Nova distribuição dos royalties do pré-sal é inaceitável, diz Serra
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chamou de "inaceitável" a nova divisão dos royalties do pré-sal, embora não tenha criticado a distribuição por todos os Estados.
Segundo ele, o grande problema é que, do modo em que foi aprovada na Câmara dos Deputados, a distribuição dos royalties irá causar a quebra financeira dos Estados do Rio e do Espírito Santo e dos municípios de ambos que também recebem esses recursos.
"Eu mandei pegar o projeto em Brasília. Eu acho que é uma preocupação correta de ter os benefícios do petróleo para todo o Brasil. Mas acho que o projeto, do jeito que está, arruina o Rio de Janeiro, arruina o Espírito Santo, e por isso é inaceitável", disse o governador após participar de evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. (Ygor Salles na Folha Online) Leia mais.
Oito entre dez acidentados em refinaria da Petrobras são terceirizados
A comissão criada para investigar o acidente ocorrido na semana passada na Refinaria Landulpho Alves se reuniu hoje para analisar as causas do ocorrido, que vitimou três funcionários terceirizados. Ontem, os integrantes da comissão visitaram a unidade 83 da Refinaria, onde houve a explosão na tubulação de vapores que deixou os operários gravemente feridos na última sexta-feira.
Desde o acidente, funcionários terceirizados que prestam serviço à Petrobras têm realizado diversas manifestações exigindo resposta sobre a ocorrência, além de se manifestarem apreensivos com a falta de segurança no local.
Segundo o diretor do Sindicato do Ramo Químico e Petroleiro, Moises Rocha, que acompanha o caso, os profissionais terceirizados não têm recebido muita atenção da estatal. Rocha disse também que de cada 10 acidentes ocorridos na Landulpho Alves, oito vitimam terceirizados, pois estes não estão preparados para situações de emergência. (Blog Política Livre)
Escândalo tranca a pauta de votações da Assebléia do Amapá
Há exatamente três semanas nenhum requerimento é votado na Assembléia Legislativa do Amapá, em virtude do requerimento protocolado em regime de urgência de autoria do deputado estadual, Camilo Capiberibe (PSB/AP), que pede ao governador do Amapá, Waldez Góes (PDT/AP), o afastamento do secretário de Estado da Educação, Adauto Bitencourt.
O escândalo do "Adautogate" ficou conhecido, após o Ministério Público Estadual (MPE/AP) divulgar relatório através da Promotoria de Investigação Civil e Criminal (PICC), que mostra o possível desvio de R$ 200 milhões de reais dos cofres da Secretaria de Estado da Educação (SEED). O MPE apontou o atual secretário Adauto Bitencourt, como "chefe do esquema".
Ocorre que desde a entrada do requerimento na AL a pauta de votações de requerimentos não é votada por falta de quórum, resultado de manobra política da base do governo na AL. "A Assembléia Legislativa precisa votar o requerimento e mandar uma resposta à sociedade e ao governador Waldez", desabafou Camilo Capiberibe. Nesta quarta-feira, 17, não houve sessão por falta de quórum.
Aleluia diz que o DEM fez a coisa certa e comemora cassação de Arruda
A deputado José Carlos Aleluia (BA), vice-presidente nacional do Democratas, aplaudiu a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal que cassou o mandato do governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido) por infidelidade partidária.
"A decisão não poderia ser outra. O Tribunal Regional do Distrito Federal seguiu uma decisão histórica do Tribunal Superior Eleitoral, que havia sido confirmada pelo Supremo Tribunal Federal de que o mandato pertence ao partido. A fidelidade partidária foi preservada e o Democratas deu exemplo a outros partidos aos afastar mensaleiros", comemorou Aleluia.
"Outros partidos deveriam tomar o Democratas como exemplo", finalizou Aleluia.
Sou um apaixonado pelo radiojornalismo. Quando surgiu a CBN, a rádio que toca notícias, uma bela ideia do sistema Globo de Rádio, apostei no projeto. Tinha certeza que com o tempo a CBN iria emplacar.
Ela surgiu no dial da antiga rádio Mundial AM, 860 MHz, no Rio de Janeiro.
Naquela época, fins dos anos 80, a grande novidade eram as emissoras de rádio FMs, que privilegiavam a veiculação 24 horas de música.
As FMs viraram coqueluche nacional. Muita gente pregava o fim das emissoras AM.
Nessa época, trabalhava no Sistema Nordeste de Comunicação, de propriedade de Pedro Irujo, um potencial comprador de emissoras de TV e rádio.
Em 1992, o SNC possuía três emissoras de TV e inúmeras de rádio. Empolgado com o mundo da comunicação começava a se mexer para montar um jornal.
Um dia, consegui convencer Irujo a lançar a CBN Salvador em uma de suas emissoras da capital.
Ele topou a parada, negociou com o Sistema Globo de Rádio e a CBN Salvador foi ao ar em 1991 ou 1992, dirigida pelo jornalista Jorge San Martin.
O problema é que Irujo não gostava de investimentos de médio ou longo prazo. Como a emissora não emplacou imediatamente, ele tratou de retirá-la do ar.
Aliás, fez a mesma coisa com o jornal Bahia Hoje, um investimento milionário que teve vida curta. Impaciente com o vermelho do balanço, Irujo fechou o jornal e negociou seu maquinário com a Igreja Universal, que levou tudo para BH, onde edita e imprime a Folha Universal.
Agora, nos anos 2000, eis que surge de volta a CBN Salvador, através do Grupo Lomes de Comunicação, no dial da antiga rádio Metropolitana de Camaçari.
Fiquei tão empolgado, achando que dessa vez o projeto da CBN seria duradouro, que ancorei quase de graça durante alguns meses o jornal CBN Salvador, das 09:00 às 12:00 de segunda a sexta-feira.
Infelizmente, meu profissionalismo não bateu com o amadorismo jornalístico do dono do dial. Fui convidado a sair.
A partir daí me contento em ouvir diariamente a CBN/Rio de Janeiro pelas ondas da internet.
Agora, recebo a informação que a Rede Bahia decidiu assumir o projeto da CBN Salvador nas ondas do FM 100,7.
Pelo que conheço da Rede Bahia, agora a CBN veio para ficar definitivamente nas ondas do rádio baiano.
Espero que a terceira tentativa não tenha nenhum contratempo.
Dizem que José Serra revelará nos próximos dias aquilo que até seus poucos fios de cabelo sabiam há pelo menos dois anos: que é candidato à Presidência da República. Dizem que Ciro Gomes está descobrindo, nesses últimos dias, que o presidente Lula não o quer como candidato à Presidência. E, sem Lula, não dá. De qualquer forma, com ou sem Ciro, o quadro está montado: é Dilma x Serra, PT x PSDB, com Marina Silva e outros candidatos menores na disputa. Mas campanha, que é bom e custa caro, é coisa que ainda demora: vem aí a Copa do Mundo, que monopolizará os debates até o início do segundo semestre. O tema é a Seleção, é Dunga, é quem entra na última convocação. Adriano vai? E Ronaldinho Gaúcho? O goleiro reserva é Doni ou Vítor? Terminada a Copa, só então, a partir de julho (e até outubro) teremos a campanha eleitoral. Será curta, mas pesada: exércitos de militantes (ou, como podem ser chamados, patrulheiros) dos principais candidatos estão a postos, prontos para atacar os adversários. Com a entrada da Internet no circuito eleitoral, a agressividade não tem limites. Há a agressividade natural de pessoas pouco educadas, ou excessivamente entusiasmadas; e já está havendo, é visível, a agressividade encomendada. É o serviço sujo, aqueles ataques baixos que os candidatos evitam fazer para não ficar mal com o eleitor, e que ignoram limites entre o público e o privado. Vale tudo - desde culpar Dilma por atentados de que não participou até dizer que Serra não gosta de pobres. Ele gosta de todo mundo, desde que vote nele.
Fica aquela nuvenzinha ali em cima da gente, garoinha, pentelha, uma pressão, bigorna, espada de ponta fina. No cartum do Glauco seriam pequenas seringas apontadas como flechas correndo atrás de nós. Eles, os tais momentos, vêm, esperam qual será a sua, e vão, até retornarem, mais e mais, cada vez mais desafiadores.
É a vida. É a vida. Sinucas de bico, gíria que demorei a entender. Parece que você está decidindo, mas não, está sendo é levemente induzido a seguir, como se uma mão invisível o empurrasse; às vezes, docemente. Mas muitas vezes mão pesada, vai ou racha. Tem de ser assim, e ponto.
Dá-se o nome de Destino. Pode ser como um quebra-mola de estrada. Se você passar correndo, se estoura. Esse destino sobre o qual quem joga tarô sempre é claro em dizer - tudo pode mudar e as próprias palavras e previsões abrangem o período de seis meses. Somos senhores? Ou somos apenas marionetes, escravos? Leia mais.
O governador Eduardo Campos (PSB), que liderou o movimento pela distribuição dos royalties do pré-sal entre todos os estados brasileiros, já entrou em campo e começa a articular negociações, em Brasília, para que a proposta de redistribuição dos royalties, aprovada pela Câmara dos Deputados, também passe no Senado, mas sem prejudicar o Rio de Janeiro, como a emenda Ibsen Pinheiro.
Vai ser um trabalho árduo para Eduardo. E toda a mobilização feita pelo estado do Rio não vai amolecer o coração de nenhum senador, a não ser os que representam os interesses fluminenses, e o governador Sérgio Cabral (PMDB) pode pagar um preço altíssimo. Aliás, já está pagando. Até mesmo aliados de Cabral, como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), se referem a ele com um certo tom de gozação, em função de suas lágrimas. Ainda é cedo para avaliar o prejuízo eleitoral de Sérgio Cabral, mas é óbvio que seus adversários devem estar esquentando as mãos para quando a campanha começar - mesmo que a emenda Ibsen Pinheiro seja modificada pelo Senado, algum prejuízo o Rio vai ter. No fundo, dividir é uma coisa que ninguém gosta muito de fazer. Nem pessoas, nem Estados, nem governos. Agora foi o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
Mas poderia ser qualquer outro estado, até mesmo Pernambuco. No fundo, a responsabilidade dessa "guerra civil" é mesmo do governo Lula que, com a eleição na cabeça, forçou a aprovação das regras para o pré-sal num prazo muito curto e num período eleitoral, quando os interesses de cada deputado e de cada senador ficam mais exacerbados e ninguém vota contra os interesses de seus estados ou de suas regiões, como é o caso do novo modelo de divisão dos royalties. E mesmo esperando pela purpurina das Olimpíadas, o presidente Lula não pode favorecer o Rio em detrimento do resto do país. Há eleitores em todos os estados, e Sérgio Cabral está nas mãos dos senadores e da boa vontade do governador pernambucano, a quem ele se referiu, indiretamente, como "um aventureiro" tão logo se estabeleceu a polêmica sobre o assunto. Que tal um banho de sal grosso?
Moradores do bairro Jurema, em Vitória da Conquista, Bahia, estão preocupados com o excesso de carros, empilhados no pátio do Distrito Integrado de Segurança Pública. Os carros, à disposição da Justiça e da 4ª Ciretran, estão infestados de cobras e ratos. E há ainda o risco de se transformarem em focos de mosquito da dengue. As autoridades informam que não há solução para o problema a curto prazo. (Foto de Neia Rosseto publicada na primeira página de A Tarde)
PV baiano defende expulsão do ministro Juca Ferreira
Está cada vez mais evidente o racha do Partido Verde na Bahia. Nem mesmo a decisão da direção nacional em voltar atrás sobre a expulsão do ministro Juca Ferreira (Cultura), que integra o grupo dissidente local, arrefeceu os ânimos dos verdes. Na próxima segunda-feira, a executiva estadual se reúne para avaliar o relatório da Comissão de Ética da legenda, que tratará sobre as posições do secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, que contrariaram o estatuto do partido.
De acordo com Ivanilson Gomes, presidente do diretório estadual, o secretário Juliano Matos cometeu três erros graves em relação ao partido. Segundo ele, “o primeiro foi desobedecer a uma orientação da sigla, que aprovou a saída do governo Jaques Wagner, mas ele insiste em continuar”; o segundo ponto anotado por Gomes aconteceu durante a Lavagem do Bonfim, quando Juliano caminhou ao lado do governador com uma camisa do PT. Por último, ele citou a defesa que o secretário vem fazendo sobre a instalação de uma usina nuclear na Bahia, “fato que contraria o próprio estatuto do partido”. (Evandro Matos na Tribuna da Bahia ) Leia mais.
Supersticioso, o governador de São Paulo, José Serra, está em pleno inferno astral. Aos correligionários, argumenta que não pretende anunciar sua candidatura antes do próximo dia 19, data de seu aniversário, porque daria azar. Em 2002, lançou-se antes de acabar o desventuroso mês que antecede o seu aniversário e se deu mal. Nas eleições subsequentes, em 2004, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, e em 2006, quando concorreu ao Palácio dos Bandeirantes, procedeu de modo diferente e colheu melhores frutos.
Essa pode ser uma conversa para continuar enrolando os tucanos e seu aliados e, assim, permanecer encorujado, como a ave que acompanha sua jornada de trabalho. É notívago inveterado. Do signo de Peixes, Serra é leitor do renomado astrólogo Oscar Quiroga, que no horóscopo de ontem escrevia como se fosse o estrategista do candidato tucano: “Demonstre sem pudor nem temor sua capacidade organizadora, congregando correntes diferentes de pensamento através de suas atitudes e empreendimentos. Nada deve ser feito em nome do passado, mas do futuro”. Perfeito para Serra, que pretende descolar sua imagem de Fernando Henrique Cardoso e se colocar como o anti-Dilma, e não o anti-Lula. O tucano consultará uma amiga numeróloga para decidir o dia de lançamento de sua candidatura.
Em tempo: será divulgada hoje mais uma pesquisa de opinião CNI/Sensus, na qual Serra manteria vantagem em relação a Dilma Rousseff. Se isso ocorrer, será comemorada por tucanos e petistas. Agrada aos primeiros porque consolidaria a candidatura de Serra; aos segundos, porque temem que o tucano desista de concorrer à Presidência se levar um xis de Dilma antes de começar a campanha. (Correio Braziliense)
Em tempo:O CNI/IBope saiu com o seguinte resultado: o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 35% da preferência do eleitorado, contra 30% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem 11%. A senadora Marina Silva (PV-AC) aparece com 6%.
Um erro na redação final do projeto que cria o modelo de partilha de produção na área do pré-sal poderá levar o Estado do Rio a não ter nenhum centavo da distribuição dos recursos de royalties e participação especial do petróleo.
Se a emenda Ibsen faz com que a arrecadação anual do Rio caia de cerca de R$ 5 bilhões para apenas R$100 milhões, a redação final do projeto faz com que essa receita seja zero. O problema foi identificado ontem pelos deputados da bancada fluminense, que alertam que o Senado terá de resolver esse problema.
O que já era ruim ficou ainda pior, pois de uma hora para outra estamos sem receita alguma do petróleo diz o deputado Hugo Leal (PSC), coordenador da bancada fluminense. O problema deve-se à conjugação de alguns artigos na redação final. (Gustavo Paul em O Globo) Leia mais.
O que levou o deputado Ibsen Pinheiro a querer inscrever na sua já atribulada biografia política o papel de inimigo público do Rio de Janeiro, onde passou alguns bons momentos de sua então feliz e promissora carreira jornalística? Que lugar terá na sua memória as boas lembranças dos colegas e amigos de redação de outrora? Não é possível que aqueles anos dourados que precederam o golpe militar de 64 não tenham marcado o jovem copy-desk do velho Diário Carioca. Não terá ele nenhum peso de consciência, nenhum arrependimento por indispor a cidade que o acolheu tão bem, apresentando-a como privilegiada e gananciosa? Sim, porque além do prejuízo de mais de R$ 7 bilhões que a sua emenda vai causar às finanças do estado, há a crise federativa que ela ameaça criar, atiçando a cobiça de 24 unidades e jogando-as contra o Rio e o Espírito Santo.
Como ele se sentirá hoje ao ver as pessoas saírem às ruas não para protestar contra a ditadura como se fazia antigamente, mas contra ele, contra uma iniciativa sua demagógica e injusta? A história do Rio já era uma história de tungas e perdas. Leia mais.
O senadores do Rio vão retardar o quanto puderem a votação do projeto da partilha/royalties do pré-sal. O objetivo é impedir que o texto retorne à Câmara a tempo de ser votado em plenário ainda no primeiro semestre. É por essa razão que o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) já anunciou que vai rediscutir a mudança do regime de concessão para partilha. A orientação é embananar para que o veto à distribuição dos royalties chegue à mesa do presidente Lula depois das eleições de outubro. A convicção na bancada do Rio é que o melhor será o envio de novo projeto sobre royalties para ser votado em 2011, quando o Congresso não estará sob pressão eleitoral. (O Globo)
Com o objetivo de ser o principal formulador do programa de governo que o PMDB pretende apresentar ao PT, o ex-ministro Mangabeira Unger peregrinou ontem entre os principais gabinetes pemedebistas em Brasília para discutir a elaboração do programa de governo da legenda que começa a ser formulado amanhã, se não houver mais um adiamento.
Mangabeira esteve com o presidente do Congresso, José Sarney (MA); da Câmara, Michel Temer (SP); da Comissão de Constituição de Justiça da Câmara, Eliseu Padilha; e com o ministro Nelson Jobim (Defesa). A todos, afirmou que o programa deve ser forte, "o que não significa ser radical" e que, no que se refere à economia, o desenvolvimentismo não pode ser o guia conceitual do país nos próximos anos. "Não iremos fazer um catatau-enciclopédico, mas uma seleção draconiana dos problemas do país e das diretrizes dos caminhos a seguir", afirmou. (Caio Junqueira no Valor) Leia mais.
Aécio ajudou a salvar Lula do impeachment, diz Ciro
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), teve um papel fundamental no desmonte de uma "articulação golpista" em 2005 que, por meio da CPI dos Correios que investigava denúncias do mensalão, pretendia levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao impeachment. É o que revela, em entrevista ao Valor, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Aécio mandava um avião buscar Ciro, então ministro da Integração Nacional de Lula, e os então deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Eduardo Paes (PSDB-RJ), integrantes da CPI. "Íamos para o hangar lá em Belo Horizonte e brigávamos muito, mas chegávamos a um acordo que era avalizado pelo Aécio. Ele nos ajudou a salvar o mandato de Lula", garante Ciro.
Candidato a presidente pelo PSB, Ciro não quer abrir mão da candidatura para preservar espaço para críticas ao segundo mandato do presidente petista, quando ocorreu uma erosão "dramática" das contas externas, afirma. "Esse debate foi abolido da cena política por oportunismo político-eleitoral, inclusive do Serra", acusa. Aqui, a entrevista ao Valor.
É simbólica a escolha de Contagem como última cidade que a ministra da Casa Civil, DilmaRousseff (PT), vai visitar no dia 31, antes da desincompatibilização.
Além de ser o maior município do estado administrado pelo PT, é comandado por uma mulher, a prefeita Marília Campos. Dilma participa de inaugurações de obras do PAC cidadão e vai reforçar suas origens mineiras no segundo colégio eleitoral do país.
No mesmo dia, Dilma estará pela manhã em Porto Alegre, onde começou sua trajetória política. A sugestão dos destinos foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O PT mineiro recorreu ao presidente em exercício, José Alencar (PRB), para avalizar a declaração de paz entre os pré-candidatos do partido ao governo de Minas, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O cenário foi o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede provisória do governo, onde Alencar recebeu Patrus e Pimentel, no início da tarde de ontem.
Em pouco mais de meia hora de conversa, desenrolou-se a segunda cena do roteiro preparado pelo PT para mostrar a Lula que o partido fala sério quando insiste na candidatura própria, a despeito dos recados do próprio presidente deque prefere o nome do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB),como candidato único da base aliada. A primeira cena havia acontecido no fim da manhã de ontem, no gabinete de Patrus, quando foi selado o acordo com Pimentel para que o PT apresente apenas um candidato ao Palácio da Liberdade, antes do prazo de desincompatibilização dos ministros que pretendem disputar as eleições deste ano, em 3 de abril. (Patrícia Aranha no Estado de Minas) Leia mais.
Na matéria apresentada na noite de ontem, exibida pelo programa Paraná TV, a reportagem da RPC mostrou que o problema administrativo citado ontem pelos deputados pode ter um nome: Abib Miguel, o Bibinho. Diretor-geral da Assembleia Legislativa (AL), responsável pelo orçamento de R$ 319 milhões da Casa, Bibinho foi mostrado na reportagem como responsável por uma rede de cerca de 20 pessoas que, apesar de não trabalharem no Legislativo paranaense, recebem salários entre R$ 5 mil e R$ 35 mil (valor superior ao teto constitucional que pode ser pago a um servidor público).
Diretor da Casa desde a época em que a AL era presidida por Aníbal Kury, Bibinho seguiu na função nos mandatos de Hermas Brandão e Nelson Justus e é considerados um dos homens mais poderosos dentro do Legislativo estadual. A RPCTV mostrou que R$ 192 mil da AL foram depositados na conta do jardineiro particular de Bibinho. Segundo apurou a RPC, muitos dos beneficiados sequer moram no Paraná. (Roger Pereira em O Estado do Paraná) Leia mais.
O todo-poderoso
Um dos homens fortes da Assembleia Legislativa do Paraná é uma pessoa de bastidores, bastante discreta. Abib Miguel, o Bibinho, é o diretor-geral da Casa. Não demonstra o poder que detém. Nem o patrimônio que construiu ao longo de décadas de trabalho no Legislativo paranaense.
Respeitado pelos deputados estaduais, mas desconhecido pela população, Bibinho se move discretamente. Não permite ser fotografado, não dá entrevistas e costuma circular pouco pelos corredores da Assembleia.
Ganhou prestígio atuando como fiel escudeiro do ex-presidente da Casa Aníbal Khury, que comandou a Assembleia em diversos períodos das décadas de 80 e 90. Com a morte de Aníbal, em 1999, Bibinho não perdeu força. Foi mantido no cargo pelos dois presidentes que se revezaram no poder desde então: Hermas Brandão e Nelson Justus. (Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik na Gazeta do Povo) Leia mais.
O governador Luiz Henrique (PMDB) deu ontem duas declarações sobre seu futuro político.À tarde, durante evento em Chapecó, disse que renunciará ao governo “em poucos dias”. À noite em Joinville, afirmou que sai ainda em março. Ele só não disse o mais importante: se vai antes esperar a decisão do Tribunal de Justiça (TJ no Caso Pavan.
Luiz Henrique sairá para concorrer ao Senado e para cumprir acordo de passar o comando do Estado ao vice-governador Leonel Pavan (PSDB) no último ano do mandato. Ontem, especulações no meio político davam conta de que Luiz Henrique poderia renunciar de 31 de março, data em que o TJ decide se aceita denúncia do Ministério Público e transforma Pavan em reu num processo que investiga favorecimento a uma empresa de combustíveis.
A renúncia antes do dia 31 joga o Caso Pavan para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e vai de encontro a um desejo que o vice tem manifestado: ser julgado o mais rápido possível para poder provar sua inocência. (Ana Minosso no Diário Catarinense) Leia mais.
Apesar de peemedebistas considerarem natural o nome do ex-governador Germano Rigotto na disputa pelo Senado, o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) afirmou ontem que vai brigar pela indicação do partido à vaga. Padilha quer que o candidato seja escolhido no voto, durante convenção da legenda, em junho.
Nos bastidores do partido, peemedebistas acreditam que o deputado está insistindo na candidatura com o objetivo de se cacifar internamente, demonstrando força nas bases para se manter na executiva da sigla. Na cúpula do PMDB, há também quem aposte que a ideia é constranger Rigotto, que pode enfrentar uma disputa interna com desgaste. (Marciele Brum no Zero Hora) Leia mais.
“A convenção saberá dizer quem é o melhor candidato”
O secretário-geral do PMDB, deputado Eliseu Padilha, está disposto a brigar pela vaga ao Senado por meio do voto dos peemedebistas: ZH – O senhor mantém a sua disposição de concorrer ao Senado? Eliseu Padilha – É óbvio. Até a convenção, haverá quantos candidatos quiserem. Eu serei um dos candidatos ao Senado. A convenção saberá dizer quem é o melhor candidato do partido. Até a convenção, quem achar que será candidato deve se preparar para ser chancelado pelo partido.
“As coisas se encaminharão ao natural”
Nas próximas semanas, o ex-governador Germano Rigotto acredita que o PMDB escolherá o candidato ao Senado sem a necessidade de disputa interna: ZH – Quando o senhor anunciará a candidatura ao Senado? Germano Rigotto – Primeiro, o PMDB tem de esgotar todas as possibilidades de ampliar a coligação. As coisas se encaminharão ao natural para a candidatura ao Senado. Há muito tempo já concluí a etapa de deputado federal. Haverá o momento de oficializar a candidatura ao Senado. Estou muito tranquilo.
Durante a produção de uma reportagem para a RBS TV, ontem à tarde, o repórter Giovani Grizotti e o deputado estadual Dionilso Marcon (PT) protagonizaram um episódio que terminou em agressão na Assembleia. O parlamentar chegou a arrancar o microfone das mãos do jornalista para atirá-lo no chão.
Grizotti diz ter sido chamado de “picareta”, e Marcon afirma que foi tachado de “covarde” ao negar entrevista.
Grizotti e o cinegrafista Giancarlo Barzi concluíam uma reportagem sobre deputados que, após registrar presença em plenário, deixam a Assembleia sem participar das sessões. No último dia 4, a equipe flagrou Marcon agindo dessa forma. Ontem, quando o jornalista foi tentar ouvi-lo, o deputado se recusou a dar entrevista.
No início da noite, tanto o deputado quanto o cinegrafista Barzi registraram queixa na Polícia Civil. Presidente da Assembleia, deputado Giovani Cherini (PDT) diz que não pode emitir opinião sobre o caso: – Quando as duas partes dizem ter razão, para isso existe a Justiça. (Zero Hora)
O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), dividirá com os outros colegas da Corte uma das decisões mais polêmicas do caso: a de incluir o presidente Lula como réu no processo.
O pedido já foi feito reiteradas vezes por advogados do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o pagamento de mesada aos parlamentares e acabou sendo ele próprio denunciado. O argumento é o de que, como vários ministros do governo foram acusados de participar do esquema, isso indicaria a co-participação do presidente.
Até agora, Barbosa negou os pedidos dos advogados, já que o própria procuradoria-geral, que denunciou o mensalão ao Supremo, excluiu o presidente do processo. O ministro, no entanto, acha mais apropriado que a decisão final seja tomada por todos os ministros. Ele deve levar a questão ao plenário na próxima quinta.
Petrobras lança novo edital de licitação de agências de publicidade
A licitação da Petrobras, que escolheria três novas agências para a dividirem a verba de publicidade de estatal, estimada em R$ 250 milhões para os próximos dois anos foi cancelada no dia 4 de fevereiro por que o site Propaganda & Marketing anunciou, cerca de duas horas antes da abertura dos envelopes, no dia 28/01, as primeiras colocadas na primeira fase da licitação.
Segundo o site as agências Heads, Quê e Dentsu saíriam na frente. A Heads e a Quê, atendem a conta da Petrobras junto com a F/Nazca.
O vazamento ocorreu por que o mercado publicitário recebeu a informação, que por pressão de José Dirceu junto a Petrobras, a japonesa Dentsu era na verdade um biombo para a Duda Mendonça.
Agora a Petrobras lança um novo edital de licitação para a escolha de agências de publicidade.
Escaldada, a Petrobras decidiu que uma auditoria acompanhará o processo e que as empresas não terão nenhuma referência que as identifique.
Agora, o representante das agências receberá só envelopes e caixas para os documentos com o número coberto com uma tinta especial. As vencedoras rateiam uma conta anual de R$ 250 milhões prevista para 2010.
Vale lembrar, que qualquer movimento suspeito será tolhido pelo mercado publicitário.
Atendendo a uma representação do PSDB, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo determinou ontem, pela segunda vez em dois dias, a suspensão de mais uma inserção exibida pelo PT do Estado. Nela, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), provável candidato petista a governador, pede aos paulistas uma chance para que o PT governe São Paulo. Na representação -acolhida pelo desembargador Alceu Penteado Navarro- o PSDB alegou que a inserção configura propaganda eleitoral antecipada. Se não houver tempo para a substituição das peças, o PT levará ao ar amanhã apenas um tipo de inserção: em que Marta Suplicy, ex-prefeita e possível candidata ao Senado, fala sobre educação. Anteontem, o TRE-SP já havia determinado, a pedido do PMDB, a suspensão de inserção em que o presidente Lula elogiava a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nesse outro caso, a acusação foi de promoção pessoal. "Das três inserções do PT, a única em que não houve problema foi a da Marta", afirmou Ricardo Penteado, advogado do PSDB. (Folha de S.Paulo)
Decisão no DF é o jeitinho brasileiro no seu melhor
José Roberto Arruda foi o pivô do mais bem documentado escândalo de corrupção da história brasileira. Ele alega ser inocente. Mas vídeos em profusão mostraram seus aliados escondendo maços de dinheiro nos lugares mais recônditos de suas vestimentas. O Democratas, de maneira pusilânime, não o expulsou de maneira imediata. Negociações de bastidores ocorreram para que Arruda saísse sozinho. Agora, o governador está sendo cassado por um crime que, a rigor, não cometeu: o TRE o cassou por infidelidade partidária. O que ocorreu, na realidade, foi que o Democratas forçou Arruda a sair do partido. Só quem chegou de Marte agora não conhece essa história. A decisão é conveniente a todos. É o jeitinho brasileiro elevado à máxima potência. Se não recorrer, Arruda não é mais governador. Logo, não tem mais o poder de obstruir a Justiça e pode sair da cadeia. Na Câmara do DF (essa anomalia), o processo de impeachment terá de ser extinto. A intervenção também perde força. Por fim, o próprio Arruda pode dar uma sumida e voltar quando bem entender, candidato a alguma coisa, pois só perdeu o mandato, não o direito de concorrer nas eleições. (Folha de S.Paulo)
Uma parte da ala governista do PMDB para garantir a sua cota no butim apela para golpes baixos.
O caso mais recente é o do deputado estadual Stephanes Junior (PMDB-PR), filho do ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, que usou a tribuna da Assembléia do Paraná para atacar seus adversários petistas ao estilo Requião.
Um episódio que trata de uma querela regional entre o PMDB e o PT, que entregou os cargos que tinha no governo do Paraná nos últimos dias, mas que foi levado ao plano nacional por pares peemedebistas de olho na vaga do ministro. Uma atitude que mostra o baixo nível de alguns governistas do PMDB.
Vale lembrar, que a deputada federal Luciana Genro, filha do ministro Tarso Genro, usa a tribuna da Câmara para desancar com o governo Lula com virulência e nem por isso ninguém do PT pediu para ele responder e repreender a filha ou deixar o governo como querem agora esses peemedebistas.
O motivo para o fogo amigo é que Stephanes quer emplacar no seu lugar, quando deixar o ministério em abril, o secretário-executivo José Gerardo Fontelles, mas uma parte dos governistas do PMDB reivindica a vaga para o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, para atender ao desejo do presidente do partido Michel Temer.
Vale lembrar, que quando Lula sugeriu que o PMDB apresentasse uma lista tríplice para que Dilma Rousseff (PT) escolhesse o candidato a vice na sua chapa, a ala do PMDB que orbita em torno de Temer --como o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o deputado Eduardo Cunha (RJ)-- exigiu uma retratação pública do presidente.
Aliás, as digitais de Cunha e Alves estão impressas no episódio de Stephanes.
Stephanes é pressionado a reagir a críticas do filho ao PT
As fortes críticas do deputado estadual Stephanes Junior (PMDB) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT e à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, alimentaram o fogo amigo peemedebista contra o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que está de saída da Esplanada.
"Ou ele reprime publicamente e rompe com o filho ou não tem condições de ser ministro", afirmou nesta terça-feira, 16, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Estou solidário com o PT. O filho de Stephanes partiu para a agressão gratuita e desnecessária". Na mesma linha, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que as estocadas "destoam do pensamento e da conduta do partido em relação ao governo Lula e ao PT". (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Lula e Dilma anteciparam campanha, diz presidente do TSE
Durante julgamento de uma reclamação da oposição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, disse nesta terça-feira, 16, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fizeram propaganda eleitoral antecipada, o que é irregular. O ministro foi muito enfático. Disse que há no Brasil uma cultura política deturpada e que os governantes costumam confundir projeto de governo com projeto de poder. Segundo ele, um dos motivos pelos quais um país não tem qualidade de vida política é essa indistinção entre projeto de governo e projeto de poder.
No julgamento realizado nesta terça, Ayres Britto defendeu que Lula e Dilma sejam multados em R$ 5 mil por causa de suposta propaganda eleitoral antecipada durante discurso do presidente em inauguração de um campus universitário em Araçuaí, Minas Gerais, em janeiro. Empatado em 3 a 3, o julgamento foi interrompido nesta terça por um pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro, que será o último a votar. (Mariângela Gallucci em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu na noite de ontem (16), por quatro votos a três, acatar o pedido do procurador eleitoral Renato Góes Brill e determinar a cassação do mandato do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), por desfiliação partidária sem justa causa.
Depois de cerca de duas e meia de julgamento, quatro integrantes do TRE, incluindo o relator, o desembargador Mário Machado, votaram favoravelmente à cassação e outros três pediram o arquivamento da ação. Arruda ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sem dinheiro do pré-sal, Rio perde programas ambientais
A queda na arrecadação de royalties do petróleo para o Rio, com a aprovação da emenda Ibsen Pinheiro, vai inviabilizar projetos ambientais no estado, como a despoluição das lagoas da Barra da Tijuca e Jacarepaguá além de obras de saneamento na Baixada Fluminense. O alerta é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo a secretária de Meio Ambiente do Rio, Marilene Ramos, 70% dos investimentos da pasta vêm do Fundo Estadual de Conservação Ambiental, formado por 5% dos royalties. Por ano, são investidos de R$ 250 milhões a R$ 320 milhões e, com a mudança, o valor cairia para R$ 5 milhões. Marilene e Minc alertam que também estariam ameaçados os compromissos ambientais assumidos para a Copa de 2014 e os Jogos de 2016. Ontem, senadores de Rio, Espírito Santo e São Paulo traçaram uma estratégia para não perder recursos com a emenda Ibsen. O governo federal pode dividir o projeto de partilha do pré-sal em dois, retirando a urgência da parte que trata da polêmica dos royalties.
Enem não preenche vagas nas faculdades
Ao menos sete universidades que selecionaram calouros pelo Enem não preencheram todas as vagas. A expectativa é que 6.000 vagas não tenham sido preenchidas - pouco mais de 10% do total. O Ministério da Educação divulga balanço hoje. A ociosidade é mais um problema do sistema implementado no fim do ano passado pelo governo Lula. Houve vazamento da prova, divulgação de gabaritos errados e cancelamento do exame do meio do ano. No domingo passado, estudantes apareceram na internet como aprovados, mas, depois, foram para lista de espera. Segundo o ministério, isso ocorreu porque alguns alunos conseguiram, judicialmente, a inclusão como aprovados.
Israel rejeita pressão dos EUA sobre Jerusalém e crise piora
A crise nas relações entre EUA e Israel ampliou-se ontem, empanando a visita do presidente Lula ao Oriente Médio, relata o correspondente em Nova York, Gustavo Chacra. O governo americano cancelou a viagem de seu enviado especial à região por causa da decisão israelense de manter a construção de casas em Jerusalém Oriental. A região é reivindicada pelos palestinos, que realizaram protesto violento na cidade e foram reprimidos. A Casa Branca exigiu que Israel recuasse, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, cobrou prova de que o país quer a paz. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, porém, insistiu na construção e negou estar torpedeando o diálogo com os palestinos. Diante do mal-estar, Hillary reafirmou "o absoluto compromisso com a segurança de Israel", e Netanyahu se disse “comprometido com a paz". Enquanto isso, Lula encontrou-se com o governo palestino – que, na avaliação do Itamaraty, ainda confia no diálogo, informa a enviada especial Denise Chrispim Marin.
União pelo Rio: Agora é questão de honra
A partir das 16h, quando começa a passeata na Candelária, o Rio dará as mãos em resposta à Emenda Ibsen, que transfere a maior parte dos royalties do petróleo fluminense para outros estados e municípios. O deputado, cassado no escândalo dos anões do orçamento, tentou emplacar ontem uma compensação para os prejudicados, mas esta acabou rechaçada pela União. Além disso, debochou da riqueza natural do estado e desdenhou da reação de seus habitantes nas ruas. Segundo o governador Sérgio Cabral, 150 mil pessoas são esperadas no ato público, que contará com quase 5 mil homens na segurança. No Congresso, a bancada do Rio montou uma operação para obter votos no Senado, próximo palco da batalha.
TRE cassa mandato de Arruda
Preso, afastado e sem partido, José Roberto Arruda perdeu o mandato de governador do Distrito Federal. A maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral acompanhou o voto do relator Mario Machado e condenou o ex-democrata pelo crime de infidelidade partidária. O julgamento do TRE torna mais complexo o futuro do governador cassado. Os advogados de defesa podem obter no TSE um efeito suspensivo da decisão da Corte regional, de forma a preservar o mandato de Arruda. Essa possibilidade é importante porque define se ele sairá da Superintendência da Polícia Federal para o presídio da Papuda. Antes do julgamento do TRE, os defensores de Arruda ingressaram no STJ com um pedido de revogação da prisão preventiva. O requerimento já foi encaminhado ao Ministério Público Federal, mas só deve ser apreciado pela Corte Especial do STJ em três semanas.
Companhias de energia limpa chegam à Bolsa
As empresas de energias renováveis vão estrear no mercado de capitais. Três grupos que venceram os últimos leilões do governo federal, e se comprometeram a investir cerca de R$ 5 bilhões nos próximos três anos, buscam recursos para financiar seus projetos. A Venti, sediada em Luxemburgo e dona da empresa argentina Impsa, e as brasileiras Renova Energia e Multiner têm em comum o fato de ser pré-operacionais e planejar crescer em geração eólica. As ofertas públicas iniciais (IPOs) já estão registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em estágio mais avançado está a dos certificados de ações da Renova, que encerrou ontem o período de reserva aos investidores interessados em comprar seus papéis. Com o compromisso de investir R$ 1 bilhão para erguer 14 parques eólicos capazes de gerar 270 megawatts, a empresa servirá como teste do apetite dos investidores a esse tipo de oferta.
Um quarto suspeito
Polícia caça um homem que, segundo as investigações, teria sido contratado pela família de Jennifer Kikker para matá-la. Ele já está com prisão decretada e ontem foram realizadas buscas em sua casa, mas a arma do crime não foi encontrada.
Lula só poderá fazer campanha fora do expediente
O entendimento é da própria Advocacia-Geral da União (AGU), que divulgou cartilha para as eleições. Pelo manual, o presidente pode continuar a inaugurar obras, mas, fazer campanha para a ministra Dilma Rousseff, só depois do horário de trabalho e com custos pagos pelo PT. A AGU, porém, considera que Dilma pode estar presente em eventos do governo até junho, mesmo depois de deixar o cargo, no início do mês que vem, o que gerou protestos na oposição.
Rio transforma em levante a defesa dos royalties do petróleo
Cerca de 150 mil pessoas são esperadas em protesto contra a divisão uniforme da receita de royalties.