezembro, para a Conferência do Meio Ambiente. Viajou de classe econômica. Recusou passagens oferecidas pelo Senado. Quando o PV soube, fez um upgrade para a classe executiva, na volta.
Para concluir...
O grande pesquisador social Ricardo Paes de Barros, do Ipea, vai ajudar a fazer o programa de governo de Marina.
O PSB conversa novamente com o presidente Lula na segunda quinzena de março. Até lá, o presidente do partido, Eduardo Campos, vai ouvir os presidentes regionais da sigla sobre a conveniência ou não da candidatura presidencial de Ciro Gomes. Os socialistas vão ouvir de Lula, pela terceira vez, que a melhor opção é ter uma eleição plebiscitária. Mas estão preocupados em promover a retirada do nome de Ciro da disputa sem que ele se sinta desprestigiado. Se depender da vontade dos governadores do PSB e dos candidatos ao Senado, o partido não terá candidatura própria e vai apoiar a chapa do PT-PMDB. Cirovai ao Programa do Ratinho, no SBT, na segunda-feira. O apresentador Carlos Massa tem uma audiência média de seis pontos em São Paulo.
Esperneio
Apesar da pressão do PT nacional, o PCdoB reafirmou ontem a pré-candidatura do deputado federal Flávio Dino ao governo do Maranhão. O PT quer que o PCdoB dê apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB). (O Globo)
Dólar tem nova queda e Mantega afirma que situação 'não é a ideal'
O dólar comercial teve ontem mais um dia de queda e fechou cotado a R$ 1,787, com recuo de 0,28%. Durante o dia, chegou a ser negociado a R$ 1,778. No mês, acumula desvalorização de 1,11% e, em fevereiro, despencou 4,14%. Como em janeiro, subiu 8,27%, no ano ainda sobe 2,52%. O forte recuo desde fevereiro voltou a acender a luz amarela no governo.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas já adotadas pelo governo conseguiram evitar uma valorização excessiva do dólar, mas a situação ainda “não é a ideal”. O ministro acrescentou que no fim do ano passado o governo avaliou impor limites a operações no mercado futuro de câmbio.
— Temos hoje uma situação relativamente estabilizada, mas não é a ideal. Não está equacionada ainda a questão da competitividade (das exportações brasileiras). Mas não queremos fazer a coisa de qualquer jeito. Não vale tomar qualquer medida que possa perturbar os mercados — disse o ministro, em seminário promovido pela FGV em São Paulo. (Mariana Schreiber, Aguinaldo Novo e Marília Martins em O Globo) Leia mais.
Mantega: praia do Rio não fez bem a economista
Organizado para debater as perspectivas para o câmbio neste ano, o seminário de ontem virou palco para a diferença de opiniões entre os paulistas e os cariocas da Fundação Getulio Vargas (FGV). Até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acabou entrando na discussão.
Principal convidado do evento, Mantega discordou de sugestão do economista Samuel Pessoa — paulista, mas há anos trabalhando na FGV do Rio — de que o esforço para a formação de poupança interna deveria anteceder a adoção de estímulos oficiais para o consumo. O ministro defendeu a estratégia do governo Lula, de incentivar o crescimento para, então, gerar poupança interna.
— Eu, certamente, sigo (nessa questão) com a FGV de São Paulo — ironizou Mantega. — Aliás, é uma pena que o Samuel tenha saído de São Paulo. Eu acho que os ares do Rio não lhe fizeram muito bem. Aquela praia, excesso de praia, o carnaval... (Aguinaldo Novo em O Globo)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca no Rio na próxima segunda-feira para vistoriar as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento de US$ 8,4 bilhões da Petrobras questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em julho do ano passado por indícios de irregularidades, que ainda não foram esclarecidos. O presidente, que participa de um evento no Comperj pela terceira vez em quatro anos, vai encontrar obras atrasadas em mais de dois anos. Inicialmente previsto para meados de 2011, o Comperj teve mais uma vez sua data de inauguração adiada ontem pela Petrobras: agora, para setembro de 2013.
Mais de três mil operários de Itaboraí foram convidados para servir de plateia no evento, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de São Gonçalo (SinticomSG), dando ares de campanha eleitoral à agenda presidencial. Um palanque foi montado para a assinatura de três contratos, no valor de R$ 2,6 bilhões, entre a Petrobras e consórcios que venceram licitação para construir duas das unidades de refino do complexo. Será um dos últimos palanques oficiais no Rio da ministrachefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, précandidata do PT à Presidência, que em 2 de abril precisará deixar o cargo para a desincompatibilização. (Bruno Villas Bôas em O Globo) Leia mais.
Na Rocinha, inauguração de Centro de Saúde
Quando vier ao Rio nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também vai inaugurar o Centro Integrado de Atendimento à Saúde (Cias) e o Complexo Esportivo da Rocinha, obras que fazem parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Mas o PAC da Rocinha, orçado em R$ 231,2 milhões, ainda tem outras ações a serem concluídas. A Passarela projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer — que ligará o Complexo Esportivo à comunidade — ficará pronta em junho, segundo previsão da Secretaria estadual de Obras.
Até novembro, estarão prontas as seguintes obras: uma creche com capacidade para 120 crianças; um centro de convivência, com cursos e projetos voltados para os jovens; abertura e alargamento da Rua 4 e outras vias; urbanização do Largo do Boiadeiro e da Rua do Valão; dois planos inclinados; e 144 unidades habitacionais.
Com 2,8 mil metros quadrados e dois pavimentos, o Cias ficará sob a administração da Secretaria municipal de Saúde. Terá clínica da família, Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) e centro de atendimento psicossocial. Já o complexo esportivo tem 15 mil metros quadrados e campo de futebol em grama sintética, piscina semiolímpica, quadras poliesportivas, pista de skate, entre outros espaços.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, que ontem esteve no Rio, afirmou que Lula assinará, durante a solenidade na Rocinha, quatro novos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, que representam investimentos de R$ 227,2 milhões. (Rogério Daflon em O Globo)
A senadora Marina Silva (PV/AC) lançou ontem, no Rio, sua pré-candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O anúncio foi feito pelo presidente regional do partido, Alfredo Sirkis, durante homenagem recebida pela senadora na Câmara de Vereadores de São Gonçalo, município carente da Região Metropolitana e o segundo maior colégio eleitoral do estado, com cerca de 642 mil eleitores, perdendo apenas para a capital.
O pré-candidato ao governo do estado, deputado Fernando Gabeira (PV), não compareceu. Em seu discurso, Marina falou sobre religião, combate à corrupção e a necessidade da transparência nos gastos de recursos públicos. Ao citar os adversários, ela afirmou que a sociedade brasileira “está cansada da guerra infantil dos partidos”: — Não sou inimiga da Dilma (Rousseff), do (José) Serra e de Ciro Gomes. Quero ir para a eleição para defender as minhas ideias.
Marina defendeu o financiamento público nas campanha ao comentar o caso do ex-governador Anthony Garotinho (PR), acusado pelo Ministério Público de utilizar verbas do estado para sua précampanha à Presidência em 2006.
— Não quero pautar a minha campanha e a do Gabeira com a desgraça de ninguém. Mas o financiamento público evitaria tudo isso — disse ela, que também recebeu homenagem em Niterói.
Referindo-se à sua pré-candidatura e à da ministra Dilma (Casa Civil), Marina disse que o “país está prestes a quebrar um tabu”: — Um tabu de mais de 500 anos, porque sempre somos governados por homens. (Cássio Bruno em O Globo)
O aniversário de 47 anos do senador Marconi Perillo (PSDBGO), comemorado ontem numa casa de shows da capital goiana, teve toda pompa e característica de um ato de lançamento de sua candidatura ao governo de Goiás. Embora tenha sido cauteloso, para não declarar publicamente que é candidato, sua mulher, Valéria Perillo, disse claramente, em seu discurso, que Perillo vai voltar ao governo.
— Você, com certeza, vai fazer o povo de Goiás sonhar — discursou em homenagem ao marido, e dirigindo-se ao público: — É isso que o Marconi vai fazer a partir de 2011.
A festa impressionou pelos números: cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores; 30 mil latinhas de cerveja, 3,5 mil quilos de carne para churrasco e dezenas de ônibus para levar os simpatizantes do senador — a maioria usando camisetas nas cores amarelo e azul, do PSDB, com as inscrições “Parabéns Perillo”. O ponto alto da festa seria, à noite, o show da dupla sertaneja goiana Zezé Di Camargo e Luciano.
A festa, segundo a assessoria de Perillo, foi cotizada entre amigos. O senador negou lançamento de pré-candidatura: — Isso aqui é apenas uma festa de aniversário. Discussão sobre candidatura só a partir de abril.
A assessoria do governador de São Paulo, José Serra, chegou a confirmar que ele iria à festa, mas ele enviou o ex-governador Geraldo Alckmin. (Chico de Gois em O Globo)
Os gastos a mais com as mensalidades escolares pesaram, e muito, na inflação brasileira de fevereiro. Além disso, os efeitos das chuvas na produção de alimentos, as entressafras e o reajuste do ônibus urbano explicam o comportamento dos preços neste início de ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA, usado nas metas de inflação do governo) variou 0,78% no mês passado, após 0,75% em janeiro, informou ontem o IBGE. Trata-se da maior taxa desde maio de 2008 e a maior variação para um mês de fevereiro desde 2003 — ainda que o desempenho tenha vindo abaixo das expectativas do mercado (0,81%).
No ano, o IPCA acumula 1,54% e, em 12 meses, 4,83%, acima do centro da meta fixada pelo governo para 2010, de 4,5% — que, segundo analistas, deve ser ultrapassada. (Fabiana Ribeiro com Bruno Villas Bôas e Marília Martins em O Globo) Leia mais.
No evento em Juazeiro (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a oposição com um recado sarcástico. Lembrou que as mudanças realizadas no país durante os seus dois mandatos são motivo de incômodo para aqueles que não aprovam os avanços sociais.
E disse que a insatisfação de opositores também está sendo dirigida para a pré-candidata do PT à Presidência e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
– Esse país começou a mudar, isso incomoda muita gente. Incomoda. É só acompanhar os meios de comunicação que vocês veem como incomoda. Se eles pudessem eles cantavam todo dia: “um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais” – brincou.
– Qual é a lógica? Eles passaram oito anos falando mal de mim. Agora começam a falar, “tudo bem, o Lula era maravilhoso. E a Dilma?”. Vocês sabem que um nordestino nascido em Caetés, se não morreu de fome até completar cinco anos de idade, vai ser duro na queda. E vocês sabem que a gente aprendeu a não ter medo de cara feia, de baixo nível de campanha, de preconceito. Isso nós já vencemos. (Jornal do Brasil)
A disputa interna no PT por vaga de candidaturas provocou uma guerra aberta entre os pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso, num exemplo, agora público, da autofagia petista. Indignada com a iniciativa do presidente da legenda no Estado, o deputado federal Carlos Abicalil, de lançar-se ao cargo, a senadora Serys Slhessarenko, que busca a reeleição, ficou profundamente irritada. Numa carta à sua militância, Serys desancou o colega e acusou Abicalil de “dividir o partido no Estado” e de agir com “extrema voracidade”.
Pelo clima que se estabeleceu entre os dois, o impasse em Mato Grosso caminha mesmo para ser definido nos votos dos filiados, nas prévias, o que direção nacional tentou evitar em todos os Estados, na reunião de ontem. (Jornal do Commercio) Leia hmais.
Em reunião da Executiva Estadual na quinta-feira à noite, o PT reafirmou a intenção de lançar candidatura própria ao governo de Minas e antecipou o prazo de inscrições para os candidatos à vaga de 22 de março até 5 de abril. Diante do fortalecimento da pré-candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), o PT mineiro procura agora estabelecer um roteiro de diretrizes internas para ganhar tempo e tentar recuperar terreno na disputa pela indicação do candidato da base aliada ao Palácio do Planalto no Estado.
O Diretório Regional aprovou por consenso a criação de uma comissão política para construir um acordo entre o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, ambos pré-candidatos petistas. O objetivo é tentar resolver as rusgas internas e apresentar candidato único, com apoio de toda a legenda, na costura com o PMDB e o PRB do vice-presidente José Alencar. (Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
O diretório nacional do PT aprovou ontem resolução que recomenda aos seus filiados não realizar prévias na disputa interna para as indicações ao cargos majoritários (Senado e governos estaduais) nas eleições de outubro. A resolução afirma que o partido considera as prévias inconvenientes e politicamente inoportunas no momento atual.
Na prática, o comando do PT mandou um recado aos seus filiados para que evitem a disputa interna com o objetivo de evitar prejuízos à campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do partido ao Palácio do Planalto. A cúpula do PT teme que as prévias rachem o partido em alguns Estados, com a divisão da base aliada governista, o que poderia ter impactos na candidatura da ministra.
Mesmo assim no Distrito Federal, o PT já marcou prévias para o dia 21 de março para escolher se o deputado Geraldo Magela ou o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz será o candidato da legenda ao governo local.
No Rio de Janeiro, a secretária Benedita da Silva (Assistência Social) já adiantou que o partido vai realizar prévias para a escolha do candidato ao Senado – já que ela disputa a indicação com o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.
“A melhor forma de resolver esse problema é com prévias. Estamos aconselhados a entrar em um entendimento, mas elas não estão proibidas porque o partido não tem outro mecanismo para resolver essa questão”, afirmou.
Lindberg disse, por sua vez, que vai tentar um entendimento com Benedita até segunda-feira para evitar as prévias no Estado. “Se até segunda-feira não resolver, vamos marcar prévias para o dia 28. Em Brasília, já está definido que haverá prévias. Eu preciso de uma decisão para saber se me desincompatibilizo do cargo”, afirmou.
Nem mesmo os apelos do diretório nacional do PT para se evitar as prévias e buscar um acordo foram suficientes para desarmar a briga interna do partido em torno das eleições de 2010. O impasse continua nos Estados onde há mais de um pré-candidato pleiteando a disputa. Em Pernambuco, os nomes cotados ao Senado conversaram ontem por cerca de 40 minutos, após a reunião do diretório. O máximo que conseguiram foi estabelecer o final de março como prazo para se chegar a um acordo ou pelo menos para definir o critério de escolha de um nome. Sem avanços, o presidente Lula e a ministra presidenciável Dilma Rousseff também deverão ser consultados. A possibilidade de prévia se mantém.
Ao tentar evitar as prévias e minimizar os desentendimentos, o diretório pretendia poupar de desgastes a campanha de Dilma. Mas os interesses locais falaram mais alto. Os pré-candidatos petistas ao Senado na chapa de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), o secretário Humberto Costa e o ex-prefeito João Paulo, permanecem firmes na intenção de disputar a vaga. (Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Acompanhado pelos dois candidatos da base aliada ao governo da Bahia – o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), e o governador Jaques Wagner (PT) –, na visita a Juazeiro, o presidente Lula contou que “não fica confortável” com a situação.
- Posso dizer na frente de Geddel e de Wagner que gostaria que os dois estivessem juntos, para repetir a aliança que permitiu a vitória de Wagner no primeiro turno e a minha vitória na Bahia, afirmou Lula.
- Mas ainda tem tempo pela frente, não dou nada por encerrado, completou Lula. (Com informações do Jornal do Commercio e foto de Ivan Cruz Agência A Tarde)
Sem apresentar justificativa, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cancelou a visita que faria ao Brasil na próxima semana. Um dos principais assuntos na pauta da viagem seria a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, pleiteada pelo país europeu.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, não há previsão para a vinda do chefe de Estado, mas a expectativa é de que nova data “possa ser renegociada no futuro”. Berlusconi passaria pelo Rio de Janeiro e seguiria para Brasília, onde seria recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na terça-feira. Lula e Berlusconi se reuniram pela última vez em novembro do ano passado, em Roma, e abordaram temas relacionados à economia, segundo destacou na ocasião uma nota do governo da Itália. (Zero Hora) Leia mais.
PTB banca candidatura ao Piratini e ignora assédio
Enquanto o PMDB planejava forte investida sobre o PTB ontem, os trabalhistas decidiram levar até o fim a candidatura ao Palácio Piratini de Luis Augusto Lara. Em reunião de quatro horas, um dos fatores decisivos para manter Lara no tabuleiro foi o senador Sérgio Zambiasi, que apoiou em seu discurso a pretensão do deputado estadual.
Apesar de peemedebistas apostarem em rachaduras na base de apoio do deputado, integrantes do diretório do PTB avaliaram que é melhor manter a candidatura própria para reforçar as campanhas para deputado no Interior.
Existe também a avaliação de que o partido precisa investir na formação de líderes. Por essa razão, a visibilidade eleitoral da campanha em chapa própria será fundamental. No entendimento dos petebistas, o partido não terá ganhos expressivos em termos de cargos caso se defina agora pelo apoio a algum candidato de outro partido. A dimensão de seu eleitorado faz com que o PTB se sinta apto a construir aliança com algum dos candidatos que estará no segundo turno, se Lara não estiver entre os dois mais votados. (Marciele Brum no Zero Hora) Leia mais.
"Ninguém falou em abrir diálogo com Fogaça"
Candidato ao Palácio Piratini avalizado pelo PTB, o deputado estadual Luis Augusto Lara ganhou força ao ter o nome bancado pelo senador Sérgio Zambiasi ontem. A seguir, leia a síntese da entrevista concedida por Lara por telefone:
Zero Hora – A candidatura própria é um caminho sem volta? Luis Augusto Lara – É uma certeza que o PTB terá candidato próprio. Não vamos mais tratar candidatura em função do percentual conquistado em pesquisas eleitorais. A candidatura está posta independentemente de estarmos em terceiro ou quarto. Estamos concentrando esforços na composição de alianças, que é uma determinação do diretório. ZH – O PTB vai ter de sacramentar essa decisão até o início de abril? Lara – Pelo que entendi, não se fala mais nisso. O que ficou certo é que temos candidatura e faremos tudo para ampliar o leque de alianças. O PTB tem candidatura e vai trabalhar a partir de agora nas alianças. A percepção é de que o percentual em pesquisa não é o principal neste momento. Estamos tendo crescimento contínuo e mensal. O mais importante agora é definir alianças. É nisso que vamos concentrar forças. ZH – Há deputados que demonstraram interesse em se aproximar de Fogaça. O que o senhor acha disso? Lara – Esse grupo não estava presente na nossa reunião. Ninguém falou em abrir diálogo com Fogaça. Se existe esse grupo, não sei. Pelo contrário, não vamos oferecer diálogo ou negociação com quem já tem candidatura. Seria uma grosseria. (Zero Hora)
A discussão sobre a concessão de aeroportos para a iniciativa privada, enterrada definitivamente ontem pelas declarações do ministro da Defesa, Nelson Jobim, provocava uma queda de braço dentro do governo. De um lado, o próprio Jobim, e de outro, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff.
Considerada a principal trava ao processo de concessão, ideia que nasceu no caos aéreo em 2007, Dilma tem um perfil estatizante e não quer criar uma brecha para ataques da oposição ao governo e durante a sua campanha ao Planalto. (Zero Hora) Leia mais.
O presidente Lula negou que irá se licenciar do cargo para se dedicar à campanha de Dilma Rousseff e, aproveiou para criticar a imprensa em entrevista concedida a rádios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
- Só tem um jeito de as pessoas serem respeitadas: é as pessoas serem sérias, as pessoas falarem a verdade e as pessoas não ficarem inventando coisa para preencher páginas de jornais, disse.
- Eu não sei se o objetivo era me atacar, se o objetivo era atacar o Sarney, mas eu acho que no fundo, no fundo quem foi atacado foi o jornal, que vai perdendo credibilidade. Foi o jornalista que fez a manchete que contou a mentira para os seus leitores, afirmou.
Segundo Lula, “não teria lógica” se licenciar da presidência para fortalecer a campanha de Dilma.
- Achar que eu me afastando possa ajudar mais um candidato do que estando na Presidência seria também diminuir o mandato. Se fosse assim, quem não tivesse mandato teria mais força política do que eu que tenho um, disse.
Em nenhum momento da entrevista , Lula se dirigiu diretamente ao jornal O Globo, que publicou a informação na edição de quinta-feira (04/03), na coluna Panorama Político, do jornalista Ilimar Franco.
Nenhum candidato poderá participar de inaugurações
Atendendo à minirreforma aprovada ano passado pelo Congresso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que, este ano, nenhum candidato às eleições de outubro poderá participar de inauguração de obras públicas a partir de 3 de julho. Até então, a proibição valia apenas para candidatos a presidente da República e governador, além de vices. Agora, todos os que disputam cadeiras de deputado estadual, deputado federal e senador também terão de deixar de usar as inaugurações como palanques eleitorais. Outra novidade é que as fichas corridas dos candidatos serão divulgadas pela Justiça Eleitoral na internet.
PF apura desvio de R$ 700 milhões em 303 obras públicas
Levantamento do Serviço de Perícias de Engenharia e Meio Ambiente da Polícia Federal identificou desvio de cerca de R$ 700 milhões em 303 obras públicas investigadas em 2009, relata Flávio Ferreira. De cada R$ 100 destinados a essas construções, em média R$ 29 foram superfaturadas. O relatório da PF apontou Rio de Janeiro (R$ 148 milhões), Goiás (R$ 136 milhões) e São Paulo (R$ 134 milhões) como os líderes do ranking do superfaturamento por valor. Entre as obras analisadas, há desde contratos assinados em 1994 até alguns de 2009, abrangendo três governos. Os nomes das pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas irregularidades não foram divulgados, pois há inquéritos sob sigilo de Justiça. A Folha apurou que a ferrovia Norte-Sul e o aeroporto de Goiânia fazem parte do estudo. Empresas envolvidas nas obras negaram irregularidades.
Privatização de aeroportos fica para o próximo governo
O ministro Nelson Jobim (Defesa) descartou ontem a concessão de aeroportos à iniciativa privada ainda em 2010. "Durante este ano eleitoral, não haverá concessões. Isso aí deixa para o governo seguinte decidir", afirmou. A exceção será o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, em Natal (RN). O debate sobre as concessões, intensificado diante da proximidade da Copa de 2014, que terá o Brasil como sede, é alvo de queda de braço dentro do próprio governo. Jobim apoia, mas a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, é contra. Já as empresas aéreas temem a criação de um monopólio privado nos aeroportos. Atualmente, a Infraero administra 67 terminais em todo o País.
Zona Sul sob a "lei da flanela"
Problema crônico na cidade, os flanelinhas insistem em agir e expandem sua atuação com o cair da noite. Em uma ronda pelos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, o Jornal do Brasil flagrou dez deles tomando conta de vagas nas principais ruas e avenidas dos bairros.
Arruda se rebela contra impeachment
Em estratégia para protelar a cassação, governador do DF se nega a assinar a notificação da abertura de processo no legislativo. O documento foi levado pelo distrital Batista das Cooperativas (PRP), seguido pelo Procurador-Geral da Câmara, Fernando Nazaré. Em carta endereçada aos deputados, Arruda exige cópia integral do inquérito da operação caixa de pandora. Fotos revelam que prisão do governador, chamada de masmorra pela defesa, tem beliche, ar-condicionado, mesa, armário, sofá e basculante.
Cunhada da alemã luta pelo sobrinho
Chamada pela Justiça brasileira, Roberta Freire, moradora de Rimini, na Itália, vai se candidatar a assumir guarda legal do sobrinho, filho da turista morta mês passado. Ela vai depor à Polícia Civil.
TSE baixa normas mais rigorosas para as eleições
A partir de 3 de julho, candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador ficam proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas. É o que determina instrução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes, a proibição era apenas para postulantes a cargos do Executivo. Além disso, os partidos terão de abrir conta bancária específica para movimentar recursos de campanha, como forma de inibir doações ocultas. E os candidatos serão obrigados a apresentar certidão criminal para poder disputar as eleições.
Novo tremor amplia o pesadelo no Chile
Enfrentar abalos sísmicos de mais de 6 graus na escala Richter é uma experiência traumática.