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14.03.2010 | 20:37:03
Mato Grosso

Maior ficha suja do País pode ficar inelegível

A Justiça matogrossense pode livrar os eleitores daquele estado do risco de darem um novo mandato ao maior ficha suja do país. A situação do presidente da Assembléia de Mato Grosso, deputado José Geraldo Riva (PP), é crítica. Ele foi o deputado estadual mais votado nas últimas eleições. Agora, no entanto, corre o real risco de não conseguir reverter as quatro condenações que pesam contra ele determinando sua inelegibilidade antes do prazo final para as convenções partidárias, dia 30 de junho.

A folha corrida do político matogrossense é extensa. Riva é o deputado mais processado do Brasil. São 118 ações civis e criminais por peculato, formação de quadrilha, tráfico de influência, etc. De todas essas ações, apenas cinco foram julgadas –e todas foram desfavoráveis ao deputado. Com o auxílio de desembargadores que já foram aposentados compulsoriamente, Riva conseguiu reverter apenas uma das condenações. Obteve no TJ liminar favorável à suspensão dos efeitos, parecer concedido pelo agora afastado desembargador José Tadeu Cury – que ficou conhecido como “desembargador-zumbi" (saiba por que aqui). Leia mais no Blog do Pannunzio.

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14.03.2010 | 20:27:09
"Contra a covardia em defesa do Rio"

Protesto contra emenda Ibsen chega ao Cristo Redentor

A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, passou hoje a servir de outdoor para os protestos do governo fluminense contra a "emenda Ibsen Pinheiro", que redistribui os recursos de royalties e participações especiais da produção de petróleo e impõe uma perda de R$ 7 bilhões por ano para os cofres do Estado e de 90 cidades fluminenses. De acordo com o padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor, o governo pediu autorização à Arquidiocese do Rio para que uma faixa com os dizeres "Contra a covardia em defesa do Rio" fosse pendurada no monumento.

A frase dá nome ao movimento desencadeado pelo governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), para tentar pressionar o Senado a barrar a emenda, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada. A peça foi afixada nas armações metálicas que foram montadas em torno da estátua no início do mês para obras de conservação. (Bruno Boghossian e Alexandre Rodrigues na Agência Estado com foto de Wilton Junior/AE) Leia mais.

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14.03.2010 | 19:46:56
Direto da Varanda: Chico Bruno

Lula se recusa a colocar coroa de flores no túmulo de Herzl e causa incidente diplomático

Ao se recusar a depositar uma coroa de flores no tumulo de Théodor Herzl, fundador do movimento sionista que fundou o Estado de Israel, o presidente Lula causou um incidente diplomático no início da visita a Israel. Confira a informação aqui.

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14.03.2010 | 13:50:57
Direto da Varanda: Chico Bruno

TSE conivente com falcatrua

Venho desde há muito escrevendo que é preciso se ter muito cuidado com as pesquisas.

Hoje pela manhã ao passear pelos favoritos dei de cara com uma aberração.

Encontrei-a no blog Coturno Noturno.

É uma pesquisa registrada no TSE contendo indução ao pesquisado.

O instituto cumpriu a lei, o problema é que a Justiça Eleitoral recebe o questionário e o arquiva sem fazer a mínima aferição se está tudo correto ou não.

Chama a atenção que a dita pesquisa tem apenas três perguntas.

A primeira pergunta estimulada confronta os quatro principais candidatos a presidência da República como manda o figurino.

Na segunda pergunta é que a porca entorta o rabo, pois foi elaborada da seguinte forma:

“O presidente Lula decidiu apoiar uma candidata do seu partido, o PT, chamada Dilma, para concorrer como sua sucessora. O (a) Sr. (a) sabia ou não sabia disso?”

E a última pergunta refaz a primeira consulta estimulada com a sutileza de um elefante, colocando o nome da candidata do PT grafado da seguinte maneira:

“Dilma, a candidata de Lula”

Os babacas se esquecem que na urna eletrônica a lusitana gira de outra forma, mas o que eles querem é induzir agora o eleitor pesquisado para tirar proveito durante a campanha.

O que estarrece é que o TSE recebe tal aberração e não faz nada. É no mínimo conivente.

Afinal, no caso em tela, as questões foram formuladas malandramente. Não existe nenhum respeito à técnica.

O mais estranho, além da pesquisa só ter três perguntas, é que ela é bancada pelo próprio instituto de pesquisa criado no final de 2009 e que atende pelo nome de “Mapear Instituto de Pesquisas Ltda.

Eu imaginava que o registro das pesquisas junto ao TSE fosse para o tribunal avaliar a correção das mesmas.

Pelo visto é só para constar.

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14.03.2010 | 13:10:18
Eleições no Paraná

Candidato é o Pessuti. E ponto final no PMDB

A dezessete dias de assumir o comando do estado, o vice-governador Orlando Pessuti teve ontem, sua candidatura ao governo nas eleições deste ano ungida pelo governador Roberto Requião (PMDB), durante a última das dez reuniões realizadas pela direção estadual do partido para construir o projeto de candidatura própria do partido. Na reunião realizada no Jockey Club do Paraná, em Curitiba, o tom foi dado por Requião que, não apenas avisou ao PMDB que o candidato é Pessuti "e ponto final" , como também confirmou que vai mesmo é concorrer ao Senado.

E para não deixar dúvidas de que está mesmo avesso a qualquer tendência de apoiar outra candidatura que não a do partido, também anunciou que o PMDB vai disputar as duas vagas ao Senado. A segunda candidatura poderá ser do ex-deputado estadual e ex-presidente do PMDB do Paraná Renato Adur, anunciou o governador. (Elizabete Castro em O Estado do Paraná) Leia mais.

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14.03.2010 | 13:02:36
Coluna de Carlos Brickmann

Os pensamentos de um estadista

Façam seu jogo, caros leitores. Identifiquem o autor das frases e a quem se dirigia. Recebi-as do leitor Alex Solomon, que coleciona pensamentos de políticos:

"Todos podem cometer erros e atribuí-los a outros: isso é fazer política".

"Este é um país extremamente fértil: plantam-se funcionários públicos e colhem-se impostos".

"É preciso saber o que se quer. Uma vez sabido, é preciso ter a coragem de dizê-lo. Uma vez dito, é preciso ter energia para fazê-lo".

"Em política, sucedemos a imbecis e somos substituídos por incapazes".

"Democracia é o poder, dado aos piolhos, de comer leões".

"Nunca se mente tanto quanto antes da eleição, durante a guerra e depois da caça".

"A honra é como a virgindade, só existe uma vez".

"Os funcionários públicos são os maridos ideais. Chegam em casa descansados e já leram o jornal".

"A vida me ensinou que há duas coisas que podemos dispensar: a Presidência da República e a próstata".

"Manejar o silêncio é mais difícil do que manejar as palavras".

Não, caros leitores, o autor das frases não pensava em Lula, Serra, Dilma - aliás, não pensava sequer no Brasil, mas na França do século passado. É Georges Clemenceau, primeiro-ministro francês por seis anos e apelidado "O Tigre".

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14.03.2010 | 12:58:36
Direto de Maceió: Carlito Lima

Portugal meu tataravô

O autor entre duas “tataravós” portuguesas na apresentação do livro CONFISSÕES DE UM CAPITÃO em Lisboa.

LISBOA - Nada melhor que amigos, melhor ainda se o amigo for poeta. Há tempos o poeta brasileiro André Freire, morador e cidadão de Lamego, belíssima cidade lusitana, vinha me convidando, me intimando para lançar meus livros em Portugal. Esse ano enchi-me de entusiasmo, tomei um avião, junto com a companheira, atravessei o Atlântico, aterrei em Lisboa. Lisboa velha cidade, cheia de encanto e beleza... Eu me senti em casa. Andando entre as ruas estreitas, monumentos, museus, respirei história da humanidade, história do Brasil. Aproveitamos bons restaurantes para o gostoso bacalhau português, me empanturrei com uma divina perdiz na Rua Augusta, e a sobremesa... Para ser justo com o Deus da Gula, deveria ser obrigatório comer “baba de camelo” ajoelhado. Nas noites frias e belas caminhamos pelo Bairro Alto, bares elegantes, cafés. Sentindo o suave perfume das belas mulheres bem vestidas, agasalhadas, andando sem rumo nas ruas ou simplesmente tomando cerveja em roda de conversa nas esquinas, iluminadas pelas lâmpadas amareladas do chique bairro boêmio, cheio de charme, poesia, onde casais se confundem no prazer de caminhar pelas calçadas amarelas pardacentas. Era um sábado, procuramos um fado vadio, Alentejo, indicado por Janaína. Sentamos em uma vasta mesa onde alguns casais da UNESCO se divertiam, conseguimos dois lugares, conversamos com orgulho de sermos brasileiros, ouvindo a família proprietária do restaurante, cantar saudosos fados em meio a bacalhau, vinho e alegria dos clientes. De repente, uma surpresa, uma homenagem em forma de canto ao casal brasileiro, era dia de meu aniversário. Me comovi. Lisboa ficou mais bela à noite, até à madrugada. Leia mais.

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14.03.2010 | 12:32:39
Lula no Oriente Médio

Diário reconstitui viagem de D. Pedro 2º

Quando desembarcar em Israel, o presidente Lula mergulhará numa realidade política a anos-luz da encontrada por D. Pedro 2º em 1876, na única visita até hoje de um governante brasileiro à região. Mas quem se aventurar a repetir os passos do imperador na Terra Santa, se surpreenderá com as marcas que resistiram ao tempo e aos conflitos nos locais percorridos pela comitiva real.
A passagem do último imperador do Brasil pela Palestina fez parte de uma monumental excursão que durou 18 meses e passou por mais de cem cidades em quatro continentes.
Nunca antes na história do império o monarca havia ficado tanto tempo fora. Foi a mais longa das três grandes viagens internacionais de D. Pedro 2º, que deixou as turbulências abolicionistas da corte para trás e se lançou no mundo.
É possível reconstituir os passos do imperador na Terra Santa graças às descrições deixadas por ele em um detalhado diário de viagem. Em 24 dias, o imperador visitou Líbano, Síria e Palestina, num percurso de 500 km - uma enormidade para uma comitiva de 200 pessoas movida a tração animal.
O diário de viagem foi achado por acaso em 1995 pelo historiador Reuven Faingold, da Universidade de Jerusalém, que dá aulas na universidade FAAP, em São Paulo.
Com uma lupa, ele transcreveu a letra miúda do autor e publicou "D. Pedro 2º na Terra Santa" em 1999 (Ed. Sêfer, esgotado), um diário que joga luz sobre a personalidade despojada do monarca e descreve cenários que se preservaram e hoje são cercados pelo conflito entre israelenses e palestinos. (Marcelo Ninio na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
mais.

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14.03.2010 | 12:10:08
Painel: Renata Lo Prete

PAC do palácio

Quem passa pela frente mal consegue acreditar, dado o estágio da obra, mas o governo garante que a reforma do Planalto ficará pronta em 21 de abril. Lula faz questão de voltar a despachar no palácio no aniversário dos 50 anos de Brasília.
Entre outras providências restauradoras, a obra dará fim ao aspecto de "colmeia" que o palácio adquiriu ao longo do tempo, com a multiplicação de divisórias internas improvisadas para acomodar o crescente número de funcionários. Dos 700 que ali trabalhavam antes da reforma, apenas 400 deverão voltar. Os demais passarão a dar expediente em outros prédios.
Oração. Uma cerimônia religiosa deverá marcar a reabertura do palácio. O governo ainda não definiu se ela acontecerá no dia 21 ou na noite da véspera, como a missa acompanhada por JK e que selou a inauguração do Planalto.
(Folha de S.Paulo)

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14.03.2010 | 11:57:06
Clóvis Rossi na Folha de S.Paulo

De silêncios e civilização

Se Lula fosse presidente em 1939, teria justificado Hitler. Em 1937 Hitler aprovou uma lei que tornava legal prender pessoas por serem judias. Ou seja, se é mesmo para respeitar, como disse Lula, "a Justiça e o governo cubano", ter-se-ia que respeitar também a Justiça e o governo alemão da época.
A observação é de Marcelo Bigal, brasileiro de 40 anos, neuropsiquiatra residente na Pensilvânia, onde é diretor-global de Assuntos Científicos da Merck.
Não se trata de um representante da "direita", essa palavrinha que a esquerda debiloide saca do coldre nas infinitas vezes em que não tem um só argumento para rebater críticas a seus ídolos e prefere, por isso, tentar desqualificar o crítico. Foi militante do PT, sim, senhor, mas saiu desiludido com o que chama de "pallocismo" em sua terra, Ribeirão Preto.
Seu argumento é nítido: "Um presidente não expressa apenas seu pensamento ou joga para a plateia. Ele representa os princípios do povo que o elegeu". No pressuposto de que a maioria dos brasileiros valoriza direitos humanos e a democracia, não há como silenciar em relação a Cuba ou a qualquer outro país que viole tais valores.
Não cabe, portanto, a fuga ensaiada por Marco Aurélio Garcia ao dizer que, às vezes, "a melhor forma de ajudar é não tomar partido". Pode-se, de fato, não tomar partido entre correntes políticas ou entre governos em confronto, mas, entre a civilização e a barbárie, qualquer omissão equivale a tomar o partido da barbárie.
Nem é tão complicado assim: Hillary Clinton, a secretária norte-americana de Estado, disse que a iniciativa israelense de construir novas residências em áreas palestinas "é um sinal profundamente negativo sobre a abordagem de Israel para as relações bilaterais". Tomou partido ou apenas disse o que deveria dizer?

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14.03.2010 | 11:49:58
Direto da fonte: Sonia Racy

Lula II

Lula, que está hoje em Tel-Aviv, é presença confirmada no jantar da Câmara Árabe que comemora, dia 25, o Dia Nacional da Comunidade.

Ele foi o primeiro presidente brasileiro a viajar para países árabes, logo no início do mandato, em 2003. E é o primeiro a pisar oficialmente em Israel.

Em toda a história, o único mandatário brasileiro a visitar antes a região foi d. Pedro II.

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14.03.2010 | 11:45:58
Sucessão de Lula

PT vai "carimbar" Dilma como solução

A despedida de Dilma Rousseff no comando da Casa Civil, no fim deste mês, indicará o tom que o governo quer imprimir à temporada inicial da campanha de sua candidata ao Palácio do Planalto. A equipe do PT tentará a todo custo popularizar a imagem da ministra - ainda desconhecida de metade do eleitorado - e, ao mesmo tempo, carimbá-la como a mulher com capacidade de resolver problemas e apontar soluções.

O roteiro que Dilma cumprirá, nos últimos dez dias de governo, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reflete com todas as letras a estratégia traçada pelo comando petista. A maratona de viagens inclui visita à favela de Paraisópolis - a segunda maior de São Paulo -, no próximo dia 25, para uma cerimônia de licenciamento de rádios comunitárias e inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.

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14.03.2010 | 11:16:37
Elio Gaspari na Folha de S.Paulo

Para Lula, greve de fome sempre foi teatro

Nosso guia, ou Grande Mestre, como diz a comissária Rousseff, comparou as razões dos dissidentes cubanos que fazem greve de fome às dos delinquentes das prisões nacionais.

O aspecto autoritário, intolerante e até mesmo servil da fala de Lula já foi universalmente exposto, mas resta um detalhe: a natureza farsesca de seu próprio recurso à greve de fome.

Em 1980, quando penou 31 dias de cadeia que ajudaram-no a embolsar pelo Bolsa Ditadura um capital capaz de gerar mais de R$ 1 milhão, Lula fez quatro dias de greve de fome.

Apanhado escondendo guloseimas, reclamou: "Como esse cara é xiita! O que é que tem guardarmos duas balinhas, companheiro?"

Em 1998, quando os sequestradores do empresário Abilio Diniz fizeram greve de fome na cadeia, Lula ligou para o presidente Fernando Henrique Cardoso e intercedeu por eles: "Olha, Fernando, você vai levar para a tua biografia a morte desses caras".(Dar o mesmo telefonema para Raúl Castro, nem pensar.)

Nesse mesmo ano, quando Lula sentiu-se massacrado pelas denúncias de intimidades imobiliárias com o empresário Roberto Teixeira, saiu em busca de apoios e disse que cogitava fazer uma greve de fome. Não fez, e tanto ele como Teixeira alimentam-se bem até hoje.

Recordar é viver. Em plena ditadura, o presidente Ernesto Geisel foi confrontado por uma greve de fome de 33 presos políticos da Ilha Grande que reivindicavam transferência para o continente. Quando o jejum estava no 14º dia, Geisel capitulou: "Ceder a uma greve de fome é duro, mas eu prefiro ceder".

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14.03.2010 | 10:50:36
Eleições no Ceará

PCdoB lança candidatura ao Senado

O PCdoB decidiu lançar candidato próprio ao Senado. Por unanimidade, em reunião neste sábado, 13, os comunistas escolheram o nome do ex-presidente da OAB/Ceará, Hélio Leitão, para uma das vagas na chapa majoritária. O partido também declarou apoio à candidatura de Eunício Oliveira (PMDB) ao Senado Federal.

Chico Lopes, que também estava cotado para representar o partido na candidatura ao Senado, vai disputar pela a reeleição para deputado federal, ao lado de João Ananias.

Durante o encontro, o PCdoB confirmou aliança com Cid Gomes e com toda a base aliada do governo do Estado. O senador Inácio Arruda disse, em entrevista à TV Diário, que a ideia é formar uma “ampla aliança”, similar a que o partido tem no plano nacional em torno do presidente Lula (PT). O PCdoB quer garantir participação igualitária nos cargos majoritários das quatro legendas em aliança no governo do Ceará (PT, PSB, PCdoB e PMDB). Segundo Inácio, a intenção do PCdoB é redobrar a bancada de deputados, elegendo, no mínimo, dois deputados estaduais e dois federais. (O Povo Online com informações da TV Diário) Leia
mais.

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14.03.2010 | 10:25:24
Eleições no Ceará

Aliança PSB-PT em teste

Uma pontual divergência sobre a construção de um estaleiro na praia do Titanzinho, em Fortaleza, acabou abrindo uma ferida política na principal aliança de sustentação do poder no Ceará. Para alguns, algo meramente contornável e sem grandes consequências. Mas o fato é que a trincheira sobre o assunto já foi formada e quase ninguém pode se dar ao luxo de ficar em cima do muro, como alguns políticos próximos ou que dependem de ambos. Têm de escolher entre ficar do lado do governador Cid Gomes (PSB) ou da prefeita Luizianne Lins (PT).

As juras de eterna amizade de Cid na posse de Luizianne como presidente do PT estadual, em fevereiro último, não estancou a mais grave queda-de-braço administrativa entre eles desde que assumiram os dois mais importantes cargos públicos no Ceará. Mesmo que nem "a indústria naval do mundo inteiro" vá acabar com a amizade deles, como garantiu o governador, o confronto para convencer população e políticos de seus pontos de vista continua. (Giselle Dutra em O Povo) Leia
mais.

Conjuntura os aproxima, história os afasta

O principal fator que aproxima o governador Cid Gomes (PSB) da prefeita Luizianne Lins (PT) é que ambos fazem parte de um processo político de hegemonia que se estabeleceu no Brasil a partir da eleição do presidente Lula, em 2002. A avaliação é do doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP), Josênio Parente. "O Cid escolheu o caminho nesse campo de atuação e tem se saído bem nesse ritmo. No campo que gira em torno do governo Lula, onde PSB e PT fazem parte com outros partidos".

No entanto, ressalta, a diferença entre Luizianne e Cid já se dá a partir de parâmetros. "O Cid tem uma visão mais ampla do social junto com o empreendedorismo, com a visão de mercado. Enquanto a Luizianne tem uma visão que enfoca mais o social, do povo. Nesse sentido, eles se chocam, como é o caso do estaleiro (que Cid quer ver construído na praia do Titanzinho, mas que conta com oposição da prefeita)". (Giselle Dutra em O Povo) Leia
mais.

O estilo Luizianne

"Cuidar das pessoas". Foi com esse slogan que a prefeita Luizianne Lins (PT) conseguiu a reeleição já no primeiro turno em 2008. Para além disso, é assim que ela se identifica na forma de fazer política. "Hoje, quando a Luizianne é criticada pela estrutura da gestão, ela rebate que -se vocês forem à periferia vão ver o que está sendo feito pelas pessoas-. A estratégia dela é pautada ainda nisso", explica a mestra em Sociologia Gilvanira Freitas, que pesquisou processos eleitorais dos quais a petista participou.

Ela lembra que a vida político-partidária da prefeita já começa envolvida em polêmicas de reivindicações de uma parlamentar que nasceu na esquerda. Em seu primeiro mandato de vereadora, Luizianne fazia oposição à administração de Juraci Magalhães na Capital. (Giselle Dutra em O Povo) Leia
mais.

O estilo Cid Gomes

Mais do que como governador, o estilo Cid Gomes (PSB) de administrar tem como mais bem acabado exemplo o período em que foi prefeito de Sobral, cargo que o projetou para ocupar o posto máximo do Executivo estadual. "Em termos de uma reestruturação, ao final da última gestão de Cid Gomes, a área mais central da cidade mais parecia um imenso canteiro de obras", explica a professora da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Diocleide Lima Ferreira, estudiosa da requalificação urbana de Sobral.

Ela explica que Sobral sofreu profunda transformação arquitetônica a partir da primeira gestão como prefeito do hoje governador. "Cid Gomes consegue deixar Sobral com uma cara completamente diferente de outras cidades do Interior. Ele imprimiu na cidade a face da cidade moderna". (Giselle Dutra em O Povo) Leia
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14.03.2010 | 10:01:43
Eleições na Paraíba

De olho na vice

Primeiro, os dirigentes do Partido dos Trabalhadores reuniram-se com o governador José Maranhão (PMDB) na granja Santana, em João Pessoa. Ali, fecharam questão em torno da reivindicação da vice do peemedebista, com a manutenção de Luciano Cartaxo no posto. Na última quinta-feira, os petistas, liderados pelo novo presidente do diretório regional, deputado Rodrigo Soares, estiveram com José Eduardo Dutra, atualmente dirigente nacional da agremiação. Foi pedido o aval de Dutra para reforçar a aliança com o PMDB no estado e com forças de esquerda representadas pelo PCdoB, além do PRB, que tem como expoente o senador Roberto Cavalcanti, que assumiu como suplente diante da investidura de JM no Executivo. Maranhão ficou de apreciar a proposta que lhe foi levada.

Segundo versões, o diálogo na granja Santana teria sido prejudicado pela presença do próprio Luciano Cartaxo, que tem pretensões em jogo, o que inibiu Maranhão, aparentemente, de avaliar outras alternativas para a chapa. (Nonato Guedes no Diário de Pernambuco) Leia
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14.03.2010 | 09:55:26
Eleições em Pernambuco

Presidentes do PT em conflito

Dividido por tendências, o Partido dos Trabalhadores (PT) ficou conhecido por seus conflitos ideológicos, protagonizados por militantes e filiados da sigla. Em Pernambuco, as brigas entre o Campo de Esquerda Unificado (CEU), liderado pelo ex-prefeito João Paulo, e a tendência Constuindo um Novo Brasil (CNB), sob o comando do secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, tornaram-se bastante frequentes, principalmente, em períodos eleitorais, desde as eleições internas do partido às eleições oficiais. Boa parte da sociedade já está acostumada a ver nos jornais trocas de farpas entre petistas. O PT municipal e o estadual são um exemplo disso. Vivem em “pé de guerra”.

Presidente do PT recifense e integrante do CEU, Oscar Barreto não pensa duas vezes em criticar a política implantada no PT estadual pelo presidente reeleito, Jorge Perez, membro da CNB. Oscar, que dirige a sigla na capital pela quarta vez, garante, no entanto, que as críticas se dão por divergências ideológicas. “Essa é uma disputa de rumo do PT. A disputa dos grupos de esquerda do PT com os grupos mais eleitorais, mais pragmáticos. Esse é o problema”, diz Oscar, em mais uma crítica velada às lideranças da CNB (antiga Unidade na Luta), que, curiosamente, o apoiaram no Processo de Eleições Diretas (PED) em 2002, quando ele foi eleito presidente do PT municipal. Após o rompimento com a tendência, Oscar e membros da CNB, em especial Jorge Perez e Humberto Costa, passaram a se estranhar frequentemente. (Marileide Alves na Folha de Pernambuco) Leia mais.

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14.03.2010 | 09:36:55
Eleições 2010

Alianças, a enxaqueca de Lula

Os problemas enfrentados pelos partidos de oposição em relação à formação de algumas chapas estaduais – muito por conta da demora do governador de São Paulo, José Serra, em assumir de fato sua pré-candidatura à Presidência – tem incomodado muitos correligionários e/ou aliados daquele grupo político, formado basicamente por PSDB, DEM, PPS e, em alguns Estados, PMDB. Em Pernambuco, por exemplo, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) só deve anunciar sua candidatura ao governo do Estado, a ser disputada contra o governador Eduardo Campos (PSB), quando Serra se desvincular do cargo e entrar para valer na disputa pela Presidência. Porém, engana-se quem pensa que apenas as oposições estão tendo dores de cabeça para definir suas alianças regionais. Do lado do governo, não são poucos os Estados em que há problemas – alguns muito sérios – envolvendo os partidos da base de sustentação do presidente Lula.

Dos 27 Estados da Federação, não é exagero dizer que em apenas dois a situação está definida sem nenhum conflito em relação ao desejo original do presidente: Sergipe e Tocantins. No primeiro, PT, PMDB e PSB caminham unidos em prol da candidatura do petista Marcelo Déda – sem haver desentendimentos entre os aliados. Já Estado do Norte, diversos partidos aliados formam uma coalizão em torno do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), que deve ter como adversária na disputa pelo governo a senadora Kátia Abreu (DEM). Em todas as demais unidades federativas, existe algum fator complicador – uns mais simples, outros bem complicados de se resolver. (Paulo Augusto no Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.

A problemática dobradinha PT/PMDB

A complicada situação das alianças em prol da ministra Dilma Rousseff vista na Bahia é apenas um exemplo – dos mais extremos – dos problemas que o presidente Lula está enfrentando em inúmeros os Estados. A dobradinha PT-PMDB, que deve ser vista na chapa governista para a Presidência, tende a não ser repetida em pelo menos 16 unidades federativas: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo – além, claro, da Bahia.

A questão causa tanta preocupação que na semana passada Lula se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado, Michel Temer (PMDB-SP) e José Sarney (PMDB-AP), respectivamente, para traçar uma estratégia que permita um entendimento entre as legendas no máximo de Estados possíveis. A aliança petista com o PMDB é vista como prioritária pelo presidente.

Em fevereiro, durante visita ao interior de Mato Grosso do Sul, Lula chegou a dizer que não faria campanha nos Estados em que as siglas não caminhassem juntas. “A gente tem que resolver o problema nacional, depois os Estados. Mas se em algum Estado não tiver possibilidade de construir uma aliança, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele Estado”, afirmou, na ocasião. Em Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB), aliados do governo federal, são pré-candidatos. (Jornal do Commercio) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.

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14.03.2010 | 09:26:20
Eleições na Bahia

Petistas querem Waldir na chapa de Wagner

O apoio da militância petista à candidatura do ex-governador Waldir Pires ao Senado, na chapa do governador Jaques  Wagner, foi evidenciada nesse sábado, 13, durante o evento de posse da nova diretoria estadual do Partido dos Trabalhadores, no Hotel Sol Barra.  Aclamado pela maioria, o ex-governador reafirmou a sua disposição em participar da disputa, apesar dos discursos de Wagner e do presidente estadual do partido, Jonas Paulo, que defendem a ampliação do leque de alianças para  eleger a ministra Dilma Rousseff à presidência da República e a reeleição do governador.

“Temos que escolher se vamos decidir pela chapa dos nossos sonhos ou por uma chapa que reúna os sonhos e o compromisso de dar continuidade ao nosso projeto político, vencendo as eleições”, assinalou Wagner, que ressaltou o papel do Partido Republicano (PR), do senador César Borges, um dos postulantes à vaga ao Senado federal, e do PDT durante o que chamou de “golpe” sofrido pelo PMDB, que rompeu com o PT no estado, lançando a candidatura  do ministro Geddel Vieira Lima ao governo estadual. (Rita Conrado em A Tarde) Leia mais.

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14.03.2010 | 09:22:31
Eleições na Bahia

DEM lucra com briga PT-PMDB

Quem acompanha a pré-disputa eleitoral pelo governo da Bahia tem a impressão de que a batalha pela administração estadual se dará, somente, pelo atual governador, o petista Jaques Wagner, e pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), pré-candidatos ao cargo.

Os dois, apoiadores do governo Luiz Inácio Lula da Silva, monopolizam os debates, enquanto seus partidos, aliados no Estado até meados do ano passado, hoje trocam acusações em ritmo acelerado.

Até Lula já tentou intervir na disputa, chamando os participantes a se unirem em uma só chapa – para repetir a surpreendente vitória em primeiro turno obtida em 2006 sobre o então PFL (hoje DEM) –, mas a ideia, pelo menos por enquanto, está afastada pelas duas legendas.

Enquanto PT e PMDB trocam farpas, o DEM articula-se para tentar retomar o poder no Estado. E faz isso discretamente, subvertendo as práticas de seu maior cacique, o senador Antônio Carlos Magalhães, falecido em julho de 2007. (Jornal do Commercio, do Recife) Leia mais.

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14.03.2010 | 07:56:32
Página 10: Rosane de Oliveira

Ana Amélia vai concorrer

Após meses de suspense, a jornalista Ana Amélia Lemos anuncia que está deixando a atividade de comunicadora para disputar uma vaga no Senado pelo PP. Nesta segunda-feira, ela se despede dos espaços que ocupa na RBS TV, Zero Hora, Rádio Gaúcha, Rádio CBN/Diário e Canal Rural.

A jornalista está filiada ao PP desde outubro do ano passado, mas tinha pedido tempo ao partido para se decidir.

O PP programou uma série de encontros nos quais Ana Amélia será apresentada como a grande aposta do partido para a eleição de outubro. O lançamento deve ocorrer com festa, dia 24 de abril, numa pré-convenção em Porto Alegre.

A expectativa pela confirmação de Ana Amélia como reforço na chapa majoritária fez aumentar o assédio dos outros partidos pelo apoio do PP, que elegeu o Senado como prioridade.

O prefeito José Fogaça chegou a dizer que a chapa dos sonhos dele teria um vice do PDT e Ana Amélia e Germano Rigotto como candidatos ao Senado.

Embora o caminho natural seja apoiar Yeda Crusius, o PP revela simpatia pela aliança com Beto Albuquerque, sem descartar a hipótese de apoio a José Fogaça ou Luis Augusto Lara.
(Zero Hora)

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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14.03.2010 | 07:34:49
Eleições

Regras novas no jogo de 2010

Depois do cerco aos showmícios e à distribuição de brindes que marcou a eleição de 2006, novas regras ampliam o controle da Justiça sobre a disputa eleitoral de 2010.

Desta vez, todos os candidatos estão proibidos de participar de inaugurações e de receber doações ocultas. Além disso, serão obrigados a detalhar o andamento de eventuais processos criminais.

Embora não resulte em uma revisão profunda do sistema eleitoral, parte das normas foi aprovada em 2009, em uma minirreforma. Visam dar mais transparência e equilíbrio à disputa pela preferência dos eleitores. Ao contrário de anos anteriores, para esta eleição os parlamentares se anteciparam à ação do Judiciário. (Fábio Schaffner no Zero Hora) Leia
mais.

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14.03.2010 | 07:29:27
Batalha de bilhões

O desafio da trégua na guerra do petróleo

Fim da noite de quarta-feira, Câmara dos Deputados. O que era dúvida e tensão até o final da tarde se transformou numa avassaladora vitória. Por 369 votos a favor, 72 contrários e duas abstenções, foi aprovada a distribuição uniforme dos royalties de todos os campos de petróleo no mar, não só das áreas ainda não licitadas do pré-sal. Nem houve tempo para festa em 24 Estados e mais de 5,3 mil municípios. A revolta no Rio, no Espírito Santo e em 194 cidades hoje irrigadas pelos recursos deu sabor de ressaca e suscitou ensaios de negociação. Risco ao pacto federativo, desequilíbrio orçamentário e tensão pré-eleitoral ameaçam dar vida curta à tentativa de repartição das receitas. Agora, será jogada no Senado a etapa decisiva do futuro de dezenas de bilhões de reais.

Padrinho da emenda que redistribuiu os recursos do petróleo entre todos os Estados e municípios, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) fala em negociação desde o dia seguinte à aprovação. Principal articulador da aprovação, outro gaúcho, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, qualifica a mudança de “extrema” e admite que a proposta “radicalizou” frente à resistência governista. (Marta Sfredo no Zero Hora) Leia mais.

"É a quebra do pacto federativo"

David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP

ZH– O que significa a mudança?
David Zylbersztajn –
É perigoso, porque extrapola a questão do petróleo. Mexer no que está acordado é a quebra do pacto federativo. É como se a União estivesse quebrando um contrato com o Estado. Para o futuro, faz sentido negociar. Agora, se mexer no passado, é uma descompensação total no sistema. Além do que está previsto na Constituição. Ninguém discutiu adequadamente o modelo, todo mundo foi em cima do dinheiro.
ZH – O aumento no volume de recursos foi decisivo para o resultado?
Zylbersztajn –
Quando mudou a lei, em 1997, as pessoas não tinham noção da quantidade de recursos que ia gerar. Os royalties passaram de 5% para 10%, foi criada a participação especial, a produção mais do que triplicou, e o preço do petróleo está quatro a cinco vezes maior.
ZH – Essa é uma avaliação de carioca ou de técnico?
Zylbersztajn –
Não estou falando como quem mora no Rio. Abre precedentes. É uma coisa esdrúxula. O problema está vinculado à ruptura do pacto federativo, isso pode servir amanhã para qualquer coisa. Amanhã quero dividir os subsídios da Zona Franca de Manaus. (Zero Hora)

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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14.03.2010 | 07:15:04
Bom dia! Manchetes de domingo

Vinte anos depois, perdas do Plano Collor somam R$ 50 bi

Duas décadas após o Plano Collor confiscar as economias dos brasileiros, tramitam nos tribunais do país 890 mil ações individuais e 1.030 coletivas de poupadores. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), eles pedem o pagamento das perdas pela falta de correção dos depósitos bancários e cadernetas. Em caso de vitória, os bancos terão que pagar R$ 50,5 bilhões aos poupadores, segundo o Ministério da Fazenda. Para o governo, o valor desestabilizaria o sistema financeiro nacional. Anunciado por Zélia Cardoso de Mello de forma desastrada em 16 de março de 1990, o pacote não se resumiu ao confisco, mas teve medidas que vigoram até hoje, como abertura comercial e privatizações.

Empreiteiras criam esquema paralelo para repartir licitações

Documentos que constam de inquéritos da Polícia Federal indicam que empreiteiras repartem, à margem das licitações, a execução e o pagamento de obras públicas, informam Renata Lo Prete e Leonardo Souza. Segundo os documentos, as construtoras acertam quem vai executar uma obra. Depois, participam separadamente da licitação. Escolhida a vencedora, a partilha é feita por fora, num "consórcio paralelo". Esse esquema, relata a PF, operou nas licitações dos metrôs de Salvador e do Rio, entre outras. Ao todo, 12 construtoras são investigadas por suposta formação de cartel; juntas, têm receita anual de R$ 20 bilhões. Esse valor equivale ao que o país estima gastar na realização da Copa-2014. Governos envolvidos negam fraude. Cinco empresas não quiseram falar, entre elas Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Quatro empresas, entre as quais a OAS, não ligaram de volta. A construtora Queiroz Galvão disse que não se manifestaria por não ter conhecimento das acusações, e a Odebrecht negou irregularidades.

Serra vai se lançar candidato defendendo "Estado ativo"

O discurso do governador José Serra (PSDB) para sua campanha à Presidência terá como fio condutor o conceito de "Estado ativo", controlado por uma sociedade capaz de influenciar as decisões públicas. Essa diretriz fará parte do pronunciamento dele no ato oficial de lançamento da candidatura, previsto para o fim da primeira semana de abril, em Brasília. A exemplo do que fez há três anos, quando tomou posse no governo de São Paulo, Serra defenderá o que chama de "ativismo governamental" como estratégia para se obter, ao mesmo tempo, desenvolvimento e igualdade social. Além disso, ele pretende enfatizar que a política não é necessariamente uma atividade desonesta.     

Mobilização

O governador do Rio Sergio Cabral, em entrevista coletiva realizada sábado de manhã no Palácio das Laranjeiras, deu início a um movimento “Contra a covardia, em defesa do Rio” para tentar conseguir um veto ou alterar a emenda que redistribui os royalties de petróleo. Acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, entre outras lideranças políticas, Cabral reafirmou que o Rio está sendo vítima de um linchamento com a previsão de deixar de arrecadar cerca de R$ 5 bilhões.

Os efeitos da Pandora na sucessão ao GDF

Três meses após ser deflagrada a operação da Polícia Federal que tornou público o suposto esquema de pagmento de propinas envolvendo o primeiro escalão do GDF, deputados distritais e empresários, começam a aparecer os impactos na política local. O primeiro sintoma do baque é a quantidade de pré-candidatos ao Governo do DF. Treze nomes são citados como possíveis concorrentes - entre eles, ex-governadores, nomes de esquerda e até herdeiros de José Roberto Arruda. Alguns deles disputam internamente, como Geraldo Magela e Agnelo Queiroz, que participarão de prévias no PT. Veja quem está no páreo e quais são as estratégias de cada um.

Games: entre a diversão e o vício

Especialistas não veem problemas nos jogos eletrônicos, mas dizem que é fundamental os pais definirem os limites para as crianças. 

A face obscura da elegante Savassi

Referência da capital pela concentração de bares, restaurantes e cafés, a região virou reduto de grupos de adolescentes e jovens que, movidos pelo consumo excessivo de álcool, transformam o lugar em palco de brigas e depredações. Também há abusos no trânsito e ocupação irregular de calçadas. A violência e a incivilidade, somadas a pichações, equipamentos públicos danificados, lixo e entulho nas ruas, degradam uma das áreas mais nobres da cidade. A prefeitura tem pronto um projeto de revitalização da Savassi, que aguarda a aprovação da nova lei de uso e ocupação do solo.

Petróleo deflagra guerra entre Estados

Fim da noite de quarta-feira, Câmara dos Deputados. O que era dúvida e tensão até o final da tarde se transformou numa avassaladora vitória. Por 369 votos a favor, 72 contrários e duas abstenções, foi aprovada a distribuição uniforme dos royalties de todos os campos de petróleo no mar, não só das áreas ainda não licitadas do pré-sal. Nem houve tempo para festa em 24 Estados e mais de 5,3 mil municípios. A revolta no Rio, no Espírito Santo e em 194 cidades hoje irrigadas pelos recursos deu sabor de ressaca e suscitou ensaios de negociação. Risco ao pacto federativo, desequilíbrio orçamentário e tensão pré-eleitoral ameaçam dar vida curta à tentativa de repartição das receitas. Agora, será jogada no Senado a etapa decisiva do futuro de dezenas de bilhões de reais.

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