PSDB terá dificuldade extra no Nordeste, diz Aécio
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta sexta-feira (19) que seu partido terá dificuldade extra nas regiões Norte e Nordeste, e que deve ter um discurso que não negue os avanços deixados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"É claramente uma região onde nós encontraremos maior dificuldade, onde o presidente Lula tem um poder de transferência de votos maior. Isso é notório. Basta apenas analisar as pesquisas ou mesmo visitar aquela região", disse o governador em entrevista na cidade de Itajubá (sul de Minas).
Em tempo:Ao que parece o governador Aécio Neves não teve tempo de ler o relatório da pesquisa CNI/Ibope. Se o tivesse feito, descobriria que Dilma só é bem conhecida por 7% dos nordestinos e mais ou nenos conhecida por 27%. O problema é que os políticos se contentam em falar somente sobre o que é divulgado pela mídia, que pelo seu lado só se interessa pelo placar eleitoral.
Vídeo comprova que Jarbas não escondeu Serra em 2002
O Direto da Varanda sobre a nota do professor Antônio Lavareda, que está mais abaixo, foi publicado também no Blog de Jamildo, do JC Online, de Pernambuco.
Como manda os bons costumes, a assessoria do professor Lavareda enviou nota para o Blog de Jamildo retrucando o artigo.
Como manda a democracia o jornalista reproduziu a nota em seu blog. Faço o mesmo aqui:
Recife, 19 de Março de 2010.
Jamildo,
Sobre texto publicado em seu blog, hoje, encaminho as seguintes considerações:
1 - O cientista político Antonio Lavareda enviou nota ao Jornal o Globo, respondendo comentário que a coluna "Panorama Político" publicou dia 18 último (PSDB quer empenho no Nordeste). Um direito, portanto, de quem é citado e precisa esclarecer fatos;
2 - Para entender tais posicionamentos se faz necessário ler o conjunto das notas, o que parece não ter ocorrido por parte do autor do texto em questão;
3 - As críticas do blogueiro não desmentem a tese de Lavareda com relação ao que ele afirma na nota do Jornal O Globo.
4 - A estratégia traçada e aprovada pelo comando político da campanha, em 2002, era ganhar a eleição no primeiro turno, seguindo o formato de uma "campanha estadualizada" para depois apoiar o candidato José Serra no segundo turno. Como foi feito. Quando já eleita a chapa majoritária, seus integrantes se dedicaram completamente à campanha de José Serra, sendo registrado um grande esforço por parte do ex-governador Jarbas Vasconcelos em Pernambuco.
5 - Quando as demais críticas do blogueiro, sem foco para o assunto em pauta, soam como agressões desnecessárias.
Atenciosamente, Sônia Maria Lopes Assessoria de Imprensa
Aproveito para fazer um pequeno reparo a nota.
O vídeo, cujo link está abaixo, é uma chamada para o comício de Serra e Jarbas no 1º turno.
Foi exibido no horário eleitoral gratuito da campanha do governador Jarbas Vasconcelos à reeleição em 2002, nos dia 02 e 04 de setembro.
Com isso encerro o assunto. Clique aqui para assistir.
Achei de extremo mau gosto o programa do PRB com Zé Alencar explorando sua doença. Grotesco e desnecessário. A imagem dele era muito melhor se falasse de projetos para o Brasil.
Mostrou sua luta contra o câncer, que de fato é admirável, mas feita em grandes centros médicos do mundo, onde a população, que muitas vezes padece da mesma doença, nem sonha ter acesso. E ele como vice presidente por dois mandatos, não teve a sensibilidade de perceber isso.
Hoje ao ler, como faço diariamente a coluna Panorama Político, de O Globo, pilotada com habilidade pelo Ilimar Franco, lembrei-me de minha falecida mãe.
É que na infância, quando começava a dar uma de gato-mestre, minha mãe advertia-me, dizendo que iria pendurar uma melancia em meu pescoço.
A lembrança veio forte ao ler a nota intitulada “Lavareda reclama de memória curta”, que diz:
“Sobre as críticas de tucanos à sua orientação eleitoral em 2006, o cientista político Antonio Lavareda diz: A estratégia recomendada em 2006 em Pernambuco aprovada pelo comando político foi à mesma de 2002, ano em que Lula também ganhou a eleição presidencial. Jarbas Vasconcelos (PMDB), Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB) se elegeram sem falar no nome de José Serra uma única vez no programa de TV. Isso se chama estadualizar a campanha.”
Ao terminar de ler a nota, fiquei com uma baita vontade de pendurar uma melancia no pescoço do professor Antônio Lavareda.
É que ultimamente, ele faz qualquer negócio para aparecer na mídia, seja ela de natureza política ou social.
Aliás, as fotos (essa é de Renata Castelo Branco) que distribui para a impressa são um luxo. São dignas de book de modelos.
Ora, bolas! Por que o professor Antônio Lavareda deu a declaração que virou nota na coluna do Ilimar.
Será que ele está com a memória curtíssima.
Apenas, para avivar a memória do companheiro, quero lembrá-lo, que um dos maiores eventos da campanha de Serra em 2002 foi uma passeata, convocada por Jarbas Vasconcelos, candidato à reeleição, que percorreu o centro do Recife, que de tão grande, ganhou foto na primeira página da Folha de São Paulo.
Além disso, aconteceram outros eventos com Jarbas e Serra, sendo que um deles em Paulista, cidade da Região Metropolitana do Recife, arrebanhou uma multidão.
Além disso, o material impresso e eletrônico da campanha de Jarbas em 2002 está arquivado. Ele mostra que não houve a orientação de que fala Lavareda.
Quem deve estar surpreso com a nota é o senador Jarbas Vasconcelos, que nunca iria aceitar tal orientação, pois não faria uma ingratidão com Serra, que enquanto ministro, tratou Pernambuco com a fidalguia que o estado merece.
Faço esse reparo, para repor a história da campanha de 2002 de Serra em Pernambuco na rota da verdade.
Com relação a 2006, vale lembrar aos navegantes que as estruturas de campanha no Pernambuco foram distintas.
Jarbas, candidato ao Senado, montou a sua equipe e Mendonça Filho, candidato ao governo, trabalhou com o professor Antônio Lavareda, cujo grande erro foi bater em cachorro morto, no caso Humberto Costa, ex-ministro da Saúde, acossado pela mídia brasileira pelo suposto envolvimento na máfia dos vampiros e das sanguessugas.
Essa é a verdade.
O resto é conversa de quem anda doido para colocar uma melancia no pescoço.
Tinha decidido que não comentaria a pesquisa CNI/Ibope, mas a tentação me fez morder a maçã.
É que ao ler o relatório, saltaram dados importantes desprezados pela mídia como, por exemplo, a probabilidade do voto dos candidatos pesquisados, que extraída quando se quer saber a rejeição dos candidatos.
Nesse particular, diz a CNI/Ibope que Serra pode chegar a 66% das intenções de voto, Dilma e Ciro a 56% e Marina a 34%.
Outra informação que a mídia passou aos leitores sem esmiuçar foi a que 53% dos pesquisados pretendem votar no candidato de Lula e que 58% sabe que Dilma é a candidata de Lula.
Cumpre esclarecer que esses percentuais são referentes aos 83% que aprovam Lula e não aos 100% pesquisados.
Outro dado que merece destaque é que os pesquisados da CNI/Ibope desmentem Lula, que dia sim dia não diz que a cobertura da imprensa é desfavorável ao seu governo.
Diz a pesquisa: 35% das notícias não são favoráveis, nem desfavoráveis; 30% mais favoráveis; 24% não sabem/não opinou e apenas 12% acha que o noticiário é desfavorável ao governo Lula.
O que mais chama a atenção na pesquisa é um resultado surpreendente.
Na região Nordeste, a única em que Dilma Rousseff ganha de Serra, a candidata de Lula é pouco conhecida, apenas 7% diz conhecê-la bem e 29% afirma conhecê-la mais ou menos.
Já Serra, é bem conhecido por 11% dos entrevistados e 39% o conhece mais ou menos.
Somando as duas opções temos Serra com 50% de conhecimento e Dilma com 36%. Isso demonstra que a situação no Nordeste ainda não é de caixão e vela para Serra.
Após 28 anos como diretor de atendimento do Ibope, o consultor político Herich Ulrich [presidente da UP Pesquisa e Marketing] avalia que a recente pesquisa eleitoral divulgada quarta-feira pelo instituto, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), confirma que a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será acirrada.
Sobre a disparada de 17% para 30% das intenções de voto apresentada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata do PT, afirma que é consequência de uma agenda positiva marcada por inaugurações de obras do governo. Para Ulrich, a aparente estagnação de Serra, provável candidato do PSDB que detém 35% no levantamento, é resultado da acertada decisão do tucano de não antecipar um debate que oficialmente não começou. (Flávia Salme no Jornal do Brasil) Leia mais.
Dilma critica novas regras de rateio dos royalties do petróleo
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, criticou nesta sexta-feira os novos critérios aprovados pela Câmara dos Deputados para a divisão dos royalties do petróleo.
Para ela, a mudança nas regras é inconstitucional e não deveria ter sido feita influenciada pelas "emocionalidades" de um ano eleitoral.
"A Constituição prevê que os Estados produtores, confrontantes ou que tenham algum equipamento relativo a algum processo (de exploração e produção de petróleo) sejam contemplados diferenciadamente", argumentou a ministra a jornalistas antes de entrar na reunião do Conselho de Administração da Petrobras que vai avaliar o resultado da companhia em 2009. (Bruno Peres da Reuters em O Globo Online) Leia mais.
Em tempo:Toda poderosa como é, por que Dilma não impediu que a emenda fosse votada. Aliás, vale lembrar que ela é a mentora de todo esse imbróglio, pois foi quem convenceu Lula a mudar o modelo de concessão por partilha do petróleo e de quebra inventou a tal da empresa para administar o pré-sal com o voto contrário da Petrobras.
Toda a mídia baiana cometeu uma das maiores barrigadas ao informar que o técnico do Vitória, Ricardo Silva, havia sido demitido e seria substituido por Paulo Cesar Carpegianni.
O desmentido foi divulgado na estréia do CBN Salvador Esporte, comandado por Paulo Gomes, pelo comentarista Jorge Allan.
Ontem (18), o jornal A Tarde publicou em sua primeira página foto de carros amontados uns sob outros no pátio de uma delegacia em Vitória da Conquista. Um absurdo.
Hoje (19), o jornal publica em sua primeira página foto de um trecho da Praia da Ribeira, em Salvador, cercada pela empresa TWB, concessionário do serviço de ferryboat que circula na Baía de Todos os Santos. Uma demonstração que a capital baiana está entregue a matroca. (Foto de Eduardo Martins da Agência A Tarde)
O Twitter é a grande novidade desse verão político que finda na Bahia. Virou moda entre parlamentares e assessores, pré-candidatos, jornalistas, publicitários, blogueiros e antenados em política de todas as matizes. Uma nova mania, um vírus que se propagou rapidamente, monopolizando as atenções e elevando a temperatura na panela do vatapá político baiano.
Quase todos os pré-candidatos, inclusive a governador, estão tuitando, alguns com a ajuda de assessores, outros pilotando o micro-blog pessoalmente, mesmo correndo o risco de escorregar aqui e ali no trato com o verbo. O importante é interagir, participar desse novo ambiente de conversas e debates pré-eleitorais. Leia mais.
Pouco antes de embarcar de volta para o Brasil, após viagem de cinco dias ao Oriente Médio, o presidente Lula evitou ontem comentar o resultado da pesquisa de intenção de votos CNI/Ibope, que aponta diferença de cinco pontos percentuais entre a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o provável candidato tucano à Presidência, governador José Serra. Mas, indiretamente, atribuiu o bom desempenho da ministra à sua atuação à frente do Programa de Aceleraçãodo Crescimento (PAC).
Não me perguntem sobre pesquisas.Obviamente que foi a Dilma quem praticamente coordenou o PAC. E estou dizendo, desde o ano passado, que vou apresentar um novo PAC por causada Copa do Mundo e das Olimpíadas. (Eliane Oliveira em O Globo) Leia mais.
Agora que Serra já falou (em defesa do Rio), que Lula já falou (no seu habitual muro), só falta uma opinião nesta discussão da Emenda Ibsen. Sim, a dela, a candidata do governador Sérgio Cabral e líder das pesquisas no Nordeste, Dilma Rousseff.
E mais...
Para poupar tempo, a coluna adianta a questão: Ministra, a senhora, mentora da mudança do sistema de concessão para o de partilha, acha que os royalties do pré-sal devem beneficiar estados produtores ou todos os estados? E os royalties das áreas já licitadas?
Especialistas em campanhas eleitorais calculam que as campanhas majoritárias neste ano alcançarão cifras estratosféricas. A presidencial de Dilma Rousseff, candidata de Lula, com a facilidade que uma campanha governista tradicionalmente tem de arrecadar recursos, poderia custar até R$ 240 milhões. A do tucano José Serra, embora de oposição, poderia alcançar o mesmo patamar -desde que se mantenha competitiva nas pesquisas.
Ciro diz ser aliado, mas cita cutucadas de petistas
O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes afirmou ontem à noite, pouco antes de iniciar sua participação num debate com estudantes de direito da USP, que "não conhece divergência do PT com o PSB em lugar nenhum". Apesar de ignorar o apelo do PT-SP para que ele se retrate por ter dito, à Folha, que o partido no Estado é um desastre, Ciro tentou amenizar ruídos. "O que eu falei eu repito (...) A eficiência medíocre do PSDB se afirma na situação desastrada que vive o PT. Não são as administrações [do PT], é o que aconteceu, justa ou injustamente. Eu não comemoro isso. Aconteceu um desastre no PT de São Paulo, aí eu fui dizendo os nomes: olha o que aconteceu com o José Dirceu, com a Marta, com o Mercadante, com o João Paulo. (...) De uma parte deles eu sou até testemunha em juízo. Portanto, sou aliado. Agora, vão fazer de conta que não aconteceu?", indagou. (Malu Delgado no Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Colaboradores e especialistas envolvidos na elaboração do programa de governo da pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), decidiram incluir na proposta duas ideias novas no debate político brasileiro: a substituição de toda a frota de táxis do país por carros elétricos e a abertura de conteúdos de empresas de comunicação na internet em troca de incentivos fiscais do Estado. Os conceitos, combinando isenção tributária, sustentabilidade e liberdade de informação, serão detalhados por tributaristas e economistas ambientais. Entre os acadêmicos que participam das discussões estão os economistas Jacques Ribemboim e Clovis Cavalcanti, ambos de Pernambuco. (Malu Delgado na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Senadora inicia campanha em reduto ruralista
Para tentar amenizar as resistências ruralistas à pré-candidatura de Marina Silva, a equipe de campanha do PV encaixou a senadora acriana em eventos hoje e amanhã em Mato Grosso, Estado líder na produção de soja. Hoje ela participará de um congresso sobre jornalismo ambiental em Cuiabá e, amanhã, terá encontro com empresários do Estado, entre eles produtores de soja e da indústria madeireira. A ideia é que a presença da ex-ministra do Meio Ambiente no Estado marque o início da campanha na Amazônia Legal e sirva de palanque para anunciar propostas "não radicais" para o campo. (Eduardo Scolese no Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
O desejo do governo de empurrar a definição sobre os royalties para depois da eleição dará fôlego ao lobby por mudanças em três pontos do marco regulatório do pré-sal já aprovados na Câmara: a regra que estabelece a Petrobras como operadora única dos novos campos, a que dá poder de veto à estatal gerenciadora da exploração e a que concede ao presidente da República livre arbítrio para compor a direção dessa nova empresa. Demandas sobretudo de petrolíferas privadas, elas têm o apoio de parcela significativa da oposição e até de integrantes da base aliada. A ideia é que, diante da saia justa em torno dos royalties, uma negociação mais ampla poderá ser aberta no Senado. (Folha de S.Paulo)
Com a decisão política tomada, a Força Aérea pacificada e uma redução de 10% no preço do pacote, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos próximos dias, uma exposição de motivos, acompanhada de um relatório assinado por ele, recomendando a compra de 36 caças franceses Rafale para equipar a FAB.
O impasse foi encerrado depois que uma comissão especial criada no Brasil pelo ministro Jobim, integrada pelos Ministérios da Defesa, da Fazenda e da própria Aeronáutica, foi à França e cobrou do governo francês a promessa feita pelo presidente Nicolas Sarkozy de redução de 10% do preço apresentado na última proposta, que não havia sido cumprida pela Dassault, fabricante do Rafale.
Depois do voo, o 'lobby'
Depois de o Alto Comando da Aeronáutica lavar as mãos sobre a compra de caças, entra em cena um dos principais aliados do presidente Lula, o prefeito de São Bernardo do Campo e ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Luiz Marinho (PT). Ele está desde sábado na Suécia e ontem afirmou que a escolha do caça Gripen, fabricado pela empresa Saab, "trará impacto positivo para a indústria brasileira".
A empresa disputa o contrato de aquisição de 36 caças pelo governo brasileiro com a americana Boeing (F-18 Super Hornet) e a francesa Dassault (Rafale). Marinho viajou à Suécia a convite do Conselho de Comércio Exterior sueco, com os custos bancados pela Saab, e disse ter agora uma clara visão da proposta para o Brasil da empresa sueca. (Joaquim Alessi em O Estadao de S.Paulo) Leia mais.
O deputado Humberto Souto (PPS-MG) está inconformado e não esconde os ciúmes da notoriedade e dos holofotes ganhos pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) com a chamada "Emenda Ibsen", aprovada na semana passada na Câmara. Souto é o autor e o primeiro signatário da proposta.
"Isso é uma sacanagem! Vocês só ficam falando que a emenda é dele (Ibsen). Deve ser porque ele é mais bonito e mais gostoso", ironiza. Ao longo da semana, Souto fez questão de acompanhar Ibsen em todas as entrevistas e discussões sobre os royalties do pré-sal. "Fui eu que convidei o Ibsen para assinar a emenda", contou o deputado mineiro.
Além de Ibsen, Souto também chamou o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) para subscrever a proposta. "Era bom ter alguém governista assinando a emenda", justificou.
Constrangido com o comportamento do colega, Ibsen posou para fotos e deu explicações sobre a nova proposta elaborada para a divisão dos royalties do pré-sal ao lado de Souto e de Castro. A emenda foi levada, na terça-feira, pelos três deputados ao senador Pedro Simon (PMDB-RS). Apesar de Ibsen se desdobrar em gentilezas e repetir que a emenda não é só sua, Souto não para de se lamentar, e reclama de a população e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), estarem "difamando" apenas o gaúcho, e não ele. (Eugênia Lopes em O Estado de S.Paulo)
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, foi enfático hoje em sua defesa da manutenção da divisão dos royalties atualmente pagos, em especialmente à questão que envolve Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em projeto aprovado na Câmara e encaminhado ao Senado, a partilha dos royalties passa a ser igualitária entre Estados e municípios.
"Tenho alma carioca e não posso abster-me de comentar esta possível perda de receita para o Rio e o Espírito Santo. Na minha opinião, as discussões tem que partir do patamar de arrecadação futura e não sobre a atual arrecadação. Que se garanta o que se recebe hoje", disse. (Kelly Lima na Agência Estado) Leia mais.
Ciro teme que Lula atue nos Estados para impedir sua candidatura
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) teme que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atue nos Estados em que o PSB mantém aliança com o PT para constranger seu partido a não lhe conceder a legenda para sua planejada candidatura à Presidência da República. Em entrevista exclusiva à TV Estadão nesta quinta-feira, 18, Ciro desautorizou as versões de que teria uma conversa definitiva sobre seu futuro político com Lula em março - "vocês marcaram para anteontem, mas ele está em Israel", brincou -, mas não descartou que o presidente atue nos bastidores para impedi-lo.
"O Lula, pela delicadeza que ele me trata, pelo respeito que ele me tem, e é recíproco, até maior o meu - eu gosto dele fraternalmente, com muito carinho, além do respeito, da gratidão pelo bem que ele faz ao povo brasileiro - ele não me pedirá jamais pra eu não ser candidato", disse o deputado. Questionado se haveria outras formas de o presidente fazê-lo ficar de fora do pleito, Ciro concordou: "As outras formas podem ser muito cruéis. Por exemplo, constranger o partido a não me dar legenda." (André Mascarenhas e Julia Duailibi em O Estado de S.Paulo) Leia mais e assista a entrevista a TV Estadão.
Ciro: desafio do próximo governo é fortalecer indústria
O deputado federal e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSB-CE), que já assumiu publicamente a intenção de ser candidato à Presidência da República, adotou um discurso um pouco mais moderado em relação à condução da política econômica e afirmou que a preocupação com a evolução da dívida pública deixou de ser "protagonista" em seu plano de governo. No passado, declarações de Ciro sobre a necessidade de negociação da dívida pública federal foram entendidas como uma defesa de calote. E, de certa forma, contribuíram para enfraquecer sua candidatura. Agora, diz ele, a dívida pública retomou uma trajetória declinante, mostrando que a realidade melhorou.
Assim, afirmou, a hora é de trabalhar uma proposta de fortalecimento industrial, que reforce a competitividade do Brasil no mercado externo. Esse é o desafio do próximo governo, que deverá ser combatido com instrumentos diplomáticos, legislação de propriedade intelectual e também com o câmbio. "O Brasil está perdendo espaço no mercado internacional de manufaturados. Há um hiato tecnológico e falta um projeto nacional para resolver isso", afirmou o deputado, após entrevista concedida hoje à TV Estadão. (Lucinda Pinto na Agência Estado) Leia mais.
Convidados com o status de pré-candidatos ao governo do Paraná para o Seminário Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, Beto Richa (PSDB), Osmar Dias (PDT) e Orlando Pessuti (PMDB) transformaram o palco do Teatro Positivo em palanque.
Os três trocaram algumas farpas em seus discursos e fizeram um ensaio do que deve ser a campanha. Falando para uma plateia de pecuaristas, que não é sua área, Beto Richa se apegou às realizações da prefeitura de Curitiba, disse que não era professor, mas tinha resolvido os problemas de educação da cidade, e que não era médico, mas tinha em Curitiba a capital com os melhores índices de saúde do país. (Roger Pereira em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Pessuti: “Não há chance de o PMDB apoiar o Serra”
Requião, Pessuti e Osmar falaram sobre as conversações internas e com outros partidos que estão tendo visando o pleito de outubro. Pessuti minimizou a possibilidade de o PMDB apoiar o PSDB no Paraná e, para isso, se apegou nos candidatos a presidente dos partidos.
“Não há chance de o PMDB apoiar o Serra. Hoje trabalhamos pela candidatura do Requião, mas obedeceremos ao que a convenção do partido decidir que será entre Requião e Dilma. Não se cogita apoio ao Serra”, disse Pessuti.
Ele afirmou que tem mantido conversas com os outros partidos e pré-candidatos, mas lembrou que é o único que não tem alternativa. “Eu só posso disputar o governo, Beto e Osmar podem ser vice. E minha cota de desistência já se esgotou quando abri mão da indicação ao Tribunal de Contas pelo Hermas Brandão”. (Roger Pereira em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
O diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, o Bibinho, pediu ontem afastamento do cargo até a conclusão da investigação aberta pela Casa após as denúncias feitas na série de reportagens Diários Secretos, da Gazeta do Povo e da RPCTV, publicada ao longo desta semana.
Numa carta endereçada ao presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM), Abib diz que tem interesse na elucidação das denúncias e nega as acusações - documentos mostram o uso de dinheiro público em benefício privado, pagamento de supersalários, funcionários fantasmas e uso de laranjas. Justus aceitou o pedido de afastamento. Ainda não foi escolhido um substituto para ocupar a direção-geral. (Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik no Gazeta do Povo) Leia mais. E aqui mais notícias sobre os Diários secretos do Paraná.
Presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), ouviu do vice-governador Leonel Pavan o que precisava para manter a sua aposta na reedição da tríplice aliança em SC. Para garantir que PSDB, PMDB e DEM estejam juntos no Estado em torno da candidatura de José Serra à Presidência, Guerra escutou de Pavan a afirmação de que o vice não será candidato em outubro.
Guerra desembarcou no hangar do governo do Estado, no Aeroporto Hercílio Luz, por volta das 16h30min. O presidente dos tucanos reuniu-se reservadamente com Pavan durante 40 minutos. O assunto principal foi o cenário nacional, com a candidatura de Serra, e a situação no Estado. O presidente em exercício do PSDB catarinense, deputado Gervásio Silva, a 1ª vice-presidente nacional, senadora Marisa Serrano (MS), e o secretário-geral, deputado Rodrigo de Castro (MG), participaram, depois, da conversa. (Natália Viana no Diário Catarinense) Leia mais
A combinação de palanque, inauguração de obras e discursos dissimulados em favor da candidatura da ministra Dilma Rousseff ao Planalto rendeu a primeira multa por campanha antecipada aplicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No mesmo dia, no entanto, a Corte rejeitou um recurso da oposição contra Lula, também por campanha antecipada. (Zero Hora) Leia mais.
A vinda do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, a Porto Alegre, ontem, colocou um ponto final nas especulações sobre a possibilidade de o candidato a presidente, José Serra, exigir que Yeda Crusius desista de concorrer à reeleição. Pelo contrário: Guerra e a senadora Marisa Serrano (MS) afirmaram que o palanque de Serra no Estado é o de Yeda e participaram de reuniões com o PP e o PPS, dois partidos que devem compor a aliança em torno da governadora.
Yeda disse ter certeza de que Serra fará no Rio Grande do Sul mais votos do que fez Geraldo Alckmin em 2006. Alckmin derrotou o presidente Lula no Estado tanto no primeiro quanto no segundo turnos.
Das reuniões com o PP e o PPS, os tucanos saíram convencidos de que a aliança será formalizada nos próximos dias.
Testemunha dos encontros, o deputado Ruy Pauletti ficou particularmente satisfeito por ouvir de dirigentes do PP que a maioria dos prefeitos do partido prefere a aliança com a governadora. (Zero Hora)
Depois de cinco meses de negociações frustradas, uma derrota na Assembleia e um racha na Brigada Militar, o governo Yeda Crusius só venceu quando saiu de cena. Coordenada por deputados, uma negociação incomum enfim dobrou as associações de classe, assegurando ontem novos salários aos PMs.
Os brigadianos de nível médio cederam à proposta durante a manhã, quando uma tensa votação aprovou a oferta do Piratini. Foi a deixa para que, no final da tarde, Yeda entrasse em campo para, pessoalmente, protocolar o projeto de reajustes na Assembleia Legislativa.
– A liderança da Brigada não teria como se desculpar perante a própria categoria e a sociedade se recusasse um aumento desse porte – disse a governadora. (Zero Hora) Leia mais.
O presidente Lula disse que é do Congresso a responsabilidade de resolver a guerra federativa deflagrada com a emenda Ibsen, que redivide os royalties do petróleo e retira R$ 7 bilhões por ano do Rio. "Sabia que em ano de eleição todo mundo quer fazer gracinha", disse Lula. "A bola está nas mãos do Congresso. O Congresso que resolva o problema." O presidente deixou em aberto se vetará a emenda, como prometera ao governador Sérgio Cabral. A estratégia do Planalto é tirar de Lula o peso do veto e forçar a negociação. Cabral evitou polemizar e disse que Lula tem razão ao "passar a bola para o Congresso". O deputado Ibsen Pinheiro afirmou que o governo federal nunca se empenhou para derrotar sua proposta: "Jogou para a plateia." E ironizou a marcha dos 150 mil: "O Rio já fez uma passeata para apoiar o golpe de 64."
Acerto entre empreiteiras envolveu até prédio da PF
Auditoria do governo e inquérito da Polícia Federal concluíram que empreiteiras montaram um "consórcio paralelo" para construir a sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, informam Leonardo Souza e Renata Lo Prete. No INC trabalham peritos que investigam esses consórcios, formados para driblar processo de licitação. As quatro empresas acusadas de fraudar a concorrência da sede do INC puseram as cláusulas do acerto em contrato, no qual detalham a divisão "por fora". O acordo veio à tona parque a empreiteira vencedora, a Gautama, deu calote nas demais. Com isso, uma das empresas "prejudicadas", a Atlanta, entrou com ação, na Justiça para fazer valer o esquema paralelo. Em 2007, a Gautama foi alvo da PF na Operação Navalha, que apontou superfaturamento e desvio de verba pública em obras espalhadas pelo país. A empreiteira e as demais envolvidas na caso (Atlanta, Vértice e Habra) não falaram sobre as acusações.
Arrecadação sobe, mas governo decide bloquear verbas
Mesmo com arrecadação recorde de impostos no primeiro bimestre, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) anunciou o bloqueio de R$ 21, 805 bilhões do Orçamento do ano. O ajuste é necessário para adequar as despesas à previsão de arrecadação estipulada na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que está muito acima das novas projeções de receita feitas pelo governo. O corte - o maior feito no governo Lula, disse Bernardo - tem como objetivo mostrar compromisso, mesmo em um ano eleitoral, com o cumprimento da meta de superávit primário equivalente a 3,3% do PIB neste ano. Segundo ele, é uma medida de cautela, e as áreas afetadas não incluem educação, saúde e o Programa de Aceleração do Crescimento. A Receita informou que a arrecadação de impostos do primeiro bimestre foi de R$ 126,56 bilhões, com crescimento real de 13.46% ante o mesmo período de 2009.
Perda com ICMS é maior do que com os royalties
A exceção à regra criada pelo então deputado constituinte José Serra, deixando a incidência do ICMS sobre o petróleo ser cobrada no estado de consumo, beneficiou São Paulo e, de acordo com o secretário estadual de Fazenda, Joaquim Levy, transformou-se em perda anual de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões para o Rio. O valor supera até o prejuízo com a mudança no repasse dos royalties prevista na Emenda Ibsen. A produção de óleo fluminense representa de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões por ano e corresponde a 85% dos barris brasileiros, enquanto São Paulo é o maior consumidor nacional e, por isso, concentra o recebimento de 55% do ICMS pelo petróleo. As regras que a Câmara mudou são a compensação para os produtores, justamente por causa de perdas com o ICMS. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a responsabilidade pela decisão não é sua. "A bola está com o Congresso", disse.
STJ nega prisão em hospital a Arruda
Fracassou a estratégia da defesa de sensibilizar a Justiça sobre o estado de saúde de José Roberto Arruda. Após analisar os exames cardiológicos do paciente, o ministro Fernando Gonçalves disse não haver necessidade de prisão hospitalar e determinou o retorno do preso à Polícia Federal. Arruda já pode ser considerado ex-governador do DF. Um servidor do Tribunal Regional Eleitoral notificou ontem a Câmara Legislativa da perda de mandato do ex-democrata. O cargo será declarado vago na segunda-feira.
STJ limita planejamento fiscal nas incorporações
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou ilegal, pela primeira vez, uma prática comum no mercado brasileiro, conhecida como "incorporação invertida" - operação em que uma empresa com prejuízo fiscal incorpora uma companhia lucrativa. Embora a decisão seja apenas de uma das turmas da Corte, o entendimento é importante porque esse tipo de operação é muito utilizado como planejamento tributário para pagar menos Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. O caso julgado é da indústria de alimentos Josapar. A empresa foi multada pelo Fisco em R$ 2 milhões por estar envolvida em uma operação dessa natureza. No julgamento, o STJ entendeu que não há lei que proíba essa prática. No entanto, ao analisar o caso concreto, os ministros concluíram que ficou caracterizada a "simulação", cujo objetivo seria recolher menos impostos, e mantiveram a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A Josapar, em nota, informou ter observado estritamente a legislação societária. A empresa chegou a recorrer ao STF, mas desistiu da disputa para incluir o débito no "Refis da Crise". No Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) há vários casos semelhantes. No órgão administrativo as decisões são divergentes. Há casos como o do atacadista Martins, em que o conselho derrubou a autuação do Fisco por entender que a operação foi feita para melhorar a eficiência do grupo. A empresa foi incorporada pela transportadora Marbo em 1996.
Enem aprovou 38% de forasteiros no Estado
A Universidade Rural e a do Vale do São Francisco deixam Pernambuco no 5º lugar em maior número absoluto de vagas para alunos de outros Estados.
Sobrou para a zona sul
Perdemos o sossego. Além do barulho, o trânsito ficou mais complicado. Um dia desses, um caminhão bateu numa árvore e outro invadiu o passeio. Qualquer hora poderemos ter uma tragédia aqui". O relato do engenheiro Maurício Ventura, que mora no cruzamento das ruas Patagônia e Haiti, no Sion, resume o drama de quem vive na região, depois que veículos pesados passaram a usar as vias dos bairros para driblar a proibição de descer a avenida entre as 7h e as 20h.
Frota no RS cresce 3,5 vezes mais do que a população
Ritmo é 3,5 vezes superior ao aumento populacional do Rio Grande do Sul. Os congestionamentos que desafiam a paciência dos motoristas nas principais cidades do Estado representam também um descompasso estatístico: em um ano, a frota gaúcha cresceu 3,5 vezes mais do que a população. No mesmo período em que a frota ganhou 293,1 mil veículos, a população cresceu apenas 84 mil, chegando a 10.187.798.