Roseana Sarney é derrotada e PT vai apoiar Flávio Dino
O PT do Maranhão rejeitou a aliança com o PMDB de Roseana Sarney, pretendida pelo presidente Lula, e definiu apoio ao deputado federal Flávio Dino (PCdoB).
O grupo liderado pelo suplente de deputado Washington Oliveira foi derrotado por 87 a 85.
A vitória dos grupos que apóiam o candidato comunista começou a ser desenhada logo no início da tarde, quando o partido decidiu que realizaria uma prévia para definir a candidatura ao Senado.
Na reunião de quinta-feira (25) com o grupo Oliveira, a governadora Roseana Sarney prometeu a vaga de vice ao PT, mas sob a condição de o partido apoiar o vice-governador João Alberto (PMDB) para o Senado. (Com informações do Blog do Raimundo Garrone)
Voto aberto decidirá se aliança do PT será com PMDB ou com PCdoB
A decisão sobre com quem o PT maranhense formará uma aliança nas eleições de 2010 será decida na tarde deste sábado (27) quando os delegados do partido, por meio de voto aberto, escolherão entre coligar-se com o PMDB, apoiando a “reeleição” da governadora Roseana Sarney, ou o PCdoB, tendo o deputado federal Flávio Dino como cabeça de chapa ao governo.
De acordo com um dos dirigentes petistas ouvido pelo blog, a resolução da executiva, deliberando pelo voto declarado, pode atrapalhar sobremaneira os planos sarneysistas. Ele acredita que muitos delegados não terão coragem de manifestar seu voto “por aqueles que são os responsáveis pela miséria e atraso do Maranhão”.
Em troca do apoio do PT à sua candidatura, Roseana ofereceu, durante reunião realizada na última quinta-feira (25) no Palácio dos Leões, o direito da agremiação indicar o vice em sua chapa e escolher mais três secretarias de Estado. Entre as 29, disponibilizou seis: Educação, Casa Civil, Administração e Previdência, Trabalho, Desenvolvimento Social e Agricultura.
Com isso, o grupo Sarney aposta todas suas fichas que irá convencer a maioria dos 175 delegados do partido, os quais se reunirão a partir das 16h de hoje no Sesc Olho D’Água para decidir o futuro do Estado. O Congresso Estadual da legenda deve durar até o final da noite. (Blog do John Cutrim)
A direção baiana do PP conhece muito bem a história que vou narrar.
Em 2004, o candidato natural a Prefeitura de Lauro de Freitas era o prefeito Marcelo Abreu (então no PR), candidato à reeleição.
Pesquisas encomendadas ao Ibope atestavam que Marcelo era imbatível.
Ocorre que o deputado federal João Leão, manda-chuva na época do PR, encasquetou que o candidato a prefeito de Lauro de Freitas deveria ser seu filho Cacá Leão.
Usou a candidatura do filho como solução para uma disputa entre o prefeito Marcelo Abreu e o ex-prefeito Roberto Muniz pela candidatura.
A esperteza de Leão rachou o grupo em Lauro de Freitas.
A vereadora Dau que seria a candidata a vice de Marcelo Abreu se rebelou e saiu candidata a prefeita.
Uma eleição que estava ganha acabou nas mãos de Moema Gramacho (PT), graças aos dez mil votos de Dau.
Em 2008, Moema se reelegeu batendo o ex-prefeito Roberto Muniz.
A situação criada agora pela direção do PP para rejeitar a indicação de Otto Alencar como vice na chapa reeleitoral de Jaques Wagner se assemelha com os fatos verdadeiros de 2004.
É que às vezes a "esperteza demais atrapalha", principalmente na política.
Mesmo multado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral por antecipação de campanha eleitoral, pode-se prever qual será o comportamento de Lula na sua visita ao estado, prevista para a terça-feira. O presidente da República não está nem aí. Na quinta-feira passada, numa solenidade em Osasco (SP), Lula fez pouco da primeira multa de R$ 5 mil, estipulada por um juiz do tribunal, e praticamente transformou a cerimônia num programa de auditório, perguntando à plateia quem iria pagar a multa por ele. No mesmo dia, o TSE determinou uma segunda multa, no valor de R$ 10 mil, forçado talvez pela soberba presidencial de Lula que, pelo visto, se considera acima da lei e quer desmoralizar de vez justiça eleitoral. Portanto, vale acompanhar mais atentamente as palavras de Lula, na próxima terça-feira, durante a última visita que sua candidata Dilma Rousseff (PT) faz ao estado ainda sob o manto protetor do Ministério da Casa Civil. Ao debochar publicamente de uma multa da justiça eleitoral, Lula dá ao país um péssimo exemplo, com uma conseqüência grave: se o presidente da República faz, todos podem fazer também. É como se fosse um estímulo à desobediência civil: qualquer político enquadrado pelos tribunais eleitorais pode repetir a encenação do presidente e debochar da justiça. É certo que a legislação eleitoral é branda em muitos casos, e pode ser até que Lula não precise pedir ajuda a seus admiradores para pagar suas multas, caso recorra das decisões e ganhe. Agora, não é de hoje que o presidente Lula se comporta com uma certa dose de irresponsabilidade, posto que é o presidente da República, e isso pode levar o país a uma anarquia. Quando se viu impedido de liberar recursos para obras do PAC interditadas pelo Tribunal de Contas da União, Lula se rebelou contra a fiscalização do tribunal e terminou encontrando um meio para continuar fazendo o que queria. Ora, um presidente que alcança os maiores índices de popularidade e de aprovação, deveria se esmerar em bons exemplos, mas, Lula não está nem aí, para isso também. E olhe que ele que entrar para a história como um grande estadista. (Diário de Pernambuco)
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Fernando Ferro, reagiu duramente aos ataques que o presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) vem desferindo ao partido e aos aliados do governo Lula. Ferro chamou Ciro de “desequilibrado”, “falastrão”, “desesperado” e “meio-tucano”. As críticas também alcançaram o aliado PSB, presidido nacionalmente pelo governador Eduardo Campos. Ao comentar a hipótese de Ciro sair como vice da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Ferro não só a descartou como classificou a sigla socialista como “sem dimensão” para pleitear o posto. “Ele (Ciro) não vai ser vice na nossa chapa, porque o PSB, com todo respeito, não tem estatura para ser vice na nossa chapa, não tem dimensão nacional”, avaliou.
Ferro deu as declarações em entrevista na última quinta-feira a uma rádio comunitária em Santa Cruz do Capibaribe (Agreste), cujo teor só veio a público ontem através de blogs. A reportagem tentou ouvi-lo por telefone, ontem, mas ele não atendeu as chamadas nem deu retorno. A reação enérgica do petista veio depois de Ciro ter esnobado o apoio do PT para disputar o governo paulista e de lançar críticas ao PMDB – aliado preferencial dos petistas –, ao próprio PT – ele chamou o PT paulista de “desastre” – e até contra Dilma – declarando que ela não tem experiência administrativa. (Jornal do Commercio)
Li no blog da camarada Alcinéa Cavalcante que neste sábado (27) acontece a 3ª Conferência Eleitoral Estadual do PSOL, que irá debater as estratégias o pleito 2010.
Aí, me lembrei que o PSOL anda batendo cabeça para escolher quem será o candidato a sucessão de Lula. Três nomes são cotados para representar a legenda no pleito, Babá, Martiniano Cavalcante e Plínio de Arruda Sampaio.
A coisa está tão feia que desde a madrugada da última quinta-feira (25), o site do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) está fora do ar por conta de desentendimentos entre a Presidência Nacional da legenda e integrantes do diretório.
A ordem para a retirada do site do ar partiu da presidente nacional do PSOL Heloísa Helena, que declarou, no final da tarde desta sexta-feira (26), que o site foi retirado do ar propositalmente para evitar que partes da legenda o utilizem para a promoção da candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, preterindo outros candidatos. Segundo Helena, a página "deveria funcionar por acordo, por consenso, respeitando (...) a pluralidade interna, com isonomia e proporcionalidade".
Posto isso, volto ao Amapá, onde Alcinéa dá conta que "o ponto alto [da Conferência] será, sem dúvida, a confirmação da pré-candidatura ao Senado do ex-deputado estadual...Randolfe Rodrigues".
Essa informação deu um nó em meu raciocínio.
A eleição para o Senado no Amapá vai ser decidida entre os senadores Papaléo Paes (PSDB) e Gilvam Borges (PMDB) que concorrem à reeleição, o governador Waldez Góes (PDT) e João Capiberibe (PSB). Dois desses candidatos irão ocupar as duas cadeiras em jogo.
E aí me pergunto, por que cargas d'água o Randolfe vai entrar nesse jogo?
Ele é jovem, 37 anos, poderia facilmente retornar a Assembleia, recomeçando sua trajetória parlamentar, da qual está afastado desde o dia 31 de janeiro de 2007, quando não se reelegeu deputado estadual por conta do PSOL ter alcançado o coeficiente eleitoral.
Sempre quando leio uma nota de blog, costumo ler os comentários para avaliar o que os leitores pensam. Na notícia em tela, me chamou a atenção o comentário do Caio.
"Um mês atrás, o professor Mangabeira Unger, convidado para conversar com a oposição argentina, constatou que todos, embora estando contra os Kirchner, destoavam muito entre si, o que apontava para várias candidaturas a presidente. Com todo o desgaste, Kirchner está sempre com 25% das opções de voto, o que num quadro pulverizado, significa a garantia de estar no segundo turno.
Mangabeira Unger, ao final da reunião, concluiu lapidarmente com a expressão: “Precisamos Coordenar o Dissenso”. Este é um ensinamento básico para a política, a começar pelas disputas internas dentro dos partidos. Sem “coordenar o dissenso”, quem vence a disputa interna num partido é outro partido, o adversário."
O leitor copiou e colou trecho de uma nota do ex-blog de César Maia, que cai como uma luva sobre a pretensão do Randolfe e de muitos outros políticos que não avaliam pragmaticamente o processo eleitoral na perspectiva de chegar ao poder.
Por isso, é preciso a oposição no Amapá “coordenar o dissenso”, caso contrário que vencerá a disputa será os que estão no poder.
No Palácio República dos Palmares, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) iniciou o seu discurso, na tarde de ontem, reclamando do governo federal. Durante a cerimônia de assinatura de ordens de serviço para obras de infraestrutura que chamou de “emergenciais” em 12 municípios atingidos por enchentes no inverno do ano passado, ele disse que Alagoas não está mais recebendo a mesma atenção do presidente Lula (PT) este ano. Sem falar com todas as letras, o governador insinuou que o tratamento mudou em decorrência das próximas eleições. Acostumado a elogiar o “espírito republicano” do petista nos primeiros três anos do seu governo, Vilela ontem atacou o presidente. (Carla Serqueira na Gazeta de Alagoas)
Se houver aliança com o PSB, eu saio para disputar o governo, diz Roberto
O prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) aventou a possibilidade de disputar o governo do Estado, caso um dos dois pré-candidatos que fazem parte da base do governador Waldez Góes (PDT) optasse por uma aliança com o PSB.
Na verdade são três os candidatos que buscam o apoio do governador: o presidente da Assembléia Legislativa Jorge Amanajás (PSDB), o vice-governador Pedro Paulo (PP) e o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB).
José Dirceu tenta resolver impasse no PT do Amazonas
A definição sobre a candidatura majoritária que será apoiada pelo PT, na eleição deste ano, tem provocado atritos entre lideranças do partido no Amazonas. Enquanto o deputado estadual, Sinésio Campos, defende apoio ao possível candidato do Governo, Omar Aziz (PMN), o presidente regional do PT, o senador João Pedro, quer formar aliança em torno do nome do ministro Alfredo Nascimento (PR). O tema é um dos pontos de discussão no encontro dos petistas, hoje, que terá a participação do ex-chefe da Casa Civil e um dos articuladores do PT nacional José Dirceu.
Na última semana, o grupo liderado por Sinésio Campos colheu assinaturas de membros da Executiva Estadual do partido para apresentar a proposta de apoio à candidatura de Omar Aziz. João Pedro rebateu, afirmando que não precisa colher assinaturas para apresentar proposta de alianças para o partido no Amazonas. (Rosiene Carvalho em A Crítica) Cadastre-se para ler mais
Richa e Requião deixam os cargos na próxima semana
O governo do estado e a prefeitura de Curitiba terão novos administradores a partir da próxima semana. Isso porque o governador Roberto Requião (PMDB) e o prefeito Beto Richa (PSDB) deixarão os cargos para disputar as eleições de outubro. Orlando Pessuti (PMDB) assume o Palácio das Araucárias (atual sede do governo do estado, durante as reformas do Palácio Iguaçu) e Luciano Ducci (PSB) a prefeitura da capital.
De acordo com a Lei Eleitoral, para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os governadores dos estados e os prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes da eleição. A data limite é a sexta-feira (2), feriado da Paixão de Cristo. Eles só poderiam permanecer se concorressem à reeleição. (Gladson Angeli na Gazeta do Povo) Leia mais.
Família Sarney não terá tratamento especial, diz presidenta da Suíça
A presidenta da Suíça, Doris Leuthard, disse ontem que seu país não fará diferença no tratamento de um escândalo de corrupção envolvendo a família Sarney apenas pela procedência ou importância política de seus membros. "Aqui tratamos todos de forma igual." Ela indicou que o dinheiro que teria sido bloqueado na Suíça - US$ 13 milhões em uma conta do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - poderá ser devolvido ao Brasil. Mas para isso o governo brasileiro teria de primeiro condenar o dono da conta.
"Aqui pouco importa se a pessoa é rica ou pobre, famosa ou não", afirmou ela, em resposta a uma questão sobre um possível tratamento diferenciado à família Sarney por estar relacionada a um ex-presidente do Brasil. Doris Leuthard ainda lembrou que, nos últimos meses, a Suíça abriu verdadeiras batalhas legais contra personalidades como o coronel Muanmar Kadafi, presidente da Líbia, e seu filho, assim como contra o cineasta Roman Polanski, acusado de abusos sexuais contra uma menor. (Agência Estado)
Petista pede a Deus que ilumine o caminho de Serra
Na visita que fez nesta tarde à Andradina, a 640 km de São Paulo, o governador José Serra (PSDB) ouviu o prefeito da cidade, o petista Jamil Ono, pedir a Deus que ilumine o caminho do governador à Presidência da República. "Vamos pedir a Deus que ilumine o caminho do nosso grande líder do PSDB, o governador José Serra", declarou Jamil durante a cerimônia de inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) na cidade.
"Não posso declarar meu voto, mas quero que Deus ilumine o caminho dele à Presidência", reforçou Ono em entrevista aos jornalistas após a cerimônia. Serra deve anunciar sua candidatura à Presidência no próximo dia 10 em Brasília.
Em resposta, Serra disse que o seu governo não faz distinção de partidos. "Para Andradina, foram R$ 83 milhões em obras e ações na minha gestão. A cidade tem 55 mil habitantes, o que dá mais de R$ 1,2 mil para cada habitante. Um recorde. Mas o meu governo não faz mais ou menos porque é do PT ou do PSDB", disse o governador.
Ono justificou sua declaração dizendo que não governa para partidos, "mas para o meu município". (Agência Estado)
O PMDB escolhe hoje o candidato do partido ao governo do Estado. Na disputa, estão o presidente estadual da sigla, Eduardo Pinho Moreira, e o prefeito de Florianópolis, Dário Berger.
A prévia está marcada para começar às 9h e será aberta pelo segundo vice-presidente da executiva estadual, Paulo Afonso Vieira. No total, 541 peemedebistas terão a responsabilidade de escolher o candidato que deverá ser homologado na convenção de junho.
As principais lideranças do partido devem passar pela Assembleia Legislativa. O ex-governador Luiz Henrique da Silveira confirmou presença. Ele terá direito a dois votos – um por ser membro do diretório estadual e outro por ser delegado por Joinville. (Natália Viana no Diário Catarinense) Leia mais.
Ainda é cedo para dizer que o Palácio Piratini conseguiu uma vitória política, mas tudo se encaminha para a aprovação de todos os projetos de reajuste salarial encaminhados à Assembleia nos últimos dias. A pressão do calendário, que não permite estender a discussão por mais tempo, facilitou a vida dos articuladores do governo: o que não for sancionado e publicado até 6 de abril não poderá ser votado neste ano.
Depois de conseguir o acordo de líderes que permitirá a votação na terça e quarta-feiras, o chefe da casa Civil, Otomar Vivian, sonha com a unanimidade na votação da maioria das propostas. É possível, sim, que os projetos de reajuste sejam aprovados por unanimidade, mas esse não é o caso do que eleva a remuneração inicial do magistério para R$ 1,5 mil.
Como o Cpers não aceita a elevação do salário inicial – que o governo chama de piso –, a oposição deve votar contra, mas o governo tem votos suficientes para aprovar a proposta que, na prática, melhora a vida de 28 mil professores. O Cpers é contra por entender que a elevação do mínimo para R$ 1,5 mil distorce o plano de carreira, já que professores com menos tempo de serviço passariam a ganhar o mesmo salário de colegas mais antigos ou até com maior qualificação.
Do ponto de vista político, o projeto que fixa o salário inicial em R$ 1,5 mil é o mais importante para o governo. Se for aprovado, o Cpers e os adversários não poderão mais dizer que o Rio Grande do Sul paga o menor piso salarial do país. Ao contrário, Yeda Crusius dirá na campanha que nenhum professor estadual ganha menos de R$ 1,5 mil por 40 horas semanais. O Cpers continuará dizendo que piso é o salário básico, mas esse discurso não tem, nem de longe, a força de um ranking no qual o Rio Grande do Sul aparece entre os Estados que pagam menos do que piso nacional. (Rosane de Oliveira na coluna Página 10 do Zero Hora)
Ataques marcam debate entre Lindberg e Benedita no Rio
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e a secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, trocaram ataques ontem durante o debate realizado no Sindicato dos Bancários, no Centro do Rio. O encontro ocorreu dois dias antes das prévias do PT, marcadas para amanhã, que decidirão o nome do partido para a disputa de uma vaga no Senado. Pelo menos 250 filiados participaram do evento.
Lindberg criticou a aliança do PT com o PMDB do governador SérgioCabral. Segundo o prefeito, o partido "está apequenado" e de "cabeça baixa" para os aliados pemedebistas. Para Lindberg, o PT "não criou uma identidade no atual governo", do qual Benedita faz parte.
- Tem que haver mais respeito. Qual é a nossa cara neste governo? Não queremos adesão. Queremos aliança. Nós não nascemos para ser caldo o tempo inteiro e ficar de cabeça baixa para o PMDB. Nossa participação é um absurdo. Eles nos humilharam - disse Lindberg.
Benedita rebateu o adversário quando Lindberg perguntou sobre a importância de sua participação na construção do governo Cabral. A secretária afirmou que só não fez mais investimentos em Nova Iguaçu, por exemplo, porque a prefeitura estaria inadimplente com o estado: - Tivemos avanços significativos. Não havia sequer uma Secretaria de Assistência Social. Temos projetos fundamentais em parceria com o governo federal. Temos 16 restaurantes populares, o Bolsa Família. Só não liberamos mais recursos por conta na inadimplência da prefeitura de Nova Iguaçu.
Cúpula do partido tentou evitar confronto
Em outro momento, Benedita pediu que Lindberg permanecesse à frente da prefeitura para ajudar na campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência. Em seguida, defendeu sua candidatura lembrando que era senadora em 2002, mas renunciou para fortalecer o palanque no Rio do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já Lindberg destacou os programas do governo Lula e anunciou sua intenção de disputar o governo do estado em 2014. A ideia do prefeito era concorrer ao cargo nas eleições deste ano. Mas, a pedido de Lula, Lindberg desistiu para apoiar Sérgio Cabral, seu ex-desafeto e atualmente pré-candidato à reeleição.
A cúpula do PT não conseguiu evitar a realização das prévias. Até o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, interviu sem sucesso para impedir o confronto entre Lindberg e Benedita.
De acordo com o presidente regional do PT, deputado federal Luiz Sérgio, um dos mediadores do debate, o partido tem cerca de 115 mil filados no Rio. Destes, apenas 34 mil estavam aptos a votar na eleição para presidente do partido no ano passado. A expectativa é que o número de votantes nas prévias de amanhã para o Senado seja de 20 mil. Ainda segundo ele, o resultado deverá ser divulgado até as 19h30m do mesmo dia das prévias. (Cássio Bruno em O Globo)
O líder de um ala do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pontal, José Rainha Júnior, declarou ontem, em Andradina, que "todos os acampamentos comandados por ele serão um comitê pró-Dilma Rousseff", a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República. Rainha disse isso no dia em que o governador José Serra (PSDB) visitou Andradina, a 650quilômetros de São Paulo, para inaugurar o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que já está funcionando desde o dia 2 deste mês.
- Já estamos em campanha e vamos fazer um campo de batalha, no campo, por Dilma - disse Rainha, que pretende mobilizar mais de 13 mil pessoas, entre acampados e assentados, no "abril vermelho", com ocupações de terra na região de Andradina.
O governador, ao final da inauguração, não comentou a declaração de Rainha. Serra foi recebido aos gritos de "mentiroso" por um grupo de cem professores ligados ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficialdo Estado de São Paulo (Apeoesp). Serra qualificou como "inexpressivo" e "pequeno" o protesto. Os integrantes do MST chefiados por Rainha na região não compareceram aos atos dos professores, como ameaçara o líder sem-terra. (Jean Oliveira e Bianca Notário em O Globo)
A candidata verde à Presidência, Marina Silva, é uma das 50 mulheres de influência no mundo, escolhidas pela revista Figaro Madame uma das mais bem feitas e populares revistas da França, que circula na edição deste fim de semana do jornal Le Figaro. Qualificada como La Pasionaria verte, está ao lado de nomes como Michelle Obama, Angelina Jolie, Sonia Gandhi, Hillary Clinton, Simone Veil, Anna Wintour e, ça va sans dire, Carla Bruni-Sarkozy.
A revista faz questão de sublinhar o que de melhor Marina fez, além de batalhar pela causa verde e por uma Amazônia melhor: ter pedido demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente.
Foi para Dilma que Guido Mantega abriu sua casa na quarta à noite, em Brasília. Lá jantaram, em uma só mesa, Jorge Gerdau, Luiz Nascimento, Marcelo Odebrecht, Luiz Trabuco, Benjamin Steinbruch, Joesley Batista, Josué Gomes da Silva e Paulo Godoy.
A conversa? Bom... aí é querer saber demais. (O Estado de S.Paulo)
Queimar livros é ação de vândalos e não de professores
Vândalos, que se dizem professores em greve, queimaram apostilhas distribuídas pelo governo de São Paulo a rede pública de ensino. Foto: Ernesto Rodrigues, da Agência Estado
Cientista critica abertura de estradas na Amazônia
O cientista que inventou o conceito de diversidade biológica, americano Thomas Lovejoy, criticou ontem, na abertura do Fórum Internacional de Sustentabilidade, em Manaus, a construção de estradas em regiões intocadas da Amazônia. Para Lovejoy, as rodovias representam impactos sérios e podem ser substituídas por ferrovias e hidrovias. Segundo o cientista, em um fragmento de cem hectares desmatado perde-se a metade das espécie de aves e as grandes árvores são destruídas. "Pode-se perder até 30% da biomassa, da massa viva da floresta." Lovejoy fez a crítica ao lado do governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), que -junto aos ministros Dilma Rousseff e Alfredo Nascimento- participou da inauguração, nesta semana, de um trecho inacabado da estrada BR-319 (Manaus-Porto Velho). A estrada é de interesse de Nascimento, que é do Amazonas. O governo Lula diz que vai autorizar a construção de uma estrada-parque na BR-319. Segundo o Ministério dos Transportes, o conceito de estrada-parque é deixar no entorno da rodovias várias áreas protegidas, como unidades de conservação -que ainda serão criadas pelo governo federal. (Kátia Brasil, Laura Capriglione e Marlene Bergamo na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
A pesquisa Datafolha de hoje não trouxe o "X" que os petistas davam como certo nas curvas de intenção de voto entre José Serra e Dilma Rousseff. Não houve empate nem a candidata de Lula ultrapassou o tucano. Por fim, a distância entre ambos cresceu. Serra continuou a liderar e subiu dos seus 32% em fevereiro para 36% agora. O levantamento foi realizado nos dias 25 e 26 deste mês. Dilma havia registrado 28% há um mês e escorregou para 27%. O segundo pelotão permaneceu no mesmo lugar. Ciro Gomes (PSB) está com 11%. Marina Silva (PV) pontuou 8%. Indecisos, brancos, nulos ou nenhum somam 18%. A distância entre Serra e Dilma havia afunilado para quatro pontos percentuais em fevereiro. No novo Datafolha, o tucano abriu uma vantagem de nove pontos. Quando os petistas já colocavam o champanhe na geladeira e Lula falava quase em público a respeito de ganhar no primeiro turno, eis que o modelo de inocular popularidade em Dilma Rousseff começa a mostrar um certo esgotamento. Dilma cresceu nas pesquisas sorrindo, com olhar de paisagem e aparecendo ao lado de Lula em eventos de campanha disfarçados de atos de governo. Deu certo. A petista entrou com força na disputa. Mas os números do Datafolha revelam talvez a necessidade de uma tática mais agressiva se a petista pretende voltar a crescer. A nova fase exigirá de Dilma um confronto direto com Serra. Até porque a candidata de Lula estará fora do governo a partir da semana que vem. Já Serra terá de colocar sua resiliência à prova como candidato declarado. Esse é o cenário da largada da corrida presidencial de 2010: dois candidatos polarizando na ponta e ninguém ainda competitivo como possível terceira via. Só que essa, como se vê logo no seu começo, não parece ser uma eleição fácil para se fazer previsões. (Fernando Rodrigues na Folha de S.Paulo)
O resultado da pesquisa Datafolha publicada hoje joga um balde água fria na euforia petista e obriga a um reexame das análises políticas mais recentes a respeito da sucessão presidencial. À luz do que vinham mostrando sondagens anteriores, havia se generalizado a expectativa de que Dilma Rousseff iria ultrapassar José Serra num futuro relativamente próximo -para alguns ainda este mês, ou, no máximo, no decorrer de semanas. Não parece ser mais o caso. Houve, ao menos em parte, uma interrupção da trajetória que vinha sendo desenhada. A diferença entre Serra e Dilma não é de 14 pontos, como registrou o Datafolha de dezembro (37 a 23); não é mais de apenas 4 pontos, como era há um mês (32 a 28); a diferença agora está em 9 pontos (36 a 27) -exatamente a metade do caminho entre os 14 e os 4 das duas pesquisas anteriores. Dilma ficou estacionada, mas não perdeu o que havia conquistado no final do mês passado, quando lançou sua candidatura e se beneficiou de um período de hiperexposição na mídia. Foi Serra quem voltou ao patamar de dezembro, acima dos 35%, onde costumava aparecer. O que explica a queda anterior e a recuperação do tucano? Talvez o desgaste provocado pelas chuvas, sobretudo em janeiro; talvez, em menor escala, o impacto inicial da rapinagem do aliado demista no Distrito Federal. São apenas conjecturas. De certo há o seguinte: o tucano, que vinha sendo muito questionado, dentro e fora do partido, ganha um alento e dá uma demonstração de força política justamente no momento em que se prepara para lançar oficialmente a sua candidatura, no dia 10. Como exercício, basta imaginar qual seria o clima da festa tucana se Dilma estivesse à frente. Fica, por ora, reforçada a sensação de que Serra, o candidato, é maior do que sua candidatura, acuada pela força do lulismo, pela relativa fragilidade da oposição. E que a candidata Dilma, pelo contrário, embora competitiva, ainda é menor do que a parafernália que até aqui insuflou seu nome. (Fernando de Barros e Silva na Folha de S.Paulo)
Marina é convidada a dançar "Rebolation" em programa popular de TV
Conhecida pelo estilo sóbrio e recatado, a pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), abriu ontem uma exceção para garantir espaço na estreia do quadro Loiras e Morenas, do "Programa do Gugu". Ela topou ser entrevistada por duas modelos esculturais, que a procuraram com uma tarefa inusitada: tentar convencê-la a dançar o "Rebolation" -dancinha que virou febre no Carnaval baiano. A gravação foi feita no hotel em que Marina estava hospedada em São Paulo. As meninas fizeram perguntas sobre sua infância no Acre e a militância na causa ambiental. Depois sugeriram que a senadora, evangélica, ensaiasse a coreografia. Segundo assessores, ela recusou o pedido, com bom humor. A brincadeira faz parte da estratégia da senadora de tentar ganhar popularidade entre o eleitorado de menor poder aquisitivo, que ainda demonstra desconhecê-la nas pesquisas. Marina participou de outros programas populares nas últimas semanas. Anteontem, as loiras também foram atrás da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que participava de encontro com mulheres metalúrgicas em São Bernardo do Campo (SP). Elas chegaram a ser recebidas pela ministra, mas foram enxotadas do local por sindicalistas que a acompanhavam. Dilma teria prometido gravar novamente em outra ocasião. O quadro será exibido no domingo, na TV Record. (Bernardo Mello Franco na Folha de S.Paulo)
A Polícia Federal se prepara para indiciar o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo crime de evasão de divisas, em um dos inquéritos da Operação Faktor (ex-Boi Barrica) que ainda faltam ser concluídos. A PF e o Ministério Público Federal, com a autorização da Justiça, rastreiam contas da família Sarney em diversos cantos do mundo. Conforme a Folha revelou nos últimos dias, as autoridades brasileiras já receberam a confirmação dos governos da China e da Suíça de que Fernando fez transações milionárias nesses países. A PF agora aguarda apenas formalidades dos governos estrangeiros para intimar Fernando Sarney a depor e indiciá-lo por evasão de divisas, entre outras possibilidades relacionadas a crimes financeiros. O empresário nega que tenha cometido crimes ou irregularidades fiscais. Sobre as operações financeiras no exterior, ele se recusa a comentar, alegando que as investigações sobre o caso correm sob segredo de Justiça. Já seu pai, o senador José Sarney, diz que o assunto se refere somente a seu filho. (Andreza Matais e Leonardo Souza na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Defesa de empresário pede acesso aos autos
A defesa do empresário Fernando Sarney entrou na 1ª Vara da Justiça Federal do Maranhão com um pedido de acesso às informações financeiras de seu cliente em posse da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O advogado Eduardo Ferrão disse que só tomou conhecimento da quebra do sigilo bancário de Fernando pela imprensa e se negou a comentar informações sobre contas do empresário no exterior, sob a alegação de que não há confirmação de que existam. "Não estou acusando a imprensa, mas posso duvidar da idoneidade da fonte dessas informações", disse o advogado. Quebra de sigilo Ferrão disse que pediu à Justiça informação sobre como ocorreu a quebra de sigilo, afirmando que seu cliente não foi comunicado disso. "Ele deveria ter sido comunicado, inclusive da investigação. É a primeira coisa que qualquer país civilizado do mundo faria. Deveriam dizer: "você está sendo investigado a partir desta data". Imagine a hipótese de que, ao fim, se veja que não é verdade, que é uma grande confusão. Como é que se restaura isso?". (Sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo) Leia mais.
Já foi melhor a situação de Franklin Martins na campanha de Dilma Rousseff. Vem de longe a má vontade da máquina do PT com o ministro da Comunicação Social. A novidade é que agora ele está em baixa também com os "pragmáticos" integrantes do núcleo decisório da candidatura. Alega-se que Franklin, com sua atitude permanentemente combativa em relação aos veículos da grande imprensa, não ajuda num momento em que é preciso "construir pontes" para Dilma, notadamente com a Rede Globo, emissora de maior audiência do país. O ex-ministro Antonio Palocci tem sido encarregado dessa tarefa. Antes de integrar o governo Lula, Franklin trabalhou na Globo, de onde saiu em circunstâncias pouco amistosas. (Folha de S.Paulo)
Serra abre 9 pontos sobre Dilma e se isola na frente
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre a petista Dilma Rousseff e voltou a ser líder isolado na corrida ao Palácio do Planalto. Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 deste mês mostra o tucano com 36%. A petista tem 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário. Como a margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Serra apresentou crescimento real -embora tenha retornado ao patamar de dezembro, quando tinha 37%. Já Dilma, pela primeira vez não apresentou crescimento na sua curva de intenção de votos: a petista oscilou negativamente um ponto percentual. No mesmo levantamento, Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os mesmos 8% obtidos em dezembro e há um mês. Indecisos, brancos e nulos somam 7% e 11% não souberam responder. Quando o Datafolha exclui Ciro da lista de candidatos, o cenário fica semelhante. Serra vai a 40% contra 30% de Dilma -a diferença entre ambos passa de nove para dez pontos, mas essa variação está dentro da margem de erro. Sem Ciro, Marina pula para 10% e continua sem ameaçar o pelotão da frente. (Fernando Rodrigues na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Sul, pobres e mulheres alçam tucano
A recuperação de José Serra na pesquisa Datafolha tem fatores principais, entre eles seu desempenho na região Sul, no eleitorado mais pobre e com o público feminino. Dilma Rousseff, que havia crescido em todas as regiões em fevereiro, agora ficou estagnada ou até oscilou negativamente em vários segmentos do eleitorado. No Sul, que concentra 14% dos eleitores do país, Serra subiu dez pontos percentuais, de 38% para 48%. Dilma, que fez carreira política no Rio Grande do Sul, não se consolidou ainda entre os gaúchos e registrou uma queda de 24% para 20%. Os 28 pontos percentuais de diferença no Sul são a maior dianteira de Serra sobre Dilma no aspecto geográfico das intenções de voto do Datafolha. Entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.020), ou 52% da amostra do Datafolha, Serra subiu de 30% para 35%. Dilma oscilou de 29% para 26% -apesar de um dos principais programas do governo Lula ser o Bolsa Família, que beneficia a população de baixa renda. Serra aumentou sua vantagem no eleitorado feminino. Em fevereiro, o tucano já liderava (33% a 24%). Agora, tem 15 pontos a mais (37% a 22%). (Fernando Rodrigues na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Pesquisa é diagnóstico, não prognóstico
Após revelar que a diferença entre Serra e Dilma havia se reduzido a apenas quatro pontos no final de fevereiro o Datafolha mostra agora que, passado um mês, Dilma mantém os pontos conquistados até então e Serra retorna ao patamar de dezembro, elevando sua vantagem para nove pontos. Pesquisa reflete um instante e os resultados devem sempre ser avaliados considerando-se os fatos que antecederam sua realização. Após a divulgação do Datafolha de fevereiro, feito em um momento de exposição favorável a Dilma e após farto noticiário desfavorável a Serra, disseminou-se uma série de análises e projeções precoces apontando a ultrapassagem iminente da candidata petista. Houve uma supervalorização de um resultado pontual. As entrevistas do atual levantamento foram efetuadas após Serra admitir sua candidatura na TV, em programa popular transmitido para todo o Brasil. No último mês as chuvas diminuíram em São Paulo e, em consequência, a exposição negativa do governo Serra. (Mauro Paulino - Diretor geral do Datafolha) Leia mais.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni, 5 anos, e não poderão recorrer em liberdade à sentença. Alexandre cumprirá 31 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado. Por ser o pai de Isabella - praticou o crime contra descendente - teve pena maior do que a da mulher. Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão. Pela fraude processual, os dois cumprirão ainda 8 meses de prisão em regime semiaberto e pagarão 24 dias multa.
Serra volta a crescer; Dilma estaciona
Pré-candidato à Presidência do PSDB, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT), mostra pesquisa Datafolha. As entrevistas foram feitas ontem e anteontem. O tucano registrou 36%. A petista pontuou 27%. Um mês atrás, tinha 32% e 28%, respectivamente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O peessedebista, portanto, teve crescimento real em relação a fevereiro e voltou ao seu patamar de dezembro, quanto tinha 37%¨. Já a petista não apresentou crescimento pela primeira vez. Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos em dezembro e há um mês
Lula ignora TSE e usa tom eleitoral ao lado de Dilma
Um dia depois de ter sido multado pela segunda vez por campanha eleitoral antecipada, o presidente Lula comandou, ao lado da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, dois eventos públicos na Bahia animados com jingles de campanha e gritos de guerra de simpatizantes e militantes petistas. Em Itabuna, ao inaugurar um trecho de gasoduto, Lula fez novas promessas de governo: "Vamos acabar com o maldito déficit habitacional nos próximos anos". Mas tarde, em Ilhéus, ele e Dilma anunciaram a ampliação do programa "Minha Casa, Minha Vida" na cidade. Na opinião de ministros e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral, Lula está provocando o TSE e poderá ser multado ainda outra vez.
Olimpíada já eleva aluguel
As mudanças provocadas pela realização da Olimpíada de 2016 - mais do que com a Copa de 2014 - já trazem impacto ao mercado imobiliário. Bairros da Zona Sul, além de Tijuca, do Meier, de Jacarepaguá e da Barra, estão bem mais valorizados. Em regiões perto de locais com eventos, o crescimento registrado foi de até 152% nos últimos 12 meses. Especialistas destacam que a subida de preço acaba não sinalizando um bom negócio para quem quer apenas adquirir casas ou apartamentos, mas é vantajosa para o que desejam investir em alugar depois da aquisição. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, analisou com autoridades do Rio o impacto ambiental das obras.
Condenados Alexandre Nardoni: 31 anos de prisão Anna Jatobá: 26 anos de prisão
Juiz afirma que pai e madrasta foram frios, cruéis e covardes no assassinato de Isabella. Sentença foi lida à 0h30 de hoje.
Últimos dias com IPI reduzido para carros
Benefício acaba quarta-feira e consumidor tem precisado de sorte para comprar. Concessionárias festejam recorde de vendas. Aumento no faturamento chegará a até 80% este mês. Redução do imposto no setor de móveis será permanente.
Cerco ao abuso do BB no consignado
O Ministério Público investiga o Banco do Brasil e 11 prefeituras de Minas por fecharem contratos de exclusividade para empréstimos com desconto em folha em municípios nos quais o pagamento é feito pela instituição. O MP entende que isso fere o direito do consumidor à livre escolha e levará o caso ao Conselho Administrativo de Defesa da Ordem Econômica (Cade) e ao Banco Central. Além disso, poderá recorrer à Justiça se a prática irregular permanecer. Por não ter sido notificado oficialmente, o BB não se manifestou.
Casal Nardoni é condenado
Depois de cinco dias, chegou ao fim no início da madrugada de hoje um dos julgamentos mais conturbados dos últimos anos no país. O júri condenou o casal Nardoni pelo assassinato de Isabella, morta em 29 de março de 2008 em São Paulo. Alexandre, pai da menina de cinco anos, recebeu a pena de 31 anos, um mês e 10 dias de prisão. Anna Carolina Jatobá, a madrasta, foi sentenciada a 26 anos e oito meses de cadeia. Além disso, ambos receberam pena de oito meses de detenção pela acusação de fraude processual.